segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A oferta da viúva pobre



Certo dia, “estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos depositavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, depositou duas pequenas moedas, que valiam cinco réis. E chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva depositou mais do que todos os que depositaram na arca do tesouro; porque ali todos depositaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, depositou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Mc 12.41-44).

A arca do tesouro era possivelmente uma sala em um dos alpendres do Pátio das Mulheres, no Templo. Nela, havia cerca de treze receptáculos para receber os diversos tipos de ofertas. Provavelmente, os ofertantes deveriam, no ato da oferta, declarar o valor da mesma, e o seu intento. Consequentemente, o Senhor Jesus assentando-se em frente da arca do tesouro, estava vendo e ouvindo o que a multidão estava oferecendo a Deus.

Enquanto Jesus, atentamente, observava as oferendas dos ricos, e os discípulos admiravam-se com os altos valores lançados no gazofilácio, veio uma pobre viúva e depositou duas pequenas moedas. Estas moedas de cobre eram as menores moedas em circulação, representando o menor valor legal que poderia ser oferecido no Templo.

Após a oferta da viúva, Jesus faz uma espantosa consideração: “Esta pobre viúva depositou mais do que todos os que depositaram na arca do tesouro” (v.43). Na verdade, os ricos colocavam os seus restos (sobejos) financeiros, mas aquela humilde mulher colocou sacrificialmente, “da sua pobreza...” de “todo o seu sustento” (v.44).

O que podemos depreender de tudo isso? É que Deus não é o homem, que tende a valorizar o exterior das coisas. “(...) O SENHOR não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração” (1 Sm 16.7). Se Deus sabe tudo sobre o nosso coração (pensamento), não nos enganemos, a ponto de pensarmos que podemos ludibriá-lO (Sl 139.4, 11, 12).

P.S.: Aproveitando a ocasião: Que tipo e qualidade de oferta - em todos os sentidos possíveis - estamos apresentando ao Senhor, nosso Deus? Será que é expressiva, mas seca de boa intencionalidade? Ou será que é simples, porém embebida de gratidão e amor ao Deus Eterno?

João Paulo M. de Souza

domingo, 25 de novembro de 2012

5 razões para louvarmos a Deus: um lacônico sermão que pregamos no último sábado à noite



Leitura oficial: Ex 15.1-3

De acordo com a leitura áurea, por que devemos louvar (cantar) a Deus?

1. Porque Ele se exalta sobremaneira sobre nossas dificuldades: “... porque sumamente se exaltou” (v.1; Gn 17.1; Sl 77.13; 113.5-9; 118.16)

2.    Porque Ele é a nossa força: "O SENHOR é a minha força" (v.2; 1 Rs 19.1-8; 2 Co 12.7-10; Sl 18.2)

3.    Porque Ele é o nosso cântico – inspiração musical: "O SENHOR é... o meu cântico" (v.2; Sl 146.1, 2; Sl 18)

4.    Porque Ele é a nossa salvação – livramento, resgate: "O SENHOR... me foi por salvação" (v.2; Sl 34.7, 17, 19; 97.10; Cl 1.13)

5.    Porque Ele é o Guerreiro que batalha as nossas pelejas: "O SENHOR é varão de guerra" (v.3; 14.14; Sl 24.8; Dt 1.30; 20.4; Js 23.3, 10; Is 43.13;

Por essas e muitas outras razões, Deus deve ser louvado (Sl 34.1).

João Paulo M. de Souza

sábado, 24 de novembro de 2012

Será que o Deus a quem servimos não é capaz de operar proezas ao nosso favor?


"Então, Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas" (Ex 14.21).

O "mar" pode ser extenso e profundo... Se o Senhor quiser fazer-nos atravessá-lo, não há quem impeça-nos de fazê-lo: "... operando eu [Deus], quem impedirá?" (Is 43.13).

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A década em que a pregação expositiva começou a desaparecer dos púlpitos da Assembleia de Deus




Até o fim dos anos de 1990 não havia tantos malabaristas nos púlpitos das Assembleias de Deus. A pregação bíblico-expositiva ainda reinava. Pregadores que expunham a Palavra do Senhor, na dependência do Espírito Santo, ainda eram respeitados. Mas, com o falecimento de alguns homens de Deus e a queda espiritual de outros, começaram a surgir, em grande quantidade, ainda na aludida década de 1990 (que compreende o período de 1991 a 2000), os animadores de auditório.


