sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Porque certos cantores e pregadores evangélicos desviam-se da fé


Por João Paulo Souza




Fazendo uma breve análise sobre a realidade da vida de certos cantores e pregadores evangélicos - se é que se converteram de verdade - que temos no Brasil, cheguei a uma triste constatação. Parece-me que eles estão perdendo a graça e a autoridade espiritual que tinham no começo da caminhada cristã. Pensando nisso, tracei alguns motivos que levaram ou levam essas pessoas a extinguirem a presença de Deus nas suas vidas.

1. O desejo pela fama. Quantos não foram aqueles e aquelas que começaram seu ministério em igrejas pequenas e humildes? Mas hoje sequer pisam nessas mesmas igrejas. Por que será? Senão porque a ambição da fama desnudou-lhes a simplicidade do Evangelho que lhes vestia. De acordo com o Dicionário Caldas Aulete, a palavra "fama" significa "condição do que é conhecimento por muita gente; notoriedade". Mas, no Reino de Deus, essa realidade é invertida. João Batista que o diga: "Convém que ele [Jesus] cresça e que eu diminua" (João 3.30, ARA, grifo nosso).

2. O anelo pela ostentação. O Dicionário Eletrônico Houaiss define "ostentação" como "ostensão" que, por sua vez, explica-se pelo "ato de fazer alarde de si ou de alguma coisa sua, ger. por orgulho ou vaidade; afetação de exibir(-se) (...) exibição de luxo, poder, riqueza, magnificência". Não precisamos ir muito longe, navegando na internet, para encontrarmos fatos acerca dessa realidade no meio dito evangélico, como, por exemplo, a ostentação no uso de roupas, de relógios, de carros caríssimos, de exigências vaidosas, etc.. De onde vem tanto dinheiro? Será que existe algum mandamento na Bíblia a favor da ostentação?

3. O amor ao dinheiro. Onde podemos encontrar respaldo bíblico para o enriquecimento a torto e a direito como vontade divina para os crentes? Paulo, o apóstolo dos gentios, deixou bem claro que o "amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. [ E que] Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos" (2 Timóteo 6.10, NVI, grifo nosso). Nesse sentido, quantos cantores e pregadores evangélicos buscam apenas dinheiro e bens materiais através de suas performances, enganando e sendo enganados? Jesus ensinou-nos que devemos, antes de mais nada, juntar tesouros no Céu, "onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mateus 6.20-21).

4. O ensimesmamento. O sentido de ensimesmar-se é "voltar-se para dentro de si mesmo; concentrar-se, recolher-se" (Dicionário Eletrônico Hoaiss). Todos aqueles e aquelas que desprezam a centralidade de Deus em suas vidas buscam seus próprios interesses, desejos e vontades. O rei Saul serve-nos de exemplo. Este monarca perdeu seu trono porque buscou centralizar-se em si mesmo (1 Samuel 15.28). Semelhantemente, certos cantores e pregadores terão seus "tronos" tirados pelo Rei dos reis e Senhor dos Senhores!

O desejo pela fama, o anelo pela ostentação, o amor ao dinheiro e o ensimesmamento alimentados por essas pessoas levam-nas a irem perdendo paulatinamente a comunhão com Deus. Triste realidade. Diante disso, cabe-nos orar, mas também combater ostensivamente essas atitudes réprobas e, quem sabe, converter os pecadores dos seus maus caminhos e salvá-los da morte eterna (Tiago 5.20).

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Jogral: Porque sou crente


Por Everton José Santos Paula




Sugestão : Os participantes entram cantando o refrão do hino PORQUE SOU CRENTE do cantor   Jair Santos

Ser crente salvo é bom demais 
Minh'alma canta cheia de paz 
Nada me prende ao mundo aqui
 Jesus  vem breve e eu vou subir

Voz Oculta: Queridos irmãos e irmãs, estamos vivendo, nos dias atuais, o evangelho das facilidades. Alguns cristãos, e muitos daqueles que vêm à igreja para adorarem a Deus, possuem uma visão distorcida do que é ser crente em Cristo. Diante dessa realidade, se nesta noite fosse lhe perguntado: Por que você é crente? Qual seria sua resposta? Talvez alguns irmãos revelariam alguma inclinação ao materialismo, outros ao egoísmo, outros ficariam com meias verdades, e ainda outros dariam uma resposta coerente. Nesta noite, o Espírito Santo de Deus deseja te dar a resposta correta para essa pergunta. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas!


