quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O crente salvo deve guardar o sábado?

Para encontrarmos a resposta à pergunta em questão, não necessitamos de lançar mão de quaisquer rodeios ou forçações de barra – podemos dispor, sem dúvida alguma, a solução ou o esclarecimento devido aos duvidosos, como também refutar aos sabatistas de plantão.

De acordo com as Escrituras, Deus foi o instaurador do sábado (Ex 31.13). A guarda deste dia foi um mandamento divino: “(...) certamente, guardareis meus sábados...” (v.13). Além de ser uma ordem, o Shabat, como chamam os judeus, também servia de “sinal” entre Deus e o seu povo: “(...) isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações...” (v.13). 

A quem Deus ordenou a guarda do sábado? Aos israelitas. A observância desse dia era parte do concerto que o Senhor fizera com Israel e constituía-se numa prova de que esse povo era santo, isto é, separado de qualquer nação e que pertencia exclusivamente a Ele: “(...) para que saibais que eu sou o SENHOR, que os santifica” (Ex 31.13). 

Nesse dia, os nossos irmãos israelitas consagravam-se, servindo e adorando a Deus (Ex 31.14). O propósito do Shabat estava baseado no descanso, adoração e serviço ao Senhor – dia de grande regozijo e alegria na presença de Deus. Em suma, era um dia importantíssimo para os israelitas – ainda hoje os judeus o valorizam. 

Não obstante termos falado um pouco sobre o sábado, o cristão verdadeiro deve guardá-lo como ordem impreterível? A resposta é não! O sábado judaico não é mais obrigatório para nós outros. Lembremo-nos de que não estamos mais “debaixo da lei, mas debaixo da graça”, “porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Além do mais, Jesus “até do sábado é Senhor” (Mt 12.8)!

Sendo a guarda do sábado não mais necessária para o crente, o apóstolo Paulo advertiu-nos, de maneira bem clara: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festas, ou da lua nova, ou dos sábados” (Cl 2.16). Observe-se o versículo seguinte: “Que são sombras das coisas futuras”. As “sombras” são indicativas da realidade, Cristo. 

Portanto, o argumento dos sabatistas quanto à obrigação de guardarmos o sábado carece de apoio bíblico: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei...” (Gl 4.4-11).

Receio de vós que haja eu escrito em vão.

João Paulo M. de Souza

Nenhum comentário: