sábado, 31 de março de 2012

"Eu sou a videira verdadeira"


Por mais que homens e denominações evangélicas queiram usurpar o lugar de Jesus, jamais o farão. Em se tratando da supremacia de Cristo, é debalde qualquer tentativa humana de querer suplantá-la, pois é proveniente dEle toda a vida de transformação interior que desfrutamos: "Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado" (Jo 15.3; cf. 2 Co 5.17).

Alguns têm se deixado vencer pelo egoísmo denominacional (Pv 18.1), defendendo ferrenhamente seus próprios guetos; outros, equiparam-se, mediante apresentações evangelísticas, ao próprio Cristo; ainda outros, ao pensarem que estão a agradar a Deus, disparam impropérios contra seus irmãos. Que mediocridade! Todos esses carecem de ler e aplicar em seus corações João 15.5: "Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer".

Nós, segundo afirma a Videira (Jo 15.1), somos apenas "varas", isto é, somos totalmente dependentes de Cristo! Caso não dermos frutos, seremos "tirados" (Jo 15.2) ou arrancados dessa Planta, que, metaforicamente, é Jesus. Portanto, não são os ramos que a alimentam, senão que são estes os verdadeiros alimentados: "Dei-lhes a tua palavra..." (Jo 17.14).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 30 de março de 2012

A ignorância e o pecado de "sectarismo cristão"

"Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu, de Apolo; porventura, não sois carnais? Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento" (1 Co 3.4, 7).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

A Igreja e a evangelização


"Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas." 

quinta-feira, 29 de março de 2012

A natureza da evangelização


"Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo."

quarta-feira, 28 de março de 2012

"Em nome dos meus colegas que comem o cuscuz alegado"

Assisti há pouco ao vídeo abaixo e achei bastante interessante a palavra da prof.ª Amanda Gurgel.

         

Pense nisso.

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 27 de março de 2012

A unicidade e a universalidade de Cristo


"Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como "o Salvador do mundo" não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor."

Fonte: Pacto de Lausanne

segunda-feira, 26 de março de 2012

A autoridade e o poder da Bíblia


"Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus." 

domingo, 25 de março de 2012

"O propósito de Deus"


"Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente."

sábado, 24 de março de 2012

"A responsabilidade social cristã"


"Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta." 

sexta-feira, 23 de março de 2012

"Se há algum conforto em Cristo..."


"Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Fl 2.1, 2, 5).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 22 de março de 2012

"Quem crê em mim, como diz a Escritura"


"(...) Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre [coração]" (Jo 7.37, 38, grifo meu).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

quarta-feira, 21 de março de 2012

"Que ninguém creia que o erro doutrinário seja um mal de pouca importância"


Se analisássemos e praticássemos seriamente o que a Bíblia diz, seríamos menos suscetíveis aos engodos teológicos e aos modismos inescrupulosos vigentes em muitas igrejas. Tomemos como bom exemplo de prudência a igreja de Bereia que, diferentemente da de Tessalônica, examinava diariamente as Escrituras, confrontando o que ouvia, com o que, de fato, se achava no Livro (At 17.11).

"Que ninguém creia que o erro doutrinário seja um mal de pouca importância", declarou D. C. Hodge, teólogo de renome. "Nenhum caminho para a perdição jamais reuniu tantas pessoas como o da falsa doutrina. O erro é capa para a consciência e venda para os olhos" (Myer PEARLMAN, Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, Ed. Vida Acadêmica, pp 18, 19).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não soube interpretar corretamente as Escrituras ou já havia arquitetado, no coração, pecar?

Há pouco, assisti a um vídeo que conta uma história verídica de um pseudopastor que cometeu adultério, pecando com uma de suas "ovelhas". Detalhe: o marido da "vítima" consentiu com o ocorrido. No final da matéria, um pastor da Igreja Batista de Vitória explica o erro do aproveitador.

Assista ao vídeo, depois chegue às suas conclusões.

