terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ 2014!


É com grande alegria que agradeço aos leitores e visitantes deste blogue, pela honra que me concederam de poder ser lido durante este ano. Por isso, desejo-lhes um próximo ano de maravilhosas conquistas, mas também de verdadeiras superações, já que a nossa vida é permeada de momentos bons e ruins.

Para nossa meditação, recomendo o Salmo 23.

Feliz 2014!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Ele continua operando milagres!


A Bíblia diz que, certo dia, ao chegar "à casa de Pedro, [Jesus] viu a sogra deste acamada e ardendo em febre" (Mt 8.14, grifo nosso). No entanto, como de costume, Ele não poderia deixá-la naquele estado por muito tempo, pois, por onde passava, sempre operava grandes milagres: "tomou-a pela mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e passou a servi-lo" (Mt 8.15). Jesus opera maravilhas!

Quem sabe você esteja enfermo ou alguém de sua família ou uma pessoa que você conhece. Porém, não importa a gravidade da doença, porque Jesus pode operar o milagre agora. Tão somente creia nEle, e verás a glória de Deus! O Senhor continua fazendo milagres!

JPMS

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O poder da língua: por Hernandes Dias Lopes


           

Sermão: Aprendendo com a humildade de Jesus



Leitura Oficial: Mt 11.28-30

Significado de humildade:

Dicionário Houaiss: “virtude caracterizada pela consciência das próprias limitações; modéstia, simplicidade”;

Aulete Digital: “Qualidade do que ou quem é humilde; despojamento; simplicidade;

Dicionário Bíblico Wycliffe:  “É aquela graça específica desenvolvida no cristão pelo Espírito de Deus, em que ele sinceramente reconhece que tudo o que tem e é deve-se a seu favor. Ele então se submete voluntariamente à mão de Deus (Tg 4.6-10; 1 Pe 5.5-7)”.

Jesus como o maior modelo de humildade:

  1. Sua encarnação (2 Co 8.9; Jo 1.1, 14);
  2. Seu aprendizado (Hb 5.7-8);
  3. Seu ensinamento (Jo 13.1-15);
  4. Seu sentimento (Fl 2.5; Mc 10.45);
  5. Seu esvaziamento (Fl 2.6-8);
  6. Sua recompensa (Fl 2.9-11; Hb 5.9-10).

Conselhos sobre humildade:

  1. Melhor é ser humilde do que ser soberbo (Pv 16.19);
  2. A humildade precede a honra (Pv 15.33);
  3. Devemos considerar os outros superiores a nós (Fl 2.1-4).


Quanto à humildade, imitemos a Cristo (Ef 5.1; 1 Jo 2.6).


sábado, 14 de dezembro de 2013

O mau exemplo de um líder


"Então, disse Saul ao seu escudeiro: Arranca a tua espada e atravessa-me com ela, para que, porventura, não venham estes incircuncisos, e me traspassam, e escarneçam de mim. Porém o seu escudeiro não o quis, porque temia muito; então, Saul tomou da espada e se lançou sobre ela. Vendo, pois, o seu escudeiro que Saul já era morto, também ele se lançou sobre sua espada e morreu com ele" (1 Samuel 31.4-5).

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Pastor Hernandes Dias Lopes: A ditadura da beleza


         

Um homem que não era soberbo nem invejoso



O cenário evangélico brasileiro está repleto de pregadores e cantores famosos. Sem dúvida, muitos já se deixaram levar pela fama, pelo sucesso e pelo dinheiro. O que dizer disso?

Um sem-número de pregadores e cantores de hoje não conhecem o caminho da humildade. Em vez de glorificarem a Deus, arrogam-se para si as ovações dos incautos de plantão. O resultado disso é uma vida espiritual seca, para não dizer morta.

Gostaria de que meditássemos profundamente no que disse João Batista, quando Jesus se destacava na Judeia, enquanto muitos iam ao seu encontro: "Convém que ele cresça e que eu diminua" (Jo 3.30). João não era soberbo, muito menos invejoso (Jo 3.22-30). Aprendemos com ele que, em tudo, Cristo deve ser glorificado!

João Paulo M. de Souza

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Minha conversa com famoso líder


Numa dessas noites tive um diálogo bastante proveitoso com um famoso líder cristão extremamente incisivo, cujas palavras cortam com precisão, como se fossem uma navalha afiada. Não é que use termos de baixo calão ou linguagem vulgar. Ele se destaca por não ser ambíguo, não tergiversar, mas ir direto ao ponto, sem caprichos humanos, embora o faça com todo o respeito aos que o ouvem.

Fiquei impressionado com a conversa. É um homem que sofre todo tipo de afronta. O que ele já experimentou ao longo de sua vida, certamente eu não conseguiria suportar. Pude perceber que para ele não tem tempo ruim e nem pessoas especiais. Fala ao comum dos mortais da mesma forma como fala às pessoas mais abastadas. Confesso, mais um vez, que fiquei encantado. Fiz mais ouvir do que falar.

