quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Não se engane com as aparências: os expedientes do pecado geralmente são atraentes

"E, havendo lançado fora o homem, [Deus]
 pôs querubins ao oriente do Jardim do Éden
 e uma espada inflamada que andava ao redor,
 para guardar o caminho da árvore da vida" (Gn 3.24).

"E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela" (Gn 3.6).

Tomemos muito cuidado com o que apenas parece - mas não o é! - que é bom, agradável, desejável...!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Os cinco "Ais" de Deus


Isaías 5.18-23:

Ai dos que puxam pela iniquidade com cordas de vaidade e pelo pecado, como se fosse com cordas de carros!

Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!

Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e prudentes diante de si mesmos!

Ai dos que são poderosos para beber vinho e homens forçosos para misturar bebida forte!

Ai dos que justificam o ímpio por presentes e ao justo negam justiça!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Descobrindo um fariseu


Em Mateus 23.1-7, podemos notar algumas verdades sobre os fariseus do tempo de Jesus. Porém, não pense o (a) leitor (a) que os maus exemplos desses religiosos aconteceram apenas naquela época. Assim como esses hipócritas, muitas pessoas de hoje pensam que têm um rei na barriga, sendo indigestas onde estão e aonde passam.

A pergunta em questão é a seguinte: “Como podemos descobrir um fariseu?” Simples:

  • eles adoram estar em posição de destaque: "Na cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus" (v. 2);

  • geralmente existe um abismo de contradições entre o que dizem e o que praticam: “não procedais em conformidade com suas obras, porque dizem e não praticam” (v.3);

  • gostam de exigir dos outros práticas que nem eles as podem fazer: “atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (v.4);

  • adoram se exibir: “E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens, pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes” (v.5);

  • amam os lugares de destaque nas reuniões solenes: “amam os primeiros lugares nas ceias, e as primeiras cadeiras nas sinagogas” (v.6);

  • adoram ser elogiados, engrandecidos e inflados pelos outros, publicamente: “[amam] as saudações nas praças” (v. 6, grifo meu);

  • são apaixonados pelos títulos honoríficas: “[adoram] serem chamados pelos homens: - Rabi, Rabi” (v. 7, grifo meu).

Quer conhecer mais sobre essas "nódoas e máculas" (2 Pd 2.17), leia, com vagar, o restante de Mateus 23.

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Enganando e sendo enganado


Dizer que é crente evangélico e praticar as mesmas coisas que o mundo pratica, nada mais significa do que "enganar e ser enganado". Esse mundo de que falo é constituído das pessoas e do sistema influenciados pelo Maligno. Este nada tem com o Ungido (Jo 14.30).

Quem são considerados por Jesus o "sal da terra"? Por acaso não são aqueles (as) que renunciam os prazeres carnais e mundanos, para servir fielmente a Cristo: "Vós [Igreja] sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora  e ser pisado pelos homens" (Mt 5.13, grifo nosso)?

Por aí há muitas e muitos se autodenominando "sal da terra", porém suas obras são verdadeiras réplicas das do mundo. Entendo de que Jesus não nos chamou para sermos iguais aos incrédulos, que, segundo a Bíblia, estão "assentados" em trevas (Mt 4.16). Pelo contrário, nossas obras devem resplandecer como luz, para a glória de Deus Pai (Mt 5.16).

Por conta dos dúbios ou daqueles (as) que servem a dois senhores é que o Reino de Deus, neste momento, não está ainda mais povoado. Deus não aceita dividir sua glória com ninguém: "Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura" (Is 42.8).

