quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A importância de ler a Bíblia com a congregação


Segundo Jesus, ninguém pode experimentar realmente o poder de Deus sem conhecer as Escrituras (Mt 22.29). Em Oseias 4.6, o Senhor disse que o Seu povo, de então, "foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento". Será que essas duas declarações não são o bastante para fomentar uma busca mais aprofundada pela leitura participativa da Palavra de Deus entre os Seus filhos?

Já estive em alguns cultos, nos quais a Palavra, gritantemente, foi alheada dos ouvintes. O "pregador" fez de tudo para agradar o povo, mas nada para contentar Deus! Já estou cheio de artificialismos baratos dentro das nossas igrejas! Sem a ministração pura das Escrituras, não há resultados positivos. Uma igreja pode estar cheia numericamente, sem, contudo, estar repleta da Palavra no coração.

A despeito de ser jovem, estou cansado de ouvir os recebas (ocos e destituídos de edificação) durante algumas reuniões cristãs. Esses que dizem isso, não têm o mínimo interesse de homenagear o Dono da festa que, conforme as Escrituras, deve ser exaltado: Digno és, Senhor,de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas" (Ap 4.11). Não devemos dizer o que Ele não mandou (Jr 23.28).

O irmão Paulo, ao aconselhar o seu filho na fé, Timóteo, disse: "Persite em ler, exortar e ensinar" (1 Tm 4.13). Este mesmo verso, na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), diz: "Dedique-se à leitura em público das Escrituras Sagradas, à pregação do evangelho e ao ensino cristão".

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Aprendendo com Maria num mundo de Marta

Recentemente, estávamos lendo e meditando acerca das atitudes de Marta e Maria, quando Cristo as visitou. Pudemos constatar um contraste intenso entre os seus comportamentos e intenções diante de Jesus. Portanto, gostaria de compartilhar, em forma de sermão, o texto que trata da passagem (Lc 10.38-42). 


Marta

1.   Recebe Jesus em sua casa (v.38);

2.  Desprezou o ensino de Jesus (v.39);

3. Apesar de receber Jesus, colocou-o em segundo plano: “... andava distraída em muitos serviços” (v.40, 41; Mt 6.31, 32; Fl 4.6);

4. Estava mais preocupada com o exterior (aparência) do que com o interior (alma e espírito): “... agitava-se de um lado para o outro, ocupada em muitos serviços” (v.40, ARA; Mt 6.33; Jo 6.27);

5. Além de estar apenas pensando nas coisas terrenas, queria que a sua irmã fizesse o mesmo: “... não te importas que minha irmã me deixe servir, só? Dize-lhe, pois, que me ajude” (v.40; Jó 2.8, 9);

6. Foi advertida por Jesus: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas” (v.41; Pv 3.11; 4.1, 13; 6.23; 8.10, 33);

7.  Escolheu a “pior parte” (v.42);

Maria

1. Soube diferenciar o primário (o mais importante) do secundário (o menos importante): “... assentando-se também” (v.39);

2. Deu atenção total à presença de Jesus: “... assentando-se aos pés de Jesus” (v.38; Jo 13.25; Mt 8.1; 12.15; );

3.  Preocupou-se, antes de tudo, com as coisas espirituais: “... ouvia a sua palavra” (v.39; Sl 119.97, 103, 111, 112; Cl 3.1-3; Mt 6.33; Sl 73.25, 26; 2 Tm 4.6-8);

4.   Estava tranquila e perseverante na presença de Jesus, ou seja, não se deixou levar pela agitação de Marta: “... assentando-se... aos pés de Jesus” (v.39; 1 Pe 5.6, 7);

5.  Escolheu a melhor parte [a parte honrada de uma festividade]: “Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (v.42)

Tudo o que fazemos para o Senhor nem sempre é completamente certo, mesmo que tenhamos a mais sincera das intenções. Cabe-nos pedir a perfeita aprovação de Deus em todos os nossos empreendimentos: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

João Paulo M.de Souza

sábado, 15 de outubro de 2011

Qual o seu exemplo de pregador e pregação? Os animadores de auditórios ou Jesus Cristo, o Mestre por excelência?


