quarta-feira, 22 de maio de 2013

O amor ao dinheiro e a espoliação dos fiéis


No meio evangélico, há quem diga que a obra de Deus só anda se tiver como pano de fundo os pilares financeiros, pois afinal, conforme diz Eclesiastes 10.19, "o dinheiro atende a tudo". Mas será que isso realmente é coerente? Será que a grana é a base da vida cristã? E o que os líderes realmente estão fazendo com o "tutu" do povo dito cristão?

Sem dúvida, a olhos vistos muitas igrejas construíram e continuam construindo grandes templos, edifícios monumentais. Em contrapartida, a vida dos membros, dos crentes que nelas comungam, está sendo edificada, enriquecida espiritualmente? Ou será que o alvo primaz dos "anjos" de igreja é a pecúnia do povo, o leite e a gordura dos fiéis? 

Para nossa decepção, a cosmovisão de certos sacerdotes influentes de hoje firma-se apenas nos resultados: rádios, TV, cofre gordo, construções físicas fenomenais, aumento em número da membresia etc. Então, diante dessa realidade, urgem as inquietações: Aonde foi parar o processo, as etapas? Será que certos líderes param para pensar no quanto o desdobramento de seus empreendimentos são cruciais para a saúde cristã? Será que refletem acerca da constituição plena das pessoas - espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23)?

Será que devemos mensurar o sucesso de uma igreja (denominação) meramente pelas suas realizações humanas? Será que, para alcançarmos conquistas ditas  de Deus, devemos "mercadejar a palavra" (2 Co 2.17)? Cumprir o que diz a Bíblia é encher o próprio bolso com o dinheiro alheio e depois dizer que a administração é feita da melhor forma possível? Onde está a transparência? Onde está a sinceridade cristã?

Reflitamos.

João Paulo M. de Souza

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