segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Princípios para a interpretação das promessas bíblicas

  • Promessas feitas a indivíduos específicos não foram formuladas com a intenção de serem válidas para todos os crentes;
  • Promessas feitas aos israelitas do Antigo Testamento geralmente não se aplicam a pessoas de hoje;
  • Algumas promessas bíblicas feitas no Antigo Testamento são aplicáveis aos dias de hoje. Nessa categoria estão as promessas bíblicas baseadas na natureza de Deus, promessas com paralelos em o Novo Testamento e promessas gerais 'para os que confiam no Senhor';
  • Os 'ditos de sabedoria' do livro de Provérbios não foram escritos para serem considerados como promessas bíblicas;
  • Palavras ditas por seres humanos registradas na Escritura não são, necessariamente, promessas bíblicas;
  • Algumas promessas bíblicas são incondicionais, enquanto outras são condicionais;
  • Ao interpretar as promessas de Deus, tenha sempre em mente o que outras passagens sobre o mesmo assunto revelam;
  • Ao interpretar as promessas de Deus, deixe o contexto determinar o significado apropriado das palavras bíblicas.
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RHODES, Rom. O livro completo das Promessas Bíblicas. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 27.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Santo que santifica e exige santidade

“Santo” é um vocábulo que exprime intimamente a natureza divina. Seu significado original é “separado”. Deus, por ser um Ser divino, é separado de tudo o que é terreno e humano – refiro-me da santidade transcendente do Senhor. E, por causa disso, ao santificar o homem (1 Ts 5.23), Ele ordena que os seus santificados (1 Co 1.2) o imitem: “Porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16).

A santidade de Deus é observada em toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse. Ele é Santo, pois tudo o que faz é maravilhoso: “Grande é o SENHOR e mui digno de louvor na cidade do nosso Deus, no seu monte santo” (Sl 48.1). O Salmo 136 está recheado de sublimes feitos do Todo-poderoso. "Ali", Ele “só faz maravilhas” (v.4). Além do Eterno, quem ou o que poderia fazer semelhantes proezas? 

Não obstante Sua transcendência (Is 6.1), o Santo relaciona-se com os humildes de coração (Sl 138.6), que, conforme as Escrituras afirmam, são “santos” ou “santificados” (1 Co 1.2; Mt 5.2). Estes, por meio da comunhão do Senhor, acabam participando da natureza divina (2 Pe 1.4) – apenas participam ou passam a experimentar dos atributos comunicáveis de Deus, não são semideuses como alguns andam ensinando por aí.

Depois que os crentes são santificados, são ordenados: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16). Observe-se que viver em santidade não é opção, mas ordem de Deus: “Sede santos”. “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso [corpo] em santificação e honra...” (1 Ts 4.3-5). 

Santificado pelo Senhor, 

João Paulo M. de Souza

Lançai sobre Ele toda a vossa ansiedade

A inquietação é um estado emocional inerente ao homem. Não foi proferida a esmo a expressão de Jó: “O homem, nascido de mulher... é cheio de inquietação” (Jó 14.1). Esse momento é muito delicado, pois, caso haja abusos emocionais por parte de quem o está experimentando, os seus efeitos poderão ser irremediáveis – a melhor maneira de lidar com isso é confiar em Deus.

O homem “sai como a flor e se seca; foge também como a sombra e não permanece” (Jó 14.2), a coroa da criação de Deus é por si mesma volúvel: “(...) Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções” (Ec 7.29). Isso quer dizer que, depois da queda (Gn 3), ficamos, de certa forma, reféns de sentimentos e sensações outrora nunca experiementados, percepções desagradáveis.

Mas, o que fazer ante à realidade do tema proposto – a ansiedade? O Consolador Jesus desanuvia-nos a alma: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim” (Jo 14.1). O mesmo Senhor surrurra aos nossos ouvidos: “(...) as coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus” (Lc 18.27).

