domingo, 12 de maio de 2013

O que eu tenho? E o que você tem?



Num tempo em que o cabedal e a fama são buscados de todas as formas - sem quaisquer escrúpulos - por muitas pessoas, valorizar as experiências espirituais com Deus é algo de somenos importância. Os propagadores das falsas prosperidades que o digam. Mas não foi essa asquerosa gana que havia em Pedro, um dos apóstolos do Senhor.

Em Atos 3.1-10, a Bíblia fala sobre "A cura de um coxo". A Escritura diz que "Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona" (v.1). À porta Formosa, um mendigo aleijado pedia ao menos um óbolo aos que passavam por ali, para que pudesse se sustentar. Porém, ao fazer sua súplica àqueles apóstolos, ouviu de Pedro o que jamais imaginaria ouvir: "Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!" (v.6).

No púlpito de muitas igrejas de hoje, o lema é "pregar o que o povo deseja ouvir". Posso dizer que, de algum modo, estamos acostumados a ouvir o que queremos escutar. Pior: muitos pregadores discorrem sobre o que "alguém de mais prestígio" quer que eles enfatizem nas reuniões. Isso significa que, na pregação, o sentido das Escrituras fica, de fato, diluído nas visões e ideologias falíveis de homens secos e jactanciosos de coração.

Pedro, diferente de muitos pregadores "diluídos" de nosso tempo, apresentou ao coxo o que de melhor possuía: "Jesus Cristo, o Nazareno" (v.6). Ele disse "o que eu tenho". Esta expressão lhe desperta alguma coisa, caro (a) leitor (a)? Assim como Paulo, Pedro poderia facilmente dizer: "já não sou eu que vive, mas Cristo vive em mim" (Gl 2.20). Aleluia!

Aproveitando o ensejo, sem titubearmos: "O que nós realmente temos?"

No Senhor,

João Paulo M. de Souza

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