segunda-feira, 30 de abril de 2012

Fazer o bem: atitude de verdadeiro cristão

Quantas não foram as vezes em que deixamos de ajudar o próximo...? Quantas não foram as vezes em que demos lugar ao orgulho, grave empecilho ao desenvolvimento de nosso caráter cristão. Por que não imitarmos Jesus, e, dessa forma, sermos melhores crentes? "... O qual andou fezendo o bem... porque Deus era com ele" (At 10.38).

Em Cristo,

JPMS

domingo, 29 de abril de 2012

As Escrituras Sagradas são divinamente inspiradas

"... nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.21).

Ao lermos a Bíblia, é primordial estarmos cientes dos princípios básicos da Hermenêutica, isto é, das técnicas de interpretação bíblica. Agindo assim, estaremos menos suscetíveis a heresias.

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

sábado, 28 de abril de 2012

O que é mais importante para o crente: os dons espirituais ou o fruto do Espírito


Depois da conversão a Cristo, o novo crente recebe o Espírito Santo em sua vida (Jo 20.22; 1 Co 3.16; Rm 8.9). Daí por diante, o caráter de Jesus vai nele sendo moldado (Gl 5.22). E, além de desfrutar desse privilégio, pode também receber o dom do Espírito que, em outra acepção, chama-se de "batismo com o Espírito Santo" (At 1.5). Após este batismo, o salvo, conforme a vontade desse mesmo Espírito, pode ser tremendamente usado com os dons espirituais (1 Co 12).

A despeito de os dons espirituais serem eficazes à Igreja de Cristo, segundo as sacrossantas páginas, eles são temporais. Leia com atenção:

“Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos e não tivesse caridade [amor], seria como o metal que soa ou como o sino que tine... A caridade [amor] nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá...” (1 Co 13.1-8, grifo meu).

Sendo provisórios, esses dons jamais podem suplantar em valor o fruto do Espírito Santo, que é eterno e desdobrado em nove virtudes:

"Agora pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade [amor], estas três; mas a maior destas é a caridade [amor]. Mas o fruto do Espírito é: caridade [amor], gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei (1 Co 12.13; Gl 5.22, 23).

Pensando em ser o máximo objetivo, limitei-me a discorrer até aqui, posto crer ter atingido o real objetivo proposto pelo tema. No entanto, para quem cultiva estudar sempre mais as Escrituras, deixarei outras referências bíblicas sobre o assunto (1 Co 12-14; Rm 7.7-25; Mt 12.33; Lc 8.15; Jo 15.16; 2 Pe 1.4-8).

Em Cristo Jesus,

João paulo M. de Souza 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A inocência do profeta Daniel


"O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum" (Dn 6.22). 

O profeta Daniel, apesar de ser acusado indevidamente pelos príncipes e presidentes do seu tempo, permaneceu fiel Àquele que julga retamente (Sl 75.7; Dn 6.4, 5, 10). Ele sabia em quem havia crido!

Às vezes, encontramo-nos em "covas" semelhantes à do profeta, onde, ali, pensamos que tudo acabou. No entanto, assim como aconteceu com Daniel, o Senhor há de mostrar uma saída para nós, seus servos: "... Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre, e ninguém fecha, e fecha, e ninguém abre" (Ap 3.7).

Em Cristo,

JPMS

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Só Jesus preenche o vazio que há no coração das pessoas


Eis a letra completa deste maravilhoso hino:

Feliz serás 

Se em teu viver existe um vazio
E se não podes cantar com os que cantam pra Jesus
Não te detenhas, não chores, meu amigo
Cristo transforma as trevas em plena luz
Feliz serás, jamais verás
Tua vida em prantos se findar
Feliz serás se, ao Senhor, teu coração entregar

Contempla agora as bençãos de Cristo
Quando, em sorriso, tuas lágrimas Ele vai transformar
Pra sempre guiará os teus caminhos
E, com amor, ao Céu te levará
Feliz serás, jamais verás
Tua vida em prantos se findar
Feliz serás, se, ao Senhor, teu coração entregar

Cofesso que todas as vezes que ouço esse lindo hino, meus olhos ficam marejados de lágrimas e, às vezes, elas acabam escorrendo pelas maçãs de meu rosto...