Cada pregador tem seu estilo próprio, porém existem aqueles "aventureiros" que não se contentam com a naturalidade da pregação e são insensíveis à maneira peculiar das exemplares prédicas de Cristo (Mt 5, 6) e de seus vocacionados (Ef 4.11). É imprescindível imitarmos Jesus (Jo 13.15), e útil e produtivo nos espelharmos em homens, desde que estes andem como Jesus andou (1 Jo 2.6; 1 Co 11.1), mas, procurarmos imitar os animadores de auditório, aqueles que adoram ver o povo glorificar mecanicamente a Deus, isto é, induzidos pela pura emoção humana, é deprimente, não acha?

Tenho a ligeira impressão de que esses pregadores-faísca não cultivam nenhuma comunhão profunda com Deus; durante suas mensagens, eles pulam, batem palma, rodopiam, correm na tribuna, rangem feito animais ferozes etc, no entanto, não falam "de Deus na presença de Deus" (2 Co 2.17). No final, nada acontece. Tudo isso não passa de marketing ou estratégia para angariar a simpatia dos desavisados de plantão. Nessas reuniões, o povo sai sem o Pasto Verdejante (Sl 23.2), desensinadas e despreparadas espiritualmente (Mt 22.29).

O que a Palavra ensina-nos é que devemos estar preparados diante do Senhor: "Procura apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Tm 2.15). O apóstolo Paulo disse a Timóteo: "... pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes com toda longanimidade e doutrina... sê sóbrio em tudo... faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério" (2 Tm 4.2, 5). Neste versículo, é notória a realidade de que os servos de Deus devem manter uma regularidade na vida cristã, no ministério (genérico) recebido (1 Pe 1.15). Aos pregadores, Paulo diz: "Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina" (Tt 2.1). 

O nosso maior exemplo de pregador e pregação é Jesus Cristo, o Mestre por excelência (Jo 13.15; 1 Jo 2.6). Ele, enquanto encarnado, falava magistralmente, de modo que os ouvintes ficavam pasmados diante de tanta sabedoria: "... Nunca homem algum falou como este homem" (Jo 6.46). Com apenas doze anos de idade, Jesus maravilhou os doutores da Lei: "E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas" (Lc 2.47). De fato, Cristo é incoparável (1 Co 1.31; Mt 8.16; Lc 5.5). Por que não desatendermos aos manipuladores de púlpito e  imitarmos somente a Cristo? Ele continua o mesmo: "Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente" (Hb13.8).

Em Cristo, o Pregador dos pregadores,

João Paulo M. de Souza 


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"Nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei"

No meio evangélico de hoje, não faltam pessoas que se autodenominem isso ou aquilo. Dizem algumas delas: "Eu sou o missionário fulano de tal!". E outras dizem: "Eu sou pastor sicrano!". E ainda outras: "Eu fui chamado (a) para arrebanhar multidões!" Porém, quando analisamos a vida desses "abençoados", à luz da Bíblia, constatamos que eles querem simplesmente obter status, fama e o dinheiro do povo (Mt 7.20). Eles não gastam tempo em oração, nem têm prazer em ler as Escrituras, tampouco amam a Deus.

Dias atrás, ouvi um "pregador" famoso dizer que já havia lido mais de quinhentos livros de Teologia (Lc 18.14). O interessante é que, apesar de supostamente ter lido todos esses volumes, não aprendeu a ensinar coerentemente o povo de Deus, pois vive vomitando heresias de perdição (2 Pe 2.1) no Brasil e fora do país. E, ainda por cima, não perde a oportunidade de alfinetar, por meio de suas heréticas e vociferantes pregações, os seus desafetos.

