quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pedro é a suma autoridade da Igreja?


Hoje, segundo o calendário, é dia de comemorar "Pedro". Segundo os líderes e fiéis de certa igreja, Pedro foi o primeiro papa, e, juntamente com João, fundou a Igreja. Segundo eles, o apóstolo de Jesus exerceu seu pontificado entre os anos 30 e 67 depois de Cristo; também é considerado como sendo o primeiro bispo de Roma, a despeito de não existir nenhuma comprovação histórica disto. O título de papa foi lhe dado cerca de dois séculos depois.

Segundo a Bíblia Sagrada, fonte inequívoca da verdade e única regra de fé e prática dos genuínos servos de Cristo, Pedro não foi o fundador da Igreja. A Igreja nunca foi fundada por homem algum! Ela tem como instituidor o próprio Deus. De acordo com as Sagradas Escrituras, Jesus é o único Fundador!

A Bíblia de Estudo Pentecostal, lançada pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus, página 1421, comenta Mateus 16.18:

"O significado  desta passagem é que Cristo edificará a sua igreja sobre a verdade da confissão feita por Pedro e os demais discípulos, i. e., que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus vivo (v.16; At 3.13-26). Jesus emprega um trocadilho. Ele chama seu discípulo de 'Pedro'(gr. Petros, que significa uma pedra pequena). A seguir, Ele diz: 'Sobre esta pedra (gr. petra, que significa uma grande pedra maçiça ou rochedo) edificarei a minha igreja', i. e., sobre a confissão feita por Pedro.
    (1) É Jesus Cristo que é a pedra, i. e., o único e grande alicerce (1 Co 3.11). Pedro declara que Jesus é a 'pedra viva... eleita e preciosa... a pedra que os edificadores reprovaram (1 Pe 2.4, 6, 7; At 4.11). Pedro e os demais discípulos são 'pedras vivas', como parte da estrutura da casa espiritual (a igreja) que Deus está edificando (1 Pe 2.5).
   (2) Em lugar nenhum as Escrituras declaram que Pedro seria a autoridade suprema e infalível sobre todos os demais discípulos (cf. At 15; Gl 2.11). Nem está dito, também, na Bíblia que Pedro teria sucessores infalíveis, representantes de Cristo e cabeças da igreja. Tais ideias são injunções do homem e não a verdade das Escrituras".

Claramente, vê-se imposições humanas sobre os fiéis dessa igreja, que, por não entederem as evidências bíblicas, acabam aceitando normalmente "verdades" irreais. 

No tocante a Pedro, a Bíblia narra um fato para o qual os líderes dessa igreja deveriam atentar, bem como praticar. Em Mateus 8.14, fala que Pedro tinha sogra! No entanto, os líderes dessa igreja, vivem em estado celibatário! Na verdade, alguns é que vivem, visto os escândalos sexuais que eclodem por aí. Que contradição!

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza 

domingo, 26 de junho de 2011

É tempo de buscar a face de Deus


Muitos, pela gula por milagres, curas, status e espúrias prosperidades, abandonaram ou nunca buscaram conhecer Deus verdadeiramente (Os 6.3). Para eles, estar bem de saúde e financeiramente já é bom negócio, mesmo que estejam em pecado.

Diferentemente desses, os sinceros têm, ininterruptamente, a vontade de agradar ao Senhor que os resgatou (Sl 40.8; At 3.1; Sl 24.4, 6).

Nosso maior desejo é que possamos, sempre, ter fome e sede de Deus insaciáveis!

Aleluia!

João Paulo M. de Souza

Salmo 101.1-4

Cantarei a misericórdia e o juízo; a ti, SENHOR, cantarei.

Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero.

Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim.

Um coração perverso se apartará de mim; não conhecerei o homem mau.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Guardar mágoas traz prejuízos à saúde de nossa alma

Na última postagem deste blog, achamos por bem publicar um artigo de uma psicóloga, que discorreu sobre os prejuízos que a mágoa pode trazer ao corpo humano. Neste, tratarei de falar, sucintamente, acerca da mágoa em relação à alma, alertando à luz da Bíblia quanto aos danos causados por esse sentimento.

