quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Alguns bons conselhos de Pedro



O apóstolo Pedro ensina, pelo Espírito, à Igreja um bom caminho. Os bons conselhos que são ministrados pelo homem de Deus são profícuos e dignos de serem levados a sério. Leiamos e meditemos com vagar.

"Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro" (1 Pe 1.22)

Purificando a vossa alma pelo Espírito Santo. O homem só pode ser limpo espiritualmente por intermédio do Espírito de Deus (Jo 20.22). Como a própria expressão de seu nome diz que Ele é Santo, ou seja, puro, os homens podem ser purificados por sua ação. "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Co 3.16).

Obediência à verdade. Todo crente é orientado por Deus a ser verdadeiro (Sl 15). Sem a verdade não existe vitória genuína (Jo 14.6; 15.5). "Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade" (2 Co 13.8). O próprio Cristo disse: "Eu sou a verdade" (Jo 14.6).

Amor fraternal, não fingido. Se o apóstolo diz "não fingido" é porque, no meio do povo cristão, existem pessoas inconversas, pessoas que professam a fé, mas as suas obras não avalizam o que dizem. Observemos o que está escrito em Romanos 12.9: "O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem".

Amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro. Não basta simplesmente amar, devemos amar "ardentemente" os nossos irmão em Cristo. Jesus deixou-nos um difícil, mas possível legado: "Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus" (Mt 5.44).

No Senhor,

João Paulo M. de Souza

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Palavra é manancial de gozo

“Alegrar-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra” (Sl 119.16)

A alegria deliberada do salmista é o resultado de sua penetrante meditação na Palavra do Senhor. Ele diz “alegrar-me-ei”. Em outras palavras: “Não deixarei que a tristeza roube a minha alegria oriunda dos Estatutos de Deus”. Assim sendo, a Palavra é a sua sublime alegria, o seu manancial de gozo perene e digna de ser lembrada por toda vida: “... não me esquecerei da tua palavra”.

Além do mais, o fato de rememorar os regulamentos do Senhor é agradá-lo, porque Ele afeiçoa-se dos que o buscam de todo o coração (Jr 29.13; Tg 4.8). Para tanto, tem-se a ajuda do “outro Consolador”, o Espírito Santo, que habita no interior do crente (Jo 14.16, 17, 26; 1 Jo 2.20, 27; 1 Co 3.16; 6.19).

Em Jesus,

João Paulo M. de Souza


sábado, 19 de fevereiro de 2011

O segredo da oração é a oração em segredo



Em Mateus 6.5, o Senhor Jesus afirmou: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa”. O que Ele quis dizer é que não adianta nada usar de formalismo na oração, se não exprimirmos com sinceridade o que desejamos.

“O segredo da oração é a oração em segredo”. Esta frase não é um mero clichê; ela não faz parte daqueles bordões de autoajuda, repetidos mecanicamente, sem nenhuma eficácia comprovada pela Palavra. O Senhor Jesus foi claro quanto ao valor da oração em segredo: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6.6).

Para orar a sós com Deus, não é necessário estar em montes ou em lugares ermos, sem proteção e segurança. O Senhor Jesus orou em montes e no deserto porque não havia à época templos como os de hoje. Mas Ele foi claro, ao dizer: “A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21.13). E também afirmou: “quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai” (Mt 6.6).

Você precisa de ajuda do alto? Quer que a sua oração seja ouvida? Então, atente também para o que Jesus disse em Mateus 6.7: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos”. Não é pelo muito falar que seremos ouvidos. Elias que o diga. Lembra-se de seu “embate”, por assim dizer, com os profetas de Baal? Ele os desafiou a orarem ao seu falso deus, e ele clamaria ao Senhor Todo-poderoso. E o verdadeiro Deus seria o que respondesse por meio do fogo (1 Rs 18.20-24).

Depois da tentativa frustrada dos profetas de Baal, que falaram, falaram, falaram, “desde a manhã até ao meio-dia”, Elias ironizou: “Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir, e despertará”. E de fato não houve resposta alguma (vv.25-29).

Chegou, então, a vez de Elias orar. Ele restaurou o altar, pondo tudo em ordem, e começou a clamar. Leia pausadamente, em voz alta, e marque o tempo no relógio, só para ter uma ideia de tempo (haja vista o profeta não tenha orado em português): “Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique hoje sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que segundo a tua palavra fiz todas estas cousas. Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, SENHOR, és Deus, e que a ti fizeste retroceder o coração deles” (vv.37,38).

Pronto! Marcou o tempo? Fiz uma leitura pausada, devagar. Tempo: 30 segundos. Agora vamos à resposta a petição de Elias: “Então caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caíram de rosto em terra, e disseram: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (vv.38,39).

Jesus responde sem que precisemos falar muito, na oração: “Deus, o vosso Pai, sabe do que tendes necessidade, antes que lho peçais” (Mt 6.8). Não é pela quantidade de palavras nem pelo tempo de oração que seremos ouvidos, e sim pelo relacionamento de comunhão que temos com Deus.