Hoje, o modelo que prevalece e encanta multidões é o da pregação interativa dos “ungidos”, no melhor estilo diga-isso-e-aquilo-para-o-seu-irmão, com pouquíssimo conteúdo bíblico e malabarismo de sobra. Como consequência, muitos crentes já não suportam a exposição da viva e eficaz Palavra do Senhor (Hb 4.12). Isso, para eles, é simples demais e enfadonho; querem movimento, animação, berros prolongados ao microfone, gracejos, exibição teatral, etc.

A exposição verdadeiramente ungida das Escrituras perdeu o seu espaço. E quem não gosta de animação de auditório, como este expoente, é considerado pela maioria como retrógrado, ultrapassado, invejoso, sem unção, incapaz de “gerar a graça”, inimigo do “mover de Deus”, cético, etc.

Entretanto, a minha batalha — ainda que às vezes me sinta como alguém tirando água do oceano com uma pequena caneca — pela recuperação da pregação expositiva continuará, segundo a graça do Senhor Jesus. Enquanto Deus me der força, perseverarei em protestar contra a animação de plateia e em asseverar que precisamos voltar às “veredas antigas” (Jr 6.16). Afinal, avivamento também significa reconquistar o que foi perdido (Lm 5.21).

No dia 28 de abril de 1998, partiu para a glória, aos 58 anos, um grande expoente assembleiano: Valdir Nunes Bícego. Com base no que está escrito em 2 Timóteo 3.14, posso dizer que o ministério que o Senhor me outorgou foi grandemente influenciado por eminentes pregadores e ensinadores da Palavra, especialmente Valdir Bícego, que, na minha opinião, foi o grande nome da pregação expositiva na última década do século XX.

Não havia, à época da virada do milênio, um pregador que reunisse tantas qualidades como Valdir Bícego. De alguma forma, ele possuía todos os dons ministeriais mencionados em Efésios 4.11. Assim como Paulo, que recebeu do Senhor um ministério multíplice (1 Tm 2.7), Bícego era, ao mesmo tempo, um mestre, um pastor, um evangelista, um profeta e um apóstolo do Senhor.

Influenciado diretamente por homens de Deus, como os verdadeiramente apóstolos Cícero Canuto de Lima e Eurico Bergstén, Valdir Bícego reunia em si um pouco dos dois. Era seguro e zeloso como o primeiro e compromissado com a sã doutrina e com a pregação biblicocêntrica, como o segundo. Tive o privilégio de ser encaminhado ao ministério por ele, servindo ao Senhor sob seu pastorado na Assembleia de Deus da Lapa, em São Paulo, durante quinze anos.

Desde o dia em que vi o pastor Valdir Bícego expor a Palavra do Senhor, em um congresso de jovens, acendeu-se em mim uma chama para proclamar o Evangelho e defendê-lo (Mc 16.15; Fp 1.16). Na sua última pregação, em 27 de abril de 1998 (um dia antes de sua repentina morte), a qual também tive o privilégio de ouvir, ele asseverou: “Não fiquem em torno do pastor. Fiquem em torno de Jesus, da Palavra e do ministério, pois o pastor pode morrer a qualquer momento”.

No início do século XXI, a pregação expositiva tornou-se escassa e obsoleta nos púlpitos assembleianos. Os animadores de auditório começaram a encantar os jovens pregadores, em razão de serem aqueles os protagonistas dos grandes congressos pretensamente pentecostais, transmitidos ao vivo pela Internet. Pregações triunfalistas e antropocêntricas, com temas exóticos, como “Grávidos de um avivamento” ou “Sonhe e ganhará o mundo”, passaram a ser vendidas, alugadas e pirateadas em toda a parte, tornando os tais malabaristas verdadeiras celebridades.

Coincidentemente ou não, depois das mortes de Bernhard Johnson (em 1995), Valdir Bícego (em 1998) e Eurico Bergstén (em 1999), e com as quedas espirituais de importantes expoentes da Palavra de Deus (algumas irreversíveis), cresceu, e muito, a animação de plateia. Não obstante, hoje, graças a Deus e ao legado de pregadores do passado, o quadro já começa a melhorar. Há um forte clamor pela pregação expositiva, cristocêntrica, centrada na imutável Palavra do Senhor, e começam a surgir pregadores à moda antiga. Aleluia!

