segunda-feira, 16 de maio de 2011

Verdades preponderantes à vida triunfante em Cristo

“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1 Co 1.10).


“Digais todos uma mesma coisa”. Dizer a mesma coisa implica na comunhão e lealdade de uns para com os outros. Onde há unidade, as tensões e as fofocas não encontram lugar para operar – a concordância impera e os projetos vigam. Quando todos procuram andar em sinceridade, o Diabo é envergonhado, pois o seu maior prazer é proporcionar desequilíbrio e destruição no meio do povo de Deus (Jo 8.44; 10.10; 1 Jo 3.8). Atetemos para o que Jesus falou: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29). 

“Não haja entre vós dissensão”. O termo dissensão (gr. schismata) significa “fenda”, “fissura”, ou “divisão”. Esse vocábulo pode ser visto em Mateus 9.16, onde é citado para descrever um rasgo ou rotura em uma veste velha. Essa mesma palavra, em João 7.43, é aplicada em relação às divergências de opiniões do povo acerca do Mestre: “Assim, entre o povo havia dissensão por causa dele”. Portanto, numa comunidade cristã onde essa praga não tem lugar para ficar, tudo flui bem, a paz de Cristo reina perfeitamente. Orienta-nos Paulo: “Segui a paz com todos” (Hb 12.14). Pontua o mesmo apóstolo: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Fl 2.3). 

“Sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer”. Existe o ditado de que “a união faz a força” e, em certo modo, esta assertiva tem um cunho de verdade. O nosso Deus é um Deus Trino: Pai, Filho e Espírito Santo. Os três são um: “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra [Jesus] e o Espírito Santo; e estes três são um” (1 Jo 5.7, grifo nosso). Tendo Deus como primacial exemplo, nós devemos, sem reservas, imitá-lo (Ef 5.1). O trecho do verso em destaque transmite a verdade de que devemos chegar ao entendimento correto das coisas e a unidade de opinião, ou parecer. Neste sentido, a Igreja Primitiva foi modelar (At 1.14; 2.1; 4.31; 12.12; 15.25).

Em Jesus Cristo,

João Paulo M. de Souza

O perfil dos ensinadores fraudulentos no meio do povo evangélico


Deus tem os seus ungidos, e, por meio dos tais, ensina à sua Igreja. Por esse motivo, “Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente” (Ef 4.11-14). Estes homens defraudadores não possuem nenhuma pena ou escrúpulo pelo rebanho de Deus - são lobo crueis (At 20.29).
Em Ezequiel 34.1-10, 21, podemos encontrar um perfil deles. Esse texto nos ensina a identificar os enganadores infiltrados no meio evangélico:
“E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize aos pastores: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e degolais o cevado; mas não apascentai as ovelhas. A fraca não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim, espalharam-se, por não haver pastor, e ficaram para pasto de todas as feras do campo, porquanto se espalharam. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procure, nem quem as busque. Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR: Vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, visto que as minhas ovelhas foram entregues à rapina e vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuram as minhas ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas, portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu estou contra os pastores e demandarei as minhas ovelhas da sua mão; e eles deixarão de apascentar as ovelhas e não se apascentarão a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e lhes não servirão mais de pasto. Visto como, com o lado e com o ombro, dais empurrões e, com as vossas pontas, escorneais todas as fracas, até que as esplalhais para fora”.
O texto acima mostra-nos, claramente, algumas inescrupulosas características daqueles que enganam os incautos ou desavisados e mercadejam a Palavra de Deus (2 Co 2.17). Esses enganadores “apascentam-se a si mesmos”, “comem da gordura” (do dinheiro do povo), fartam-se dos bens das pessoas, construindo mansões dignas de príncipes árabes.  Não falam de Cristo com sinceridade (2 Co 2.17); não rejeitam “as coisas que, por vergonha, se ocultam (2 Co 4.2); pregam por inveja e porfia, “com contenção, não puramente”  (Fl 1.15, 16); são contendeiros natos, vangloriando-se do que fazem (Fl 2.3); maliciosos, falsários, fingidos, ciumentos e murmuradores terríveis (1 Pe 2.1). Vede outros textos correlatos (1 Co 5.8; Ef 4.31; 2 Pe 2).
Tenhamos muito cuidado com os títulos que eles carregam. Apredamos de uma vez por todas: o título que uma pessoa possui não é exatamente o seu caráter (Mt 23.27). Infelizmente, muitos se autodenominam “isso ou aquilo”, entretanto, as suas obras (frutos) o denunciam: “Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas de espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16, 17, 20).
Em Cristo,
JPMS

A história de Caim e Abel


Todas as hitórias da Bíblia são fascinantes. Do livro de Gênesis ao de Apocalipse, as Escrituras mostram fatos genuínos e incontestáveis para os cristãos. Dentre essas histórias, gostaria de assinalar a de Caim e Abel, filhos de Adão e Eva. Do comportamento de ambos, podemos observar bons, mas também maus exemplos (Gn 4). 


Caim foi reprovado: “Para Caim e para a sua oferta não atentou” (v.5). Por que ele foi desprezado? Podemos entender que, antes que a sua oferta fosse averiguada, o Senhor o examinou: “Para Caim e para a sua oferta” (v.5). Certamente, Deus sabia do seu coração perverso: “E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante” (v.5; cf. Gl 5.20, 21). O resultado de seu descontrole foi o assassinato de seu irmão Abel: “... estando eles no campo, levantou-se Caim contra o seu irmão Abel e o matou” (v.8).


Abel, o segundo filho de Adão, destacou-se positivamente. Foi um pastor de ovelhas (v.2); agradava a Deus em tudo: “... e atentou Deus para Abel e para a sua oferta” (v.4). Abel era uma oferta viva diante do Senhor (Rm 12.1, 2); sua vida íntegra e repleta de humildade deixava Deus alegre (Ef 4.30). Dele, está escrito em Hebreus: “ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons” (11.4).


Em suma, eles eram bastante diferentes, sobretudo em suas personalidades. Portanto, caro leitor, qual vida gostaria de imitar? A de Caim ou a de Abel? Se a sua resposta "caiu" sobre a vida de Abel, meus parabéns! O leitor está indo certo. Caso respondeu Abel, mas continua com a vida de Caim, eis um ótimo conselho: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não presumais de vós mesmos” (Mt 3.8, 9). Pedro mostra-te outra excelente alternativa: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At 3.19). E Jesus arremata: “... eu vos dei o exemplo... Se sabeis essas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes” (Jo 13.15, 17).


Em Jesus Cristo,


João Paulo M. de Souza