João Paulo M. de Souza

sábado, 19 de janeiro de 2013

Enquanto muitos adoram o dinheiro e constroem seus espantosos cabedais, nós buscamos as "Riquezas Mil" de Cristo Jesus


               

Em defesa da dignidade e do direito à vida de todo ser humano: One of Us



Nasceu oficialmente nesta sexta-feira (18/01) uma instituição que promete movimentar as discussões relacionadas à proteção jurídica dos nascituros na Europa. One of Us (ou Uno de Nosotros, na versão espanhola) é uma iniciativa cidadã europeia, nova modalidade de participação democrática criada há pouco tempo na União Europeia (UE), para aproximar os Estados que compõe o bloco de demandas sociais que não estariam devidamente representadas.
A apresentação de One of Us foi feita no Gabinete do Parlamento Europeu, em Madri, e ganhou registro oficial da Comissão Europeia.
O texto encaminhado à imprensa explica que os promotores da iniciativa buscam coletar ao menos um milhão de assinaturas para exigir da UE a defesa da dignidade e o direito à vida de todo ser-humano, desde sua concepção, conforme a compreensão adotada pelo Tribunal da UE na sentença emitida no caso chamado de Brüstle/Greenpeace, em 2011, no qual se reconhece o embrião como princípio do ser humano.
Entre as demandas que a iniciativa pretende apresentar está a criação de instrumentos de controle no uso de verbas públicas, que garantam a proteção do embrião nos campos da saúde pública, da educação, da propriedade intelectual, do financiamento de pesquisas e da cooperação para o desenvolvimento.
Em resumo, um trecho do documento diz que “nenhum projeto de orçamento pode ser aprovado para o financiamento de atividades que destruam embriões ou proponham tal destruição” (tradução livre).
A iniciativa é promovida por um comitê de cidadãos que reúne representantes da França, Itália, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Hungria e Polônia. No entanto, o One of Us já nasce com um alcance ainda maior, contando com representantes devidamente nomeados na Lituânia, Suécia, Malta, Áustria, Bélgica, Estônia, Eslovênia, Holanda, Romênia, Portugal e Eslováquia.
O prazo para a coleta de assinaturas vai até 1 de novembro de 2013. Infelizmente, somente europeus, ou residentes num estado membro da UE, podem assinar validamente o formulário de apoio. Portanto, se conhece alguém que se enquadre nos pré-requisitos, avise-o e passe o link abaixo.
Fonte: Blog da vida - Jônatas Dias Lima

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Palavras inefáveis: "não me é permitido contá-las"


O que significa o termo "inefável"? Porventura, não nos remete a algo "que não se pode nomear ou descrever em razão de sua natureza, força, beleza" (Houaiss)? Pelo que podemos apreender dessa significação, qualquer que seja o idioma empregado, jamais poderemos anatomizar por completo o sentido legítimo desse vocábulo em 2 Coríntios 12.4. Ora, quando nos referimos ao Céu, embrenhamo-nos nas densas e misteriosas florestas da inefabilidade.

"Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos (se no corpo, não sei; se fora do corpo, não sei; Deus o sabe), foi arrebatado até ao terceiro céu... foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, de que ao homem não é lícito falar" (2 Co 12.2-4).


João Paulo M. de Souza

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O choro do entendimento




"E leram o livro, na Lei de Deus, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse... Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei" (Ne 8.8, 9).

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Orientações de Davi para alcançarmos a plena felicidade em Deus


Salmo 37.1-7

Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade.

Porque cedo serão ceifados como a erva e murcharão como a verdura.

Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra e, verdadeiramente, serás alimentado.

Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração. 

Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará.

Ele fará sobressair a tua justiça como a luz; e o teu juízo como o meio-dia.

Descansa no SENHOR e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Jornalista descortina algumas mazelas do Carnaval

               

Quem disse que Deus acoita quem esconde pecados ocultos?


"O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Pv 28.13).

Quem vive pecando, não adianta apenas ficar pensando na incompreensão alheia ou apenas ter a consciência de que está errado, mas deve, urgentemente, confessar o seu pecado a Deus - e, se for o caso, às devidas autoridades espirituais estabelecidas por Deus nas igrejas - e abandonar suas práticas sujas. 

Duas verdades incontestáveis: uma coisa é ter ciência de que o que se está praticando é incorreto; outra coisa, bem mais profunda do que a primeira, é ter consciência do erro, confessá-lo e, posteriormente, abandoná-lo: "o que as [transgressões] confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Pv 28.13, grifo meu).

