quarta-feira, 25 de junho de 2014

O ídolo da beleza




O pecado não muda essencialmente, só ganha novos formatos ao longo dos tempos. Antigamente, sem poder de decisão, as meninas chinesas eram submetidas ao encurtamento dos pés para conformarem-se à moda da época. Sem isso, corriam o risco de não obter bons casamentos. Eram obrigadas a usar sapatos pequenos demais, que deformavam os dedos e muitas vezes chegavam a causar gangrena. Tinham dores horríveis pelo resto da vida e perdiam facilmente o equilíbrio quando de pé - o que aliás era considerado um charme pelos chineses de então. Esse aspecto trágico da sociedade chinesa antes do comunismo é bem documentado em formato narrativo pela escritora Jung Chang em Cisnes selvagens - um livro apaixonante sobre três gerações de mulheres antes, durante e depois da Revolução Chinesa. E a vida de nenhuma delas foi fácil.

Hoje, em plena valorização do que é "natural" (a maquiagem, por exemplo, busca reproduzir um visual fresco e iluminado), há moças ocidentais, com bastante poder de decisão, que se submetem voluntariamente a um procedimento cirúrgico que, segundo elas, deixará seus pés mais bonitos e mais adequados aos caríssimos Louboutin que desejam comprar. Segundo os especialistas, há riscos de dor constante, assim como ocorria com as chinesas. Mas, como sempre, o adorador se extasia à vista do ídolo e não consegue se deter nos sacrifícios. E a destruição, dessa vez, é autoinfligida.

Para as mulheres contemporâneas, tem sido quase impossível escapar do culto ao ídolo da beleza.

Fonte: Norma Braga

Obs.: A foto acima não consta da postagem original.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Crentes difíceis de serem enganados


"Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo" (Atos dos Apóstolos 17.11, NVI).

No Brasil, a despeito de termos um número expressivo de evangélicos (termo batido e, de certa forma, diluído), "bereanos" temos poucos. Estes dificilmente são ludibriados pelos enganadores.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Nunca diga para uma pessoa: "Você não sabe de nada!"


Vivemos em um mundo globalizado, no qual as pessoas têm a oportunidade de experimentarem dos benefícios intelectuais que estão à sua disposição. Numa era em que a própria rede mundial de computadores, a internet, com sua praticamente infinita gama de dados, verte, sem parar, informações e conhecimentos, os seres humanos, sabendo utilizar bem essa potencialidade cibernética, vai-se moldando teoricamente. Ademais, não devemos subestimar as capacidades que cada um desenvolve na vivência e experiência de cada dia.

Ninguém (humano) sabe de todas as coisas. Mas também ninguém ignora todas as coisas. Isto quer dizer que temos conhecimentos diferentes, sabemos de umas coisas, enquanto outros sabem de outras. E, às vezes, também comungamos do mesmo saber. Portanto, nunca diga para alguém: "Você não sabe de nada!"; porque você não sabe nem imagina os efeitos negativos sobre a mente de quem ouve esse tipo de palavra. 

Todos nós somos importantes. Caso contrário, as Escrituras não teriam avalizado Gênesis 1.27: "Criou Deus, pois, o homem [o ser humano] à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (grifo meu). Portanto, jamais menospreze o seu semelhante, por mais que ele seja diferente ou averso de você.

João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Liderança: admoestações de Pedro


Lendo 1 Pedro 5.1-4, percebi algumas verdades importantes que caracterizam a liderança que agrada a Deus. Abaixo, apenas realçarei os pontos que me chamaram mais a atenção no texto mencionado.

1) "Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles" (v.1). Em itálico (grifo meu), diz era "como", e não "sobre". Em outras palavras, Pedro não se pensava melhor que os outros líderes.

2) "Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós" (v.2). Por que Pedro não disse "sob vós"? Novamente Pedro enfatiza a o estar junto, comungar harmoniosamente com seus pares. Bem diferente do que vemos em alguns lugares por aí.

3) Segundo Pedro, como os líderes deveriam se portar entre o rebanho de Deus? "Não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer" (v.2). Faz-me lembrar Romanos 12.2, quando fala sobre a necessidade de termos uma mente renovada em Cristo, para experimentarmos Sua rica vontade.

4) Ainda no verso dois, Pedro enfatiza a boa vontade de servir ao rebanho, contrapondo o desejo sórdido e ganancioso. Este fato negativo está longe de nossa realidade? Não! Cada vez mais certas pessoas enricam, granjeiam fortunas em nome de Deus e andam de carro importado, enquanto que muitos crentes vivem numa situação deplorável. É tempo de refletirmos mais a fundo sobre isso.


5) Pedro continua: "nem como dominadores dos que foram confiados" (v.3). Dominadores é o que não faltam em nosso meio. Infelizmente, os simples e os incautos deixam-se levar por palavras de "humildade", bem como por pregações "fervorosas". No entanto, prefiro ficar com Atos 17.11 como texto a ser observado em minha caminhada cristã.


6) A segunda parte do verso três, pontua a necessidade de todo líder ser modelo do rebanho ao qual pastoreia. Missão impossível para os dias de hoje? Não! Ainda há, no meio das igrejas, pessoas compromissadas com o Senhor, a exemplo desse mesmo Pedro (João 6.68).


7) No verso de número quatro, encontramos uma linda promessa dirigida àqueles que agradarem ao Senhor durante o seu ministério. Aqueles que servirem a Deus com um coração sincero, honesto, desprendido, voluntário, modelado pelo caráter de Cristo (Gálatas 5.22) serão eternamente recompensados pelo Supremo Pastor.


As orientações de Pedro são muito importantes para compreendermos algumas características da vontade de Deus.


João Paulo M. de Souza