Em Cristo Jesus,

JPMS

Enganosa é a graça, e vaidade, a formosura

"A formosura é uma ilusão, e a beleza acaba, mas a mulher que teme o SENHOR Deus será louvada" (Pv 31.30, NTLH).

Quantos não se viram encantados com a beleza feminina e com sua formosura...? Porém, hoje, choram amarguradamente, pois, por não darem ouvidos ao que ensinam as Escrituras, colhem o que plantaram...

A beleza corporal não é tudo. Há algo mais importante do que isso, a lindeza do coração:

"... pois ela não se perde; ela é a beleza de um espírito calmo e delicado, que tem muito valor para Deus. Porque era assim que costumavam se enfeitar as mulheres do passado, as mulheres que eram dedicadas a Deus e que punham a sua esperança nele. Elas eram obedientes aos seus maridos" (1 Pe 3.4, NTLH).

As verdades de Provérbios 31.30 servem de admoestação para as jovens solteiras, para que tenham cuidado de não escolherem com os olhos da carne os "lobos" de igrejas, isto é, os exímios aproveitadores que andam em busca de arruinar vidas.

Em Cristo Jesus,

JPMS

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O meu arco tenho posto nas nuvens

"O meu arco tenho posto na nuvem; este será por sinal do concerto entre mim e a terra. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens. Então, me lembrarei do meu concerto, que está entre mim e vós e ainda toda alma vivente de toda carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio, para destruir toda carne. E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar do concerto eterno entre Deus e toda alma vivente de toda carne, que está sobre a terra. E disse Deus a Noé: Este é o sinal do concerto que tenho estabelecido entre mim e toda a carne que está sobre a terra" (Gn 9.13-17).

 

O Bom Samaritano

Todas as parábolas de Jesus são magistrais. Ele explicou  "pérolas" espirituais, valendo-se de objetos, situações e eventos do contidiano de seus discípulos. O Mestre, verdadeiramente, narrava suas parábolas maravilhosamente! Entretanto, uma de suas muitas parábolas chama-me sobremaneira a atenção: a parábola do Bom Samaritano. Dela, podemos extrair verdades e ensinamentos eternos. Eis a narrativa:

"Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; e, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhe azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; e, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar" (Lc 10.25-35, grifo nosso).

Essa narrativa resume-se numa única palavra: amor.

Em Deus,

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 24 de abril de 2012

"Nem todos dormiremos"

Assaltado pelo forte desejo de partir - não por me encontrar depressivo ou algo parecido - e estar com o Senhor (Fl 1.23), senti-me orientado pelo Espírito a transcrever alguns versículos referentes ao arrebatamento da Igreja. Portanto, peço ao caro leitor que medite profundamente nos versículos que se seguem.

"E, agora, digo isto, irmãos: que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?... Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Co 15.50-57).

"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morrerão em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles na nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4.16-18).

"Ora, vem, Senhor Jesus!" (Ap 22.20).

João Paulo M. de Souza
 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Crítica aos blogueiros cristãos que continuam contenciosos


Tempos atrás, em uma de minhas postagens, discorri sobre o tema Crítica aos blogueiros evangélicos contenciosos. Neste escrito, expus o que, lamuriosamente, está acontecendo em alguns blogs - pasme! - de escritores evangélicos famosos, que, com o intuito de aumentarem o índice de visitantes aos seus respectivos blogs e de massagearem o seu próprio ego, lançam lenha na "fogueira" da contenda, da dissensão, do disse-me-disse e de outros lumes perniciosos.

Quem sofre com a falta de senso "crítico-coerente" dos blogueiros inescrupulosos? Não será, além dos próprios contenciosos, o leitores que, pelo fato de perderem tempo lendo baboseiras, impropérios e caçoadas, podem incorrer no mesmo erro? Lembra-se de Roboão, o filho de Salomão, que ouviu os seus jovens "amigos", em vez de valorizar as orientações dos anciãos de Israel (1 Rs 12.1-16).