Diante do exposto, continuarei com o propósito de imitar os grandes expoentes que conheci no milênio passado, como Valdir Bícego, Geziel Gomes, Jimmy Swaggart, Eurico Bergstén, Bernhard Johnson e tantos outros (1 Co 11.1), sem contar os ensinadores. E continuarei lutando para que, em nossos cultos e congressos, voltemos a valorizar a poderosa exposição da Palavra de Deus (Sl 119.130; Jo 5.24), sem exibicionismo, invencionices, ilusionismo, berros desnecessários, malabarismo, gracejos sem graça, triunfalismo e outros devaneios e aberrações que desviam o povo da verdade e do temor do Senhor.

Por Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Oração: adoração


"A palavra 'adoração' engloba um conceito vital no que se refere à oração. A ela estão associados termos como 'reverência', 'temor do Senhor' e 'veneração'. A adoração é uma demonstração de grande amor, devoção e respeito. Para o cristão, implica em prestar homenagem a Deus. A adoração estabelece o tom para a vida de oração de alguém. Faz aquele que está orando fixar o pensamento na pessoa a quem se dirige (no caso, a divindade) e considerar os seus atributos e interesses.

Como um crente desejoso de uma vida de oração mais rica começa a adorar a Deus? Um bom começo pode ser listar os atributos de Deus. O crente recém-convertido talvez tenha de passar algum tempo estudando esses atributos, ponderando o que realmente significa ser íntimo de um Deus Todo-poderoso (onipotente), que sabe tudo (onisciente) e está sempre presente (onipresente). O livro de Salmos está repleto de declarações sobre a natureza de Deus. Deveria ser lido como uma afirmação pessoal da eterna glória de Deus e de sua abrangente compassividade e compreensão para com aqueles que nEle confiam. Adore a Deus, fazendo suas as palavras com as quais o salmista também o adorou."

Fonte consultada:
BRANDT, Robert L.;  BICKET, Zenas J. Teologia Bíblica da Oração: O Espírito nos ajuda a orar. 3. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 22.

A extrema corrupção nos últimos tempos (4)

Por João Paulo Souza


O que é incontinência? O que é crueldade? O que é ser "sem amor para com os bons"? São perguntas que tentaremos responder nesta postagem, dando seguimento à série de textos relacionados à 2 Tm 3.1-5.

Incontinência (v.3). Uma das acepções - é a que é aplicada ao versículo - desta palavra nada mais é do que falta de controle sexual ou "falta de castidade [...] devassidão, lascívia, luxúria" (Pequena Enciclopédia Bíblica, CPAD, 2008, p. 275, grifo nosso).  Em 1 Co 7.5, o apóstolo Paulo adverte os cônjuges coríntios que tivessem cuidado para não cederem à tentação. Como foi pontuado acima, quem abraça a incontinência declina sua vida espiritual, servindo-se dos prazeres passageiros do pecado (Hb 11.25).

Crueldade (v.3). O que significa esta palavra? "Prazer em fazer o mal" (Houaiss). Segundo Orlando Boyer, esse vocábulo aponta para "desumanidade, ferocidade... perversidade" (Ibid, p. 150). Observe o que diz o Salmo 27.12: "Não me entregues à vontade dos meus adversários, pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade". Deste verso, subtende-se o teor de maldade que permeava a vida dos opositores do salmista Davi. Eles eram muito cruéis! E o que dizer das atrocidades cometidas diariamente em todo o mundo? Os telejornais policiais do meio-dia que o digam!

Sem amor para com os bons (V.3). Em outras palavras: "Desprezador daqueles que são bons... Não amigável, hostil aos homens bons" (Bíblia de Estudo Palavras Chave - Hebraico e Grego, CPAD, 2011, p. 2104). Você já se deu conta da quantidade inumerável de pessoas assim? Pois bem, estamos cercados daqueles que desprezam as virtudes de Deus. Os "sem amor" não conseguem enxergar a pura bondade, senão apenas a desafeição por seus semelhantes.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Como pequerruchos devemos ser



O sentimento de presunção tripudia em muitos corações. Na sociedade hodierna,  boa parte das pessoas deseja ser o alvo das admirações dos homens. Ao olharmos para o que diz a Bíblia, vemos isso na vida de Herodes Agripa I, neto de Herodes, o Grande, quando aceitou a ovação do povo que escutava seus desvanecentes discursos (At 12.21, 22). No entanto, conforme Jesus disse, para alguém ser "grande" no Reino de Deus, é preciso ser o "menor" aqui na Terra (Mt 18.4).

