domingo, 30 de setembro de 2012

A humildade de José

Por João Paulo Souza


A despeito de ter padecido durante muitos anos, sobretudo nas mãos de seus irmãos, José, filho de Jacó, demonstrou fina humildade para com os seus entes queridos. Será que nós, servos de Deus, não deveríamos agir semelhantemente com todas as pessoas? Ou será que somos melhores do que José?

Mesmo tendo experimentado o escárnio e o desprezo de seus irmãos (Gn 37), José, filho de Jacó, não se deixou vencer do mal (Rm 12.21). Ele, quando se deu a conhecer à sua parentela, agiu com galhardia e sinceridade de coração.  Esse jovem deu provas incontestáveis do amor de Deus em seu humilde coração: 

"E disse José aos seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim.  E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. E beijou todos os seus irmãos e chorou sobre eles; e, depois, seus irmãos falaram com ele" (Gn 45.4, 15).

Mesmo como Zafenate-Paneia ou governador do Egito, o filho de Jacó demonstrou virtudes cristãs. Ele poderia muito bem castigar aqueles que, antes, haviam lhe feito males. Mas, para a glória de Deus, não foi isso que aconteceu: "E José sustentou de pão a seu pai, e a seus irmãos, e a toda a casa de seu pai, segundo as suas famílias" (Gn 47.12).

Diante dessa sucinta reflexão, amado (a) leitor (a), quais devem ser as nossas atitudes? Será que devemos recompensar com o mal àqueles que nos fazem males? Ou será que, assim como disse Jesus, devemos amar aos nossos inimigos, bendizer os que nos maldizem, fazer bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e nos perseguem (Mt 5.44)? Dessas difíceis - mas não impossíveis atitudes - depende a nossa verdadeira filiação para com o Pai que está no Céu: "Para que sejais filhos do Pai que está nos céus" (Mt 5.45).

Detidamente, lembremo-nos do que nos diz Jesus, o Humilde dos humildes: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descando para a vossa alma" (Mt 11.29).

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