Para que ficarmos gastando tanto tempo com brigas e ofensas, se as Escrituras oferecem-nos infindas mensagens que consolam, animam, advertem, revelam, orientam, corrigem, ensinam, ressuscitam, limpam e curam as nossas almas? Vamos ter mais cautela quanto a isso, você não acha? A crítica pela crítica é sinal da presença de vazios argumentos e incoerências exacerbadas no próprio discurso.

Em nenhum momento quero afirmar que devemos ser omissos ou fazer vista grossa quanto às heresias que permeiam o meio evangélico (Fl 1.16; Gl 1.6-8). Contra essas misérias teológicas temos de ser implacáveis, mas isso não nos avaliza quanto a dispararmos agressões escriturísticas contra pretensos "desafetos". Será que esses "mestres das bofetadas textuais" já não leram Mateus 5.44: "Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem". Penso que não. Rsrsrs.

Ademais, sejamos "o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza" (1 Tm 4.12; cf. 1 Ts 1.7). "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experiementeis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2). Para concluir, observemos o comportamento de Jesus Cristo diante de seus contrários:

"O qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele [Deus] que julga justamente, levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas pisaduras fostes sarados" (1 Pe 2.23, 24, grifo nosso).

Em Cristo Jesus,

João Paulo M. de Souza





sábado, 21 de abril de 2012

Dois anos na blogosfera cristã!


Penhoradamente, agradeço aos visitantes, seguidores e amigos deste blog. Todos vocês - depois de Deus, é claro - são e "alimentam" a razão de ser deste canal a mim outorgado pelo Senhor.

Quando da intenção da criação desta mídia, fiquei sobremodo receoso, porém, Deus ajudou-me. Confesso que algumas vezes pensei em desativar este instrumento de divulgação do Evangelho... mas novamente o Senhor disse-me "Não!".

Após entender de que Deus "necessita" de mais homens e mulheres interessados em divulgar a Sua Palavra, achei por bem continuar escrevendo, mesmo sabendo das oposições e incompreensões por parte de algumas pessoas.

Por outro lado, há aqueles que nos entende e percebem a nossa sinceridade. Por isso, agradeço-lhes em Cristo, Aquele que conhece o que se passa nos corações dos homens (Mc 2.8).

Em Cristo Jesus,

João Paulo M. de Souza 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Segundo a Bíblia, não existe "terceiro" gênero sexual


"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança... E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou" (Gn 1.26, 27)".

Não se me dá como verdade o que alguns sociólogos, ou antropólogos, ou psicólogos, ou quaisquer outros especialistas dizem a favor de "novas modalidades" de casamento, isto é, acerca de uniões que, conforme salientam as Escrituras, são abomináveis (Gn 18.20; 19.4, 5; Rm 1.18-32). De acordo com a Bíblia, "Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher e os abençoou" (Gn 1.27, NTLH, grifo meu). 

Se o Livro de Deus abomina tais "uniões", como devemos, enquanto pupilos de Cristo, comportar-nos? Eis a receita: "E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe" (Ef 5.11, 12, grifo nosso).

Em Levítico 18.22, 23, está escrito assim: 

"Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é; nem te deitarás com um animal, para te contaminares com eles; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele: confusão é".

Observe essa mesma passagem, na versão da Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH):

"Nenhum homem deverá ter relações [sexuais] com outro homem; Deus detesta isso. Ninguém, homem ou mulher, deverá ter relações [sexuais] com animais; isso é uma imoralidade, e a pessoa fica impura" (Lv 18.22, 23, grifo nosso).

Portanto, para o salvo em Cristo, essas verdades bíblicas são inegociáveis!

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

O cerne da mensagem de Paulo aos irmãos coríntios

Bem diferente do que os verdadeiros servos do Senhor pregam, os animadores de auditório gostam de enfatizar os seus próprios feitos, como também relatar suas extravagantes experiências (Cl 2.18), ou seja, fatos acrescidos de pretensos detalhes - quando não são estórias - que, diga-se de passagem, não têm nexo algum com o que as Escrituras avalizam.