Todos: Por que eu sou crente? Por que você é crente? Por que somos crentes?

1 - Queridos irmãos, esta é uma pergunta que se fosse feita a nós que aqui estamos, sem dúvida, muitas seriam as respostas. Uns e outros diriam:

2 - Eu sou crente por que estou com problemas de saúde e, então, aceitei Cristo para ele me curar.

3 - Eu sou crente, por que eu quebrei financeiramente, e vi meu vizinho que estava na mesma situação que eu enriquecer de novo quando se tornou um crente.

4 - Eu sou crente por que meu cônjuge me deixou e agora estou procurando reatar novamente meu casamento. E sendo crente, Deus vai me ajudar.

5 - Eu sou crente por que vi um(a) jovem muito lindo(a)  que faz parte nesta congregação e estou interessado(a) nele (a) . E por isso me tornei crente para conseguir namorar com ele(a).

 6 - Eu sou crente por que fui um cantor famoso no mundo, hoje já não faço mais tanto sucesso como antes, e agora quero fazer sucesso entre o povo de Deus. Para isso, falarei como crente, vestirei com crente cantarei para crente sem, contudo ser crente , tudo isso a fim de alcançar meus objetivos.

Todos : Estas são respostas dadas por pessoas materialistas ou humanistas cujo objetivo é somente massagear o ego. Pessoas estas, recém chegadas na Igreja, que ainda não entendem o verdadeiro sentido da expressão ser crente. No entanto, como responderia os cristãos com mais tempo de crente?

1 - Eu sou crente por que temo o inferno e não quero ir para lá.

2 - Eu sou crente por que acho bonita a forma como os crentes se vestem, como os pastores pregam.

3 - Eu sou crente por que gosto de receber elogios, lisonjas, do Pastor da congregação e título de esforçado.

4 - Eu sou crente por que aqui é a Igreja mais rígida e correta que conheço.

5 - Eu sou crente por que é tradição da família, meus bisavós eram, meus avós  e meus pais também.

6 - Eu sou crente por que aguardo um milagre de Deus de cura em minha vida.

Todos : A visão de tais crentes ainda está deturpada quanto ao conhecimento da razão verdadeira de ser um cristão. Então, porque devemos ser crentes?

1 – Porque certa feita, depois de Jesus dar um duro sermão, muitos lhe disseram: Duro é este discurso, quem o suportará. E muitos foram embora por não suportarem a dureza da mensagem que ele lhes transmitia.

2 – Porém, Jesus olhando para os seus discípulos, disse-lhes:  “E vocês não querem ir também com eles?

3 - E, Pedro ousadamente, falou antes que todos: "Para onde iremos nós, Senhor,  Se só tu tens a palavra de vida eterna.

4 - Jesus afirmava que muitos daqueles que estavam ao seu redor, o seguiam apenas pelo pão que perece. Eles apenas desejavam que as suas necessidades fossem supridas e nada mais. Ainda hoje existem pessoas assim, são crentes por conta de uma necessidade material.

5 - Estes muitas vezes perderam seus bens materiais, saúde e sucesso nos negócios. E procuram uma igreja com o objetivo de recuperá-los.

6 - Não sabem eles que ser crente, às vezes, não é indício de que uma pessoa será próspera materialmente na Terra. Ser crente nem sempre é sinônimo de ostentação. Às vezes, os crentes passam dificuldades, provações, doenças fome e até mesmo necessidades financeiras. Mas, então, qual será a verdadeira razão de sermos crentes?

Todos: Sabe por que somos Crentes?

1- Somos crentes por que ouvimos a voz do Senhor Jesus e não fomos rebeldes ao seu chamado.

2- Por que somos grandes pecadores, necessitando assim de um Grande  Salvador!