Viver dentro da igreja escondendo pecado (s) oculto(s) é suicídio espiritual, isto é, quem o (s) esconde mata-se a si mesmo. E, para esse tipo de crente, caso não se arrependa e deixe a vida de iniquidade, não há outra expectação, senão um fim trágico, de dor e angústias eternas: "Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça" (Rm 1.19). Leia Romanos 1.19-32.

Deus é Santo, e como tal não suporta pecado (Is 6.3). Por que Cristo exclamou na cruz: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste" (Mc 15.34)? Porventura, não foi por conta de, naquele momento, Jesus, que nunca pecou, ter sido "feito" pecado por nós, isto é,  ter recebido todos os nossos pecados de uma vez (2 Co 5.21)?

Reitero: pecado deve ser confessado e deixado, para que a inefável misericórdia do Senhor repouse sobre a vida confitente  (Pv 28.13).

João Paulo M. de Souza

sábado, 12 de janeiro de 2013

Preconceito impede homossexuais de confessar seu pecado nas igrejas

Pastor Joide Miranda

O pastor Joide Miranda, presidente da Associação Brasileira de Ex-Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Trangêneros  – ABEX-LGBTT, que ajuda aqueles que querem deixar a homossexualidade voluntariamente, afirmou que homossexuais nas igrejas geralmente não buscam ajuda para expor seu problema, pois se sentem discriminados nas comunidades evangélicas.
Em entrevista ao portal Gospel Voice ele disse que o problema está presente em praticamente todas as igrejas. “Não estou julgando. Não digo que todos estão na prática, muitos lutam contra esses desejos. Muitos sofrem com isso, mas tem medo de se expor. Eles temem não ser compreendidos, mas eu sempre digo que este é um pecado como qualquer outro pecado”.
Segundo o líder religioso, que não esconde seu passado como travesti, a igreja impõe barreiras como preconceito e excesso de julgamento. Com isso, quem sofre com o problema da homossexualidade acaba relutando em se abrir e até procurar ajuda. “Muitos não vivem na prática, tem um estado mental de homossexuais e então levam uma vida religiosa escondendo seu pecado, incorrendo na pornografia e internet, o que gera um vício, diz Miranda.
Para ele, esse é um dos maiores erros da igreja contemporânea. Citando 1 Corinthios 6.10 , que fala sobre o pecado do efeminado e sodomita, bem como do ladrão, avarento e maldizente, ele dispara: “quem nunca falou mal de alguém?”.
Contando sua própria história e de como foi abusado quando era criança, ele diz que são comuns casos de abusos durante a infância em pessoas que se tornam homossexuais. Ele explica que os abusos não são só de ordem sexual, mas podem ser rejeição, palavras de maldição e até crianças criadas sem limites.
Aí, segundo Miranda, entra o trabalho psicológico na ajuda daqueles que não estão satisfeitos com sua orientação. “Quando a pessoa se converte, sai do sistema mundano e vem pra Jesus, está com as feridas expostas. Aí precisa da ajuda, tanto no lado espiritual como no lado psicológico”, diz.
Mas ele enfatiza que é necessário renúncia e sacrifício para mudar a orientação. “Eu decidi morrer, pagar um preço, então Cristo passou a dirigir a minha vida e não mais eu”, conta.
Ele explica com seu testemunho:
“A vida me proporcionou tudo, fama, beleza, poder, dinheiro. (…) Mas eu decidi deixar aquela vida por que o que eu mais desejava era a paz interior. A vida da homossexualidade é uma vida carnal. Cedo ou tarde, a frustração vai bater à porta. Na velhice vem a depressão, a angústia, a solidão, a tristeza e nessa hora, que possam lembrar que Deus deu seu único filho e Jesus sempre esteve e sempre estará de braços abertos.”
Miranda conclui que hoje é um homem feliz e realizado, e sua família tem um valor “que o mundo jamais poderia pagar”.
Fonte: Gospel Prime

Verdades sobre o perdão em Mateus 18.15-35



Que é perdão?