Como exemplo de um genuíno compromisso com Deus e com sua Palavra, citeremos o do apóstolo Paulo que, sem dúvida, demonstrou completo amor e seriedade pela obra do Senhor. De acordo com a Bíblia, o doutor dos gentios, quando da sua estadia em Corinto, não se preocupou em pregar e ensinar outra coisa senão "a Jesus Cristo e este crucificado" (1 Co 2.2).

Penso que esse modelo de pregador e de pregação devem permear as nossas vidas (1 Co 11.1). Mas, obviamente, não nos esqueçamos de que o nosso maior e mais importante modelo, em tudo que respeita à vida cristã, encontra-se no Senhor Cristo: "...aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração..." (Mt 11.29).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

Corrigindo alguns erros de interpretação bíblica


Haja vista a utilização da Bíblia por muitas religiões, como também por várias - senão todas - denominações evangélicas, as Escrituras vêm “sofrendo” bastante nas mãos de pessoas desprovidas do verdadeiro discernimento espiritual - virtude essencial à sadia interpretação das Escrituras (1 Co 2.10-12). Além dessas pessoas, existem outras que, propositalmente, modificam o que de fato a Bíblia diz: “...os indoutos e inconstantes torcem... para sua própria perdição” (2 Pe 3.16).

Para entendermos com mais clareza alguns erros doutrinários e algumas "práticas cristãs” inconsistentes, decidimos abordar, por meio desta postagem, pelo menos algumas dessas incorreções. 

O erro da angelolatria ou adoração aos anjos. Em algumas "igrejas" evangélicas, tem havido distorções do santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Ali, inventar mentiras que não convêm é parâmentro: "... metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão" (Cl 2.18). Na verdade, para os seus "líderes", o que vale mesmo é dar vazão aos desvarios da carne , e não à orientação do Espírito Santo (Rm 8.5). De acordo com a Bíblia, a veneração de anjos é pecado (Ap 19.10; 22.8, 9).

A despeito de a proibição quanto à adoração de seres angelicais ser uma verdade bíblica, o "Anjo do Senhor" ou o "príncipe do exército do SENHOR", conforme está escrito nas sacrossantas páginas, reivindica adoração, pois o nome de Deus está nEle (Gn 16.7; 48.16; Ex 23.20, 21, 23; 32.34; Js 5.13-15). 

O erro da banalização do dom de profecia. Hoje, em muitas igrejas, sobretudo nas pentecostais, o que mais se ouve é a expressão "Profetize para o seu irmão", "Eu profetizo na tua vida", "Profetizeeeeee!", entre outras. Mas, será que isso tem base bíblica? Não! Segundo as Escrituras, esse gracioso dom não pode ser usado a torto e a direito por quem quer que seja: "... a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera... repartindo particularmente a cada um como quer" (1 Co 12.7, 11, grifo meu). Já está mais do que na hora de esses profetizadores se arrependerem dessa prática antibíblica, você não acha? Veja o que é diz 1 Coríntios 14.3: "Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação".

Muitos desavisados pensam que Elias profetizou para Acabe independentemete da vontade de Deus (1 Rs 17.1). Mas como a Bíblia não se contradiz, Tiago 5.17, 18 explica-nos o que realmente aconteceu: 

"E Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto". 

Quero deixar bem claro de que creio na realidade do dom profético (1 Co 12, 14), mas não em manifestações cujas fontes são puramente humanas ou carnais (Cl 2.18). Muitas vezes, homens e mulheres usam-se ou são usados por influências não divinas: 

"Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência" (1 Tm 4.1, 2). 

O erro da determinação, no sentido de "mandar" ou "exigir", por parte do homem. O homem, segundo as Escrituras registram, é pó e cinza (Gn 3.19; 18.27). Davi interrogando a Deus, disse: "Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?" (Sl 8.4). Bildade, ao falar da majestade e da pureza do Senhor e fazer uma comparação entre os astros e o ser humano, diz acerca deste: "Olha, até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos teus [de Deus] olhos. E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um bicho!" (Jó 25.6). 