3 -  Somos crentes por que ele nos escolheu e nos disse que fossemos  para darmos frutos e que os frutos permanecessem.

4 – Somos crentes, por que o Senhor Jesus nos escolheu para adorar e glorificar o seu santo nome.

5 - Somos crentes para testemunhar aos homens que Ele salva, cura, liberta e leva os homens e mulheres para os céus!

6 - Somos crentes por temos em nossos corações a certeza da salvação e não apenas para termos nossas questões humanas resolvidas.

Todos: Somos crentes para que o Senhor Jesus seja em tudo exaltado em nossas vidas.

1 e 6: Eu sou crente por que sei que Jesus Cristo morreu por mim e vai me levar para o céu.

2 e 5 : Eu  sou crente porque tenho o nome escrito no livro da vida; Eu sou crente por que fui lavado no Sangue do Cordeiro.

3 e 4 : Eu sou crente por que sei que dinheiro, fama, riqueza, bens materiais, saúde e aplausos, tudo isso, um dia se acabará.

TODOS : Todas essas coisas são efêmeras para nós. Vivemos neste mundo como estrangeiros, pois a nossa pátria esta nos céus, a qual o nosso Senhor Jesus foi preparar.

1- Nas Mansões Celestiais.

3- Nos aguardam.

2- Um lar de  Glória e Esplendor.

4- Para nós, os  crentes.

6 - Que amamos o Senhor.

5 – E esperamos com perseverança a sua vinda!


Todos : Sabe por que  somos   crentes? Para um dia deixarmos esta terra para nos encontrarmos com o Senhor nos ares. E ainda que venham as angustias, as tribulações, a fome, a nudez, o desemprego, o perigo, a doença ou mesmo a morte, nenhuma destas coisas nos impedirá de sermos vitoriosos por meio daquele que nos chamou! Por isso somos crentes!

1 - Por estas razões eu,

2 – Você, Igreja!

3 - Nós Formandos do Discipulado!

4 - Somos e devemos ser crentes!

5 - Sim, Crentes!

6 – Salvos em Cristo Jesus.


TODOS : E Crentes Fiéis ao Senhor Jesus!

Todos saem cantando novamente o refrão inicial.


O segredo da apresentação de um jogral está na dedicação, oração e consagração dos seus recitadores. Portanto, dedique-se em dá o seu melhor.Ore para que o Senhor opere no seio da igreja e consagre-se para que Deus apareça em sua vida durante a apresentação!

sábado, 21 de novembro de 2015

Menos que um gato





Quando eu estava grávida (perdi o bebê aos cinco meses de gestação), lembro que Chantilly, como sempre, vinha para meu colo; mas, na minha nova condição, ele não conseguia relaxar - ficava olhando em volta, procurando aquela presença que sentia mas não via. E me assombro ao pensar que, neste mundo de hoje, há tanta gente com menos percepção que um gato.

A imagem acima não consta da postagem original.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Não andeis ansiosos



Por João Paulo Souza

Louvo  veementemente a Deus porque, quando preciso, escuto Sua graciosa voz soar aos ouvidos do meu espírito. Em momentos de preocupação, Jesus sempre tem uma palavra de conforto a nos dizer. Ele conhece-nos como ninguém.

Quando do Sermão do Monte, Jesus disse aos seus discípulos: "Não andeis ansiosos pela vossa vida" (Mateus 6.25, ARA*). Esta palavra serve-nos também. Quantos de nós ficamos aflitos por deixarmos que a ansiedade domine o nosso ser, não é verdade? Mas Cristo continua dizendo: "Não andeis ansiosos".

Caro (a) leitor (a), sabemos que vivemos em tempos difíceis. Parece-nos, às vezes, que algumas coisas desagradáveis que acontecem à nossa volta não tem finalidade alguma. E, nesses instantes, indagamos insistentemente ao Senhor. Porém, não se desespere. Deus está no controle, Ele é soberano e sabe cuidar bem de você e de mim. Ouçamos o que diz Jesus:

"Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?" (Mateus 6.26, NVI**).

