quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O grande "precipício" que há entre palavras e atos


Quando converso com outras pessoas sobre a "teoria" e a "prática" da vida, sempre pontuo para elas que há um abismo muito profundo entre aquele e esse aspecto da existência humana, porque é muito mais fácil falar do que fazer aquilo de que se fala. Se não, olhe para a vida de muitos políticos, a de inúmeros líderes espirituais etc.

Na vida cristã, que tem Cristo como base de tudo, não há despenhadeiro algum entre palavra e prática (Mt 7.28, 29). No entanto, muitos crentes - até mesmo líderes evangélicos respeitados - não entendem ou são hipócritas demais para não cumprirem a orientação de nosso Senhor: "Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.15).

No meio evangélico, fala-se muito sobre união - de fato, é o que Jesus ensina (Jo 13.34, 35). O Salmo 133 fala, metaforicamente, sobre essa linda atitude. Mas, será que nós estamos buscando essa união? Ou será que não estamos apenas tampando o sol com peneira ou empurrando com a barriga ou, para deixar de expressões idiomáticas, querendo esconder algo que já é de conhecimento público.

Não sejamos hipócritas, mas verdadeiros crentes, imitadores de Cristo (1 Co 11.1), que, sem discriminação alguma (Lc 9.49, 50), recebe todo aquele que, em Seu nome, arrepende-se e confessa seus pecados diante do Pai (Jo 3.16; 1 Jo 1.9). Honrando Jesus em nossas vidas, certamente não haverá quaisquer abismos entre nossas palavras e atitudes (Sl 64.10).

No Céu, não haverá nicho evangélico! Medite nisso.

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

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