Há situações na vida em que, a despeito de possuírmos certos conhecimentos bíblicos acerca delas, ficamos à mercê, nem que seja por um segundo, da ansiedade. Apesar disso, não há outra alternativa senão atentarmos para o que diz a Bíblia: “Lançando sobre ele toda vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5.7).

Em Jesus Cristo,

João Paulo M. de Souza

domingo, 22 de janeiro de 2012

Cristo vive em mim...

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim" (Gl 2.20).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

sábado, 21 de janeiro de 2012

Engana-se quem pensa que a genuína prosperidade habita nas riquezas e posses terrenais

"Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos vestirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos, caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e na ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e, nessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (1 Tm 6.7-10).

Efetivamente, ser rico não é pecado (Mt 27.57), o problema está na avareza: "(...) porque o amor do dinheiro" (1 Tm 6.10a). E, infelizmente, "alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores" (1 Tm 6.10, ARA).

Ouçamos bem e pratiquemos o que disse Paulo: "Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes" (v.8). Esta orientação não isenta a realidade da riqueza material adquirida de maneira lícita e honrosa (Pv 10.22). Se Deus quiser nos abençoar financeiramente, quem somos nós para dizermos não? Porém, não devemos priorizar o cabedal temporal em prejuízo do celestial e eterno (Mt 6.19, 20; cf. 6.31-33).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

Uma palavra àqueles que congregam em igrejas genuinamente cristãs a um bom tempo, mas são estéreis espiritualmente

E dizia esta parábola: Um certo tinha uma fiqueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando-o. E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não o acho; corta-a. Por que ela ocupa ainda a terra inutilmente? E respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; e, se der fruto, ficará; e, se não, depois a mandarás cortar" (Lc 13.6-9).

Há muitas pessoas que se dizem cristãs verdadeiras, mas não confirmam isso com o seu testemunho (Ap 3.17). Lembremo-nos de que a paciência de Deus tem limites (1 Sm 16.1). O Senhor não suporta mornidão espiritual (Ap 3.15, 16).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"Necessário vos é nascer de novo"

"Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus" (Jo 3.3).

Quem, de fato, deseja experimentar a dimensão espiritual, deve dar um passo em direção a Cristo (Mt 11.28, 29), pois, apenas o Filho de Deus pode livrar o homem do perecimento eterno, bem como outorgar-lhe a vida eterna: "(...) as palavras que eu vos disse são espírito e vida" (Jo 6.63).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O amor como virtude do fruto do Espírito Santo

“O amor é a essência de todas as virtudes morais de Cristo originadas pelo Espírito Santo, e implantadas no crente” (Pastor Antonio Gilberto).

Tipos de amor:

Amor agapē: é o amor abnegado ou que não busca seus interesses, divino;
Amor philia: é o amor fraternal, da amizade;
Amor eros: é o amor físico, erótico;
Amor storge: é o amor familiar, do núcleo familiar.

A despeito de arrolarmos alguns tipos de amor, apresentaremos apenas características concernentes ao amor de Deus, o amor ágape.

Amor ágape:

É o vínculo da perfeição (Cl 3.14);

Confirma a filiação divina (1 Jo 4.7);

É a essência das virtudes cristãs (1 Co 13.13);

Combate a hipocrisia (Rm 12.9, 1 Co 13.3);

É o resultado da ação do Espírito Santo no crente (Rm 5.5);

Deus é a fonte e a causa do amor (1 Jo 4.16);

Ele supera os dons espirituais em valor (1 Co 13.1, 2);

Ele é sofredor ou paciente (1 Co 13.4);

É benigno (1 Co 13.4);

Não é invejoso, isto é, “não arde em ciúmes” (1 Co 13.4);

Não trata com leviandade -“não se ufana”, ARA -, ou seja, “não louva as suas próprias qualidades” (1 Co 13.4);

Não se ensoberbece. Interiormente, não se enche de orgulho, vaidade, e auto-estima (1 Co 13.4);