Disse-me ele que a aparência não importa na hora de se avaliar quem as pessoas são. O que vale é o que são em si mesmas. Aí me contou de um encontro que teve com outros líderes aos quais tratou bem, com toda a consideração, mas não ficou abobalhado, com medo de falar o que era para ser dito só porque eram líderes.

Outro episódio que me contou foi quando um desses tentou dissimular numa questão extremamente séria, tentando jogar dos dois lados. Percebi, enquanto a conversa prosseguia, que, se fosse eu, ficaria cheio de dedos para repreendê-lo. Olharia para a sua "posição hierárquica" no ministério, levaria em conta a sua idade, pesaria o apoio que tinha e talvez preferisse ficar calado. Mas qual não foi minha surpresa, quando me disse ter sido franco com o dito líder, sem levar em conta certas mesuras, mostrando de maneira aberta o seu grave erro.

Outra lição que aprendi nessa conversa com o famoso líder é que ele jamais teve pretensão midiática e nunca fez articulações com o mundo político para tornar o evangelho mais "amigável" às pessoas. Na verdade, pelo que pude perceber, ele não tolera aqueles que proclamam o evangelho com falsidade. Ao contrário, não tem nenhum temor em expô-los de maneira pública, mesmo que os seus opositores lhe digam que não pode julgar os "irmãos".

Ficou claro, para mim, que essa é uma das razões pelas quais ele sofre tanta afronta.

Depois desse excelente diálogo, que entrou pelas primeiras horas da madrugada, regado com água fresca das fontes de Teresópolis, tive uma boa noite de sono e estiquei um pouco mais na cama na manhã seguinte, porque, afinal, ninguém é de ferro.

A essa altura, vocês querem que eu dê o nome do famoso líder. Ele me autorizou a fazê-lo. Conversei com o apóstolo Paulo mediante a leitura da epístola aos Gálatas.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Arrependimento, confissão e abandono


Por mais que erremos, que falhemos, que sejamos culpados, que mereçamos o castigo mais atroz, Deus nos ama e quer o nosso bem. Ele jamais desejaria ver-nos no inferno. Porém, o seu amor não coaduna com o pecado. E é este que tem, por muitas vezes, provocado náuseas em Deus.

Quando pecarmos, demos três passos imprescindíveis em direção a Deus. Primeiro, arrependimento; segundo, confissão e terceiro, abandono da iniquidade. Não adianta vivermos uma vida farisaica, regada a superficialidades e mentiras. Um dia a máscara vai cair!

Meditemos nisto: "O que encobre suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia" (Provérbios 28.13). E mais nisto: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Coríntios 5.17).

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dica literária: No altar da idolatria sexual


Breve resumo do livro:

"Este livro estuda a compulsão sexual. Ele descortina os segredos mais ocultos acerca do Pecado Sexual, pois o autor os compreende bem, por ter ele mesmo vivido nesta escravidão por mais de 12 anos.O que é questionado e criticado neste livro tem por base as Escrituras, e o autor sempre aponta Jesus Cristo como Resposta definitiva para problemas do Homem."

Fonte: BIBLIOLOGIA ESTUDANDO A PALAVRA DE DEUS

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Oito regras para um ministério cristocêntrico



1. Não se una a pessoas que buscam fama e sucesso ministerial a todo e qualquer custo, nem que para isso tenham que infamar publicamente os supostos concorrentes. 

2. Não aceite todo convite para não sacrificar a família, o trabalho, e o estudo acadêmico. 

3. Não faça do ministério um “pé de meia” para o futuro, quando tudo o mais der errado. 

4. Não busque o sucesso, a fama e honra para si, fazendo da piedade uma autoafirmação da sua personalidade e talentos naturais. 

5. Jamais use a simplicidade e acriticidade do povo de Deus como esteio para popularidade e sucesso pessoal. 

6. Não fique teologicamente em cima do muro para agradar gregos e troianos, mas expresse o que a Bíblia diz sem vacilação. 

7. Não use a linguagem da piedade para incensar os próprios feitos. 

8. Seja amigo daqueles que compartilham da mesma visão.




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A obediência aos líderes constituídos por Deus


"Lembrem-se dos seus líderes, que transmitiram a palavra de Deus a vocês. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé. Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar conta. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria, não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês" (Hebreus 13.7, 17).

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Líderes Diótrefes


Eu, João, "Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida... far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas... nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja" (3 Jo 9-10).

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Para os que estão pensando em desistir

Assista este vídeo até o fim. Talvez você esteja passando por adversidades na caminhada cristã e, por isso, pensando em parar, largar tudo, abandonar o teu ministério... 