“Remissão [absolvição] de pena ou de ofensa ou de dívida; desculpa” (Houaiss, grifo meu);

[1] Livramento de pena, ofensa ou dívida. [2] Remissão de culpa [perdão de pecados]” (Aulete);

O perdão na Bíblia

“A doutrina do perdão, proeminente tanto no AT quanto no NT, refere-se ao estado ou ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável” (Dicionário Bíblico Wycliffe).

O que podemos aprender sobre o perdão e seus aspectos em Mateus 18.15-35?

1.   A ofensa é uma possibilidade: “se teu irmão pecar contra ti” (v.15);

2.   O processo do perdão pode também começar pelo ofendido: “vai [ofendido] e repreende-o entre ti e ele só” (v.15, grifo meu);

3.   O ofensor nem sempre pede perdão: “se te ouvir...” (v.15-17);

4.   Não há limite para o perdão: “até setenta vezes sete” (v.22);

5.   O perdão deve ser oferecido independente da gravidade da ofensa: “o senhor daquele servo... soltou-o e perdoou-lhe a dívida [dez mil talentos, valor impagável]” (v.23-27, grifo meu);

6.   O ofensor deve se humilhar diante de Deus e pedir perdão ao ofendido: “Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava” (v.26);

7.   Quem é perdoado por Deus deve perdoar o próximo: “Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro” (v.33; Ef 4.32);

8. Quem perdoa o próximo é perdoado por Deus, e vice-versa: “se perdoardes... vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes... também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas (Mt 6.14, 15);

9. Quem não perdoa entristece a Igreja: “os seus conservos... contristaram-se muito” (v.31);

10. Quem não perdoa é considerado “malvado” por Deus: “o seu senhor... disse-lhe: Servo malvado” (v.32);

11. Deus castiga quem não perdoa: “o seu senhor o entregou aos atormentadores” (v.34);

12.     O perdão deve partir do coração: “se do coração” (v.35).

Que Deus nos ensine o – e no - caminho do perdão: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti" (Sl 119.11).

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Você também pode ser um "quebra-gelo" do Senhor



Uma vila de pescadores no norte do Canadá pediu ajuda do governo para resgatar um grupo de mais de dez baleias orcas. As baleias estão presas embaixo do gelo que se formou na superfície do mar na Baía de Hudson.
Segundo os moradores da vila, as orcas estão se revezando para respirar através de um buraco no gelo, do tamanho de um pequeno caminhão.
O prefeito da vila de Inukjuak, que fica a 1.500 quilômetros ao norte de Montréal, pediu o envio de um navio quebra-gelo para ajudar a libertar as baleias.

P.S. Observando a aflição dessas baleias orcas, perguntei-me: "Quantas vidas não estão presas pelo "gelo" do pecado, precisando de verdadeiros "quebra-gelos" do Senhor?" Estes "navios especiais", que somos nós, estamos quebrando as barreiras que há na evangelização, em busca de libertar os encarcerados espirituais? Ou será que, indiferentes, olhamos para o sofrimento alheio sem sequer nos preocupar?
Lembremo-nos da orientação de Cristo: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15).

O texto em itálico foi extraído da BBC Brasil

João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ao cheiro das águas

         
                 

Você já leu toda a Bíblia pelo menos uma vez na vida?


Ler as Escrituras é maravilhoso. Lê-la diariamente é fantástico. Mas lê-la toda, meditando, refletindo sobre suas histórias e verdades e ouvindo o Senhor falar é sobrenatural! Não há experiência literária mais prazerosa do que estudar amiudadamente a Boca de Deus.

Já tive a oportunidade de ler todo um exemplar das Escrituras Sagradas por várias vezes. Confesso que minha vida mudou muito depois que tomei a ousadia de vir me debruçando durante os últimos oito anos de minha vida sobre as sacrossantas páginas do Livro de Deus. Leituras e mais leituras. Estudos e mais estudos. Porém, por incrível que pareça, dá-me a impressão de que ainda não experimentei uma só gota do oceano celestial disponível nesse Divino Livro.