De acordo com o que Jesus ensinou, o crente deve, ao comparecer diante de Deus em oração (Hb 10.19-22), "pedir" em Seu nome (Jo 14.13-15; 15.16; Ef 2.18; 3.11, 12), e não "exigir" do Pai o que quiser (Mt 7.7, 8). Querer "mandar" no Todo-poderoso (Gn 17.1) é de um desplante sem medida! "Quem é como o SENHOR, o nosso Deus, que habita nas alturas; que se curva para ver o que está nos céus e na terra" (Sl 113.5, 6). 

O erro da afrontação ao Diabo. Frases, no mínimo, descabidas são proferidas durante algumas pregações: "Pisa na cabeça do Diado!", "Dá um tapa na cara do Diabo!", Satanás, tu és um pobretão, não tens nem onde cair morto, és um coitado!" Estas provocações que, infelizmente não pouca gente gosta de ouvir, não edificam ninguém. Veja o que diz Judas 9: 

"Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda". 

O erro ou a prática de tratar a Bíblia como um livro mágico ou como um talismã. Não são poucas as pessoas que comparam as Escrituras a um amuleto. Esses crentes, não raras vezes, abrem-nas abruptamente, esperando uma resposta de Deus que lhes agrade. Na verdade, penso que não gostam de ler a Bíblia sistematicamente, pois se assim o fizessem, largariam essa espirituosa prática.

Certa feita, quando alguns irmãos e eu visitávamos uma irmã, que estava enferma, um deles fechou os olhos e, como que esperando sair da Bíblia um gênio da lâmpada, a abriu... Imaginai em que texto "caiu"... Em Ezequiel 32.24, 25: 

"Ali está Elão com toda a sua multidão, em redor do seu sepulcro; todos eles foram traspassados e caíram a espada... eles desceram... às mais baixas partes da terra dos viventes e levaram a sua vergonha com os que desceram à cova. No meio dos traspassados, lhe puseram uma cama entre toda a sua multidão; ao redor dele estão os seus sepulcros... levaram a sua vergonha com os que desceram à cova; no meio dos traspassados foi posto". 

Nesse momento, por favor, estimule a sua imaginação e veja como ficou o rosto daquela irmã que recebeu essa "mensagem de Deus" (de Deus?).

Diante de tudo que foi exposto, tomemos muito cuidado com o que lemos, ouvimos, praticamos e, sem dúvida, com o que falamos.
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ZIBORDI, Ciro Sanches. Erros que os Pregadores Devem Evitar. 7. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 2006.

BRAGA, James. Como Preparar Mensagens Bíblicas. 2. ed. São Paulo: Editora Vida, 2005.

GRIDER, J. Kenneth. Comentário Bíblico Beacon. 3. ed. Vol. IV (Isaías a Daniel). Rio de Janeiro: CPAD, 2009. 


quarta-feira, 18 de abril de 2012

"Olhe para o seu irmão e diga..."

"Se os pregadores entendessem o que é ser um mensageiro de Deus, abandonariam essa prática de querer criar um ‘clima’ propício para falar. É claro que, do ponto de vista humano, prender a atenção do povo desde o início da pragação é uma tarefa muito dificil. Daí, o pretexto deles preferirem interagir com o público.
Os recursos empregados pelos animadores de auditório são muitos. Mandam os irmãos prefetizarem uns aos outros, pedem para se abraçarem, contam uma piadinha para descontrair ou empregam gracejos do tipo: “Quem achou, diga amém. Quem não achou, diga misericórdia”.
Diante de tantos artifícios e de tamanha artificialidade, pergunto: E a obra que cabe ao Espírito Santo? O mensageiro de Deus não deve ser um animador ou motivador de auditório! Sua missão é tranmitir a mensagem com temor e seriedade. E o Espírito Santo se encarregará de introduzir a Palavra nos corações.
Não é preciso pedir para o povo levantar a mão ou glorificar a Deus, salvo exceções. Tudo deve ser espontâneo, a menos que haja uma circunstância especial.”[1]
__________________________
  
[1] ZIBORDI, Ciro Sanches. Erros que os Pregadores Devem Evitar. 7. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006 (p. 20-21)

terça-feira, 17 de abril de 2012

"... Não para matar"

"A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um" (Cl 4.6).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Trajetória de um "fiel"

                    "Senhor, está muito pesada... deixe-me cortá-la um pouco..."
                      "Senhor, por favor, deixe-me cortá-la um pouco mais..."
                      assim, eu serei capaz de melhor transportá-la..."
                       "Senhor, muito obrigado..."