               

"Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa" (2 Crônicas 15.7).



Não desista do ministério que Deus te deu!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dicas básicas para quem deseja escrever bem


Para escrever eficazmente, além de dominar razoavelmente - pois não precisa ser expert no assunto - as regras gramaticais e de cultivar o hábito diário ou frequente de leitura de variadas fontes de conhecimento, o escritor, basicamente, deve atentar para alguns requisitos fundamentais. 

Logo abaixo, há algumas perguntas indispensáveis que o escritor deve se fazer, antes de escrever:

1) Qual a real motivação que está me impulsionando a escrever sobre isto?

2) Tenho conhecimento suficiente para discorrer sobre esse assunto?

3) Minha abordagem é coerente com a realidade histórico-social de meus leitores? Tem alguma ligação com sua vivência?

4) Quem é o meu público-alvo?

5) Qual linguagem devo utilizar? 

6) Devo fortalecer o meu texto com ilustrações ou não?

A bem da verdade, existem inúmeros requisitos para os quais quem almeja ser um bom escritor deve atentar.

João Paulo M. de Souza

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Os desigrejados

Para mim resta pouca dúvida de que a igreja institucional e organizada está hoje no centro de acirradas discussões em praticamente todos os quartéis da cristandade, e mesmo fora dela. O surgimento de milhares de denominações evangélicas, o poderio apostólico de igrejas neopentecostais, a institucionalização e secularização das denominações históricas, a profissionalização do ministério pastoral, a busca de diplomas teológicos reconhecidos pelo estado, a variedade infindável de métodos de crescimento de igrejas, de sucesso pastoral, os escândalos ocorridos nas igrejas, a falta de crescimento das igrejas tradicionais, o fracasso das igrejas emergentes – tudo isto tem levado muitos a se desencantarem com a igreja institucional e organizada.Alguns simplesmente abandonaram a igreja e a fé. Mas, outros, querem abandonar apenas a igreja e manter a fé. Querem ser cristãos, mas sem a igreja. 

Muitos destes estão apenas decepcionados com a igreja institucional e tentam continuar a ser cristãos sem pertencer ou frequentar nenhuma. Todavia, existem aqueles que, além de não mais frequentarem a igreja, tomaram esta bandeira e passaram a defender abertamente o fracasso total da igreja organizada, a necessidade de um cristianismo sem igreja e a necessidade de sairmos da igreja para podermos encontrar Deus. Estas idéias vêm sendo veiculadas através de livros, palestras e da mídia. Viraram um movimento que cresce a cada dia. São os desigrejados.

Muitos livros recentes têm defendido a desigrejação do cristianismo (*). 

Em linhas gerais, os desigrejados defendem os seguintes pontos.

1) Cristo não deixou qualquer forma de igreja organizada e institucional.

2) Já nos primeiros séculos os cristãos se afastaram dos ensinos de Jesus, organizando-se como uma instituição, a Igreja, criando estruturas, inventando ofícios para substituir os carismas, elaborando hierarquias para proteger e defender a própria instituição, e de tal maneira se organizaram que acabaram deixando Deus de fora. Com a influência da filosofia grega na teologia e a oficialização do cristianismo por Constantino, a igreja corrompeu-se completamente.

3) Apesar da Reforma ter se levantado contra esta corrupção, os protestantes e evangélicos acabaram caindo nos mesmíssimos erros, ao criarem denominações organizadas, sistemas interligados de hierarquia e processos de manutenção do sistema, como a disciplina e a exclusão dos dissidentes, e ao elaborarem confissões de fé, catecismos e declarações de fé, que engessaram a mensagem de Jesus e impediram o livre pensamento teológico.

4) A igreja verdadeira não tem templos, cultos regulares aos domingos, tesouraria, hierarquia, ofícios, ofertas, dízimos, clero oficial, confissões de fé, rol de membros, propriedades, escolas, seminários.

5) De acordo com Jesus, onde estiverem dois ou três que crêem nele, ali está a igreja, pois Cristo está com eles, conforme prometeu em Mateus 18. Assim, se dois ou três amigos cristãos se encontrarem no Frans Café numa sexta a noite para falar sobre as lições espirituais do filme O Livro de Eli, por exemplo, ali é a igreja, não sendo necessário absolutamente mais nada do tipo ir à igreja no domingo ou pertencer a uma igreja organizada.

6) A igreja, como organização humana, tem falhado e caído em muitos erros, pecados e escândalos, e prestado um desserviço ao Evangelho. Precisamos sair dela para podermos encontrar a Deus.

