sábado, 12 de julho de 2014

Não fomos chamados para sermos santarrões

"Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los" (Mateus 23.4).


Durante minha caminhada cristã - quase dez anos -, tenho observado algumas atitudes entre os evangélicos. Refiro-me a algumas condutas um tanto antibíblicas. Alguns crentes, inclusive certos ensinadores e pregadores, acham-se tão santos, que, em certas ocasiões, mal saúdam e falam com seus irmãos em Cristo.

Tenho plena certeza de que Deus não nos chamou para sermos santarrões. Assim fosse, Jesus teria dito aos seus discípulos que imitassem o modo de vida dos religiosos de sua época, sobretudo dos fariseus. Entretanto, para nossa surpresa, o Mestre disse: "Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis em suas obras; porque dizem e não fazem" (Mateus 23.3).

O Senhor resgatou-nos para sermos santos. "Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pedro 1.16), disse Deus. Ser "santo" significa ser "separado para uso e posse de Deus". Logo, para Ele e para a Sua Igreja, não existem santarrões, mas santos, homens e mulheres chamados por seu decreto.

Lembremo-nos de que a santidade que experimentamos não é nossa, mas do Senhor em nós, através do Espírito Santo. Somos o edifício de Deus (1 Coríntios 3.9). Somos o Templo do Deus Vivo: "Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós" (1 Coríntios 3.16). Portanto, não queiramos ser santarrões, ou seja, santos além da conta. Basta-nos sermos santos!

João Paulo M. de Souza

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