quinta-feira, 30 de maio de 2013

O que o papa Francisco vem fazer no Brasil?


O que o papa vem fazer no Brasil? De acordo com o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010, o rebanho do catolicismo atinge 123 milhões de adeptos, no Brasil, um número ainda expressivo, mas que vem diminuindo, nos últimos anos, gerando uma crise profunda e aparentemente irreversível para o romanismo. A grande maioria dos católicos brasileiros é nominal, e uma boa parte tende para a prática do espiritismo. A fidelidade dos católicos também tem diminuído. Há alguns anos, a Igreja Católica exibia em cadeia nacional, na quarta-feira de cinzas, a fala do papa. Hoje, o pronunciamento é gravado, e as emissoras o exibem quando querem.

Em julho, o papa Francisco — o argentino Jorge Mario Bergoglio — vem ao Brasil para participar da Jornada Mundial da Juventude. Seu staff já deixou claro que a sua prioridade, ao visitar os países Brasil, Argentina e Chile, neste ano, é conter o avanço da Igreja Evangélica. Ele tentará convencer os cidadãos brasileiros da importância da Igreja Católica, mostrando a eles que não existe uma diferença essencial ou significativa entre a confissão católica e a evangélica. Como sempre, a principal razão da visita do papa ao Brasil é avivar o romanismo, combatendo o extraordinário progresso numérico dos evangélicos, especialmente do segmento neopentecostal. 

O simpático papa Francisco pregará no Brasil a velha mensagem ecumênica, na esperança de ver o sonho de seus antecessores Bento XVI e João Paulo II realizado. Estes tiveram o privilégio de presenciarem a derrocada do comunismo e o fracasso das fileiras da Teologia da Libertação, mas não conseguiram parar o avanço da fé evangélica no Brasil.

Para alcançar seu objetivo, o romanismo tem empregado duas estratégias: a evangelização entre as comunidades pobres e a tentativa do estabelecimento de uma convivência ecumênica entre evangélicos, católicos e espíritas. A CNBB propaga, há um bom tempo, textos alegóricos em favor do ecumenismo. Em um deles, Jesus visita um centro espírita e, ao deparar-se com uma mãe-de-santo, afirma: “o Reino de Deus já está aqui no meio de vocês”. E ela responde: “Muito obrigada, Jesus! Mas isso a gente já sabia... Você deve ter um orixá muito bom. Vamos dançar, para que ele venha nos ajudar”. Ademais, é grande a aproximação entre astros gospel e cantores da música católica, que cantam juntos em eventos e programas de televisão.

Lembro-me de que, há uns quinze anos, a revista Veja enfatizou a razão do crescimento dos evangélicos, destacando a alfabetização de adultos, o estímulo à leitura, a realização de trabalhos de recuperação de dependentes de drogas e a prestação de ajuda a necessitados. A reportagem foi, claramente, uma alfinetada na Igreja Católica, que desde então vem assumindo um papel semelhante ao dos segmentos evangélicos.

Há alguns anos, o Vaticano abriu as portas para receber a visita do saudoso Nilson do Amaral Fanini, então pastor da Primeira Igreja Batista de Niterói, Rio de Janeiro. O objetivo da visita do respeitado líder evangélico, na época, foi traçar com o papa uma estratégia que visava a resolver antigos problemas entre católicos e evangélicos. Fanini chegou a dizer que a Igreja Batista, por ser anterior à Reforma Protestante, não deveria ser considerada uma seita evangélica pelo catolicismo.

Mas a estratégia de unir as vertentes protestante, espírita e católica, com o intuito de somar forças contra inimigos comuns, nunca dará certo. Esses três segmentos possuem objetivos, credos e motivações completamente diferentes. O evangélicos adoram ao Jesus da Bíblia, que é o verdadeiro Deus e a vida eterna (1 Jo 5.20), enquanto os católicos e os espíritas acreditam em um “outro Jesus” (2 Co 11.4), que recebe menos honra do que Maria. Esta, segundo a Bíblia, foi apenas uma crente fiel agraciada por Deus, que precisava do Salvador (Lc 1.47), e não mediadora ou redentora (1 Tm 2.5).

