terça-feira, 30 de agosto de 2016

Vício em pornografia: uma abordagem científica

Por João Paulo Souza

Começamos este artigo definindo o conceito de pornografia. É bem verdade que, dependendo da fonte literária ou texto consultado, o significado pode variar. A Wikipédia, por exemplo, dar-lhe o sentido de “qualquer material que desperta pensamentos sexuais de forma vulgar e explícita”[1].
O dicionário online Caldas Aulete, por sua vez, declina pornografia como qualquer “texto, foto, desenho, filme etc. que, com o objetivo único da excitação ou satisfação sexual das pessoas, apresenta ou descreve pessoas nuas ou copulando”[2]. Fundamentados nessas duas acepções, podemos concluir que a pornografia sempre está relacionada ao consumo de material que propague a nudez, bem como a divulgação do comportamento humano voltado para o despertamento da libido e das práticas sexuais.
Através dos milênios, seres humanos construíram e lançaram mão de vários veículos culturais para divulgarem a pornografia. Esculturas, pinturas, escritos, gravuras, peças teatrais, fotografias, filmes e vídeos são exemplos de como a pornografia sobreviveu e sofisticou-se ao longo do tempo. Hoje, porém, a internet tem sido o carro-chefe dessa devassidão, por ser mais acessível, barata e discreta para os seus usuários.
Como a internet é um sistema mundial que interliga computadores espalhados por várias partes do planeta, ela tem um poder de propagação de dados e informações descomunal. Para termos uma ideia, ao digitarmos a palavra “porn” no mecanismo de pesquisa do site de busca Google, encontraremos cerca de dois bilhões de sites relacionados ao tema! Absurdo!
Com esse arsenal pornográfico monstruoso na web, milhões de pessoas são seduzidas e fisgadas diariamente por ele, tornando-se facilmente viciadas. E, no processo do vício, vão acontecendo algumas mudanças significativas no cérebro do adicto, segundo o pesquisador americano Gary Wilson[3]. Wilson é um neurocientista que estuda o impacto da pornografia sobre o cérebro.
De acordo com as pesquisas feitas por Wilson[4], com o surgimento da internet em banda larga, vem acontecendo um fenômeno interessante entre os homens, especialmente entre os jovens: a disfunção erétil induzida pela pornografia. Isso mesmo! O consumo excessivo de pornografia causa impotência sexual!
Segundo Wilson, os homens viciados em pornografia sentem-se muito mais atraídos pelas imagens eróticas que veem na internet do que por mulheres reais. Em outras palavras, o ato de treinarem o cérebro para ficar recebendo altas doses de impressões pornográficas ao longo dos anos, acarretou-lhes uma notória insensibilidade sexual para com suas parceiras.
Nesse sentido, o vício em pornografia assemelha-se ao vício das drogas, em que, geralmente, o viciado passa a usar quantidades ou doses maiores para conseguir se aproximar ou tentar chegar ao prazer que sentiu antes, quando utilizou, pela primeira vez, determinado (s) entorpecente (s). E a necessidade de mais estímulos vai causando aos poucos, no consumidor de pornografia, a dessensibilização peniana, além de outras consequências deletérias: antissociabilidade, procrastinação, falta de energia, ejaculação retardada, ausência de libido, disfunção erétil, depressão, desejo de suicídio etc..
Wilson afirma que a dopamina – um neurotransmissor – é responsável para motivar as pessoas a terem prazer na vida e realizar coisas: trabalhar, estudar, divertir-se etc.. Ele ainda afirma que, com o uso excessivo de pornografia, os níveis de dopamina no cérebro diminuem drasticamente, fazendo com que o viciado acesse cada vez mais materiais pornográficos na internet para alcançar um prazer mais intenso. Assim, saturando-se os receptores de dopamina, o adicto produzirá menos dopamina, que lhe deixa com menos prazer sexual.
Diante dessas palavras, recomendo ao (à) leitor (a) a análise das referências disponibilizadas abaixo, porque nelas há muito mais informações importantes acerca desse assunto. E, caso esteja viciado em pornografia e masturbação, “o segredo é parar de usar pornô”, diz Wilson.
Permitindo Deus, escreveremos um novo artigo sobre esse tema. Porém, abordaremos a pornografia à luz das Escrituras Sagradas. Até o próximo artigo.
NOTAS
[1] WIKIPÉDIA. Pornografia. Disponível em: . Acesso em: 13/08/2016.
[2] “Pornografia.”. Dicionário Online Caudas Aulete. Disponível em:< http://www.aulete.com.br/pornografia>. Acesso em: 15/08/16.
[3] Vício em Pornografia. Disponível em: . Acesso em: 15/08/16.
[4] Entrevista com Gary Wilson. Disponível em: . Acesso em: 15/08/16.
Artigo publicado no GOSPEL PRIME.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A trajetória humana e a brevidade da vida