                     "Use sua cruz como ponte, atravesse e siga em frente..."
                    "Ah! é muito curta, eu não posso atravessar..."

Pense nisso.

João Paulo M. de Souza
                   


Anjos: devemos adorá-los?


Não é de hoje que a adoração aos anjos é rechaçada pelos genuínos servos de Deus, pois, ao longo das histórias bíblicas e até mesmo durante o período dos Pais da Igreja, esse tipo de culto foi condenado veementemente. Portanto, em poucas palavras, e utilizando-me das próprias Escrituras Sagradas, apenas transcreverei alguns versículos acerca do que estas dizem sobre o tema abordado. Porém, no final do post, ressalvarei outra importante verdade bíblica.

"Eu João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal, porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus" (Ap 22.8, 9; cf. 19.10).

"Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus" (Cl 2.18, 19).

"Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso..." (Ex 20.3-5).

"Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?" (Hb 1.14).

Além desses versos, um sem-número de outros que condenam a angelolatria ou adoração a anjos pode ser encontrado na Bíblia. Veja mais alguns deles (Rm 1.25; 1 Co 8.5, 6; 1 Tm 4.1).

Apesar de a veneração a anjos ser condenada pelo Santo Livro, há um Anjo que, por várias vezes, aparece nas páginas sacrossantas. Este Anjo, com a letra "a" em maiúsculo, nada mais é do que o nosso Senhor Jesus Cristo, que aparecia, por vezes, em forma teofânica, isto é, em manifestações transitórias:

"E o Anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto... Eis que o meu Anjo irá adiante de ti... o Anjo que me livrou de todo o mal..." (Gn 16.7; Ex 32.34; Gn 48.16).

Para obter um melhor esclarecimento, observe que o "nome" de Deus estava nesse Anjo: 

"Eis que eu envio um Anjo diante de ti, para que te guarde neste caminho e te leve ao lugar que te tenho aparelhado. Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o provoques à ira; porque o meu nome está nele... Porque o meu Anjo irá adiante de ti" (Ex 23.20, 21, 23, grifo meu).

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PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 2006 (413p).
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008 (576p).

domingo, 15 de abril de 2012

Como se formam verdadeiras "pérolas" para a glória Deus

As ostras são moluscos bivalves, marinhos e sésseis, isto é, não possuem sustentação ou suporte algum. Apesar de não terem uma aparência agradável, nelas se contém a madrepérola ou nácar - uma substância calcária, dura, brilhante, branca ou escura e iridescente, ou seja, cujas cores refletem as do arco-íris.

O mais interessante nas ostras é o fato de que elas produzem, devido a reações a corpos estranhos, a pérola. Quando microorganismos ou grãos de areia invadem seu organismo, mais precisamente entre o manto e a concha, esses moluscos reagem, liberando sobre os intrusos camadas de madrepérola (nácar). Assim, dá-se o início da confecção da margarita. Esse processo não é sem dor.

Ao ler e entender a maneira pela qual uma pérola é formada no interior de uma ostra, fiquei sobremodo maravilhado e achei semelhante - analogicamente, é claro - o seu processo de construção com as tribulações concernentes à vida em Cristo. Ambos retratam desconfortos, dores, paciência e superação dos obstáculos enfrentados. No entanto, a partir dessa analogia, cheguei a seguinte pergunta: Como se formam genuínas 'pérolas' para a glória de Deus?

Assim como esses moluscos, nós, enquanto seres humanos, estamos sujeitos a momentos incovenientes que, de certo modo, acabam nos produzindo desconfortos. Nesses instantes, paramos e pensamos maneiras de como agir diante dessas dificuldades. 

