terça-feira, 10 de abril de 2012

Perdoar: uma atitude louvável e necessária


A doutrina do perdão permeia tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos. Portanto, qualquer cristão genuíno tem a obrigação de perdoar, pois esta  nobre ação não é facultativa: "Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como  eu também tive misericórdia de ti?" (Mt 18.33), disse o Senhor, representado pelo rei da Parábola do Credor Incompassivo.

No Antigo Testamento, podemos ler sobre vários exemplos de perdão. Deus, após o pecado do primeiro casal, Adão e Eva, demonstrou esse sentimento quando "fez... a Adão e a sua mulher túnicas de peles [de animais] e os vestiu" (Gn 3.21, grifo nosso). Outro gracioso exemplo foi o de José, quando se deu a conhecer a seus maldosos irmãos:

"E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram... Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá... Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento" (Gn 45.4, 5, 7).

No Novo Testamento, também podemos observar inúmeros ensinos e episódios nos quais pessoas ofendidas perdoaram  a quem as havia ofendido (Mt 6.12, 14, 15; Lc 15.11-32; Jo 8.1-11). Quem não se lembra do texto-chave da Bíblia: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).

Quem sabe se algum de nós não esteja precisando de liberar perdão para alguém? Será que somos melhores do que o próprio Deus? Creio que não: "Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo... se alguém tiver queixa contra o outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também" (Ef 4.32; Cl 3.13; cf. 2.13).

Jamais nos esqueçamos de que "perdoar é uma atitude louvável e necessária".

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza


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