Por João Paulo Souza

Deus criou e formou o primeiro casal para que vivesse para sempre. Adão e Eva não precisavam se preocupar com a brevidade da vida, porque não lhes passava pela mente essa realidade. Porém, num tétrico dia, após haverem pecado, iniciou-se o fenecimento de sua existência humana (Gênesis 2.16-17). Assim, homem e mulher experimentariam o inexorável envelhecimento do corpo e, posteriormente, a morte biológica – isso caso alguém não resolvesse interromper sua carreira natural (Gênesis 4.8).
Quando lemos o livro de Gênesis, ficamos sobremodo espantados com o tempo de vida de algumas pessoas. Por exemplo, a Escritura relata que vários homens viveram mais de 900 anos! São eles: Adão (930 anos), Sete (912 anos), Enos (905 anos), Cainã (910 anos), Jarede (962 anos), Matusalém (969 anos) e Nóe (950 anos). Sem dúvida, é quase inacreditável o tempo de vida desses homens sobre a Terra!
Todos os homens que viveram mais de 900 anos nasceram antes do dilúvio (Gênesis 5). Após a inundação de toda a Terra, das pessoas que vieram ao mundo, ninguém mais chegou a esse marco etário. Apenas alguns se aproximaram dos 500 anos (Arfaxade, Salá e Héber; cf. Gênesis 11). E, gradativamente, os seres humanos foram tendo o período de suas vidas encurtado, até chegarem à média de idade de 120 anos (Gênesis 6.3; cf. Gênesis 11), embora Abraão, Isaque e Jacó terem ultrapassado essa baliza etática (cf. Gênesis 25.7-8; 35.28; 47.28).
O Salmo 90.10 traz-nos uma informação interesse sobre a diminuição drástica da idade das pessoas. Moisés afirmou que os dias da vida humana de seu tempo foram de 70 anos ou, em havendo vigor, 80. Muito impactante esta declaração, não? Quase dez séculos após o início da história bíblica, Moisés escreveu essa oração (Bíblia de Estudo NVI, 2003)[1]. Como a trajetória etática humana declinou ao longo nos séculos!
Ainda no Salmo 90.10, Moisés diz que “tudo passa rapidamente, e nós voamos”. Tiago, corroborando Moisés, assevera que somos “como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4.14). Nesse sentido, o nosso tempo não está longe do de Moisés nem do de Tiago. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)[2], a expectativa de vida de quem nasceu em 2012 entre as mulheres é de 73 anos; enquanto a dos homens é de 68.
Diante dessa verdade, como devemos agir? O que devemos fazer para conseguirmos cumprir a vontade de Deus e vivermos de forma satisfatória aqui na Terra? O próprio Moisés ensina-nos, por meio de sua oração ao Senhor: “Ensine-nos a contar os nossos dias e usar bem nosso pouco tempo para que o nosso coração alcance a sabedoria” (Salmo 90.12, Nova Bíblia Viva). Contar os dias fala-nos de um viver prudente, com sabedoria.
Indubitavelmente, devemos policiar o nosso tempo. Pensando nisto, estamos empenhando nosso tempo em que ou com quem? Com trivialidades? Exageramos no uso das redes sociais ou em jogos eletrônicos? O uso da internet está nos dominando, a ponto de só conseguirmos criar laços virtuais, em detrimento dos reais? E os estudos, como estão? E o trabalho? E o lazer?  E a família? E o principal: a vida com Deus?
Tomo emprestadas as palavras do apóstolo Paulo: “Tenham cuidado com a maneira que vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades” (Efésios 5.15-16; Colossenses 4.5, Nova Versão Internacional).
Amados leitores, diante da brevidade de nossas vidas, orienta-nos as Escrituras Sagradas a aproveitarmos o nosso precioso tempo da melhor maneira possível: “Quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10.31).
Portanto, empenhemos o nosso tempo para glorificarmos ao Senhor!
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[1] Bíblia de Estudo NVI. São Paulo: Editora Vida, 2003.
[2] Expectativa de vida aumentou em média seis anos no mundo, diz OMS. Disponível em: <http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/05/expectativa-de-vida-aumentou-em-media-seis-anos-no-mundo-diz-oms.html>. Acessado em 10/08/16.
Artigo publicado no Gospel Prime.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Como vencer tentações diabólicas - Artigo Gospel Prime