Eu concordo com vários dos pontos defendidos pelos desigrejados. Infelizmente, eles estão certos quanto ao fato de que muitos evangélicos confundem a igreja organizada com a igreja de Cristo e têm lutado com unhas e dentes para defender sua denominação e sua igreja, mesmo quando estas não representam genuinamente os valores da Igreja de Cristo. Concordo também que a igreja de Cristo não precisa de templos construídos e nem de todo o aparato necessário para sua manutenção. Ela, na verdade, subsistiu de forma vigorosa nos quatro primeiros séculos se reunindo em casas, cavernas, vales, campos, e até cemitérios. Os templos cristãos só foram erigidos após a oficialização do Cristianismo por Constantino, no séc. IV.

Os desigrejados estão certos ao criticar os sistemas de defesa criados para perpetuar as estruturas e a hierarquia das igrejas organizadas, esquecendo-se das pessoas e dando prioridade à organização. Concordo com eles que não podemos identificar a igreja com cultos organizados, programações sem fim durante a semana, cargos e funções como superintendente de Escola Dominical, organizações internas como uniões de moços, adolescentes, senhoras e homens, e métodos como células, encontros de casais e de jovens, e por ai vai. E também estou de acordo com a constatação de que a igreja institucional tem cometido muitos erros no decorrer de sua longa história.

Dito isto, pergunto se ainda assim está correto abandonarmos a igreja institucional e seguirmos um cristianismo em vôo solo. Pergunto ainda se os desigrejados não estão jogando fora o bebê junto com a água suja da banheira. Ao final, parece que a revolta deles não é somente contra a institucionalização da igreja, mas contra qualquer coisa que imponha limites ou restrições à sua maneira de pensar e de agir. Fico com a impressão que eles querem se livrar da igreja para poderem ser cristãos do jeito que entendem, acreditarem no que quiserem – sendo livres pensadores sem conclusões ou convicções definidas – fazerem o que quiserem, para poderem experimentar de tudo na vida sem receio de penalizações e correções. Esse tipo de atitude anti-instituição, antidisciplina, anti-regras, anti-autoridade, antilimites de todo tipo se encaixa perfeitamente na mentalidade secular e revolucionária de nosso tempo, que entra nas igrejas travestida de cristianismo.
É verdade que Jesus não deixou uma igreja institucionalizada aqui neste mundo. Todavia, ele disse algumas coisas sobre a igreja que levaram seus discípulos a se organizarem em comunidades ainda no período apostólico e muito antes de Constantino.

1) Jesus disse aos discípulos que sua igreja seria edificada sobre a declaração de Pedro, que ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.15-19). A igreja foi fundada sobre esta pedra, que é a verdade sobre a pessoa de Jesus (cf. 1Pd 2.4-8). O que se desviar desta verdade – a divindade e exclusividade da pessoa de Cristo – não é igreja cristã. Não admira que os apóstolos estivessem prontos a rejeitar os livre-pensadores de sua época, que queriam dar uma outra interpretação à pessoa e obra de Cristo diferente daquela que eles receberam do próprio Cristo. As igrejas foram instruídas pelos apóstolos a rejeitar os livre-pensadores como os gnósticos e judaizantes, e libertinos desobedientes, como os seguidores de Balaão e os nicolaítas (cf. 2Jo 10; Rm 16.17; 1Co 5.11; 2Ts 3.6; 3.14; Tt 3.10; Jd 4; Ap 2.14; 2.6,15). Fica praticamente impossível nos mantermos sobre a rocha, Cristo, e sobre a tradição dos apóstolos registrada nas Escrituras, sem sermos igreja, onde somos ensinados, corrigidos, admoestados, advertidos, confirmados, e onde os que se desviam da verdade apostólica são rejeitados.

2) A declaração de Jesus acima, que a sua igreja se ergue sobre a confissão acerca de sua Pessoa, nos mostra a ligação estreita, orgânica e indissolúvel entre ele e sua igreja. Em outro lugar, ele ilustrou esta relação com a figura da videira e seus galhos (João 15). Esta união foi muito bem compreendida pelos seus discípulos, que a compararam à relação entre a cabeça e o corpo (Ef 1.22-23), a relação marido e mulher (Ef 5.22-33) e entre o edifício e a pedra sobre o qual ele se assenta (1Pd 2.4-8). Os desigrejados querem Cristo, mas não querem sua igreja. Querem o noivo, mas rejeitam sua noiva. Mas, aquilo que Deus ajuntou, não o separe o homem. Não podemos ter um sem o outro.

3) Jesus instituiu também o que chamamos de processo disciplinar, quando ensinou aos seus discípulos de que maneira deveriam proceder no caso de um irmão que caiu em pecado (Mt 18.15-20). Após repetidas advertências em particular, o irmão faltoso, porém endurecido, deveria ser excluído da “igreja” – pois é, Jesus usou o termo – e não deveria mais ser tratado como parte dela (Mt 18.17). Os apóstolos entenderam isto muito bem, pois encontramos em suas cartas dezenas de advertências às igrejas que eles organizaram para que se afastassem e excluíssem os que não quisessem se arrepender dos seus pecados e que não andassem de acordo com a verdade apostólica. Um bom exemplo disto é a exclusão do “irmão” imoral da igreja de Corinto (1Co 5). Não entendo como isto pode ser feito numa fraternidade informal e livre que se reúne para bebericar café nas sextas à noite e discutir assuntos culturais, onde não existe a consciência de pertencemos a um corpo que se guia conforme as regras estabelecidas por Cristo.

