segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

No ser humano, o que mais importa para Deus?


Segundo afirmam as Escrituras, o ser humano é tripartido, ou seja, é constituído de espírito, alma e corpo. Em 1 Tessalonicenses 5.23, a Bíblia diz: “E o mesmo Deus de vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. 

Observa-se que a irrepreensibilidade faz parte dos três elementos constituintes do homem – espírito, alma e corpo. Também, em 1 Tessalonicenses 5.23, fica clara a ordem mencionada pelo apóstolo: espírito, alma e corpo. A palavra todo, do grego holokleron, significa completude em todas as partes: “... e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis”.

Não obstante haver ordem de prioridades - espírito, alma e corpo -, o último elemento citado não pode ser desvalorizado (2 Co 8, 9). Observe que a carne (gr. soma, e não a natureza pecaminosa, gr. sarx) ou corpo humano também deve ser “conservado irrepreensível para a vinda (parousia) de nosso Senhor” (1 Ts 5.23, grifo nosso), e não somente o espírito e a alma. 

Ademais, Cristo ressuscitou com o mesmo corpo em que estava antes de morrer (Lc 24.39). Contudo, vale ressaltar que o corpo de Jesus foi glorificado (Fl 3.21; At 1.9-11; 1 Co 15.42-44), sendo Ele “as primícias dos que dormem” (1 Co 15.20).

A carne, no sentido de natureza decaída, deve ser morta pelo crente: “Mortificai... os vossos membros que estão sobre a terra” (Cl 3.5). O apóstolo Paulo também disse que “o nosso velho homem foi com ele [Cristo] crucificado...” (Rm 6.6, grifo meu).

Sobre a natureza pecaminosa, William M. Greathouse cita Godet: “[a]... natureza humana como ficou pelo pecado daquele em quem originalmente estava concentrado, reaparecendo em cada ego humano que venha ao mundo sob o domínio do amor próprio, o que foi determinado pela transgressão primitiva” (Comentário Bíblico Beacon, vol.8, CPAD, pág. 95).

O corpo (gr. soma) não foi feito para o pecado, senão para a santidade e glória de Deus (Gn 1. 26, 27; 2.7; 1 Co 6.18; 1 Ts 4.3-5). Bem diferente do que muitos liberalistas carnais pensam, não é mesmo?

Portanto, “quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que honesto, tudo o que justo, tudo o que puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4.8).

Em Cristo Jesus,

JPMS


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