sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Desprendido ou interesseiro?



Num mundo competitivo como o de hoje, o desapego pelas coisas materiais tem sido visto como sendo algo ingênuo, coisa pra quem é - como alguns pensam - pascácio. A moda e a sina desse século sem Deus é voltar-se para o egocentrismo, o egoísmo e o hedonismo. E nessa bola de neve anticristã que cada vez mais cresce, muitos crentes vão se envolvendo. Uns mais; outros menos.

Não somos hipócritas de querermos negar que todo ser humano tem seus interesses. Porém, por um lado, há interesses que dão vida, edificam, reconstroem, reparam, fortalecem, confortam, promovem união sadia etc. Por outro, há aqueles que promovem o contrário dos primeiros: matam, corrompem, destroem, degeneram, enfraquecem, afligem, desunem e por aí vai.

Cultivar o nobre interesse de querer crescer, em todos os aspectos saudáveis da vida, não é pecado, não há mal nenhum nisso. Pelo contrário, isso mostra a alegria de viver e de desfrutar de cada momento da vida que Deus deu. A vida é um dom divino maravilhoso (Gn 2.7), e que deve ser aproveitada da melhor maneira possível. Não foi a esmo que orou Moisés ao Senhor: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio” (Sl 90.12).

Diferente dos que procuram abnegar-se para agradar a Deus (Sl 40.8), os interesseiros - infelizmente, muitos crentes entre estes - buscam, a torto e a direito, quaisquer oportunidades que lhes beneficiem a vida, nem que, para isso, outras pessoas sejam consideravelmente prejudicadas. Os diabólicos Acabe e Jezabel que o digam (1 Rs 21.1-16).

Desprendido ou interesseiro? Com qual desses adjetivos você se identifica? De que lado você está? A escolha é sua; porém, o juízo é de Deus (Rm 14.12).

No Senhor,

João Paulo M. de Souza                          

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