4) Jesus determinou que seus seguidores fizessem discípulos em todo o mundo, e que os batizassem e ensinassem a eles tudo o que ele havia mandado (Mt 28.19-20). Os discípulos entenderam isto muito bem. Eles organizaram os convertidos em igrejas, os quais eram batizados e instruídos no ensino apostólico. Eles estabeleceram líderes espirituais sobre estas igrejas, que eram responsáveis por instruir os convertidos, advertir os faltosos e cuidar dos necessitados (At 6.1-6; At 14.23). Definiram claramente o perfil destes líderes e suas funções, que iam desde o governo espiritual das comunidades até a oração pelos enfermos (1Tm 31-13; Tt 1.5-9; Tg 5.14).

5) Não demorou também para que os cristãos apostólicos elaborassem as primeiras declarações ou confissões de fé que encontramos (cf. Rm 10.9; 1Jo 4.15; At 8.36-37; Fp 2.5-11; etc.), que serviam de base para a catequese e instrução dos novos convertidos, e para examinarem e rejeitarem os falsos mestres. Veja, por exemplo, João usando uma destas declarações para repelir livre-pensadores gnósticos das igrejas da Ásia (2Jo 7-10; 1Jo 4.1-3). Ainda no período apostólico já encontramos sinais de que as igrejas haviam se organizado e estruturado, tendo presbíteros, diáconos, mestres e guias, uma ordem de viúvas e ainda presbitérios (1Tm 3.1; 5.17,19; Tt 1.5; Fp 1.1; 1Tm 3.8,12; 1Tm 5.9; 1Tm 4.14). O exemplo mais antigo que temos desta organização é a reunião dos apóstolos e presbíteros em Jerusalém para tratar de um caso de doutrina – a inclusão dos gentios na igreja e as condições para que houvesse comunhão com os judeus convertidos (At 15.1-6). A decisão deste que ficou conhecido como o “concílio de Jerusalém” foi levada para ser obedecida nas demais igrejas (At 16.4), mostrando que havia desde cedo uma rede hierárquica entre as igrejas apostólicas, poucos anos depois de Pentecostes e muitos anos antes de Constantino.

6) Jesus também mandou que seus discípulos se reunissem regularmente para comer o pão e beber o vinho em memória dele (Lc 22.14-20). Os apóstolos seguiram a ordem, e reuniam-se regularmente para celebrar a Ceia (At 2.42; 20.7; 1Co 10.16). Todavia, dada à natureza da Ceia, cedo introduziram normas para a participação nela, como fica evidente no caso da igreja de Corinto (1Co 11.23-34). Não sei direito como os desigrejados celebram a Ceia, mas deve ser difícil fazer isto sem que estejamos na companhia de irmãos que partilham da mesma fé e que crêem a mesma coisa sobre o Senhor.

É curioso que a passagem predileta dos desigrejados – “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20) – foi proferida por Jesus no contexto da igreja organizada. Estes dois ou três que ele menciona são os dois ou três que vão tentar ganhar o irmão faltoso e reconduzi-lo à comunhão da igreja (Mt 18.16). Ou seja, são os dois ou três que estão agindo para preservar a pureza da igreja como corpo, e não dois ou três que se separam dos demais e resolvem fazer sua própria igrejinha informal ou seguir carreira solo como cristãos.

O meu ponto é este: que muito antes do período pós-apostólico, da intrusão da filosofia grega na teologia da Igreja e do decreto de Constantino – os três marcos que segundo os desigrejados são responsáveis pela corrupção da igreja institucional – a igreja de Cristo já estava organizada, com seus ofícios, hierarquia, sistema disciplinar, funcionamento regular, credos e confissões. A ponto de Paulo se referir a ela como “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15) e o autor de Hebreus repreender os que deixavam de se congregar com os demais cristãos (Hb 10.25). O livro de Atos faz diversas menções das “igrejas”, referindo-se a elas como corpos definidos e organizados nas cidades (cf. At 15.41; 16.5; veja também Rm 16.4,16; 1Co 7.17; 11.16; 14.33; 16.1; etc. – a relação é muito grande).

