terça-feira, 29 de julho de 2014

Abrir a mão ao necessitado


"Se houver algum israelita em qualquer das cidades da terra que o SENHOR, o seu Deus, lhes está dando, não endureçam o coração, nem fechem a mão para com o seu irmão pobre" (Deuteronômio 15.7).

A despeito de Deuteronômio 15.7 está relacionado ao povo de Israel especificamente, o princípio contido nele não se tornou obsoleto na Nova Aliança. O próprio Jesus deixou-nos o exemplo de solidariedade e misericórdia: "Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribui-os entre eles [uma multidão faminta e cansada]; e também igualmente os peixes, quanto queriam" (João 6.11, grifo meu).

Assim como Jesus, devemos ajudar a quem precisa. Por isso, sempre recordemos "as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber" (Atos 20.35).

João Paulo M. de Souza 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A empáfia dos coríntios


Meus leitores, gostaria de lhes alertar acerca de algo que tenho notado no seio de certas denominações evangélicas. Refiro-me ao ledo engano do tolo "monopólio cristão", ou seja, da medíocre pretensão de exclusividade que essas agremiações têm evidenciado em nossos dias. Esse fato não é novidade, pois a igreja em Corinto já abraçava essa arrogância.

O apóstolo Paulo observou bem o orgulho com o qual a igreja de Corinto acalentara seus caprichos carnais. Assim como esta igreja, algumas hoje pensam que detêm a exclusivamente da verdade, desprezando a finalidade da morte de Cristo, na Cruz do Calvário: "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Romanos 10.9). Jesus é de todos que o invocam.

Onde está a verdade? Em alguma denominação evangélica por si só? Não! A verdade está em Cristo. A verdade é Jesus (João 14.6). Nós (denominações) apenas pregamos a mensagem do Filho de Deus, isto é, não temos o direito de retê-la em nós ou só para nós. Entretanto, semelhantemente aos coríntios, às vezes pensamos equivocadamente: "Porventura, a palavra de Deus se originou no meio de vós ou veio ela exclusivamente para vós outros?" (1 Coríntios 14.36).

Em suma, a verdade não procede de nós mesmos, mas de Cristo em nós. Ele, Jesus, faz toda a diferença na vida com Deus. Portanto, lancemos de sobre nós quaisquer espectros de presunção - despojemo-nos da empáfia dos coríntios: "Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo" (1 Coríntios 14.37).

João Paulo M. de Souza

sábado, 12 de julho de 2014

Não fomos chamados para sermos santarrões

"Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los" (Mateus 23.4).


Durante minha caminhada cristã - quase dez anos -, tenho observado algumas atitudes entre os evangélicos. Refiro-me a algumas condutas um tanto antibíblicas. Alguns crentes, inclusive certos ensinadores e pregadores, acham-se tão santos, que, em certas ocasiões, mal saúdam e falam com seus irmãos em Cristo.

Tenho plena certeza de que Deus não nos chamou para sermos santarrões. Assim fosse, Jesus teria dito aos seus discípulos que imitassem o modo de vida dos religiosos de sua época, sobretudo dos fariseus. Entretanto, para nossa surpresa, o Mestre disse: "Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis em suas obras; porque dizem e não fazem" (Mateus 23.3).

O Senhor resgatou-nos para sermos santos. "Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pedro 1.16), disse Deus. Ser "santo" significa ser "separado para uso e posse de Deus". Logo, para Ele e para a Sua Igreja, não existem santarrões, mas santos, homens e mulheres chamados por seu decreto.

Lembremo-nos de que a santidade que experimentamos não é nossa, mas do Senhor em nós, através do Espírito Santo. Somos o edifício de Deus (1 Coríntios 3.9). Somos o Templo do Deus Vivo: "Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós" (1 Coríntios 3.16). Portanto, não queiramos ser santarrões, ou seja, santos além da conta. Basta-nos sermos santos!

João Paulo M. de Souza

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ouro refinado pelo fogo: provação e aprovação


"Bem-aventurado o homem que suporta , com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam" (Tiago 1.12).

Em quaisquer situações adversas, nós sempre queremos ser aprovados por Deus. Porém, antes que isso venha a acontecer, não podemos nos esquecer de que é necessário passarmos, com perseverança, por momentos difíceis. O ouro, para ser refinado, carece de passar pelo fogo!