O escritor aos Hebreus admoesta os irmãos a serem solícitos quanto a graça divina: "Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem" (Hb 12.15). Aqui, fica bem claro o perigo que é a mágoa no coração de uma pessoa, e de que os seus prejuízos são terríveis. A vontade de Deus é que sigamos "a paz com todos" (Hb 12.14). 

Na vida, passamos por momentos desafiadores, nos quais somos tentados a fazermos o que desagrada a Deus. Mas, à semelhança de Abraão, sejamos sábios: "E houve contenda entre os pastores do gado de Abraão e os pastores do gado de Ló... E disse Abraão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos. Então... partiu Ló para o Oriente" (Gn 13.7, 11).

Em Deus,

João Paulo M. de Souza

Guardar mágoas traz prejuízos à saúde de nosso corpo

Quando alguém nos desaponta, nos fere, quando perdemos algo importante ou sofremos alguma injustiça, a raiva e a indignação são sentimentos normais, mas o problema é quando esses sentimentos se transformam em mágoa e amargura. No livro "O poder do perdão", o psiquiatra americano Fred Luskin, apresenta a sua experiência e estudos sobre esse tema. Ele demonstra que o processo de perdoar pode ser treinado e desenvolvido. Ele utiliza a metáfora de um aeroporto, que está com o tráfego aéreo congestionado, para explicar como fica a mente de uma pessoa, sobrecarregada pelas mágoas. Cada avião que está no ar é comparado a uma mágoa, que enquanto não pousa, fica exigindo energia e exaurindo os seus recursos. 
"Quando guardamos mágoas, o nosso cérebro produz substâncias químicas e hormônios ligados ao estresse, que limitam as nossas ações e prejudicam nosso bem-estar"
Quando guardamos uma mágoa e pensamos na dor que sofremos, o cérebro reage como se estivéssemos em perigo naquele momento. Ele produz substâncias químicas ligadas ao estresse, que limitam as nossas ações. A parte pensante do cérebro fica limitada, é quando agimos sem pensar para nos livrarmos da sensação de perigo.

Portanto, a mágoa consome muita energia, pois cada vez que contamos o que aconteceu, os mesmos sentimentos são desencadeados. O cérebro não sabe distinguir se aquela traição ou agressão aconteceu agora ou há três anos.

Assim como escolhemos o canal de TV que queremos assistir, também podemos aprender a escolher qual o "canal" que estará passando na nossa mente. Podemos escolher pensar no quanto fomos vítimas, o quanto fomos machucados, e com isso perpetuar o nosso sofrimento ou podemos escolher pensar no quanto fomos fortes para sobreviver ao que aconteceu e mudar o nosso foco. Não significa que devamos passar por cima da tristeza, da dor e da raiva que sentimos, mas precisamos aprender que existe um tempo para esses sentimentos.

Uma forma de mudarmos o "canal" da nossa mente é pensar em como podemos mudar a história da nossa dor. Qual a história que contamos para nós mesmos sobre o que nos aconteceu?

Relembrar o fato, falar disso inúmeras vezes, ficar no lugar de "vítimas" dentro da história que contamos, nos dá a sensação de que o sofrimento que passamos não será esquecido e que se e abandonarmos esse lugar, quem nos fez sofrer ficará liberado de pagar pelo que fez. Mas, conservar a mágoa, nos mantém ligados de forma ineficaz à pessoa que nos fez sofrer.

O outro provavelmente não está sofrendo, nem mais e nem menos, só porque mantemos a mágoa dentro de nós.

Cada vez que contamos a história da nossa dor, ressaltando o quanto fomos vitimas daquela pessoa e enfatizando o quanto ela foi cruel conosco, continuamos dando poder a ela. Ficamos presos num papel que não deveria ser mais o nosso. Precisamos ultrapassar esse momento, precisamos nos curar.

