segunda-feira, 23 de abril de 2012

Crítica aos blogueiros cristãos que continuam contenciosos


Tempos atrás, em uma de minhas postagens, discorri sobre o tema Crítica aos blogueiros evangélicos contenciosos. Neste escrito, expus o que, lamuriosamente, está acontecendo em alguns blogs - pasme! - de escritores evangélicos famosos, que, com o intuito de aumentarem o índice de visitantes aos seus respectivos blogs e de massagearem o seu próprio ego, lançam lenha na "fogueira" da contenda, da dissensão, do disse-me-disse e de outros lumes perniciosos.

Quem sofre com a falta de senso "crítico-coerente" dos blogueiros inescrupulosos? Não será, além dos próprios contenciosos, o leitores que, pelo fato de perderem tempo lendo baboseiras, impropérios e caçoadas, podem incorrer no mesmo erro? Lembra-se de Roboão, o filho de Salomão, que ouviu os seus jovens "amigos", em vez de valorizar as orientações dos anciãos de Israel (1 Rs 12.1-16).

Para que ficarmos gastando tanto tempo com brigas e ofensas, se as Escrituras oferecem-nos infindas mensagens que consolam, animam, advertem, revelam, orientam, corrigem, ensinam, ressuscitam, limpam e curam as nossas almas? Vamos ter mais cautela quanto a isso, você não acha? A crítica pela crítica é sinal da presença de vazios argumentos e incoerências exacerbadas no próprio discurso.

Em nenhum momento quero afirmar que devemos ser omissos ou fazer vista grossa quanto às heresias que permeiam o meio evangélico (Fl 1.16; Gl 1.6-8). Contra essas misérias teológicas temos de ser implacáveis, mas isso não nos avaliza quanto a dispararmos agressões escriturísticas contra pretensos "desafetos". Será que esses "mestres das bofetadas textuais" já não leram Mateus 5.44: "Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem". Penso que não. Rsrsrs.

Ademais, sejamos "o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza" (1 Tm 4.12; cf. 1 Ts 1.7). "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experiementeis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2). Para concluir, observemos o comportamento de Jesus Cristo diante de seus contrários:

"O qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele [Deus] que julga justamente, levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas pisaduras fostes sarados" (1 Pe 2.23, 24, grifo nosso).

Em Cristo Jesus,

João Paulo M. de Souza





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