Não se porta com indecência, “não faz nada que seja vergonhoso, desonroso ou indecente” (1 Co 13.5);

Não é interesseiro (1 Co 13.5);

Não se irrita, “não é melindroso, nem hipersensível, e não se ofende” (1 Co 13.5);

Não suspeita mal, isto é, “em vez de registrar o mal como um débito em seu livro contábil, voluntariamente ‘passa uma esponja’ sobre aquilo que ele suporta” (1 Co 13.5);

Não folga ou “não participa de qualquer ato pessoal de pecado e injustiça. Não se alegra com os vícios dos outros homens, nem encontra prazer quando outros se revelam culpados de algum crime” (1 Co 13.6);

Alegra-se com a verdade (1 Co 13.6);

Tudo sofre, tudo suporta. Ou seja, “é o amor que lança um manto de silêncio sobre aquilo que é desagradável em outra pessoa” (1 Co 13.7);

Tudo crê e gera confiança nos outros (1 Co 13.7);

Tudo espera (1 Co 13.7);

Nunca falha, ele é perfeito (1 Co 13.8). 

Permitamos que o Espírito Santo de Deus amadureça em nós o seu bendito fruto (Gl 5.22), esta graça tão maravilhosa e essência, de modo que sejamos cada vez mais parecidos com Cristo, “porque, se em vós houver e aumentarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Pe 1.8).

Em Jesus,

João Paulo M. de Souza

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

As Escrituras são inspiradas divinamente


"Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra" (2 Tm 3.16, 17).

Em Cristo,

JPMS

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Conheça a teologia da prosperidade em poucos minutos

           

Fonte: Blog do Ciro 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A genuína obediência a Deus é o segredo da verdadeira prosperidade


Em Deuteronômio 28, consta o rol de bênçãos que foram lançadas do monte Gerizim, palavra hebraica que significa terra estéril. Nesse mesmo capítulo (v.1-14), podemos aprender um pouco mais sobre a obediência ao Senhor e seus frutos.

Bênçãos foram proferidas sobre o povo de Israel (Dt 27.12). Se este obedecesse a Deus e à Sua Palavra, seria ricamente abençoado: “... se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos... o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações” (Dt 28.1).

Para que as bênçãos celestiais e materiais viessem sobre o povo do Senhor, fazia-se necessário os escolhidos darem ouvidos à Sua voz: “E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR, teu Deus” (Dt 28.2). Só assim, os eleitos experimentariam a verdadeira prosperidade (v.1-14).

A despeito de essas bênçãos terem sido proferidas aos israelitas do tempo de Moisés (Dt 28), o Senhor continua a abençoar àqueles que observam e guardam os Seus Mandamentos, as Escrituras Sagradas: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas” (Ap 1.3).

Em Cristo Jesus,

JPMS

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

E lembrou-se Deus de Paulo

"Ninguém me assistiu na minha primeira defesa; antes, todos me desampararam... Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão" (2 Tm 4.16, 17).

Apóstolo Paulo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pelas suas pisaduras fomos sarados

Quando leio sobre a obra expiatória de Cristo, fico sobremaneira emocionado e impactado pela graça e o poder de Deus. No estudo dessa doutrina, descobrimos o quanto são recompensadores e gloriosos os resultados da morte substitutiva do Filho de Deus.

Em Isaías 53, é descrito, de forma magnífica, o castigo sobre Jesus. Castigo este que deveria ser executado sobre nós, mas, pela eterna graça do Pai, o Filho recebeu em nosso lugar: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores” (v.4).

Jesus Cristo, apesar de ser Deus (Jo 1.1, 14), escolheu ser ferido brutalmente, em vez de optar por ver a nossa merecida morte: “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído [ou quebrantado] pelas nossas iniquidades” (v.5, grifo meu). Ele intercedeu por aqueles que nada poderiam fazer por si mesmos: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23).