Transcreverei Mateus 18.1-5. Meditemos seriamente sobre este texto:

"Naquela mesma hora, chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no Reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus. E qualquer que receber, em meu nome, uma criança tal como esta, a mim me recebe".

Vivemos em um tempo de muitas disputas por posições no âmbito cristão e fora dele. A cobiça pelos altos cargos é um sinal de que a carne está vencendo o espírito (Gl 5.17). Em contrapartida, ainda há um remanescente fiel, que busca, antes de tudo, a vontade de Deus para sua vida. Esse, certamente, agrada ao Pai dos espíritos (Hb 11.9).

Essa ambição desenfreada por postos de destaque onde quer que seja só gera contenda entre as gentes (Rm 1.19).  Por que não nos contentarmos com o que Deus nos outorga? Será que Davi enganou-se, quando fez esta linda oração a Deus: "SENHOR, o meu coração não se elevou, nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes assuntos, nem em coisas muito elevadas para mim" (Sl 131.1)? Penso que não.

Diante de tantas ofertas satânicas, tomemos bastante cuidado para não nos infectarmos com desejos sórdidos e abomináveis diante do Senhor. Como nos orientou o Mestre, sejamos como uma pequena criança, puros, pois, se assim o formos, desfrutaremos deliciosamente do Reino dos humildes (Mt 18.3). Ser como uma criança deve ser o nosso alvo. Ser como um pequerrucho é a chave para adentrarmos no Céu de gozo eterno!

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

domingo, 18 de novembro de 2012

Não deixe que ninguém tome o teu tesouro



A “coroa” do texto de Apocalipse 3.11 é a coroa da vida (Ap 2.10), isto é, algo muito importante para qualquer cristão que se preza.  Diante disso, o que podemos apreender com esse texto? O que podemos assimilar a partir dele?

(1) Devemos guardar fielmente o que Deus nos deu: “Guarda o que tens". Segundo o dicionário da língua portuguesa Houaiss, "guardar" significa “vigiar para defender, proteger, preservar; tomar conta, zelar por; conservar em seu poder”. Para exemplificar melhor, leiamos 2 Samuel 23.11,12. Outro modelo está em Mateus 26.41: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. Observe que Jesus enfatiza as expressões "vigiai" e "orai". Você ainda pode conferir outras referências bíblicas corralatas (Hb 10.23; 1 Co 15.58; 1 Pe 5.8, 9).

(2) Podemos perder o que Deus nos deu: “Para que ninguém tome a tua coroa”. O cerne desta frase está bem claro: existem outros seres e fatores que nos podem embaraçar, a ponto de perdermos nossa preciosa salvação. Para que sejamos ainda mais advertidos, vejamos outros exemplos bíblicos de pessoas que perderam o que tinham de valor: Esaú vendeu a sua primogenitura a Jacó (Gn 25.29-34); Saul, ao desobedecer a Deus, perdeu o reinado para Davi (1 Sm 15.11, 23; 16.1, 13); Judas perdeu a salvação, suicidou-se (Mt 27.5).

(3) Jesus vem sem demora, Ele voltará para buscar a sua Igreja: “Eis que venho sem demora”. Uma vez que não sabemos quando Cristo voltará (Mt 24.36), devemos estar apercebidos quanto à sua iminente vinda. Além disso, é preciso que saibamos de que, para o Senhor, mil anos são como um dia, e um dia, como mil anos (2 Pe 3.8). Assim, dois mil anos são dois dias para Deus, ou seja, “sem demora”.

A advertência de Cristo é para não fracassarmos na corrida da vida e, por consequência, perdermos o direito à salvação. Para que essa tragédia espiritual não nos aconteça, carecemos da graça, da misericórdia e do amor de Deus. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Co 15.58).

Em Deus,

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ao acessar a internet, o que você procura?