Na verdade, todo esse esforço do romanismo para ganhar adeptos de outras religiões, nos últimos anos, leva-nos refletir sobre o que Jesus disse em Mateus 7.13,14. A porta para a salvação é estreita, e são poucos os que entram por ela. O ecumenismo da Igreja Católica pode até envolver muitos crentes nominais, porém os poucos fiéis (Sl 12.1; 101.6) permanecerão firmes; jamais negarão a sua fé, haja o que houver (Ap 2.10; 3.11). Deus não prioriza crescimento numérico (Jo 6.60-69), a não ser que este decorra da pregação da verdade. O Senhor só tem compromisso com quem está disposto a segui-lo, andando como Ele andou (Lc 9.23; 1 Jo 2.6). 

Por Ciro Sanches Zibordi 

Fonte: CPADNews

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Jesus ressuscitou!


Sentindo a presença do Senhor em mim, senti-me constrangido pelo seu Espírito a escrever sobre a ressurreição de Cristo. Confesso que o meu coração fervilha de alegria por esse fato histórico e crucial para a vida da Igreja, porque sem esse maravilhoso milagre jamais seríamos servos do Filho e  nunca desfrutaríamos de todas as bênçãos que o Pai nos outorga por meio dEle.

Para deter minhas simples palavras e deixar que a Bíblia relate a linda e triunfante história da ressurreição do Senhor Jesus, eis transcrita, na íntegra, a passagem a que me refiro:

Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhe falaram: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galileia (Lc 24.1-6, ênfase minha; cf. Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Jo 20.1-10).

Diante dessa verdade, alegremo-nos no Senhor! Aleluia! Glória eterna Áquele que vive para sempre!

terça-feira, 28 de maio de 2013

O leão e o cãozinho



                           

No mundo "civilizado" de hoje,  humanidade que, cotidianamente, brinda-nos com um sem número de atrocidades, crimes hediondos, assistir ao vídeo acima é um verdadeiro colírio para os olhos e alento para nossos sentimentos. Digo isso porque já estou cansado de tomar conhecimento de tantas maldades cruentas e injustiças praticadas entre os seres "humanos". Estes que, às vezes, comportam-se como seres tão abjetos que sequer podem ser comparados a seres irracionais.

Amemo-nos uns aos outros e encontraremos a paz e o amor verdadeiros. Encontraremos Deus (1 Co 13)! "Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele" (1 Jo 4.16).

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Em todo tempo...


"Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e, para isto, vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos" (Ef 6.18).

Orar é falar com Deus. Mas também é mais do que isso: é ouvir a voz divina e se permitir ser guiado pelo Espírito Santo!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O amor ao dinheiro e a espoliação dos fiéis


No meio evangélico, há quem diga que a obra de Deus só anda se tiver como pano de fundo os pilares financeiros, pois afinal, conforme diz Eclesiastes 10.19, "o dinheiro atende a tudo". Mas será que isso realmente é coerente? Será que a grana é a base da vida cristã? E o que os líderes realmente estão fazendo com o "tutu" do povo dito cristão?

Sem dúvida, a olhos vistos muitas igrejas construíram e continuam construindo grandes templos, edifícios monumentais. Em contrapartida, a vida dos membros, dos crentes que nelas comungam, está sendo edificada, enriquecida espiritualmente? Ou será que o alvo primaz dos "anjos" de igreja é a pecúnia do povo, o leite e a gordura dos fiéis? 

Para nossa decepção, a cosmovisão de certos sacerdotes influentes de hoje firma-se apenas nos resultados: rádios, TV, cofre gordo, construções físicas fenomenais, aumento em número da membresia etc. Então, diante dessa realidade, urgem as inquietações: Aonde foi parar o processo, as etapas? Será que certos líderes param para pensar no quanto o desdobramento de seus empreendimentos são cruciais para a saúde cristã? Será que refletem acerca da constituição plena das pessoas - espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23)?