Outrossim, quando as coisas em nossa vida  parecem não ir bem e as dores exacerbam-se em nós, às vezes, desesperamo-nos, imaginando o pior. Foi o que aconteceu com o apóstolo Paulo, certa feita:

"Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos" (2 Co 1.8).

Apesar de as incomodidades da vida trazerem consigo, de um lado, o seu lado doloroso, de outro, produzem, espiritualmente, resultados profícuos. As tribulações ajudam-nos a gerar, pelo Espírito Santo, o "nácar" necessário do qual estamos precisando. Observe o que aconteceu com o doutor dos gentios e o que ele testemunhou de si mesmo: 

"E, para que não me exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne... Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim. E disse-me [o Senhor]: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte" (2 Co 12.7-10).

Os "corpos estranhos" - as fraquezas, as necessidades, as perseguições, as angústias etc. - que assolavam a Paulo produziam nele "pérolas" lindas: "De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas... Pelo que sinto prazer nas fraquezas... quando estou fraco... sou forte" (2 Co 12.9, 10).

Ademais, não podemos nos esquecer de nosso Senhor Jesus Cristo que, ao receber os nossos pecados, na cruz do Calvário, produziu, para sempre, brilhantes e admiráveis "margaritas" de salvação:

"Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si... ele foi ferido pelas nossas transgressões e moídos pelas nossas iniquidades... O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si" (Is 53.4, 5, 11; cf. Gl 5.22; 1 Jo 2.25; 3.1-3).

Em Cristo Jesus,

João Paulo M. de Souza  

sábado, 14 de abril de 2012

O Paraíso do qual falam as Escrituras não fica aqui


Diferentemente do que pensam e pregam alguns religiosos, o Paraíso não é e nem será aqui na Terra:

"Em verdade que não não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos (se no corpo, não sei; se fora do corpo, não sei; Deus o sabe), foi arrebatado até ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, de que ao homem não é lícito falar" (2 Co 12.1-4). 

Portanto, tomemos muito cuidado com os falsos ensinos propagados pelos pseudoprofetas: "Por que tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito... ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema [maldito ou amaldiçoado]" (Rm 15.4; Gl 1.9, grifo nosso). Esses "mestres", geralmente, vêm até nós "vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores..." (Mt 7.15-20).

Em Cristo Jesus,

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo

Em uma das doze ilhas do arquipélago do Dodecanese no mar Egeu, o apóstolo João, exilado e esquecido pelos seus algozes, recebia, da parte de Deus, as visões do Apocalipse (Ap 1.9). Segundo o "discípulo a quem Jesus amava" (Jo 21.7), os motivos pelos quais ali jazia foram a Palavra de Deus e o testemunho que dera acerca de Cristo (Ap 1.9).

A ilha de Patmos era pequena, possuindo cerca de 16 quilômetros de comprimento e aproximadamente 10 de largura. Os montes vulcânicos rochosos enfeitavam a sua superfície. Segundo Apocalipse 1.9, o apóstolo não foi até lá para pregar o Evangelho, mas que, "por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo, foi exilado naquele lugar tenebroso.

De acordo com historiadores cristãos, as ilhas do mar Egeu eram utilizadas como lugares de reclusão, para os quais eram levados os prevaricadores políticos. Ao falar sobre a opressão do imperador romano Domiciano, Eusébio de Cesareia escreve: 

"Nessa perseguição, de acordo com a tradição, o apóstolo e evangelista João, que ainda estava vivo, em consequência do seu testemunho da palavra divina, foi  condenado a morar na ilha de Patmos" (Comentário Bíblico Beacon, Ralph Earle, vol.10, CPAD, 2006, p.401).

Foi nesse cenário tempestuoso que Deus se revelou ao apóstolo! O Senhor não se esquece dos seus amados: 

"Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande vós, como de trombeta. E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém!" (Ap 1.10, 17, 18). 

Assim como João, uma de nossas maiores alegrias é a de sabermos de que Deus está conosco em todos os momentos de nossa vida: "Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas, que eu te ajudo" (Is 41.10, grifo meu).

Em Cristo Jesus,

João Paulo M. de Souza