O que posso dizer ao (à) leitor (a):  "Simplesmente leia o Livro dos livros. Ame-o e guarde, sem reservas, o que ele diz, ensina, exorta, admoesta, orienta, consola, direciona, redargui, manda, ordena, mostra... Leia-o todo, quantas vezes puder - não para se mostrar, mas para que tenhas sucesso em todos os aspectos de tua vida (Js 1.8)".

No Senhor,

João Paulo M. de Souza

Um dia a casa cai


Como em outros segmentos da sociedade, na esfera cristã também há pessoas que se passam por honestas, sinceras, verdadeiras, justas etc., sem, na verdade, possuírem essas importantes qualidades. Essas vidas, que precisam de arrependimento genuíno, pensam que não serão julgadas pelo Juiz dos vivos e dos mortos (2 Tm 4.1). Impreterivelmente, no dia certo, na hora certa, sua recompensa os alcançará (Hb 4.13).

Quantos não se dizem cristãos e vivem passando cheque sem fundos? Quantos não vendem o que não é seu, em detrimento do verdadeiro dono ou proprietário? Quantos não cometem outros tipos de estelionato, mesmo estando vestidos com pele de ovelhas, parecendo dóceis e afáveis, porém, interiormente, maquinando o mal contra seu próximo? Esses filhos de Belial constituem o joio do qual Jesus falou: "o joio são os filhos do Maligno" (Mt 13.38).

Para muitos que carregam o título de cristãos, prostituição, adultério, lascívia, impureza e  outras obras afins (Gl 5.19-21) são pratos saborosos e insaciáveis. Dizem em seu coração: "Até agora não me aconteceu absolutamente nada... Deus não está nem aí pra isso". Crasso e funesto modo de pensar! Porque "horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hb 10.31).

Caso não mudem de vida, esses homens e mulheres que escandalizam o Evangelho de nosso Senhor ouvirão da boca do Filho de Deus a seguinte sentença: "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade" (Mt 7.23). Porque aparência é uma coisa; essência é outra bem diferente.

No Senhor,

JPMS

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sai da caverna: ninguém é insubstituível


Abalado psicologicamente pela mortal ameaça de Jezabel (1 Rs 19.1-4), o profeta Elias, que demonstrou grande confiança em Deus e autoridade espiritual diante do povo de Israel no monte Carmelo (1 Rs 18.20-46), entrou numa caverna e pensou que apenas ele havia sido fiel à Javé em meio à apostasia que assolava o Reino do Norte. Ao que da parte do Senhor ouviu: "Também eu fiz ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou" (1 Rs 19.18).

Buscando compreender o sentido da resposta divina a Elias, podemos entender de que não somos insubstituíveis na obra do Senhor. Deus sempre conta com o remanescente fiel. Na Casa do Oleiro, constantemente haverá crentes que pleitearão pela causa do Mestre, servos abnegados que militam voluntariamente, "a fim de agradarem àquele [o Senhor] que os alistou para a guerra" (2 Tm 2.4, grifo meu).

Não sejamos altivos, a ponto de pensarmos que somos capazes de realizar alguma coisa mediante nossas próprias virtudes (1 Co 15.10). Tudo quanto já executamos, fazemos e, conforme a permissão de Deus, ainda vamos proceder é obra da inefável misericórdia de Deus (Lm 3.22; Gn 2.7; Sl 139). Conforme Filipenses 2.13, "Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua vontade".

Elias, numa das cavernas do monte Horebe,  pôde compreender melhor essas verdades espirituais e continuar seu profícuo ministério, entendendo de que era mais um entre tantos homens e mulheres de Deus que este podia usar para a realização de Sua obra. Esse profeta não era "o" servo, mas "um" servo à disposição de Javé. Na obra do Senhor, todos são importantes, mas ninguém insubstituível.

No Senhor,

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Bíblia condena o conúbio misto



O que é casamento misto? Segundo as Escrituras, é a união matrimonial entre uma pessoa crente e uma não crente. Esse tipo de enlace não agrada a Deus; pelo contrário, traz aos obstinados várias perturbações existenciais no relacionamento, que, diga-se de passagem, tem o seu germe no namoro.