__________________

* ARA - Almeida Revista e Atualizada
** NVI - Nova Versão Internacional

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O que penso sobre as brigas entre arminianos e calvinistas no Facebook e as páginas que contêm deboche e escárnio


Por Renato Vargens




As Redes Sociais tem em muito contribuído para a edificação da igreja brasileira e quanto a isso não tenho a menor dúvida. Todavia, apesar de estar ajudando cristãos a entenderem as verdades contidas nas Escrituras, as Redes Sociais e especialmente o Facebook,  tem sido usadas como ferramentas de deboche, achincalhe e ridicularização. 

Eu particularmente não frequento nenhum destes espaços virtuais, entretanto, há pouco, fui alertado por alguns irmãos sobre o desrespeito comum àquele a esses grupos. Instigado por amigos e curioso em saber mais sobre o assunto resolvi visitar algumas destas páginas e  fiquei impressionado com o conteúdo ali publicado. 

Ora, uma coisa é discutir doutrinas, emitir pontos de vistas e divergir em questões doutrinárias, outra é denigrir a imagem de alguém, emitindo ofensas "ad hominem", ridicularizando os divergentes, fazendo chacota com as mais diferentes pessoas.

Prezado amigo, para vergonha nossa isso se tornou mais comum do que gostaríamos. Infelizmente  os adeptos do "arminianismo e do calvinismo" tem proporcionado discussões, deboches e ridicularizações que me fazem ruborizar de vergonha.  Lamentavelmente estes irmãos em vez de tratarem das divergências doutrinárias dialogando de forma respeitosa,  tem optado pela agressões virtuais criando charges, quadrinhos cujo objetivo final é ridicularizar cristãos do passado e presente.

Caro leitor eu posso divergir de Armínio, mas não tenho o direito de ridicularizá-lo, você pode não concordar com Agostinho e Calvino, mas, não possui o direito de achincalha-los.  Contudo, o que mais tem me assustado nisso tudo é perceber que o comportamento desrespeitoso não é propriedade exclusiva de adolescentes e jovens, mas, também de homens maduros,  que em nome de uma pseudo-espiritualidade tem agredido seus irmãos, ferindo assim o Corpo de Cristo.

Diante do exposto, gostaria de dar algumas sugestões a todo aquele que deseja usar as Redes Sociais para a glória de Deus: 

1-) Você pode ser Calvinista ou arminiano, mas, isso não te dá o direito de zombar e ridicularizar seus irmãos.

2-) Você pode não concordar com alguns ensinamentos arminianos ou calvinistas, mas isso não te dá o direito de afrontar desrespeitosamente santos homens de Deus que acreditam e defendem o que pensam.

3-) Você pode discordar do pensamento, da teologia, e da fé dos seus irmãos, sem contudo, permitir com que a sua discordância redunde em ataques "ad-hominem".

4) Arrependa-se de suas agressões e de forma madura exponha o que crê deixando de lado toda e qualquer tipo de agressão glorificando a Deus mediante uma fé madura e responsável.

Pense nisso!

Texto extraído do blogue do pastor RENATO VARGENS.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Tese de doutorado: Onde a luta se travar


Maxwell: pesquisador e evangelista da AD em Perus (SP)*

Defendida em julho de 2015, a tese de doutorado Onde a luta se travara expansão das Assembleias de Deus no Brasil urbano (1946-1980), do historiador e professor Maxwell Pinheiro Fajardo é uma pesquisa intensa e criteriosa sobre a maior denominação pentecostal no Brasil. Igreja onde o autor é membro e obreiro na região de Perus em São Paulo.
Partindo de algumas reflexões do período do mestrado, que versava sobre as relações entre pentecostalismo e periferia urbana, Maxweel, sob a orientação do Prof. Dr. Milton Carlos Costa da Universidade Estadual Paulista (UNESP), iniciou o desafio de pesquisar (mesmo com bibliografia escassa) e entender as razões do crescimento das ADs.

