domingo, 11 de março de 2012

Ensinos e pregações paradoxais


Nos púlpitos de várias igrejas atuais - muitas destas até famosas - tem havido ou se tem ouvido mensagens contraditórias, prédicas desnudadas de realidades testemunhais. Muitos "mestres" ensinam (ensinam?), ainda que insossamente, sobre o amor, a união e a misericórdia, mas, na verdade, antes de ensinarem, deveriam repensar as suas próprias vidas e sentirem-se envergonhados, pois o que se observa neles é uma hiprocrisia desvairada - há um evidente abismo entre o que dizem e o que realmente fazem.

No que tange à união cristã, muitas igrejas, hoje, estão em crise. Como dito acima, seus pregadores transmitem sermões que, quando considerados por neófitos ou por crentes desapercebidos, dão a impressão de serem semelhantes aos ministrados pelos santos apóstolos, porém, quando os analisamos criticamente, ou seja, tendo a Bíblia, regra de fé e prática do cristão, como peneira espiritual, entendemos o contrário (At 17.11). Só um partidário negaria a autenticidade desses fatos. Se Lutero tivesse se omitido quanto aos disparates doutrinários do catolicismo, jamais leríamos sobre as suas notáveis noventa e cinco teses.

Necessitamos de ensinos e pregações que tragam, em seu bojo, o poder do Espírito Santo (1 Co 2.1-5), e não as palavras incoerentes que, infelizmente, temos contemplado em vários lugares. Quando falarmos de misericórdia, antes, sejamos misericórdiosos (Mt 5.7); ou quando discorrermos sobre o amor, tenhamos este sentimento em relação ao próximo, senão seremos, como disse Paulo, "como o metal que soa ou como o sino que tine" (1 Co 13.1).

O que o cristão deve fazer para não "encher linguiça" no púlpito, conforme o fazem os predicantes mascarados? Além de ouvir e ler  as Escrituras, deve praticá-las (Sl 40.8; Ap 1.3). Mas, acima de tudo, deve ter um coração humilde, destituído de sentimentos ruins como a soberba, a presunção e a inveja. Tudo isso Deus abomina: "... Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes" (Tg 4.6; cf. Rm 1.30, 32; 1 Co 3.3).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza



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