Outro "pregador" falou que Deus usou galinhas em línguas estranhas. Quem já se viu um animal irracional ser usado nos santos dons do Espírito! Isso é blasfêmia! O Espírito de Deus não habita em bichos ou animais, mas somente em pessoas, nos que recebem Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas (Jo 1.12; 1 Co 12, 14), e vivem e andam no Espírito (Gl 5.25).

Observemos o que diz Deus a respeito dos falsos arautos que vivem semeando misérias entre o seu povo: "Os profetas profetizam falsamente em meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e advinhação, e vaidade, e o engano do seu coração são o que eles vos profetizam" (Jr 14.14).

João Paulo M. de Souza

Se o que pregam, vivessem, as coisas seriam bem diferentes


No tempo de hoje, por que é tão raro encontrar alguém como Jesus - "manso e humilde de coração" (Mt 11.29) -, e que fale sempre a verdade (Jo 14.6). Por que é que pessoas de destaque e bem vestidas pregam uma coisa e, lamuriantemente, acabam por viver de outra maneira? Desdizem o que dizem pelas próprias ações, vindo a nós outros com rostinhos inocentes, parecendo inofensivas e afáveis. Blandícias são o seu instrumento predileto (Pv 1.10), e a sua aparência é enganosa (2 Co 11.14, 15).

Muitas delas pregam sermões interessantes. Mas o teor de suas prédicas dão às costas às sua práticas. São ministrações exegeticamente corretas - puramente objeto de manobra -, porque se não pregarem corretamente, a situação fica ainda mais preta! Onde fica Esdras 7.10 no coração desses "eruditos"? O escriba da corte de Judá "tinha preparado o seu coração para bucar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus direitos". No entanto, hoje, o que acontece é que alguns influentes evangélicos ignoram o "viver" a Palavra de Deus: "Esdras tinha preparado o seu coração para... cumprir" (Ed 7.10).

Os mais pobres ou os que têm poder aquisitivo menos expressivo são depreciados nalgumas reuniões cristãs: "Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com vestes preciosas, e entrar também algum pobre com sórdida vestimenta, e atentardes para o que traz a veste preciosa e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui, num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé ou assenta-te abaixo do meu estrado, porventura não fizestes distinção dentro de vós mesmos e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?" (Tg 2.1-4).

Andemos como Jesus (1 Jo 2.6); pensemos como Ele (1 Co 2.16); preguemos e ensinemos "como" Ele (Mt 7.28, 29); perdoemos como nos foi mandado (Mt 6.14); amemos, de coração, o próximo (Mt 5.44); sirvamos a Deus sem malícia, sem engano, sem fingimento, sem inveja, sem murmurações (2 Pe 2.1); oremos sempre (Ef 6.18); desejemos a Palavra (2 Pe 2.2); anelemos, ininterruptamente, o Céu (Ap 22.20)!

Maranata!

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Não entristeçais o Espírito Santo de Deus


O Espírito Santo é Deus (Sl 139.7). A despeito de ser Deus, Ele  comunga com os que aceitam Jesus Cristo (Jo 1.12), habitando neles (Rm 8.9). No entanto, como possui pessoalidade, entristece-se com os pecados de seus amados (Ef 4.30).

Na verdade, quantos não entristecem o Espírito Santo? Existem aqueles que o "traem" através da falta de compreensão de Sua divindade; outros, por negarem obediência à Palavra de Deus. Num culto, por exemplo, quantos não passam o tempo todo conversando com seus pares, desprezando a presença do Santo Consolador.

Cotidianamente, se resistirmos ao Espírito, sem dúvida, sofreremos o Seu afastamento, que, consequentemente, proporcionará Sua "extinção" em nosso ser (1 Ts 5.19).

Diante disso, vigiemos, para não sermos achados sem a presença do Divino Consolador. Ele é o único que convence "o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo" (Jo 16.8).

João Paulo M. de Souza