Como de costume, geralmente não escrevo textos longos, procuro sempre ser objetivo. Por isso, aqui não fugirei à regra. Mas, transcreverei, na íntegra, alguns textos que, claramente, condenam o "jugo desigual" no matrimônio. As passagens bíblicas citadas abaixo são da Nova Bíblia Viva (NBV):

"Não se casem com as pessoas dessas nações [pagãs]. Não deixem seus filhos casarem com as filhas deles, nem as suas filhas casarem com os filhos deles, pois isso certamente afastaria os jovens de Israel de mim [SENHOR], eles serviriam a outros deuses, e a ira do SENHOR viria sobre vocês, e ele rapidamente destruiriam vocês" (Dt 7.3, 4, grifo meu);

"O homem [ou mulher] que não tem o Espírito não pode entender nem aceitar esses pensamentos que nos são ensinados pelo Espírito de Deus... nós possuímos efetivamente a mente de Cristo" (1 Co 2.14-16, grifo meu);

"A esposa está ligada ao marido enquanto este viver; se o esposo morrer, ela então poderá casar-se novamente, mas somente se ela se casar com um servo de Cristo" (1 Co 7.39,);

"Não entrem debaixo do mesmo jugo daqueles que não amam o Senhor, pois que tem o povo de Deus em comum com o povo do pecado? Como pode a luz conviver com as trevas? E que harmonia pode haver entre Cristo e o diabo? Como pode o crente ser companheiro de alguém que não crê? E que união pode existir entre o templo de Deus e os ídolos? Pois vocês são o templo de Deus, a casa do Deus vivo, e Deus disse a respeito de vocês: Eu morarei neles e andarei entre eles; serei seu Deus e eles serão meu povo" (2 Co 6.14-16);

"Deixem de amar este mundo mau e tudo o que ele lhes oferece, pois quando vocês amam estas coisas mostram que realmente não amam o Pai; porque todas estas coisas mundanas - os maus desejos da natureza humana, os maus desejos dos olhos, a ambição pelas coisas dessa vida - não provêm de Deus, e sim do próprio mundo pecaminoso. E este mundo está perecendo, e essas coisas más e proibidas perecerão com ele, mas todo aquele que perseverar em fazer a vontade de Deus viverá para sempre" (1 Jo 2.15-17).

No caso do cônjuge cristão que já está casado com um não cristão, a orientação bíblica é que não se separem: 

"Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher. Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido" (1 Co 7.10-14).

Quanto aos solteiros que buscam um matrimônio, a orientação bíblica é que essa união seja no Senhor: "contanto que seja no Senhor" (1 Co 7.39). Trocando em miúdos, esse consórcio deve se dá entre um servo e uma serva de Cristo.

No Senhor,

João Paulo M. de Souza

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Apenas prevenção de saúde ou também incentivo ao sexo desde cedo?