“O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados”. O termo pisaduras significa feridas, isto é, por meio de seus ferimentos fomos sarados ou curados do pecado. Parece um paradoxo, mas a interpretação é assim mesmo: “Porque também Cristo padeceu [sofreu] uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1 Pe 3.18, grifo meu).

Curados do pecado, vivamos de uma vez por todas para Deus: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Rm 6.12, 13; cf. 1 Ts 4.3, 4; 1 Co 6.18-20; 1 Pe 1.16).

No Senhor Jesus,

JPMS

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Três erros da famigerada Teologia da Prosperidade



Infelizmente, para vibração do Diabo e decadência espiritual humana, uma teologia, mais conhecida como Teologia da Prosperidade ou Confissão Positiva, tem encontrado abrigo na vida e no coração de muita gente. Esta, por sua vez, por não buscar realmente a verdade das Escrituras, encontra-se alienada de Deus e refém de inverdades terríveis.

Por intermédio desta postagem, estaremos discorrendo, sucintamente, sobre alguns erros crassos da aludida “teologia”. 

O seu erro quanto ao homem. Os expoentes dessa corrente, a partir de uma equivocada interpretação de Salmo 82.6, dizem ser o homem um “pequeno deus”. À luz do contexto desse salmo, entende-se claramente que Asafe se refere aos “injustos” juízes de Israel (v.2); com relação ao ser humano, a Bíblia é bem clara: “E formou Deus o homem do pó da terra...” (Gn 2.7; cf. 3.19). 

O seu erro quanto à salvação. Você sabia que os expositores da Confissão Positiva chegaram ao extremo de afirmar que, ao morrer, Jesus teria assumido a natureza satânica, como também teve de nascer de novo no inferno, para que o plano da salvação fosse completado? Assim, os expoentes dessa teologia pôem o Diabo como coautor da salvação. Que desplante! No entanto, o próprio Jesus pronuncia-se: “... o príncipe deste mundo... nada tem em mim” (Jo 14.30). 

O seu erro em relação ao sofrimento. “Pare de sofrer” dizem os amantes da “Mensagem da Fé”. Ao pregar a ausência do sofrimento na vida das pessoas, esse movimento desdiz as verdades das Escrituras Sagradas, pois, estas afirmam, categoricamente, que as dificuldades existenciais fazem parte da vida humana: “Eu, João... companheiro na aflição... estava na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9; cf. Mt 5.11, 12; 2 Rs 13.14; At 5.41; 1 Tm 5.23).

Portanto, a Teologia da Prosperidade não suporta o crivo das Sagradas Letras. Estas não escondem fatos relacionados à vida terrestre (2 Co 11.23-28).

 Em Cristo,

JPMS

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

“Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos... não toqueis nada imundo, e eu vos receberei”


A ordem acima não foi proferida por homem algum, a não ser por Aquele que sabe o que diz: “(...) diz o Senhor” (2 Co 6.17). Deus não cobrou tal postura dos coríntios simplesmente porque era (ou é) autorítário, até porque esta característica não lhe cabe (Mt 13.10, 11; At 10.34, 38). Mas, por que o Senhor mandou que os nossos irmãos agissem assim?

A Bíblia informa-nos que o Criador é Soberano, Ele não deve satisfação a ninguém: “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? (Rm 9.20; cf. 21). Apesar de, muitas vezes, o Senhor impedir de que as pessoas saibam plenamente da realidade de determinado fato (Dt 29.29; 1 Pe 1.10-12; 1 Co 13.12), não se utiliza de meios fraudulentos para privá-las do entendimento (Sl 25.8; Is 53.9).

Em nenhuma página das Escrituras encontraremos Deus se utilizando do autoritarismo para infundir a Sua vontade sobre alguém. Pelo contrário: observamos um Deus amoroso e amigo daqueles que dEle se aproximam: “(...) o que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6.37). Noutro texto, a Bíblia diz: “(...) porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso” (Tg 5.11). Você já viu alguém misericordioso e autoritário ao mesmo tempo? No pano de fundo da misericórdia, está o bom relacionamento com o próximo (1 Tm 4.12).

