quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Santo que santifica e exige santidade

“Santo” é um vocábulo que exprime intimamente a natureza divina. Seu significado original é “separado”. Deus, por ser um Ser divino, é separado de tudo o que é terreno e humano – refiro-me da santidade transcendente do Senhor. E, por causa disso, ao santificar o homem (1 Ts 5.23), Ele ordena que os seus santificados (1 Co 1.2) o imitem: “Porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16).

A santidade de Deus é observada em toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse. Ele é Santo, pois tudo o que faz é maravilhoso: “Grande é o SENHOR e mui digno de louvor na cidade do nosso Deus, no seu monte santo” (Sl 48.1). O Salmo 136 está recheado de sublimes feitos do Todo-poderoso. "Ali", Ele “só faz maravilhas” (v.4). Além do Eterno, quem ou o que poderia fazer semelhantes proezas? 

Não obstante Sua transcendência (Is 6.1), o Santo relaciona-se com os humildes de coração (Sl 138.6), que, conforme as Escrituras afirmam, são “santos” ou “santificados” (1 Co 1.2; Mt 5.2). Estes, por meio da comunhão do Senhor, acabam participando da natureza divina (2 Pe 1.4) – apenas participam ou passam a experimentar dos atributos comunicáveis de Deus, não são semideuses como alguns andam ensinando por aí.

Depois que os crentes são santificados, são ordenados: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16). Observe-se que viver em santidade não é opção, mas ordem de Deus: “Sede santos”. “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso [corpo] em santificação e honra...” (1 Ts 4.3-5). 

Santificado pelo Senhor, 

João Paulo M. de Souza

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