terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Bíblia de Estudo Andrews: uma (per)versão adventista

Por Prof. Paulo Cristiano da Silva

O que a “Tradução da Bíblia de Joseph Smith”, a “Tradução do Novo Mundo” das Testemunhas de Jeová e o “Novo Testamento Versão Restauração” da Igreja Local tem em comum? Deturpações. Não vou comentar aqui os pormenores de cada uma delas, mas todas foram forjadas com o intuito de contrabandear  as doutrinas heréticas da seita para dentro da Palavra de Deus, quer seja por sutis modificações das palavras, introduzindo expressões alheias ao texto original, como fazem as Testemunhas de Jeová ou por meio das notas de rodapé de estudos que tem por função induzir o leitor a aceitar a eisegese da seita como se fosse doutrina ortodoxa. Nesta lista só faltava a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Agora não falta mais.

O engodo adventista em sua versão The Clear Word
Em 1994, a Review and Herald Publishing, editora oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, trouxe a primeira edição da chamada Bíblia The Clear Word produzida pelo adventista Jack J. Blanco.   A proposta propagada pela seita era a de facilitar a leitura da Bíblia para a geração atual por meio de transformar o texto em paráfrases contemporâneas das palavras originais, mas o trabalho final foi muito além disso. O que na verdade Jack J. Blanco fez foi introduzir de modo inescrupuloso as chamadas doutrinas distintivas, lê-se heresias adventistas – com base nas “revelações” de Ellen G. White – no texto de sua “tradução”. A reação da erudição evangélica foi devastadora em denunciar a The Clear Word como uma fraude.[1] Definitivamente a The Clear Word conseguiu rivalizar com a TNM das Testemunhas de Jeová no quisito desonestidade e manipulação.[2]
Um engodo mais sutil: A Bíblia de Estudo Andrews
Como introduzir diretamente no texto bíblico as heresias de Ellen White não deu muito certo, eles agora partiram para algo mais sutil, fabricaram no Brasil sua própria Bíblia de “estudos” com uma mãozinha de nossos amigos evangélicos.
Recentemente a SBB (Sociedade Bíblica do Brasil) se superou com uma parceria com a CPB (Casa Publicadora Brasileira), instituição adventista, em produzir a chamada “Bíblia de Estudos Andrews”[3].  Segundo eles, “a Bíblia de Estudo Andrews deverá incluir sistemas de notas de estudo e referências, artigos sobre princípios teológicos e interpretação bíblica, mapas, gráficos e índices.”[4]  e mais, “A publicação original usa a nova Versão King James e inclui mais de 12 mil notas originais de estudo […]”[5]
Desta vez com a ajuda da Sociedade Bíblica do Brasil, os adventistas estarão disponibilizando ao mercado evangélico brasileiro mais uma ferramenta para propagar suas heresias.
Mas quem pensa que a “parceria” com a seita adventista é coisa recente se enganou. Essa mancomunação não vem de agora. No lançamento da BLH (Bíblia na Linguagem de Hoje) a SBB traduziu Dn 8.14 como “1.150” dias (refletindo a interpretação adventista), o que foi corrigido para ”2300” na Nova Tradução. Mas o que esperar de uma instituição como a SBB quando se sabe que Wilson Paroschi, um teólogo adventista, possui livros publicados por essa Sociedade Bíblica?[6]
A intenção original da seita em produzir essa “Bíblia de Estudos” não é outra senão a de fomentar o proselitismo no meio evangélico, como eles já fazem por meio da Rede Novo Tempo, escolas e dos colportores das “revistas de saúde”. A Bíblia, segundo eles,  “seria amplamente distribuída durante esforços evangelísticos adventistas.”.[7] E nós sabemos que a expressão “esforços evangelísticos” incluem aí os evangélicos também, como eles deixaram bem claro no livro “Estudando juntos”, onde ensina os adventistas a se aproximarem dos evangélicos afim de pregarem suas doutrinas heréticas.[8]
Os evangélicos deveriam rejeitar essa Bíblia e alertar os irmãos, donos de livrarias, a NÃO adquirirem também. Ao contrário do que muitos pensam, os adventistas não são nossos irmãos!
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[1] Até mesmo dentro da própria seita houve reações contrárias a The Clear Word.
[2] Apesar desta versão estar no mercado americano desde 1994, a IASD brasileira não quis traduzi-la para o português, quem sabe, devido ao tamanho da polêmica que ela suscitou por lá.
[3] J. N. Andrews foi um dos pioneiros adventistas que não acreditava na Trindade.
[4]http://news.adventist.org/pt/todas-as-noticias/noticias/go/2008-03-19/imprensa-universitaria-adventista-publicara-primeira-biblia-de-estudo/
[5] http://noticias.adventistas.org/pt/noticia/biblia/ate-novembro-sera-lancada-biblia-de-estudos-andrews-em-portugues/
[6] Um dos livros é “A Origem e a Transmissão do Texto do Novo Testamento”. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2012.
[7]http://news.adventist.org/pt/todas-as-noticias/noticias/go/2008-03-19/imprensa-universitaria-adventista-publicara-primeira-biblia-de-estudo/
[8] Observe o que diz Ellen White sobre isso: “Temos uma obra a fazer por ministros de outras igrejas. Deus quer que eles se salvem.”… “Nossos ministros devem buscar aproximar-se dos ministros de outras denominações”.(Testemunhos Seletos, vol. II, p. 386, 2ª edição – 1956).

Texto copiado do site CACP Ministério Apologético.

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