Será que devemos mensurar o sucesso de uma igreja (denominação) meramente pelas suas realizações humanas? Será que, para alcançarmos conquistas ditas  de Deus, devemos "mercadejar a palavra" (2 Co 2.17)? Cumprir o que diz a Bíblia é encher o próprio bolso com o dinheiro alheio e depois dizer que a administração é feita da melhor forma possível? Onde está a transparência? Onde está a sinceridade cristã?

Reflitamos.

João Paulo M. de Souza

sábado, 18 de maio de 2013

O espelho e o olvidamento da Palavra


"Aquele que ouve a palavra [Escrituras], mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência" (Tg 1.23-24, NVI, ênfase minha).

domingo, 12 de maio de 2013

O que eu tenho? E o que você tem?



Num tempo em que o cabedal e a fama são buscados de todas as formas - sem quaisquer escrúpulos - por muitas pessoas, valorizar as experiências espirituais com Deus é algo de somenos importância. Os propagadores das falsas prosperidades que o digam. Mas não foi essa asquerosa gana que havia em Pedro, um dos apóstolos do Senhor.

Em Atos 3.1-10, a Bíblia fala sobre "A cura de um coxo". A Escritura diz que "Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona" (v.1). À porta Formosa, um mendigo aleijado pedia ao menos um óbolo aos que passavam por ali, para que pudesse se sustentar. Porém, ao fazer sua súplica àqueles apóstolos, ouviu de Pedro o que jamais imaginaria ouvir: "Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!" (v.6).

No púlpito de muitas igrejas de hoje, o lema é "pregar o que o povo deseja ouvir". Posso dizer que, de algum modo, estamos acostumados a ouvir o que queremos escutar. Pior: muitos pregadores discorrem sobre o que "alguém de mais prestígio" quer que eles enfatizem nas reuniões. Isso significa que, na pregação, o sentido das Escrituras fica, de fato, diluído nas visões e ideologias falíveis de homens secos e jactanciosos de coração.

Pedro, diferente de muitos pregadores "diluídos" de nosso tempo, apresentou ao coxo o que de melhor possuía: "Jesus Cristo, o Nazareno" (v.6). Ele disse "o que eu tenho". Esta expressão lhe desperta alguma coisa, caro (a) leitor (a)? Assim como Paulo, Pedro poderia facilmente dizer: "já não sou eu que vive, mas Cristo vive em mim" (Gl 2.20). Aleluia!

Aproveitando o ensejo, sem titubearmos: "O que nós realmente temos?"

No Senhor,

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Um culto, dois tratamentos e uma lição



Caro (a) leitor (a), como sempre, em meus simples textos, procuro externar aquilo que recebo da parte de Deus para compartilhar convosco. Agora, mais uma vez, não posso me escusar da orientação que me chega do Alto. Pensando comigo sobre algumas condutas nefastas no seio de muitas igrejas evangélicas de nosso tempo, e conversando com o Dono da Igreja, tomei ânimo para transcrever Tiago 5.1-5. Espero que haja uma meditação profunda e profícua sobre estes inspirados versículos:

Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com favoritismo. Suponham que na reunião de vocês entre um homem com anel de ouro e roupas finas, e também entre um homem pobre com roupas velhas e sujas. Se vocês derem atenção especial ao homem que está vestido com roupas finas e disserem: "Aqui está um lugar apropriado para o senhor", mas disserem ao pobre: "Você, fique de pé ali", ou: "Sente-se no chão, junto ao estrado onde ponho os meus pés", não estarão fazendo discriminação, fazendo julgamentos com critérios errados [perversos pensamentos, ARA]? Ouçam, meus amados irmãos: não escolheu Deus os que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino que ele prometeu aos que o amam? (NVI, ênfase minha).