No final, fico com a impressão que os desigrejados, na verdade, não são contra a igreja organizada meramente porque desejam uma forma mais pura de Cristianismo, mais próxima da forma original – pois esta forma original já nasceu organizada e estruturada, nos Evangelhos e no restante do Novo Testamento. Acho que eles querem mesmo é liberdade para serem cristãos do jeito deles, acreditar no que quiserem e viver do jeito que acham correto, sem ter que prestar contas a ninguém. Pertencer a uma igreja organizada, especialmente àquelas que historicamente são confessionais e que têm autoridades constituídas, conselhos e concílios, significa submeter nossas idéias e nossa maneira de viver ao crivo do Evangelho, conforme entendido pelo Cristianismo histórico. Para muitos, isto é pedir demais.

Eu não tenho ilusões quanto ao estado atual da igreja. Ela é imperfeita e continuará assim enquanto eu for membro dela. A teologia Reformada não deixa dúvidas quanto ao estado de imperfeição, corrupção, falibilidade e miséria em que a igreja militante se encontra no presente, enquanto aguarda a vinda do Senhor Jesus, ocasião em que se tornará igreja triunfante. Ao mesmo tempo, ensina que não podemos ser cristãos sem ela. Que apesar de tudo, precisamos uns dos outros, precisamos da pregação da Palavra, da disciplina e dos sacramentos, da comunhão de irmãos e dos cultos regulares.

Cristianismo sem igreja é uma outra religião, a religião individualista dos livre-pensadores, eternamente em dúvida, incapazes de levar cativos seus pensamentos à obediência de Cristo.------------------------------------------------------------------------------------------
NOTA:(*) Podemos mencionar entre eles: George Barna, Revolution (Revolução), 2005; William P. Young, The Shack: a novel (A Cabana: uma novela), 2007; Brian Sanders, Life After Church(Vida após a igreja), 2007; Jim Palmer, Divine Nobodies: shedding religion to find God(Joões-ninguém divinos: deixando a religião para encontrar a Deus), 2006; Martin Zener,How to Quit Church without Quitting God (Como deixar a Igreja sem deixar a Deus), 2002; Julia Duin, Quitting Church: why the faithful are fleeing and what to do about it (Deixando a Igreja: por que os fiéis estão saindo e o que fazer a respeito disto), 2008; Frank Viola,Pagan Christianity? Exploring the roots of our church practices (Cristianismo pagão? Explorando as raízes das nossas práticas na Igreja), 2007; Paulo Brabo, Bacia das Almas: Confissões de um ex-dependente de igreja (2009).

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Não vos associeis com falsos crentes


1 Coríntios 5.11


Não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for:

  • Impuro 
  • Avarento
  • Idólatra
  • Maldizente
  • Beberrão
  • Roubador
Com esses tais nem ainda comais.

domingo, 20 de outubro de 2013

Como o Diabo destrói uma nação?


Texto antevia muitos dos problemas atuais

O canal de TV Fox News retomou nesta semana um famoso texto escrito em 1964 pelo jornalista Paul Harvey, falecido em 2009.
O material exposto foi escrito após o assassinato do presidente John Kennedy, quando se iniciava a Guerra do Vietnã e quando as drogas se tornaram populares entre os hippies.
Em votação no site da emissora, as pessoas disseram que essas palavras eram praticamente uma profecia, pois tudo que foi dito quase 50 anos atrás está se cumprindo a cada dia. Alguns políticos conservadores também usaram o texto para atacar o governo de Obama.
Leia na íntegra:
Se eu fosse o Príncipe das Trevas, tentaria envolver o mundo inteiro nas trevas. Eu gostaria de ter um terço do mercado imobiliário e quatro quintos da população, mas não ficaria feliz até dominar a maçã mais madura da árvore. Com isso quero dizer, que seria necessário, tomar conta dos Estados Unidos.
Em primeiro lugar, subverteria as igrejas. Começaria uma campanha de sussurros. Com a sabedoria de uma serpente, sussurraria para você, como sussurrei para Eva: “Faça tudo que você quiser.”
Para os jovens, gostaria de sussurrar que “A Bíblia é um mito”. Eu iria convencê-los de que o homem criou Deus e não o contrário. Eu diria a eles, em segredo, que o que é ruim é bom, e o que é bom está “fora de moda”. Aos idosos, eu iria ensiná-los a orar: ‘Pai nosso, que estás em Washington …”
Depois, eu me organizaria. Ensinaria os escritores a fazer literatura sensacionalista emocionante, de maneira que qualquer outra coisa parecesse chata e desinteressante. Eu encheria a TV de filmes cheios de sexo. Forneceria drogas para todos. Eu venderia álcool para senhores e senhoras da sociedade. Tranquilizaria o restante com comprimidos.
Se eu fosse o diabo, colocaria as famílias em guerra com elas mesmas; as igrejas em guerra com elas mesmas, e as nações em guerra, até que cada uma delas fosse consumida.
Prometeria à imprensa o maior índice de audiência, forçando-as a se destruírem mutualmente. Se eu fosse o diabo, iria encorajar às escolas a refinar o intelecto dos jovens, mas negligenciar a disciplina: “Deixem eles correrem soltos”. Antes que pudessem se dar conta, seria preciso cães farejadores de drogas e detectores de metal em cada entrada de escola. Dentro de uma década, teria presídios superlotados.
Com promessas de reconhecimento e poder, faria os juízes defenderem a pornografia e ficarem contra Deus. Em pouco tempo, colocaria ateus para me representar diante da suprema corte e os pregadores iriam concordar. Assim, conseguiria expulsar Deus do tribunal, depois da escola, e, por fim, do Congresso e do Senado. Nas igrejas, substituiria a religião por psicologia e endeusaria a ciência. Incentivaria padres e pastores a abusarem de meninos e meninas e ficarem ricos com o dinheiro das igrejas.
Se eu fosse o diabo, faria que o símbolo da Páscoa fosse apenas um ovo e o símbolo do Natal, uma garrafa de bebida.
Se eu fosse o diabo, tiraria daqueles que têm e daria àqueles que desejam ter até conseguir matar o incentivo de suas ambições. Quer apostar que eu faria com que todos os Estados promovessem o jogo como uma forma de ficar rico? Alertaria a todos contra os extremos no trabalho duro, no patriotismo e na conduta moral. Convenceria os jovens que o casamento é uma coisa defasada, que só ficar é bem mais divertido e o que a TV mostra é a maneira certa de viver. Assim, eu poderia despir as pessoas em público, e incentivá-los a transar com pessoas que tenham doenças incuráveis.  
Em outras palavras, se eu fosse o diabo, continuaria fazendo o que ele já está fazendo.
FONTE: GOSPEL PRIME