       

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 16 de março de 2012

Servir a Deus não é tão simples como muitos pensam


Será que ser um autêntico cristão é fácil? Há quem diga que sim. Algumas pessoas dizem que servir a Deus não implica em enfrentar problemas, pois, segundo elas, as incoveniências não fazem parte da vida de um verdadeiro adorador. Todavia, as Escrituras dizem diferente.

Negar as dificuldades pertinentes à vida genuínamente cristã é recusar-se a admitir o que a Bíblia ensina sobre as aflições humanas. Os homens padecem devido a sua humanidade, independente de serem crentes ou não (Jó 1, 2; Mt 4.1-11; Jo 16.33; Gn 3.17-19; Pv 11.31). O livro de Jó daria-nos considerável clareza sobre o assunto.

Certa vez eu perguntei a uma jovem: "Para você, ser cristã é fácil?, ao que me disse: "Para mim, é muito fácil, não encontro problema algum!" Dali a pouco, fiquei matutando consigo mesmo sobre aquela resposta... e cheguei a seguinte conclusão: "Viver uma vida solta como tu vives,  realmente é simplíssimo "servir" a Deus!"

As Escrituras, diferentemente daqueles que querem viver da forma que bem entendem, afirmam, categoricamente, que as aflições são um dos aspectos intrínsecos à vida daqueles que abraçaram o Evangelho de Cristo Jesus: "... no mundo tereis aflições" (Jo 16.33). "E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perceguições" (2 Tm 3.12).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 13 de março de 2012

"O vento assompra onde quer"


Muito embora não possamos enchergar o vento, sabemos de sua existência, pois sua atividade e seu som característico são reais e ninguém pode suplantar essas verdades naturais, por serem práticas. Semelhantemente, acontece com o Espírito Santo - não o vemos, mas o sentimos em nós por meio de suas ações espirituais e inconfundíveis.

O Espírito age da maneira que lhe apraz: "O vento assopra onde quer...". Atua de forma independente e misteriosa: "... não sabes de onde vem, nem para onde vai...". Ele opera o maior milagre, a salvação: "... assim é todo aquele que é nascido do Espírito" (Jo 3.8).

A bem da verdade, ai de nós se não fosse o Espírito de Deus. Acerca dEle disse Jesus, enquanto ainda estava, em carne, entre os seus discípulos e apóstolos: "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado" (Jo 16.8-11).

É bom lembrar de que o "vento" é apenas um dos "símbolos" aplicados ao Espírito Santo. Este, sem dúvida alguma, é Deus (Hb 9.14; Sl 139.7-10; Lc 1.35; 1 Co 2.10, 11), e não um dos elementos da natureza, como alguns incautos andam dizendo por aí.

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

segunda-feira, 12 de março de 2012

Não sejamos homicidas!


"Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna" (1 Jo 3.15).

Alguém pode pensar que 1 João 3.15 se trata de um exagero da parte de João. No entanto, o que está em jogo não é o ato manifesto, mas a motivação: "Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mt 5.28).

Portanto, vigiemos para não incorrermos no mesmo erro.

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

domingo, 11 de março de 2012

Ensinos e pregações paradoxais


Nos púlpitos de várias igrejas atuais - muitas destas até famosas - tem havido ou se tem ouvido mensagens contraditórias, prédicas desnudadas de realidades testemunhais. Muitos "mestres" ensinam (ensinam?), ainda que insossamente, sobre o amor, a união e a misericórdia, mas, na verdade, antes de ensinarem, deveriam repensar as suas próprias vidas e sentirem-se envergonhados, pois o que se observa neles é uma hiprocrisia desvairada - há um evidente abismo entre o que dizem e o que realmente fazem.

No que tange à união cristã, muitas igrejas, hoje, estão em crise. Como dito acima, seus pregadores transmitem sermões que, quando considerados por neófitos ou por crentes desapercebidos, dão a impressão de serem semelhantes aos ministrados pelos santos apóstolos, porém, quando os analisamos criticamente, ou seja, tendo a Bíblia, regra de fé e prática do cristão, como peneira espiritual, entendemos o contrário (At 17.11). Só um partidário negaria a autenticidade desses fatos. Se Lutero tivesse se omitido quanto aos disparates doutrinários do catolicismo, jamais leríamos sobre as suas notáveis noventa e cinco teses.

