quarta-feira, 2 de maio de 2012

Que Pastor maravilhoso!

É interessantíssimo estudarmos e meditarmos sobre a parábola do Bom Pastor (Jo 10.1-18). Nela, encontramos ensinos valiosos sobre a maneira de como Jesus trata as suas "ovelhas". Seu modo de lidar com elas e a forma com a qual reagem na Sua presença é fascinante.

Em cada situação da vida de suas "ovelhas", o Bom Pastor sabe como agir. Logo, quão imprescindível é tê-lo como Senhor e guia de nossas vidas. Submetermo-nos a Ele, para alcançarmos as bençãos do Senhor, é indispensável!

Para que possamos entender um pouco mais a respeito de algumas verdades contidas na parábola do Bom Pastor, listaremos, em azul, algumas veridicidades. 

O Bom Pastor entra pela porta do curral das "ovelhas" (v. 1, 2). Jesus sempre age e agirá da maneira certa, mostrando a todos quem Ele é. Não usa disfarces, mas, diferente disso, apresenta-se sem máscaras diante de seus liderados (Mt 11.29; 14.27; 20.15; 27.43; Mc 14.62; Jo 4.25, 26; 8.12; 14.6).

A voz do Bom Pastor é discernida, inconfundivelmente, por suas "ovelhas" (v.3-5, 8, 14). Os verdadeiros servos de Cristo entendem a Sua voz. A irmã Maria Madalena, uma "ovelha" desse Pastor, ao se dirigir ao sepulcro onde jazia o corpo do Mestre, percebeu a linda e inconfundível voz do seu Senhor: “Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer Mestre)!” (v.16).

O Bom Pastor conhece as suas "ovelhas" pelos seus nomes (v.3, 14). Apesar de Zaqueu ainda não fazer parte do aprisco do Senhor, no momento em que estava sobre um sicômoro, ouviu seu nome ser pronunciado por Jesus: “Zaqueu, desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). O Senhor sabe tudo sobre nós!

O Bom Pastor vai adiante de suas "ovelhas" (v.4). No Salmo 23.2, está escrito: “Guia-me mansamente a águas tranquilas”. Em Números 14.14, diz-nos a Bíblia que o Senhor ía adiante do seu povo Israel, numa coluna de nuvem de dia e numa coluna de fogo de noite. Se bem que, hoje, Deus não esteja, literalmente, sobre nós como uma coluna de nuvem ou de fogo, Ele continua a nos guiar e nos iluminar espiritualmente, porque Ele não muda (Hb 13.8).

O Bom Pastor é seguido por suas "ovelhas", exclusivamente (v.4, 5). Depois de predicar sobre si mesmo, dizendo ser o pão da vida (Jo 6.48), Jesus foi abandonado por muitos dos seus discípulos (v.60, 66). No entanto, Pedro, uma "ovelha" do aprisco eterno, depois de ser perguntado junto com os doze, pelo Mestre, sobre se queria também partir, manifestou-se, dizendo: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus” (v.68, 69). Que demonstração de fidelidade ao Senhor, não acha?

O Bom Pastor é a Porta das "ovelhas" (v.7, 10). Jesus é a Porta de entrada para o céu (Mt 7.13, 14), para a vida e para a verdade (Jo 14.6).  Sem Ele, ninguém pode ter comunhão com o Pai (Jo 14.6), ninguém pode ser verdadeiramente liberto do pecado: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens (Jo 8.32, 36). "Pastagens" fala da abundância com a qual é caracterizada a Palavra de Deus. 

O Bom Pastor dá salvação às suas "ovelhas": "... salvar-se-á..." (v.9). “Está consumado!” foi o brado de vitória na cruz do Calvário (Jo 19.30, ARA). Através da crucificação e ressurreição de Cristo, obtivemos a graciosa salvação (Rm 8.34, 2 Co 5.17). O Pastor Jesus Cristo dá-nos salvação plena!

"Porque Deus amou o mundo [humanidade] de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo [humanidade] não para que condenasse o mundo [humanidade], mas para que o mundo [humanidade] fosse salvo por ele" (Jo 3.16, 17, grifo nosso).

O Bom Pastor dá segurança as suas "ovelhas" (v.9). Acerca da segurança de Deus, disse Davi: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo” (Sl 23.4). Semelhantemente, no cenáculo, em Jerusalém, enquanto os discípulos permaneciam temerosos, devido às ameaças dos religiosos, o Bom Pastor apresentou-se entre eles e suavemente falou: “Paz seja convosco!” (Jo 20.19). Outro exemplo da fortaleza divina, foi quando as "ovelhas" do Sumo Pastor, num barco, em meio à noite e ao mar agitado da Galileia, testemunharam o domínio soberano de Seu Guia sobre a furiosa tempestade (Mc 4.35-39).

O Bom Pastor alimenta as suas "ovelhas" (v.9). Certa feita, o nosso Guia não se contentou em ver muitas "ovelhas" esfomeadas espiritualmente, por isso as nutriu com a Palavra de Deus (Mt 4.23;9.35; 26.55; Mc 6.6). Isso, Ele continua fazendo através da Sua Igreja (Mt 28.19, 20) e, sobretudo, por aqueles que vocacionou para o santo ministério (Ef 4.11).

O Bom Pastor dá vida, e vida com abundância (v.10). Em Efésios 2.1, Paulo relata-nos que Cristo nos vivificou, estando nós mortos em ofensas e pecados. Ele deu-nos a vida! Ele é a própria vida! (Jo 14.6). Aleluia!

O Bom Pastor dá a sua vida pelas "ovelhas", porque não é mercenário (v.11-13, 15, 17, 18). Segundo as Escrituras, Ele deu sua vida em resgate de muitos (Mc 10.45). Isso nos mostra que o amor de Cristo é altruísta, que dizer, sem interesses próprios. O Senhor não nos ama pelo que "temos" ou "teremos", mas pelo que somos - para com Ele não há acepção de pessoas (At 10.34).

O Bom Pastor anela agregar outras "ovelhas" que ainda não fazem parte do seu inefável redil (v.16). Estas foram as palavras de Jesus, antes de ser assunto ao Pai: 

“Portanto, ide, ensinai as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém! (Mt 28.19, 20).

O Bom Pastor deu a sua vida e tornou a tomá-la de volta, porque este mandamento recebeu de seu Pai (v.18). Cristo tem poder em si mesmo (Gn 1.1; Jo1.1). Ele é Deus! (2 Pe 1.1). Portanto, sendo Deus, Jesus tem poder sobre sua vida - entregou-a e tornou a tomá-la novamente! Glória, poder e honra ao Pastor Eterno!

No Senhor,

João Paulo M. de Souza

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