Por João Paulo Souza

A passagem bíblica sobre a Tentação de Jesus (Mateus 4.1-11) é rica em ensinamentos para a Igreja de Cristo. Durante a leitura sobre a tentação do Senhor no deserto, descobri algumas verdades espirituais. Por isso, gostaria de compartilhá-las neste artigo.
Depois de batizado por João e levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo inimigo, Jesus jejuou quarenta dias e quarenta noites. Após este período de tempo, sentiu fome. Aproveitando-se da situação, o Diabo fez-lhe uma proposta humanamente irresistível: “Manda que estas pedras se transformem em pães” (v. 3). Ao ouvir esta tentadora sugestão, o Filho prefere honrar o Pai, dizendo: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (v.4). Sem dúvida, o Pão do Céu é mais saboroso (Jó 34.3)!
O segundo momento do confronto entre o Filho do Deus Verdadeiro e o pai da mentira foi marcado pela tentativa do Diabo de induzir Jesus a desobedecer a Deus: “Se és Filho de Deus, atira-te abaixo” (v. 6). Ao que respondeu o Cristo: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus” (v. 7). Mais uma vez o Nazareno desconstrói o ardiloso argumento de seu oponente, mostrando-nos que “o obedecer é melhor do que o sacrificar” (1 Samuel 15.22).
Ao ser tentado a adorar o Diabo, Jesus bradou contra o Diabo: “Retira-te, Satanás” (v.10). O Mestre da Galileia sabia que a sua vida e a sua obra não tinham nada a ver com o príncipe das trevas (Mateus 16.23; cf. 1 João 3.8). O Deus Conosco completou: “Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (v.10). O nosso Senhor tinha um coração totalmente voltado para o Seu Deus: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Deuteronômio 6.4).
Depois que o adversário foi embora, as Escrituras dizem que vieram alguns anjos e começaram a servir o Senhor Jesus Cristo (cf. v.11). Hipoteticamente, podemos imaginar os anjos servindo-lhe uma comida saborosa (cf. 1 Reis 19.5-7), bem como manifestando alegria pelo triunfo de Seu Senhor.
Diante dessas palavras, temos a maravilhosa oportunidade de aprendermos a vencer as tentações malignas que nos sobrevêm diariamente, através das verdades e princípios observados na vida de Jesus.
Ou seja, quando priorizamos as Escrituras Sagradas, cumprimos a vontade de Deus e adoramos exclusivamente ao Eterno, bênçãos espirituais e materiais são dispensadas sobre cada um de nós.
Portanto, que possamos renunciar o nosso eu e viver a vida de Cristo em nós: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2.20).

Artigo publicado no GOSPEL PRIME.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Colunista do portal evangélico GOSPEL PRIME



Deus abriu-me uma porta espaçosa de divulgação de meus escritos, para a edificação da Igreja do Senhor espalhada pelos quatro cantos da Terra.

Ao Senhor Jesus Cristo seja a glória, a honra e o louvor para sempre!

Leia, na íntegra, o meu primeiro artigo. Clique AQUI para ter acesso ao texto.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Enquanto calei os meus pecados


Por João Paulo Souza




A história humana é permeada por acontecimentos nefastos. Estes nem sempre são influenciados diretamente pelo pecado, mas acontecem na vida das pessoas simplesmente por causa de sua suscetibilidade existencial. Todavia, nada é tão danoso quanto à violação da vontade de Deus.

No Éden, após pecarem, nossos pais esconderam-se de Deus, fugindo de Sua presença (Gênesis 3.8). O pecado golpeou-lhes a consciência outrora santa. Nessa ocasião, Adão e Eva foram, de súbito, assaltados pelo sentimento de culpa e de medo. Veja o que disse Adão, ao ser procurado pelo Senhor: "Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi" (Gênesis 3.10).

Assim como Adão e Eva, muitas pessoas continuam pecando e escondendo-se do Criador. Quem assim pensa nunca obterá a paz perfeita em seu coração: "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia" (Salmo 32.3). Não pense o pecador que, após transgredir os mandamentos de Deus, poderá autoperdoar-se, achando que estará resolvido o problema da culpa em sua consciência. Não! Essa forma de pensar é antibíblica!

O melhor caminho para que o pecador se reconcilie com o Senhor é fazer confissão de seus pecados a Deus e, em seguida, abandoná-los para sempre (Provérbios 28.13). Caso o transgressor não queira reconhecer os seus erros, a mão do Justo Juiz pesará cada vez mais sobre ele: "Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio" (Salmo 32.4).

Baseado nessas passagens bíblicas, penso sobre a realidade de muitos crentes espalhados nas igrejas evangélicas do Brasil e do mundo. Quantos não estão com sua consciência ferida pelo pecado, precisando, urgentemente, do perdão divino? Mas como serão perdoados, se não confessam suas imundícias Àquele que tem o pleno perdão em suas mãos?

Por fim, encerro esta postagem, fazendo esta confrontação: "Vale a pena ficar escondendo os próprios pecados diante das pessoas, se os ouvidos e os olhos do Senhor estão por toda parte (Salmo 94.9; 139.7-10) e, no tempo certo, caso não haja arrependimento genuíno e produção de bons frutos, Ele mesmo lançará no lago de fogo e enxofre todos os que vivem na Terra desobedecendo à Sua Palavra?".