domingo, 2 de outubro de 2016

Quem você elegerá por estes dias?

Por Herenilton Julião



“Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor. E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles. Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses.”
(1Samuel 16.6,7)

Diante do atual clima de disputa eleitoral em todo o Brasil neste mês de outubro, vejo uma boa oportunidade de falar de uma escolha pessoal. Escolha esta que determina como se encaminhará nossa vida daqui pra frente. A questão que gostaria de deixar para reflexão no presente post é: Quem está no controle do nosso viver é um “EU” antropocêntrico ou a pessoa bendita de Jesus?

Há algumas aplicações espirituais nas passagens que narram a eleição de Saul pelo povo hebreu (1 Samuel 8-12). A eleição desse rei representou uma mudança de paradigmas. Foi a saída do regime tribal para a monarquia e um aparente avanço para o regime político e social de Israel. No entanto toda a tomada de decisão dos “cabeças” contava com a desaprovação divina (1 Samuel 12.12-19). Ou seja, temos de um lado o regime teocêntrico e do outro o regime antropocêntrico, representado por Saul.

O povo desejava muito ter um líder visível. Deus o concedeu, no entanto advertiu-os através de Samuel que a servidão dos homens significaria um jugo pesado (1 Samuel 8.10-18). Mas como convencer do contrário um coração obstinado que já se decidiu em seguir o seu próprio pensamento? Isso é um questionamento para o acontecimento histórico, mas poderia facilmente aplicá-la ou até mesmo reformulá-la para o tempo presente. Ao invés disso, poderia dizer: Como convencer uma geração tão aculturada em aparência exterior a investir em valores espirituais e eternos?

A bem da verdade, vivemos dias em que o aparente tem dominado por completo muitas vidas. E muitos viram escravos da moda, obcecados em ter o corpo perfeito, na popularidade, na fama... Todavia, a Palavra Deus nos fala fortemente que as coisas mais importantes não se podem ver, que são eternas, (1Cor 4.18) e também nos ensinam a viver pela fé e não por vista (1 Cor 5.17).

O povo desejava ser como as demais nações (1Sam 8.20). A transição para a monarquia não só representava uma mudança interna; era um meio para se igualar as nações vizinhas e pecadoras. Em sentido espiritual podemos dizer que é perigoso quando uma pessoa crente tenta se igualar ao mundo (entenda-se com isso o sistema pecaminoso regido por Satanás). As más influências do mundo conduzem a grandes abismos, como vícios e prostituição e, por fim, a perdição eterna (Rom 8.6).

Por fim, amados, gostaria de lembrá-los que só existem duas opções a nossa disposição: ou fazemos a vontade da carne ou fazemos a vontade do Espírito (Gl 5.17). Sem votos em branco ou nulo. A escolha é toda sua. A responsabilidade também.

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