domingo, 19 de fevereiro de 2012

Três sentimentos que compartilho convosco no tocante ao Carnaval

Enquanto estava em Atenas, esperando seus companheiros de viagem missionária, o apóstolo Paulo via a famosa metrópole da antiga Ática entregue à idolatria. Neste ínterim, “o seu espírito se comovia em si mesmo” (At 17.16), resultado da sua observação sobre a situação espiritual dos atenienses. Será que nós, crentes hodiernos, não podemos compartilhar dessa nobre afeição?

Assim como esse homem de Deus, o meu espírito incomoda-se sobremaneira, pois no atual período de festas mundanas, almas alheias da graça divina, se esbaldam nas avenidas do engano.

Sinceramente, sinto tristeza pela imoralidade exacerbada nesse período de dias. Isso porque, segundo a Bíblia, “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos” (2 Co 4.4) – realidade essa que explica o excesso de imoralidade e profanação explicitadas nas diversas mídias. Além disso, quantas não serão as pessoas agredidas, violentadas, roubadas, ludibriadas, adoecidas etc. nessa festa da carne (Rm 8.5a). A quarta-feira de Cinzas que o diga.

De outro lado, compartilho indignação com aqueles que nasceram de novo (Jo 3.6) e, por isso, não correm com os blasfemos “no mesmo desenfreamento de dissolução” (2 Pe 4.4). Esse sentimento não vem de outro lugar senão do coração de Deus: “... não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4).

O terceiro sentimento que experimento é o de gratidão ao Senhor, por nos ter tirado do meio da mentira e da efemeridade do mundo: “Tirou-me de um lago horrível, de um charco de lodo; pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos; e pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus” (Sl 40.2, 3; cf. 1 Jo 2.15-17).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

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