Meninas de 11 a 13 anos que estudam em escolas públicas e privadas do Distrito Federal vão receber em 2013 a vacina contra o papilomavírus humano (HPV). A imunização deve começar em março e será feita no próprio colégio, desde que a criança ou adolescente tenha autorização dos pais para receber a dose, aplicada em três etapas – uma a cada mês. A informação é da subsecretária de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, Marília Coelho.
Em setembro, o Senado Federal aprovou um projeto de lei que prevê que meninas de 9 a 13 anos tenham o direito de receber gratuitamente na rede pública de saúde a vacina contra o HPV. O texto, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados.
Em entrevista à Agência Brasil, Marília explicou que a Secretaria de Saúde do DF, em parceria com a Secretaria de Educação, decidiu imunizar, em um primeiro momento, apenas meninas de 11 a 13 anos em razão do preço elevado da vacina. Ela garantiu que, nos próximos anos, toda a faixa etária prevista no projeto aprovado pelo Senado vai receber a dose.
“A ideia de vacinar nas escolas é buscar novas didáticas de vacinação. No caso do H1N1, a gente colocou a vacina em todos os postos, mas a vacinação foi baixa. Agora, a ideia é não correr o risco de ter um número baixo de vacinação. Crianças de 11 a 13 anos não estão mais em creches. Quando se trata de bebês, a mãe está de licença-maternidade e tem disponibilidade para levar. Imagina levar uma menina de 13 anos para vacinar. A gente avalia que isso seria meio inviável.”
A subsecretária ressaltou que a dose contra o HPV é nova no calendário de vacinação da rede pública, mas tem a eficácia garantida. Reações adversas como febre, segundo ela, podem ser registradas como em qualquer outro processo de imunização. Para Marília, o alerta maior é que a vacina protege apenas contra o HPV e não contra as demais doenças sexualmente transmissíveis (DST).
“Vamos ter que trabalhar muito a ideia de que você não está protegida contra qualquer doença sexualmente transmissível. Existem outros fatores que levam ao câncer de colo do útero, como a sífilis e a endometriose. Uma das preocupações é que as pessoas não deixem de se cuidar.”

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Desprendido ou interesseiro?



Num mundo competitivo como o de hoje, o desapego pelas coisas materiais tem sido visto como sendo algo ingênuo, coisa pra quem é - como alguns pensam - pascácio. A moda e a sina desse século sem Deus é voltar-se para o egocentrismo, o egoísmo e o hedonismo. E nessa bola de neve anticristã que cada vez mais cresce, muitos crentes vão se envolvendo. Uns mais; outros menos.

Não somos hipócritas de querermos negar que todo ser humano tem seus interesses. Porém, por um lado, há interesses que dão vida, edificam, reconstroem, reparam, fortalecem, confortam, promovem união sadia etc. Por outro, há aqueles que promovem o contrário dos primeiros: matam, corrompem, destroem, degeneram, enfraquecem, afligem, desunem e por aí vai.

Cultivar o nobre interesse de querer crescer, em todos os aspectos saudáveis da vida, não é pecado, não há mal nenhum nisso. Pelo contrário, isso mostra a alegria de viver e de desfrutar de cada momento da vida que Deus deu. A vida é um dom divino maravilhoso (Gn 2.7), e que deve ser aproveitada da melhor maneira possível. Não foi a esmo que orou Moisés ao Senhor: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio” (Sl 90.12).

Diferente dos que procuram abnegar-se para agradar a Deus (Sl 40.8), os interesseiros - infelizmente, muitos crentes entre estes - buscam, a torto e a direito, quaisquer oportunidades que lhes beneficiem a vida, nem que, para isso, outras pessoas sejam consideravelmente prejudicadas. Os diabólicos Acabe e Jezabel que o digam (1 Rs 21.1-16).

Desprendido ou interesseiro? Com qual desses adjetivos você se identifica? De que lado você está? A escolha é sua; porém, o juízo é de Deus (Rm 14.12).

No Senhor,

João Paulo M. de Souza                          

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A natureza da ressurreição


É relativamente fácil declarar o fato da ressurreição, mas, ao tentar explicar como Cristo foi ressuscitado, encontramos grande dificuldade, pois trata-se de leis misteriosas, sobrenaturais, além de nosso alcance. Entretanto, sabemos que a ressurreição do corpo será caracterizada pelos seguintes aspectos:

a) Relação. Haverá alguma relação com o velho corpo - fato que Paulo ilustra pela comparação com o grão de trigo (1 Co 15.36, 37). O grão é lançado na terra, morre, e o ato de dissolução fertiliza o germe da vida no grão, de maneira que se transforma em uma planta linda e viçosa. "Somente pela dissolução das partículas da matéria na semente torna-se produtivo o germe da vida (o que jamais foi possível se observar pelo microscópio)".

