segunda-feira, 28 de julho de 2014

A empáfia dos coríntios


Meus leitores, gostaria de lhes alertar acerca de algo que tenho notado no seio de certas denominações evangélicas. Refiro-me ao ledo engano do tolo "monopólio cristão", ou seja, da medíocre pretensão de exclusividade que essas agremiações têm evidenciado em nossos dias. Esse fato não é novidade, pois a igreja em Corinto já abraçava essa arrogância.

O apóstolo Paulo observou bem o orgulho com o qual a igreja de Corinto acalentara seus caprichos carnais. Assim como esta igreja, algumas hoje pensam que detêm a exclusivamente da verdade, desprezando a finalidade da morte de Cristo, na Cruz do Calvário: "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Romanos 10.9). Jesus é de todos que o invocam.

Onde está a verdade? Em alguma denominação evangélica por si só? Não! A verdade está em Cristo. A verdade é Jesus (João 14.6). Nós (denominações) apenas pregamos a mensagem do Filho de Deus, isto é, não temos o direito de retê-la em nós ou só para nós. Entretanto, semelhantemente aos coríntios, às vezes pensamos equivocadamente: "Porventura, a palavra de Deus se originou no meio de vós ou veio ela exclusivamente para vós outros?" (1 Coríntios 14.36).

Em suma, a verdade não procede de nós mesmos, mas de Cristo em nós. Ele, Jesus, faz toda a diferença na vida com Deus. Portanto, lancemos de sobre nós quaisquer espectros de presunção - despojemo-nos da empáfia dos coríntios: "Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo" (1 Coríntios 14.37).

João Paulo M. de Souza

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