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Bíblia: tesouro inestimável e fonte inesgotável da Sabedoria


A Bíblia é a fonte inesgotável da Sabedoria. Ela nos transmite a verdade acerca de Deus e de sua criação. Revela-nos o objetivo divino em relação ao homem. Assim como a bússola guia o navegante em meio ao oceano, a Palavra ciceroneia o ser humano em meio à vida.

A Palavra de Deus é o maior tesouro do qual podemos desfrutar.

I. A Palavra é de “Deus”, ou seja, não é do homem nem tem origem em outro lugar: “Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra permanece no céu” (Sl 119.89; 33.6; 68.11).

II. A Palavra é inspirada por Deus: “Toda Escritura divinamente ‘inspirada’... porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram ‘inspirados’ pelo Espírito Santo” (2Tm 3.16; 2Pe 1.21).

III. A Palavra é viva (Hb 4.12; Gn 1.3, 6, 7, 9, 11, 14, 15, 20, 21; Jo 11.43, 44).

IV. A Palavra é eficaz (Hb 4.12; Is 55.10, 11).

V. A Palavra faz prosperar: “(...) Mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes” (Lc 5.5, 6, ARA; Sl 1.1-3; Js 1.7, 8).

VI. A Palavra dá entendimento (Sl 119.97-104; Lc 24.44, 45).

VII. A Palavra orienta: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).

VIII. A Palavra alimenta: “Nem só de pão [alimento físico] viverá o homem, mas de toda a palavra [alimento espiritual] que sai da boca de Deus” (Mt 4.4).“Porque o ouvido prova as palavras como o paladar prova a comida” (Jó 34.3).

IX. A Palavra é valiosa: “Melhor é para mim a lei da tua boca do que inúmeras riquezas em ouro ou prata” (Sl 119.72, 14, 111, 127, 162).

X. A Palavra produz fé: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17).

XI. A Palavra liberta e cura (Mt 8.16; At 8.5-8, 12).

XII. A Palavra é infinita: “A toda perfeição vi limite, mas o teu mandamento é amplíssimo [ilimitado]” (Sl 119.96).

XIII. A Palavra é eterna: “(...) a palavra do Senhor permanece para sempre” (1Pe 1 24,25).

XIV. A Palavra dá a vida eterna: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (Jo 5.39).

XV. A Palavra é Jesus: “E o Verbo [a Palavra] se fez carne e habitou entre nós, vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14; 1.1; 1Jo 1.1, 2; AP 19.11-13).

A Palavra de Deus é indispensável para todo homem ou mulher que deseja obter a felicidade verdadeira!

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A dívida de todo cristão genuíno


"Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei" (Romanos 13.8, 10, NVI).

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Um reino que não deve ser reinado


O Reino de Deus deve ser buscado com primazia, e de todo o coração. Foi o Senhor Jesus quem disse em Mateus 6.33. Entretanto, ao contrário do Reino dos Céus, existe outro reino que jamais devemos nos permitir ser escravizados por ele. Este reino é o reino do pecado.