Indubitavelmente, com o advento da rede de computadores, a vida de muitas pessoas foi facilitada; em contrapartida, a vida de outras tantas sofreu um declínio sem precedentes. Diante dessa realidade, quando você acessa a internet, glorifica a Deus? Ou será que, infelizmente, entristece o Espírito Santo da verdade, "no qual estamos selados para o Dia da redenção"  (Ef 4.30)?

O mundo digital trouxe-nos novas perspectivas, novas possibilidades e, por conseguinte, novos conhecimentos. Com o advento da internet, podemos nos comunicar com o mundo, em tempo real. "A internet é o maior conglomerado de redes de comunicações em escala mundial e dispõe milhões de computadores interligados pelo protocolo de comunicação TCP/IP, que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados" (Wikipédia). Que ótimo, não acha?!

A blogosfera cristã é um dos muitos benefícios - salvo alguns blogs que, em vez de semear a essência cristã, destoa dos princípios bíblicos e cristãos - disponibilizados pela internet. Nós, por exemplo, só estamos escrevendo esse texto por conta dessa rede. Outrossim, é o poder de informatividade e de disponibilidade de mecanismos avançados que facilita a vida de empresas, instituições, grupos, indivíduos etc. que querem divulgar seus produtos, serviços, filosofias, ideias e tudo o mais.

Não obstante tantas facilidades à disposição de qualquer internauta, a World Wide Web (Rede de Alcance Mundial) abriga ardis, ou melhor, campos minados à espreita dos ingênuos e desavisados. Nos bastidores dela, há muitas pessoas que amam promover a desgraça alheia, disseminando a todo instante o mal: difamação, roubo cibernético, aliciamentos de crianças e de adolescentes, fomento de tráfico de pessoas, assédios moral e sexual etc. Além, é claro, dos incontáveis sites pornôs que, diariamente, recebem um número maciço de visitas: arruínam casamentos, destroem famílias e acorrentam milhões de almas, levando-as ao abismo eterno, ao inferno. Sei que esta palavra é contundente - para os que vivem no mal -, mas não podemos nos escusar das verdades bíblicas (Ap 22.15; Mt 7.21-23).

Para encerrar essa reflexão, gostaria de convocar a todos nós a observarmos, com vagar, o que diz Paulo, em 1 Coríntios 10.31, 32: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem às igrejas de Deus". Portanto, ao acessar a internet, o que você procura? O que seus olhos veem? O que você ler? Qual, de fato, é a sua intenção?

Em Jesus,

João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sarney critica retirada de “Deus seja louvado” das cédulas de real



Em 1986 o então presidente da República, José Sarney, solicitou a inclusão da frase “Deus seja louvado” nas cédulas da moeda brasileira, por isso, hoje como senador o ex-presidente resolveu comentar sobre o pedido da Procuradoria Regional de Direitos dos Cidadãos de São Paulo em retirar a expressão das notas de real.
“É falta do que fazer”, disse o presidente do Senado. “Precisamos cada vez mais ter a consciência da nossa gratidão a Deus por tudo o que ele fez por todos nós humanos e pela criação do universo. De maneira que não podemos jamais perder o lado espiritual”, afirmou.
Sarney não concorda com o pedido do Ministério Público de tirar a frase das próximas notas que forem produzidas pelo Banco Central. No pedido da Procuradoria a exclusão da expressão deve ser feita por desagradar os brasileiros que não acreditam em um Deus e aqueles que frequentam religiões onde não há uma divindade suprema.
Mas defendendo seu posicionamento, José Sarney disse que sente “pena” do homem que não acredita em Deus e reafirma que os dizeres não ferem a Constituição que foi assinada “sob a proteção de Deus”.
A expressão entrou nas cédulas de cruzados a pedido do então presidente e foram mantidas nas moedas de real a pedido de Fernando Henrique Cardoso, que em 1994 (ano da criação do Plano Real) era ministro da Fazenda.
Fonte: GOSPEL PRIME

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O engodo do "dízimo" do pretenso salário de 2013



Nessa caminhada com Cristo, pensamos que já vimos de tudo, quando, na verdade, o que está acontecendo nos parece ser só a ponta do iceberg. Como a cada dia surge – por parte de alguns espertalhões - mais e mais artifícios para angariar verba para as pretensas necessidades de determinadas igrejas evangélicas, o que certo líder de uma famosa denominação está propondo aos “seus” fiéis é, no mínimo, exótico aos olhos da hermenêutica bíblica.