Necessitamos de ensinos e pregações que tragam, em seu bojo, o poder do Espírito Santo (1 Co 2.1-5), e não as palavras incoerentes que, infelizmente, temos contemplado em vários lugares. Quando falarmos de misericórdia, antes, sejamos misericórdiosos (Mt 5.7); ou quando discorrermos sobre o amor, tenhamos este sentimento em relação ao próximo, senão seremos, como disse Paulo, "como o metal que soa ou como o sino que tine" (1 Co 13.1).

O que o cristão deve fazer para não "encher linguiça" no púlpito, conforme o fazem os predicantes mascarados? Além de ouvir e ler  as Escrituras, deve praticá-las (Sl 40.8; Ap 1.3). Mas, acima de tudo, deve ter um coração humilde, destituído de sentimentos ruins como a soberba, a presunção e a inveja. Tudo isso Deus abomina: "... Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes" (Tg 4.6; cf. Rm 1.30, 32; 1 Co 3.3).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza



Até que ponto chegamos... E até que ponto iremos chegar...?


"Porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?" (1 Co 3.3).

Meditemos seriamente sobre isso.

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 9 de março de 2012

Se Deus quiser...


Jó tinha razão quando disse que o ser humano, essencialmente, é "cheio de inquietação" (Jó 14.1). Daí a coroa da criação de Deus, quando entregue a si mesma, cometer muitos deslizes. Às vezes, o homem pensa poder controlar tudo ao seu redor, porém, quase sempre, as suas próprias escolhas colocam-no em maus lençóis diante daquilo que pensava ser concreto.

Tiago, ao falar acerca da falibilidade humana, por meio de sua "epístola universal", afirma, categoricamente: "Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã" (Tg 4.14a). Esse servo do Senhor rebateu com veemência o modo de pensar de vários de seus contemporâneos, pois estes elaboravam seus projetos sem, contudo,consultarem a Deus (Tg 4.13). Eis um grande erro!

Portanto, ao projetar alguma coisa, o homem deve procurar ter o aval divino: "Se o Senhor quiser" (Tg 4.15), igualmente deve ter ciência de que o poder e as circunstâncias da vida estão nas mãos do Eterno: "... e se vivermos, faremos isto ou aquilo". Eis o que deve dizer, sempre: "Seja o que o Senhor quiser".

Quando pessoas agem presunçosamente, as Escrituras dizem que aquelas buscam "glória maligna" (Tg 4.16).  Consequentemente, "aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado" (v.17).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

Crítica aos blogueiros "evangélicos" contenciosos


Tenho acompanhado vários blogs há um bom tempo, e o que tenho visto em alguns deles é a perda, em certo sentido, da essência cristã. Os "bofetes" escriturísticos têm encorpado temas e mais temas de postagens nessas páginas pessoais. Defendo a crítica sadia, acredito que esta, quando moderada, ajuda muito e, sem dúvida, é um meio eficaz de analisarmos, coerentemente, a realidade das coisas. Mas fazê-lo de forma irresponsável - intremeando nos escritos brigas pessoais -, não será edificante, nem para o escritor tampouco para o leitor.

Em muitas dessas postagens, nem sequer versículos bíblicos são citados, para, no mínimo, embasarem as "assertivas" constantes delas.  Parece-me que as Escrituras estão perdendo espaço na mente desses "eruditos" escritores - acho que a "espiritualidade" deles está a anos-luz da nossa. Diferentemente dos "excelentes" escribas, entendemos de que há infinitos assuntos para serem abordados à luz da Bíblia e também a partir dEla, basta termos a graça do Pai e a mínima sensibilidade ao Espírito para fazê-lo.

Confesso que tenho perdido o interesse por alguns blogs "evangélicos", posto que se tornaram covis de contenciosos! Não me refiro àqueles que defendem genuinamente o Evangelho como, de fato, deve ser defendido (Fl 1.16), mas àqueles que se preocupam mais em manchar a reputação alheia (Pv 26.21, 22) do que em glorificarem a Deus (1 Co 10.31). Destes, sinto ojeriza! Desculpe-me a contundência e a sinceridade...