Em Romanos 6.12, Paulo admoesta aos irmãos quanto à possibilidade de o pecado fazer-lhes súditos de seus mais asquerosos desejos: "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal". Nesse caso, segundo o apóstolo, o corpo humano pode servir de núcleo pecaminoso, de palco de iniquidades. E, em vez de obedecermos à Deus e à sua Palavra, podemos nos prostrar diante das paixões carnais do corpo.

No versículo 13 desse mesmo capítulo, há outro conselho. Dessa vez, Paulo aconselha: "nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade". Nossas mãos, pés, boca, olhos, orelhas, nariz etc. não devem ser apresentados ao pecado como meio de este ser fortalecido e glorificado. Pelo contrário: "oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça" (Rm 6.13). "Assim, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus" (1 Co 10.31, NVI).

Por fim, o doutor dos gentios arremata: "Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, e sim da graça" (Rm 6.14). Isso significa que o legalismo religioso deixa-nos sob o poder do pecado. Ele jamais poderá nos libertar! Todavia, Jesus Cristo, agindo em plena graça (Jo 1.14), faz-nos vivos para Deus Pai, "por causa da justiça" (Rm 8.10).

João Paulo M. de Souza 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

5 verdades sobre as pessoas


Sobre o "ser":

1) Tem gente querendo ser o que não é;

2) Tem gente fingindo ser o que não é;

3) Tem gente pagando para ser o que não é;

4) Tem gente se vendendo e/ou vendendo os outros e pensando ser o que não é;

5) E tem gente sendo o que Deus quer que ela seja.

E aí, em qual ou em quais dos cinco grupos você se encaixa?

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A avareza dos falsos mestres e de sua clientela e um bom conselho pra quem quer viver bem


Comumente, os falsos mestres adoram enganar os desavisados de plantão, e, "movidos por avareza" (2 Pedro 2.3), lavam a burra com suas artimanhas. Esses homens inescrupulosos aproveitam-se da vulnerabilidade de seus fiéis (ou clientes?), e, em troca de dinheiro, oferece-lhes qualquer coisa, menos o santo Evangelho de Jesus. Usam o nome "Jesus", mas sequer o conhecem (Mateus 7.23). O que eles gostam mesmo é da gordura financeira de suas "ovelhas". 

De acordo com Paulo, "os que querem ficar ricos, caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição" (1 Timóteo 6.9). No verso seguinte, diz o apóstolo: "Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males". Atente-se que o mal surge pelo "amor ao dinheiro", mas não por possuí-lo. Os ambiciosos, nesse caso, não desejam apenas ter o necessário, sempre querem mais! Nunca se sentem satisfeitos com o que têm. Sempre orbitam em torno do dinheiro!

Por outro lado, para quem deseja viver bem e gozar das benesses de Deus aqui na Terra, o melhor a fazer é não ser orgulhoso, nem depositar a própria "esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento" (1 Timóteo 6.17). Indiscutivelmente, "nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes" (1 Timóteo 6.7, 8).

João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pastor?


O ministério pastoral bíblico se evidencia pelo contato e relacionamento diário entre pastor e ovelhas. Se isto não acontece, podemos ser chamados simplesmente de presidentes, dirigentes, diretores, gestores, coordenadores, supervisores, chefes ou algo parecido, menos de pastores.

Não se pastoreia organizações, e sim almas.

"Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas, agora, tendes voltado ao Pastor e Bispo da vossa alma." (1 Pe 2.25)

domingo, 22 de setembro de 2013

Até que me tome completamente o sol de Cristo...


"Sei que pouco sei. Mas também sei que esse pouco que sei vai sendo sempre um pouco mais, até que me tome por completo o sol de Cristo."

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O que era o espinho na carne de Paulo?


Muita discussão tem sido travada para definir o que era o espinho na carne de Paulo (2Co 12.7). Conforme Gálatas 4.14,15 Paulo diz que pregou o evangelho pela primeira vez na Galácia por causa de uma enfermidade física. Essa enfermidade, possivelmente, foi contraída na região pantanosa de Perge da Panfília, onde havia uma alta incidência de malária. Alguns estudiosos sugerem que Paulo pegou malária no começo dessa primeira viagem missionária, o que lhe provocava uma dor de cabeça alucinante, afetando inclusive sua visão. Isso está alinhado com alguns fatos, como: 

1) Os crentes da Galácia estavam dispostos a dar seus olhos para Paulo (Gl 4.15); 

2) Paulo termina a carta aos Gálatas dizendo: Vede com que grandes letras vos escrevo; 

3) Paulo usava secretários para ditar suas cartas, algumas vezes tomava a pena apenas para fazer a conclusão; 

4) Paulo chamou o sumo sacerdote de parede branqueada (At 23.3-5). Todos esses indícios nos levam a uma pista: o espinho na carne de Paulo pode ter afetado sua visão. O assunto está em aberto. Tem alguma outra sugestão?



Por Hernandes Dias Lopes