Segundo o líder de determinada denominação, que tem "mundial" e "poder" no nome, suas ovelhas devem determinar - na sua imaginação, é claro - o valor do salário que gostaria de receber mensalmente em 2013. E, a partir dessa decisão, começarem, desde já, a entregá-lo nessa instituição religiosa. Que manobra interessante desse "apóstolo", não?

Pensando comigo, imaginei como não seria a  posterior tribulação de um irmão "humilde" - que ambiciona ganhar dez mil ou vinte mil reais ou até mais -, no próximo ano, após lançar seu dízimo de mil ou dois mil reais no gazofilácio dessa igreja, e descobrir que tudo não passou de uma astúcia de seu pastor? A sua situação financeira, sem dúvida, ficaria preta, isto é, o sonho do salário gordo não passaria de um desconcertante engodo "apostólico".

Meu parecer sobre essa enganosa manobra: "Tomemos muito cuidado com as artimanhas comercialistas de muitos líderes que usam de tudo para encherem o cofre de suas igrejas. Os tais, conforme o apóstolo Pedro falou, "são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva" (2 Pe 2.17). Quanto à nossa vida financeira, deixemos que, naturalmente, Deus nos oriente em como procedê-la (Mt 6.19-34; 1 Tm 6.7-14, 17-19).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

sábado, 10 de novembro de 2012

A extrema corrupção nos últimos tempos (3)


Por João Paulo Souza


Dando continuidade à nossa série de posts sobre 2 Tm 3.1-5, falaremos agora a respeito da falta de afeto natural, dos irreconciliáveis e dos caluniadores, ou seja, sobre mais três características que assinalam a humanidade atual. Para tanto, como das outras postagens, dividiremo-las em três tônicas, respectivamente.

"Sem afeto natural". Aproveitando a considerável importância dos comentários do saudoso teólogo Donald C. Stamps, transcreveremos um trecho de sua abordagem sobre  a deturpação afetiva a qual presenciamos nos dias atuais:

"Esta expressão [sem afeto natural] pode ser traduzida "sem afeto à família", e refere-se ao desaparecimento dos sentimentos de ternura e amor naturais; falta esta demonstrada por uma mãe que rejeita os filhos, ou mata seu bebê; por um pai que abandona sua família, ou os filhos que negligenciam os devidos cuidados para com seus pais idosos... Os homens e mulheres passarão a amar idolatradamente o dinheiro e os prazeres, e estarão sempre em busca disso para satisfação de seus desejos egoístas... Pais amorosos darão lugar, cada vez mais, a pais egoístas e desumanos que abandonarão seus filhos [cf. Sl 113.9; 127.3-5; Pv 17.6; Tt 2.4, 5; ver 2 Tm 4.3, 4, nota]" (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 2007, p. 1881, grifo nosso).

Na tradução das Escrituras na versão da Nova Bíblia Viva, para a expressão "sem afeto natural", está assim: "Serão duras [muitas pessoas] de coração" (grifo nosso). Ter um coração "duro" quer dizer possuir um coração petrificado pela insensibilidade aos sofrimentos e necessidades alheios. Será que não é o que está acontecendo em nossos tempos?

"Irreconciliáveis". O termo reconciliável significa "passível de se reconciliar", isto é, "estabelecer a paz entre; fazer as pazes, congraçar(-se), harmonizar(-se), conciliar(-se)" (Houaiss). Ao passo que a palavra irreconciliável, obviamente, aponta para o contrário disso (Rm 1.31). Qualquer pessoa que não fomenta o perdão sincero ou não deseja reconciliar-se com o próximo, segundo a Bíblia, está em pecado e morta para Deus (Rm 8.6).

"Caluniadores". Esta expressão ressalta "uma afirmação maliciosa intencional que visa prejudicar a pessoa sobre quem foi dita. A Bíblia frequentemente adverte contra a calúnia ou o falso testemunho [Ex 20.16; Lv 19.16; Ez 22.9; Ef 4.31; Cl 3.8; Tg 4.11]" (Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, 2006, p. 346). "A palavra hebraica assim traduzida significa 'vagar como um difamador' (Sl 15.3). Uma outra palavra hebraica é usada de uma maneira semelhante para descrever o falar maledicente [Pv 25.23]" (Ibid. p.346).

