sexta-feira, 1 de abril de 2016

Dinheiro: um mal ou um bem?

Por João Paulo Souza



A vida cristã é diferente da vida mundana. Na verdade, esses dois modos de viver mostram-se opostos por natureza. Podemos dizer que são duas lentes cosmológicas e espirituais distintas. 

O apóstolo Paulo deixou muito claro a diferença entre o pensamento cristão e o pensamento do mundo. Em Romanos 12.2, ele rogou aos irmãos em Roma para não se conformarem com o mundo, ou seja, buscarem uma mente renovada em Cristo. E, o intuito de Paulo, era o experimento da "boa, agradável e perfeita vontade de Deus".

Quando nos convertemos ao Senhor Jesus, passamos a compartilhar de seu pensamento: "Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo" (1 Coríntios 2.16). Este texto é bastante revelador, no sentido de compreendermos que toda pessoa, a partir de sua conversão, recebe da parte de Deus uma nova vida (2 Coríntios 5.17).

Portanto, se alguém se arroga espiritual, mas "ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende" (1 Timóteo 6.3-4). E, se todos aqueles que desprezam o verdadeiro ensino de Cristo, nada entendem acerca das coisas espirituais, seu pensamento e ações são nocivos, especialmente no tocante ao dinheiro:

"Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores" (1 Timóteo 6.9-10).

Portanto, o real problema não está no dinheiro, mas na forma como lidamos com ele. O próprio Jesus alertou seus discípulos com relação às riquezas: "Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mateus 6.21).

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