Que tal parar um pouco e reformular a história da nossa dor? Sem forçar acontecimentos ou inocentar ninguém, mas colocando um foco nas nossas atitudes, no que fizemos e podemos fazer de construtivo diante do que aconteceu. 

Por: Dr. Miriam Barros


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Os dois caminhos, o da morte e o da Vida


Estive pensando sobre a importância das escolhas que fazemos e, consequentemente, fui ciceroneado pelo Espírito a meditar em Mt 7.13, 14, onde são descritas duas portas, a estreita e a larga. Nesse ínterim, fiquei muito consternado por saber que muitas pessoas tomaram caminhos mortais (Mt 27.1-5; At 5.1-5); outras, estão em  rumos difíceis; e, ainda outras, permanecem indecisas. Em contrapartida, consolei-me em saber de que ainda existem pessoas andando na vereda certa, no caminho da vida (Jo 14.6).

O Mestre orienta: "Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição". Larga é a porta dos prazeres mundanos. Quem passa por ela experimenta o engodo do pecado: 

"Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência" . Quanto ao ímpio, as suas iniquidades o prenderão, e, com as cordas do seu pecado, será detido. Ele morrerá, porque sem correção andou, e, pelo excesso da sua loucura, andará errado" (1 Jo 2.16, 17; Pv 5.22, 23).

Outrossim, conforme corrobora as Escrituras, "há caminho que ao homem parece direito, mais o fim dele são os caminhos da morte" (Pv 14.12). Por isso, não querendo que a humanidade se perca, disse Jesus: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens" (Jo 10.9).

Essa porta estreita e esse caminho apertado (Mt 7.14) conduzem à Vida (Jo 14.6). Ao contrário da porta larga, que, infelizmente, "muitos são os que entram por ela" (Mt 7.13).

A "portinha" de Jesus é o único acesso ao Céu (Jo 10.9, 10; Jo 14.6). Observe o que disse Paulo, que escolheu entrar por ela" e palmilhar no apertado caminho de Jesus: 

"Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos que amarem a sua vinda" (2 Tm 4.6-8, grifo meu).

Caminhando pelo Caminho Estreito,

João Paulo M. de Souza

domingo, 19 de junho de 2011

Eu digo NÂO ao show gospel! E você?

É bonito cantar “Acabe o show, restaura o louvor”. Mas os próprios adoradores-astros que dizem isso são os primeiros a incentivarem os shows, confundindo-os com os cultos a Deus.

Há algum tempo, fazíamos questão de distinguir culto de show. Hoje, graças aos tais adoradores-astros ou cantores-ídolos, empregamos um termo pelo outro com a maior naturalidade. No vídeo abaixo vemos um culto (culto?) evangélico (evangélico?), quer dizer, um show (show?) mundano (mundano?). Não sei exatamente como descrevê-lo. Vemos um palco, cantores e músicos agindo como astros, parafernália musical, plateia animada e irreverente, luzes coloridas, danças e alguém famoso andando como um animal quadrúpede...



Num outro vídeo, vemos um show (show?) mundano (mundano? Sei lá!). As características acima se repetem: palco, cantores e músicos agindo como astros, parafernália musical, platéia animada e irreverente, luzes coloridas, danças e alguém um pouco mais (quer dizer, bem mais) famoso andando como um animal quadrúpede...


 
Quase todos os elementos do culto (culto?), quer dizer show mundano (mundano?), estavam no show evangélico (evangélico?), quer dizer culto... Ih, agora não sei mais onde começa um e termina o outro! Meu Deus, onde isso vai parar?!

Há algum tempo, certo repórter de TV referiu-se a um culto (culto?) evangélico (evangélico?) da seguinte forma, enquanto o cinegrafista mostrava jovens vestidos exoticamente: “Você pensa que essa multidão veio assistir um show dos Guns’n’Roses? Não, eles vão participar de um culto evangélico!”