Maxwell aponta que nos círculos acadêmicos, os pentecostais começaram a ser alvo de estudos a partir da década de 60, e as teorias apontavam para o fato das igrejas pentecostais crescerem "à medida que ofereciam respostas adequadas" as necessidades de ajustamento social do migrantes, os quais, vindos das áreas rurais se confrontavam com os valores e estilo de vida das cidades em expansão.

Ainda segundo o historiador, os trabalhos defendidos e publicados nesse período "têm em comum o fato de relacionarem o crescimento do pentecostalismo no contexto industrial urbano" à necessidade de ajustamento social das populações que chegavam às metrópoles. Mas como as ADs cresceram muito mais que outras igrejas pentecostais no mesmo período, se todas estavam sujeitas as mesmas condições sociais?

Para essa problemática, o jovem professor partiu da "hipótese de que o crescimento assembleiano no mundo urbano deve ser entendido não apenas à luz das transformações sociais externas, mas também a partir da dinâmica interna de organização da Igreja." Para isso é necessário também compreender "a forma sui generis como as Assembleias de Deus conseguiram agregar suas diferentes cisões internas em torno de uma mesma plataforma denominacional sem que isto representasse a desestruturação ou o esfacelamento da Igreja, em um processo de esgarçamento institucional não observável em qualquer outra igreja pentecostal brasileira".

Findando a pesquisa veio a banca examinadora formada pelos professores doutores Milton Carlos Costa (orientador da pesquisa), Karina Bellotti (Universidade Federal do Paraná), Dario Paulo Barrera Rivera (Universidade Metodista), Edin Sued Abumanssur (PUC-SP) e Áureo Busetto (UNESP). A defesa teve mais de 5 horas de duração, tempo em que foram respondidas as arguições da seleta banca e feitos debates sobre vários aspectos do texto. O trabalho foi aprovado por unanimidade. 

O título do trabalho teve como inspiração o refrão de um dos hinos mais conhecidos da Harpa Cristã, hinário até hoje utilizado em ADs de todo o país e expressa o espirito expansionista e militante observado na história da denominação, bem como os conflitos vivenciados em seu interior. 

O texto foi dividido em cinco capítulos: no primeiro deles é feito um panorama da história das Assembleias de Deus no Brasil, com ênfase no seu processo de fragmentação em Ministérios, chamado na pesquisa de “esgarçamento institucional”. No segundo capítulo é apresentada uma proposta de periodização da história das ADs em quatro eras, simbolizadas em cinco de seus líderes: Era Vingren(1911-1932); Era Nyström (1932-1946); Era Canuto/Macalão (1946-1980) e Era Wellington (1980 a seguir). Neste capítulo também foi feita a análise histórica do aparato institucional da denominação (Convenção Geral, Jornal, Editora, Revistas de EBD e Hinário). 

O terceiro capítulo foi dedicado ao tema da expansão da Igreja no espaço urbano. A Região Metropolitana de São Paulo foi escolhida como estudo de caso. Assim, neste capítulo é feito um levantamento histórico dos ministérios mais antigos da cidade, bem como do mapeamento da presença de suas principais igrejas na cidade. 

No quarto capítulo é analisado o processo de criação da tradição litúrgica das Assembleias de Deus (seu “culto típico”), bem como de sua hierarquia ministerial (como surgiram e se estruturam os cargos de cooperador, diácono, presbítero, evangelista e pastor). O quinto capítulo é dedicado ao imaginário assembleiano construído durante o período de maior crescimento da igreja. Neste capítulo discutimos a história social dos usos e costumes assembleianos. 

A tese, embora não seja o primeiro trabalho acadêmico sobre a história das ADs, é a primeira pesquisa de doutorado específica sobre a denominação na área de História. Agora, depois tantos trabalhos, Maxwell poderá curtir um pouco mais a esposa Hetiene e o filho Théo. O rebento nasceu durante o processo de pesquisa e agora mais um enorme desafio o pesquisador possui: o de ser pai.

* Foto de Alex Fajardo irmão do Maxwell e seu grande incentivador

Tese disponível no link abaixo:

http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/cathedra/14-10-2015/000851874.pdf


Postagem copiada do blogue Memórias das Assembleias de Deus