No próximo post falaremos sobre "incontinência, crueldade e sem amor para com os bons". Até lá!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Quando a verdade vem à tona



"Ninguém vos domine ao seu bel-prazer com pretexto de humildade... Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, porque vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies? ... as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria... mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne" (Cl 2.18, 20, 21, 23).

Em Jesus,

JPMS

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A extrema corrupção nos últimos tempos (2)

Por João Paulo Souza


Na última postagem dessa série de redigidos, comentamos - ainda que concisamente - sobre o egoísmo, a avareza e a presunção. Porém, neste texto, falaremos acerca da soberba, da blasfêmia e da desobediência. Em vista disso, esperamos que você seja enriquecido (a) espiritualmente.

De acordo com a Pequena Enciclopédia Bíblica de Orlando Boyer, "soberba" significa "orgulho, arrogância". Dela "provém a contenda" (Pv 13.10), "a ruína" (Pv 16.18), a humilhação aviltante (Dn 4.37), e outros inúmeros males bem piores (Sl 31.23). Além disso, conforme Provérbios 8.13, Deus, a Suprema Sabedoria, odeia "o mal, a soberba, e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa".

Outro mal perpetrado nos tempos de hoje é a blasfêmia. No sentido bíblico, ela significa "palavras ou atitudes que ofendem Deus". No Livro Sagrado, podemos ver, por exemplo, sua realidade em   Mateus 12.31 e em 1 Jo 5.16. Essa atitude nefasta também pode ser percebida em filmes, em quadros artísticos, em atrações teatrais, em novelas , em propagandas de rádio e de TV, eventos esportivos, entre outros. 

A terceira desgraça observada na vida de muitas pessoas é a desobediência. No caso do texto que estamos abordando (2 Tm 3.1-5), Paulo fala da inobediência dos filhos aos pais. Sabe-se que a insubordinação teve sua gênese com o Diabo, a Antiga Serpente, que aliciou a terça parte dos anjos de Deus (Ap 12.4; Is 14.12-15; Ez 28.13-17), porque queria ser grandioso como o Altíssimo o é (Gn 1, 2, 3). Portanto, evitemos a desobediência.

Essa desobediência dá suporte à monstruosa incidência de assassinatos de pessoas jovens no mundo, sobretudo em nosso país. Na maioria das vezes, os vícios (drogas, álcool etc.) estão por detrás dessas tragédias. Sabendo disso, perguntamos: "Geralmente, qual é a faixa de idade mais atacada por esse tipo de morte?" Não é a que corresponde à da juventude - adolescentes e jovens? Portanto, para explicar a suma causa disso, leiamos "o primeiro mandamento com promessa": "Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá" (Gn 20.12).

Deus não avaliza as atitudes dos rebeldes: "(...) Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfia é como iniquidade e idolatria" (1 Sm 15.22, 23).

Na próxima postagem, querendo Deus, estaremos falando sobre mais três características negativas de muitas pessoas de nosso tempo. Até lá!

A extrema corrupção nos últimos tempos (1)

Por João Paulo Souza


Na última postagem, falamos sobre a possível série de estudos que, sob a vontade e a graça de Deus, postaríamos aqui. Pois bem, hoje começaremos falando sobre três das inúmeras características observadas em muitas pessoas da sociedade atual. São elas: "homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos" (2 Tm 3.2).

Homem amante de si mesmo. Do grego philautos, essa expressão aponta para o egocentrismo (centro das atenções) e o egoísmo (busca incessante pelo proveito próprio) humanos e revela pensamentos e atitudes errados das pessoas, isto é, ações que, simplesmente, realçam nelas o desejo de bem-estar próprio em detrimento do conforto de seus pares. Na verdade, a satisfação maior dos amantes de si mesmos é voltada para eles próprios. Observe a postura do rico de Lucas 12.16-19:

"(...) a herdade de um homem rico tinha produzido com abundância. E arrazoava entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga."