Que de fato acabe o show! Por quê? Porque culto a Deus significa adorar ao Senhor em espírito e em verdade, apresentando-se a Ele, e somente a Ele. E show denota receber glória dos homens, apresentando-se a uma plateia eufórica de fãs (como se vê na foto acima). Show significa dar às pessoas o que elas querem: a satisfação da carne. Culto significa dar a Deus o que lhe pertence: todo o louvor.

Eu digo NÃO ao show gospel! E você?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Confia no SENHOR de todo o teu coração

Fascino-me com tudo o que a Bíblia diz. Indubitavelmente, Ela é a única fonte de consolo, de alegria, de prazer, de ensino, de vida, de eternidade etc. para o ser humano. Todos os seus singulares 66 livros trazem sabedoria sem igual, e quem acredita piamente na Sua veracidade não fica a mercê do engano. Deus, pela Sua Palavra, as Santas Escrituras, fala conosco. 

Nesta postagem, gostaria de discorrer, sucintamente, acerca de Provérbios 3.5, inaugurando mais uma seção em nosso blog - Aprendendo com o livro de Provérbios.

"Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento" (Pv 3.5)

"Confia no SENHOR de todo o coração". No livro do profeta Jeremias, Deus diz: "Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jr 17.5). Herodes não confiou em Deus. Consequentemente, o seu fim foi trágico (At 12.21-23). Diferentemente, Davi confiou somente no seu Senhor, e a batalha contra o gigante golias tornou-se possível de ser vencida (1 Sm 17.45, 50). Assim como Davi, devemos confiar plenamente no Todo-Poderoso: "Ora, Àquele que é Poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera" (Ef 3.20).

"Não te estribes no teu próprio entendimento". "Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas" (Jr 9.23). Sabedoria, força e riqueza são bens preciosos para quem deles desfruta; no entanto, para Deus, isso não significa nada. Deus não é o homem, que pode embaraçar-se com presentes (Pv 19.6). Diz o Senhor: "Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR" (Jr 9.24). Portanto, "não erreis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação" (Tg 1.16, 17).

Em Deus,

João Paulo M. de Souza


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo


Há quem diga que ser um verdadeiro cristão é fácil. Por outro lado, existem aqueles que discordam dessa declaração. Eu prefiro ficar com o segundo modo de pensar. Na verdade, não é nada fácil ser discípulo de Jesus Cristo (Mt 8.20). Em compensação, nada se compara ao andar ao lado dEle, ouvindo as suas inefáveis palavras em meio a oscilantes momentos (Mt 5.1, 2; Lc 5.5, 6; Mt 9.9). 

Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9.23). Este versículo fala aos nossos corações? Acredito que sim! O Mestre deixa bem claro que se qualquer pessoa quiser segui-lo, deve negar-se a si mesmo. Negar a si mesmo é sacrificante, difícil e penoso, mas a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). 

Em Tiago 1.12, está escrito: "Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam".  Se Cristo não tivesse suportado a cruz, onde estaríamos agora? Mas Ele, "pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus" (Hb 12.2).

Nosso Cristo também falou que os seus genuínos servos tomariam a "cruz" de cada dia. A cruz, na época bíblica, era símbolo de ignomínia ou desonra, por isso que em Hebreus 12.2 fala que Jesus a suportou, aguentando as afrontas. Em 1 Co 1.18, diz: "Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem". Contudo, a segunda parte deste mesmo verso atesta: "... mas, para nós, que somos salvos, é o poder de Deus". 

Apesar das afrontas por parte dos cegos espirituais (2 Co 4.4), continuemos proclamando as virtudes do Madeiro: perdão, cura, amor, salvação, justiça, purificação, regeneração, eternidade...

Por graça divina,

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 14 de junho de 2011

Vivendo na sabedoria


 Em breve, o editor deste blog estará criando mais uma seção de ensino e reflexão. Contamos com as vossas orações (1 Ts 5.25).