Como já falei, ninguém deve blindar suas ideias a ponto de não aceitar críticas. Estas, quando bem intencionadas, são ótimas e ajudam-nos a crescer em todos os sentidos. Portanto, sejamos mais prudentes quando postarmos nossos textos. Critiquemos, mas também aceitemos ser criticados, desde que esses juízos sejam no Senhor (Fl 4.8).

Em Jesus,

João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher


"O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.

Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.

Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.

Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres."

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 6 de março de 2012

"Quem é o maior no Reino dos céus?"


O sentimento de presunção anda tripudiando sobre muitos corações. Na sociedade hodierna,  boa parte das pessoas deseja ser o alvo das admirações dos homens. Na Bíblia, vemos isso na vida de Herodes Agripa I, neto de Herodes, o Grande, quando aceitou a ovação do povo que escutava seus desvanecentes discursos (At 12.21, 22). No entanto, conforme Jesus disse, para alguém ser "grande" no Reino de Deus é preciso ser o "menor" aqui na Terra (Mt 18.4).

Transcreverei Mateus 18.1-5. Meditemos seriamente sobre este texto:

"Naquela mesma hora, chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no Reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus. E qualquer que receber, em meu nome, uma criança tal como esta, a mim me recebe".

Vivemos em um tempo de muitas disputas por posições. Tomemos assaz cuidado para não nos infectarmos com esse sentimento pobre e miserável! Como nos orientou o Mestre, sejamos "como" uma criança pura, pois se assim o fizermos, desfrutaremos deliciosamente do Reino dos humildes (Mt 18.3). Ser "como" uma criança deve ser o nosso alvo!

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza





domingo, 4 de março de 2012

O que diz o Salmo 115 sobre os falsos deuses


A prática de se adorar deuses - com "d" minúsculo - não é condenada apenas por aqueles que professam o Evangelho, senão que também é uma abominação aos olhos de Deus (Dt 6.4). Portanto, cabe a nós, evangélicos, proclamarmos ao mundo, conforme nos orienta o Santo Espírito, que, ao adorar quaquer tipo de ídolo, o homem ou mulher está em pecado.

O Salmo 115 fala-nos acerca da "realidade" dos ídolos: "Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem; tem ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta" (vv. 4-7). Lembremo-nos de que há também outros tipos de material empregados na confecção desses deuses.

Segundo o versículo oito desse mesmo salmo, está escrito: "Tornem-se semelhantes a eles [os ídolos] os que os fazem e todos os que neles confiam" (grifo nosso). Quando a Bíblia fala "tornem-se semelhantes a eles", está dizendo que os idólatras, em valor, não são mais destacados do que as imagens que adoram. Em verdade, são vãos e inúteis diante de Deus, e, caso não se arrependam, duro fim lhes está reservado: "Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira" (Ap 22.15). Portanto, tomemos  muito cuidado para não incorrermos na mesma prática.

Diferentemente dos veneradores de falsos deuses, a Igreja adora Àquele que criou os céus e a Terra (Gn 1.1). Ele, sim, merece toda nossa reverência e adoração eternas (Is 6.1-3).

Em Jesus, o Deus Verdadeiro,

João Paulo M. de Souza



 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Algumas características do modelo de oração ensinado por Jesus


Biblicamente, a oração é falar com Deus; por ela, podemos externar o que realmente estamos sentindo. Descortinar o sentido de nossas palavras diante dAquele que tudo ouve (Sl 94.9) é uma das boas maneiras de crescermos espiritualmente. Para tanto, devemos atentar para o que as Escrituras ensinam, sobretudo para o que disse Jesus sobre essa benção maravilhosa (Mt 6.5-13).

"E quando orares, não sejas como os hipócritas" (v.5). Ser como os "hipócritas" ou fingidos é querer, a todo custo, mostrar-se aos outros o que, na verdade, em essência, não é. Trocando em miúdos, é gostar de "aparecer". Os falsos adoram posições de destaque: "... pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens" (v.5). "Em verdade... já receberam o seu galardão" (v.5).