Avarento. Você sabe o que é avareza? Não? Vou te explicar. Esse vocábulo nada mais é do que o "apego excessivo ao dinheiro, às riquezas" (Dicionário Houaiss); pode significar também "mesquinharia", isto é, exagerada economia de dinheiro ou de posses. Será que, hoje, não estamos rodeados de gente assim? Efetivamente, Deus condena essa atitude abominável. De acordo com Jesus, "a vida de qualquer [pessoa] não consiste na abundância do que possui" (Lc 12.15, grifo meu; cf. Ex 18.21; 1 Tm 6.10-12, 17, 18). Portanto, estejamos atentos, para não sermos pegos de surpresa (Lc 21.34)!

Presunçoso. Você já pôde observar como certas pessoas se vangloriam de si mesmas, isto é, adoram ver e ouvir outras pessoas lhe elogiando. A expressão tocar trombeta foi utilizada por Jesus para criticar os hipócritas do seu tempo. Estes religiosos amavam ser glorificados pelos homens (Mt 6.2). Por isso, foram contundentemente criticados por Cristo: 

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. Assim, também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade (Mt 23.27, 28)."

Se Deus permitir, no próximo post, estaremos discorrendo sobre a soberba, a blasfêmia e a desobediência. Portanto, ore por nós e divulgue este blog para a sua família, seus amigos, seus conhecidos etc., a fim de que também sejam alcançados pelo ensino da Palavra de Deus.

A extrema corrupção nos últimos tempos



Refletindo seriamente sobre o substrato imoral de nossa Sociedade, pensamos sobre a possibilidade de, paulatinamente, discorrermos aqui acerca das atitudes e/ou características dos homens que desprezam Deus em seus corações. Diante dessa iniciativa, esperamos que o Senhor fale conosco, e que muitas vidas sejam abundantemente enriquecidas espiritualmente.

Para que pudesse, didaticamente, pontuar algumas das "marcas" caracterizadoras dos homens ímpios de nosso tempo, o editor deste blog achou por bem abordar, em cada post, apenas três ou quatro  dessas características. Para que isso ocorra, carecemos de dois fatores essenciais: da graça indizível do Senhor e do tempo necessário ao desenvolvimento dos escritos.

Para que o leitor se inteire melhor sobre como será o desdobramento dos redigidos, o texto base para o seu desenvolvimento está em 2 Timóteo 3.1-5.

Em Cristo,

JPMS 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Uma analogia com a vida cristã: Ele suporta 850 vezes o peso de seu próprio corpo!



Olhando um artigo na internet, fiquei bastante impressionado com o que li a respeito do besouro-rinoceronte - seu nome científico é Dynastinae. Por incrível que pareça, este inseto consegue suportar nada mais nada menos do que 850 vezes o seu próprio peso. Se o ser humano tivesse a "força" desse bichinho, poderia levantar, de uma vez, 15 elefantes ou 60 toneladas! Incrível, não?!

Após ler um artigo sobre o karbuto - outro nome para o Dynastinae -, pensei sobre o peso das aflições da vida cristã: "Quantas 'toneladas' de tribulação aquele que crê piamente em Cristo não tem de suportar, não é verdade? Mas esse peso, por mais paradoxal que possa parecer, segundo as Escrituras, é "leve" e "momentâneo", e "produz para nós um peso eterno de glória mui excelente" (2 Co 4.17).

Diante das intempéries existenciais, o que fazer para não se deixar abater? O apóstolo Paulo responde gentilmente: 

"Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas. Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus" (2 Co 4.18 - 5.1).

Paulo é peremptório quando diz "temos de Deus um edifício" (2 Co 5.1). Observe que ele não afirma "pode ser que tenhamos" ou "quem sabe  um dia teremos". Ele não titubeou, pois sabia em quem havia crido, porque Este "é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia" (2 Tm 1.12) - disse o doutor dos gentios.

Mediante ajuda de Deus, sem dúvida, podemos suportar, se realmente Cristo estiver em nós, qualquer adversidade humana, seja ela social, sentimental, psicológica, biológica, espiritual etc. Lembra do que disse Paulo em 2 Co 12.10? Se não, reveja: "Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte". Outro exemplo, este o sumo modelo, foi o de Jesus, que morreu em morte de cruz por mim e por você (Mt 27.32-54). Portanto, sem pensar duas vezes, suportemos as "toneladas" aflitivas da vida (Sl 103.14).

No Senhor Jesus,

João Paulo M. de Souza