Será que posses, muito dinheiro e um altos status têm mais valor do que uma vida? Será que o "ter" deve ser mais valorizado do que o "ser"? 

No Senhor,

João Paulo M. de Souza

domingo, 5 de maio de 2013

Um dos primeiros heróis da fé


Nesta noite, estive pregando de púlpito. Desta maneira, não prego com frequência - raramente o faço. Porém, gostaria de compartilhar o sermão que Deus me deu para ministrar. Abaixo, eis a simples prédica.

A Excelência Espiritual na vida de Abel

Texto base: Hb 11.4

Excelência na adoração: “Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim” (v.4):

·        Adoração voluntária: “trouxe” (Gn 4.4)

·        Adoração excelente: “das primícias do seu rebanho e da gordura deste" (Hb 4.4)

·        Adoração aprovada: “Agradou-se o SENHOR de Abel e da sua oferta” (Gn 4.4)

Excelência no testemunho: “[...] obteve testemunho de ser justo” (v.4):

·        Em vida: “obteve testemunho” (v.4; Gn 4.4)

·        Pós-morte: “Por meio dela [fé], também mesmo depois de morto, ainda fala” (Hb 11.4)

Excelência na fé: “[...] é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe” (Hb 11.6):

·        Crença na existência de Deus: Ele se aproximava de Deus (Hb 11.6)

·        Certeza de galardões (Hb 11.6) 


“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus” (Hb 12.1, 2).

O fruto do Espírito Santo


"Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei" (Gl 5.22).

As virtudes do fruto do Espírito refletem o caráter de Cristo. E este, mais do que qualquer humano, deve ser o modelo de todo e qualquer cristão. Alcançando a vontade de Deus, nosso desempenho na obra do Senhor será, indubitavelmente, satisfatório (1 Co 15.58).

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Se tivesse seguido às orientações bíblicas...



Há alguns anos, uma mulher que pregava sua transformação comportamental em Cristo, voltou (ou será que nunca havia mudado?) às suas antigas práticas (2 Pd 2.22) que, por sinal, para Deus, são abomináveis (Rm 1.26). Depois  de "sair do armário" novamente, abriu sua própria comunidade, pensando ela ser esta nova empreitada uma verdadeira "cidade de refúgio".

Numa de suas falas, durante uma entrevista, uma das fundadoras de uma igreja inclusiva disse: "Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica... Depois de tudo, minha orientação sexual não mudou e então cheguei à conclusão de que fazia parte da minha natureza". Como assim, fazia parte de sua natureza, enquanto se dizia ser santa? E o que diz a Bíblia, nulificou-se? Veja: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17).

Ao ler e refletir sobre sua declaração equivocada, elaborei a seguinte pergunta: "E se ela tivesse feito conforme o que orientam as Escrituras Sagradas, será que a situação não seria bem diferente da que se deflagrou?" Bem, de uma coisa eu tenho plena certeza: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (Jo 8.32, 36).


Tomemos ciência de que nenhuma comunidade ou cidade de refúgio, arquitetada seja por homens ou mulheres, pode livrar alguém do Juízo Final (Ap 20.11-15). Aliás, apenas o Filho de Deus tem consigo as chaves da morte e do inferno (Ap 1.18), e pode muito bem livrar qualquer pessoa da eternidade sem Deus (Jo 3.16).


Em Cristo,


João Paulo M. de Souza

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Deus fez homem e mulher



"Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea... Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara do homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe" (Gn 2.18-22).

Deus fez homem e mulher, o que passa disso é invenção de outrem. Isso que dizer que nenhuma sociedade, em tempo algum da história, formou-se e sobreviveu alheia à base natural familiar arquitetada pelo Criador - só há perpetuação da humanidade por meio da união do homem com a mulher. Duas mulheres não geram filhos por si mesmas; nem tampouco dois homens, juntos, podem dar vida a um outro ser. A vontade de Deus é a união entre sexos opostos: um homem e uma mulher.