Na verdade, qual é o propósito de Deus em que sejamos “separados” dos ímpios? Fisicamente, a separação é impossível (Jo 17.15; 1 Co 5.9, 10), mas a resposta a essa pergunta concerne, sobretudo, à esfera espiritual. O Santo, de forma alguma, quer que Sua Igreja se misture ao mundo (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17). Isso, efetivamente, jamais acontecerá, pois entre Deus e o Diabo não há conchavos (Jo 14.30)!

Assim sendo, alguém que se diz evangélico, e que participa de reality show, não tem conhecimento (ou finge não ter) do grau de pecado que lhe assalta, nem do ambiente no qual passa a se envolver. 

Deus é Santo (1 Pe 1.15) e exige santidade (v.16)! E quem é obediente a Deus, aparta-se do mal (Sl 34.14; 37.27; Pv 3.7)! Sequer perde tempo contaminando à sua própria alma, olhando imundícies propaladas pelas diversas mídias vigentes: "Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará" (Sl 101.3).

Em Cristo,

JPMS

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

E que concórdia há?


O óleo e a água não se misturam. Isso ocorre por serem substâncias heterogêneas. E, sem dúvida, esse episódio serve de ilustração (e exortação, por que não?) quanto à santidade cristã:

Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (2 Co 6.14-16).

Em Cristo,

JPMS


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

No ser humano, o que mais importa para Deus?


Segundo afirmam as Escrituras, o ser humano é tripartido, ou seja, é constituído de espírito, alma e corpo. Em 1 Tessalonicenses 5.23, a Bíblia diz: “E o mesmo Deus de vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. 

Observa-se que a irrepreensibilidade faz parte dos três elementos constituintes do homem – espírito, alma e corpo. Também, em 1 Tessalonicenses 5.23, fica clara a ordem mencionada pelo apóstolo: espírito, alma e corpo. A palavra todo, do grego holokleron, significa completude em todas as partes: “... e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis”.

Não obstante haver ordem de prioridades - espírito, alma e corpo -, o último elemento citado não pode ser desvalorizado (2 Co 8, 9). Observe que a carne (gr. soma, e não a natureza pecaminosa, gr. sarx) ou corpo humano também deve ser “conservado irrepreensível para a vinda (parousia) de nosso Senhor” (1 Ts 5.23, grifo nosso), e não somente o espírito e a alma. 

Ademais, Cristo ressuscitou com o mesmo corpo em que estava antes de morrer (Lc 24.39). Contudo, vale ressaltar que o corpo de Jesus foi glorificado (Fl 3.21; At 1.9-11; 1 Co 15.42-44), sendo Ele “as primícias dos que dormem” (1 Co 15.20).

A carne, no sentido de natureza decaída, deve ser morta pelo crente: “Mortificai... os vossos membros que estão sobre a terra” (Cl 3.5). O apóstolo Paulo também disse que “o nosso velho homem foi com ele [Cristo] crucificado...” (Rm 6.6, grifo meu).

Sobre a natureza pecaminosa, William M. Greathouse cita Godet: “[a]... natureza humana como ficou pelo pecado daquele em quem originalmente estava concentrado, reaparecendo em cada ego humano que venha ao mundo sob o domínio do amor próprio, o que foi determinado pela transgressão primitiva” (Comentário Bíblico Beacon, vol.8, CPAD, pág. 95).

O corpo (gr. soma) não foi feito para o pecado, senão para a santidade e glória de Deus (Gn 1. 26, 27; 2.7; 1 Co 6.18; 1 Ts 4.3-5). Bem diferente do que muitos liberalistas carnais pensam, não é mesmo?

Portanto, “quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que honesto, tudo o que justo, tudo o que puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4.8).

Em Cristo Jesus,

JPMS