sábado, 23 de abril de 2011

A tentação de Jesus


As Escrituras Sagradas dizem que, após ser batizado por João (Mt 3.13-17), Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt 4.1). O tempo dessa tentação durou quarenta dias (Lc 4.2). “Naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome” (Lc 4.3). Cheio do Consolador (v.1), o Filho de Deus estava preparado para receber as duras investidas satânicas.
Podemos encontrar essa narrativa nos três primeiros livros do Novo Testamento: Mateus, Marcos e Lucas. O segundo livro cita sucintamente (Mc 1.12, 13); já os outros, contam com clareza, muito embora o do médico Lucas sobrepuje um pouco em detalhes o de Mateus (Mt 4.1-11; Lc 4.1-13; 1.1-4). No entanto, tanto num quanto noutro, a veridicidade histórica é incontestável para nós outros, professos da fé cristã.
A despeito de discorrer um pouco sobre alguns fatos importantes acerca do episódio abordado, gostaria de mostrar os textos relacionados com a tentação do Mestre. Todavia, para realçar o segredo da vitória de Cristo nesse combate, haverá alguns grifos propositais nos escritos.
“Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; e chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Novamente, o transportou o diabo a um  monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás. Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram” (Mt 4.1-11).
“E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam” (Mc 1.12, 13).
“E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto. E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome. E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se trasnforme em pão. E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem; mas de toda palavra de Deus. E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás. Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem e que te sustentem nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus. E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo” (Lc 4.1-13).
Jesus utilizou "o que está escrito” para vencer as setas do Diabo. Que precioso exemplo! Logo temos o modelo infalível a seguir – o próprio Cristo. Como Ele teve capacidade de desmoronar as fortalezas sutis de Satanás (Mt 4.11), temos, por meio dEle mesmo, plenas condições de triunfar sobre as ardorosas tentações que enfrentamos (1 Co 15.57; 10.13).
Em Cristo Jesus,
João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Deus vê o coração

As escolhas de Deus são melhores que as dos homens, ainda que elas "pareçam" contraditórias. Falando disso, lembro-me da decisão que o profeta Samuel ia fazer, na casa de Jessé, o belemita. Quando o homem de Deus viu Eliabe, foi logo concluindo:  "Certamente está perante o SENHOR o seu ungido"  (1  Sm 16.6). No entanto, foi repreendido pelo Senhor: "Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração" (v.7).

Apredemos com esse fato  que o homem é falho e pode cometer erros graves. Em contrapartida, Deus nunca falha (Js 23.14), as suas escolhas são certas. "Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são" (1 Co 1.27,28). Alguém pode indagar: "Por que Deus age dessa forma?". Simples: "Para que nenhuma carne se glorie perante ele" (1  Co 1.29).

Em Cristo,

JPMS