Qual o poder que vitaliza o corpo humano, tornando-o capaz da gloriosa transformação do corpo ressurreto? O Espírito Santo (cf. 1 Co 6.19)! Falando da ressurreição, Paulo expressa as palavras de 2 Coríntios 5.5, que um estudioso da língua grega traduziu da seguinte maneira: "Deus preparou-me para essa mudança, ao dar-me seu Espírito como sinal e primeira porção".

b) Realidade. Certas pessoas não se interessam em ir para o céu, pois acham que a vida ali será uma existência insubstancial e vaga. Ao contrário, a existência no céu será tão real quanto a presente - de fato, ainda mais real. Os corpos glorificados serão reais e tangíveis. E havemos de conhecer-nos e conversar uns com os outros, como também estaremos plenamente ocupados com atividades celestiais. Jesus, em seu corpo ressuscitado, era muito real para seus discípulos; embora glorificado, ele era ainda o mesmo Jesus.

c) Incorruptibilidade. O corpo "ressuscita imperecível" (1 Co 15.42) e ficará livre de enfermidade, dor, debilidade e, portanto, também da morte (Ap 21.4).

d) Glória. Nosso velho corpo é perecível, sujeito à corrupção e ao cansaço, porque é um corpo "natural", próprio para uma existência imperfeita em um mundo imperfeito; mas o corpo da ressurreição será próprio para a gloriosa vida imortal no céu. Quando Pedro, o Grande, da Rússia, trabalhava como mecânico na Holanda, a fim de aprender a arte da construção naval, ele usava a roupa humilde de mecânico; mas, ao voltar ao seu palácio, ele vestia-se com os trajes reais ornados de joias. Assim também o espírito do homem, originalmente inspirado por Deus, agora vive uma existência humilde dentro de um corpo perecível (Fl 3.21), mas na ressurreição será revestido de um corpo glorioso, próprio para ver Deus face a face. 

e) Agilidade. Poderá atravessar o espaço com uma rapidez de relâmpago, em razão da enorme energia com a qual estará dotado.

f) Sutileza, isto é, o poder de penetrar as substâncias sólidas. Ao andarmos pela terra em um corpo glorificado, não seremos impedidos por coisas mínimas como um muro ou uma montanha - simplesmente os atravessaremos (cf. Jo 20.26).

Existem muitas coisas que não entendemos e não podemos entendê-las ainda, acerca da vida futura, pois "ainda não se manifestou  o que havemos de ser" (1 Jo 3.2). Entretanto, sabemos isto: "agora somos filhos de Deus" e, "quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é" (1 Jo 3.2).

PEARLMAN, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 2006, p. 372, 373.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Eles escolheram não se contaminar


A decisão de Daniel e seus amigos gerou resultados surpreendentes: "Ora, a esses quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda visão e sonhos" (Dn 1.17, grifo nosso). Esses jovens demonstraram ser íntegros, puros e justos em sua geração. Eles não se contaminaram.

Diz-nos a Bíblia que, "em matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei [Nabucodonosor] lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino" (Dn 1.20, grifo ). Daniel, Hananias, Misael e Azarias (Dn 1.7) foram exaltados pelo Senhor porque buscaram em seus corações não se contaminar. Não se render ao pecado faz grande diferença quando a questão é agradar ao Santo (1 Pd 1.16).

Quantos de nós não estamos emaranhados nos embaraços dessa vida (Hb 12.1)? Quantos de nós não vivemos brincando com a iniquidade? É preciso que se pense bem sobre as drásticas consequências oriundas de práticas indignas dos santos (Ef 5.11; Gl 5.19-21). A insensibilidade às coisas de Deus é sinal de decadência espiritual e casamento com o mundo (1 Jo 2.15-17). Não advirto simplesmente a ímpios, mas também àqueles que se dizem crentes e continuam entristecendo o Espírito Santo (Ef 4.30).

É preciso repensarmos o que estamos fazendo na Casa do Senhor. É preciso refletirmos nossas atitudes diante de Deus e das pessoas. Estamos agindo certo? Evitamos a contaminação do espírito? Estamos honrando a Deus de verdade? Ou será que nossas ações não passam de trapos imundos (Is 64.6)?

Pense nisso.

João Paulo M. de Souza