Pela causa do Mestre,

João Paulo M. de Souza

domingo, 5 de junho de 2011

Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne

Lendo e meditando um pouco em Gálatas 5.16, 17, descobri realidades e verdades importantatíssimas. O texto é bastante revelador, e traz à tona a verdade da luta do Espírito contra a carne. O que me fascina nisso tudo, é o fato de nós, seres humanos, termos apenas duas alternativas: andar com Deus ou andar sob a influência terrível dos desejos pecaminosos.

O apóstolo Paulo testifica que, se andarmos em Espírito, não cumpriremos a concupiscência da carne - volição desenfreada (v.16). Andar com Deus é estarmos, sem reservas, sob as orientações dEle e sujeitos à sua direção divina. Abraão é um grande exemplo a ser infocado: "Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã" (Gn 12.1, 4). Apesar de seus erros, Abraão foi lembrado como um homem espiritual e cheio de fé (Rm 4.3; Hb 11.8).

Diz a Bíblia que "a carne cobiça [milita] contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis" (v.17). Fica patente a verdade de que não podemos fazer a nossa própria vontade, ou seja, não temos uma terceira opção. Se formos submissos ao Espírito, agradaremos a Deus (Ap 2.29); se formos subalternos da carne, agradaremos ao "príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência" (Ef 2.2).

Diante do exposto, abraço o que o doutor dos gentios declara: "E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos em Espírito" (Gl 5.24, 25). Lembremo-nos de cultivarmos o caráter de Jesus (Gl 5.22, 23).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza





quarta-feira, 1 de junho de 2011

São bem-aventurados os que trilham o caminho da Palavra de Deus


“Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do SENHOR” (Sl 119.1)
   
Quando perscrutamos os principais aspectos relacionados à vida espiritual, descobrimos que os verdadeiros santificados amam as Escrituras Sagradas, e são bem-aventurados pelo Senhor. Para eles, a bem-aventurança é um presente divino (Ne 8.10). Diz o salmista Davi: “Alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria. Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é JEOVÁ; exultai diante dele” (Sl 68.3, 4).    
     
Trilhar caminhos retos significa andar de acordo com a reta justiça (Pv 16.13; 31.9; Jo 7.24). No verso abordado, a afirmação do escritor serve de ensino para o consulente atento. A causa que o leva a aconselhar com maestria é o grau de primazia que a Palavra de Deus ocupa em sua vida. Os seus passos são direitos e firmes. Claramente, podemos depreender que Deus reserva caminhos inculpáveis para os seus santos (Sl 11.7).
     
Aqueles que andam na Lei (hb. Torah) do SENHOR têm gozo na alma e direção celestial na vida. Quem ama a Palavra caminha com o próprio Deus (Gn 5.22, 24; 6.8, 9; Ed 7.10). Diante dessas verdades, entendemos ser o caminho da Palavra o eficaz promotor da vida, da irrepreensibilidade e da genuína felicidade (Js 1.7-9; Jo 1.47; Sl 32.2). “É bem-aventurado o varão que... tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1.1, 2; cf. Jó 1.1; Dn 1.8; 1 Jo 2.6; Nm 12.7; Mt 27.19; Is 53.9; 1 Pe 2.21). Ele “será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará” (Sl 1.3).
     
Deus promete derramar as suas incontáveis bençãos sobre as nossas vidas. Se o buscarmos no substancial ensino da Palavra, seremos muito abençoados (Jr 29.13; Is 34.16; 55.6; Mc 12.37; Ed 7.10). Fica claro que a religião verdadeira não é insensível nem improdutiva, ela tem suas valiosas virtudes em Deus (Tg 1.27). Por conseguinte, a perfeita alegria fundamenta-se na pureza de nosso caminho, na observância dos ensinos divinos e no amor do Pai celestial para conosco (1 Pe 1.16; Ap 1.3; Sl 1.2; 2 Co 13.13).

Em Cristo Jesus,

João Paulo M. de Souza