"Mas tu, quando orares, entra no teu aposento" (v.6). Aqui fala de intimidade secreta com Deus: "... e, fechando a porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto" (v.6). Para que o Senhor ouça-nos, não necessitamos de fazer orações estratosféricas em público, pois como o próprio Jesus disse, o Pai "vê o que está oculto". Uma ressalva: isso não reprova orações regulares em cultos nas igrejas ou em lugares públicos, o que está em foco é como oramos, ou seja, a intenção com a qual fazemos isso.

"E, orando, não useis de vãs repetições" (v.7). Algumas pessoas, inconscientemente, repetem, repetem e repetem orações... como se Deus não tivesse ciência de suas necessidades: "... não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos... Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes" (v.7, 8). Na verdade, o que Deus espera dos seus servos é objetividade na oração, repleta de fé e sinceridade (Lc 11.1).

"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus" (v.9). Lembre-se de que Deus é "Pai" e, por ser assim, é digno de ser tratado como tal: "Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra" (Mt 11.25; Hb 12.9). Nenhum pai, por mais que busque preencher - eticamente - os parâmetros paternos, jamais alcançará os padrões do Pai Eterno: "Porque o amor de Cristo nos constrange" (2 Co 5.14; cf.Jo 14.9).

"Venha o teu Reino" (v.10). Jamais esqueçamos de orar pelo domínio do Senhor na presente dispensação (Mt 6.33); outrossim, clamemos ao Pai em favor de Sua majestosa manifestação entre nós agora (At 4.31); não desfaleçamos quanto a orarmos, ansiosos, pelo  retorno de Cristo e pela manifestação plena do Reino eterno no novo céu e na nova terra (2 Pe 3.10-12; Ap 21.1). 

"Seja feita a tua vontade" (v.10). A vontade do Pai deve ser prioridade em nossas vidas, pois sem ela, estaremos alheios às bençãos divinas (Dt 28.1; Gn 12.1-3; Sl 119.105). Oremos como Jesus ensinou: "... faça-se a tua vontade" (Mt 26.42). Portanto, não sejamos rebeldes como o são os ímpios, que não conhecem a Deus, atraindo a ira do Senhor sobre nós outros (Cl 3.1-10). 

"O pão nosso de cada dia dá-nos hoje" (v.11). Através deste pedido aprendemos que somos inteiramente dependentes do Senhor, pois "todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (Jo 1.3). Jesus é o nosso Único Provedor (Jo 6.1-13; 15.5). Ele disse de si mesmo: "... Eu sou o pão da vida (Jo 6.35) - toda suficiência de que carecemos encontramos nEle (Fl 4.19).

"Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores" (v.12). Em momento algum teremos condições de nos remir, pois todos somos pecadores (Rm 3.23). Apesar disto, alcançamos o perdão divino por meio dAquele que nos amou primeiro (Jo 3.16; Rm 5.8). Por conseguinte, pela oração, perdoemos todos que nos ofenderam (ou nos ofende) de alguma maneira - este mandamento aprendemos de Jesus (1 Pe 3.18; Hb 12.2). 

"E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal" (v.13). Todos nós somos alvo de Satanás (Gn 3). Portanto, peçamos para Deus nos livrar das artimanhas do Inimigo: "Porque não ignoramos os seus ardis" (2 Co 2.11). Pedro estava para ser morto, guardado numa prisão, mas a Igreja fazia constante oração por ele a Deus (At 12.5, 6). O resultado dessa intercessão foi surpreendente (At 12.7-17)! 

"Porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!" (v.13). Após entrarmos no Santuário (Hb 10.19), enalteçamos Àquele "que é digno de receber glória, e honra, e poder" (Ap 4.11), porque "dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!" (Rm 11.36).

Diante desses ensinos extraídos das Santas Escrituras, busquemos imitar o Mestre. Ele é o maior e melhor exemplo em tudo que concerne à vida: "... aprendei de mim" (Mt 11.29).

Em Jesus Cristo,

João Paulo M. de Souza