quarta-feira, 3 de abril de 2013

Moralismo: uma arma sutil para os que o hospedam


"[...] estes de Bereia receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias" (At 17.11, ARA).

Concernente à realidade evangélica de hoje, cabe-nos refletir, de fato, acerca de tudo quanto a vida em Cristo nos proporciona: "Julgai todas as coisas, retende o bem" (1 Ts 5.21). Por isso, jamais sejamos moralistas, a ponto de nos escusar do verdadeiro amor de Deus (1 Co 13). Em outras palavras: Quantas vidas não foram "mortas espiritualmente" dentro das igrejas que se julgam as únicas donas da verdade de Deus, por motivos mesquinhos e triviais?

Numa de suas acepções para "moralismo", o dicionário da língua portuguesa Houaiss diz assim (rubrica: ética): "consideração moral inconsistente por estar separada do sentimento moral, por ser baseada em preceitos tradicionais irrefletidos ou por ignorar a particularidade e a complexidade da situação julgada". 

Mediante às atrocidades comportamentais exigidas exacerbadamente em nome de Deus, podemos apontar três erros grosseiros que se cometem em muitos arraiais cristão-moralistas: "consideração moral sem consistência compassiva", "preceitos tradicionais irrefletidos" e "ignorância quanto à adoção de forma invariável de análise das situações julgadas". O homem cria fôrmas, Deus opera multiformemente!

Estando assentado em casa, à mesa, com muitos publicanos - um dos quais era Mateus - e pecadores, Jesus ensinou aos moralistas ou fariseus de então, enquanto estes o criticavam por haver recebido homens "desprezíveis" em seu aconchego, uma melhor atitude de coração: "Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifícios; pois não vim chamar os justos, e sim pecadores [ao arrependimento]" (Mt 9.13). Para compreender melhor essa história, leia Mateus 9.9-13.

Para fortalecer e ampliar a nossa compreensão do "coais o mosquito e engolis o camelo" (Mt 23.24), ouçamos John Piper:

         

Em Cristo Jesus,

João Paulo M. de Souza

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