Quanto tempo durou a oração de Jesus antes da ressurreição de Lázaro? Ligue o cronômetro e leia: “Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste” (Jo 11.41,42). Treze segundos de oração! Mas observe que não houve pedido algum. Jesus não disse: “Pai, por favor, ressuscite Lázaro”. Não! Ele apenas agradeceu ao seu Pai por sempre ouvi-lo.

Não precisamos orar para convencer Deus a nos ajudar. Ele já conhece todas as nossas necessidades antes de começarmos a orar (Sl 139.4; Is 65.24). Fala-se muito, em nossos dias, de “oração forte”, “poder da oração”, etc. Tenho visto telepregadores — ou telenganadores? — dizendo: “Mande a sua oferta, a sua semente, e nós faremos uma oração forte por sua vida”. Mas o que existe de fato é a oração eficaz, aquela que é ouvida, respondida pelo Mestre Jesus Cristo, o Deus Todo-poderoso! E isso ocorre quando a oração está de acordo com o que Ele ensinou.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ele cuida das Suas ovelhinhas

Uma boa parte da sociedade mundial professa a sua fé na criatura. Muitos adoram animais; outros lendas; ainda outros, os homens - reles mortais. Estes, quando em perigo, clamam aos seus deuses, mas estes, por pura impotência diante da oposição, nada podem fazer: não ajudam, não sustentam, tampouco salvam os seus admiradores (Sl 115). Entretanto, eu tenho o Pastor ao meu lado, o Bom Pastor (Sl 23.1; Jo 10.11).

O Pastor que eu adoro não falha; não se esquece dos seus amados. O Seu amor é infinito - causa inefável da salvação de todo aquele que nEle crê (Jo 3.16). Diz a Palavra que o meu Pastor deu a vida pelas suas ovelhas (Jo 10.11). O Bom Pastor é meu! Ele cuida de mim e de ti! (1 Pe 5.7).

Ovelhinha de Cristo,

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O sermão eloquente

Uma boa elaboração de esboço bíblico e uma pregação eficaz não credenciam o pregador ao rol dos verdadeiros eloquentes. A genuína eloquência não está limitada a uma performance no púlpito, por mais expressiva que seja, mas o que é demonstrado no lar, na igreja e na sociedade. Um predicante aprovado por Deus não prega apenas com palavras, mas, sobretudo, com a própria vida – "espelho"que reflete Cristo às pessoas.

Um bom exemplo bíblico está em Atos 6, que fala da instituição dos primeiros sete diáconos. Estes tinham “boa reputação”, além de serem “cheios do Espírito Santo e de sabedoria”. Observe que o testemunho vem primeiro que as outras virtudes: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria...” (v. 3). Depois o mesmo verso mostra que eles foram constituídos para o “importante negócio”, o ministério cotidiano.

Não obstante os testemunhos acima, o exemplo de Jesus excede a todos. Ele é sobre todos – o Exemplo dos exemplos. Ele é incomparável, tanto que o próprio Estevão o imitou (At 7.60; Lc 23.34). A mulher de Pilatos, enquanto este estava assentado no tribunal, disse: “Não entres na questão desse justo” (Mt 27.19). A boa reputação de Jesus fazia com que Ele fosse, pelas multidões, ouvido de bom grado (Mc 12.37).

Portanto, a nós outros, que buscamos o esmero na pregação da Palavra, a irrepreensibilidade é fator essencial.

Sob a graça de Deus,

João Paulo M. de Souza


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Uma breve descrição da armadura de Deus



Nós estamos vivendo tempos difíceis (2 Tm 3.1-5). A deturpação do caráter de muitas pessoas é notável, não restam dúvidas (2 Co 4.4). Todavia, em meio a situação tétrica atual, a Igreja de Cristo equipa-se com as armas que Deus dispõe (Ef 6.10-18).

Cinturão da verdade – um entendimento iluminado e um caráter firme (v. 14; Pv 8.7; 12.17, 19; 14.5, 25; Mt 5.18; Mc 1.8; Jo 1.17; 10.41; 14.6; Fl 4.8).

Couraça da justiça – uma vida santa para absorver a crítica e a perseguição (v.14; Gn 15.6; 6.9; 7.1; Ex 9.27; Lv 19.36; Sl 1.6; 5.12; Mt 1.19; 25.46; Fl 4.8).

Sapatos da prontidão para anunciar o Evangelho da paz – para marchas longas e árduas em obediência a Cristo, o nosso Comandante (v.15; Mt 4.23; 9.35; Mc 1.14; Lc 8.1; At 8.5; 15.35). 

Escudo da fé – para repelir os ataques malévolos do Inimigo (v.16; Mc 9.23; 16.17; Jo 14.1; Rm 10.17; Gl 5.22; Hb 11).

Espada do Espírito – a Palavra de Deus na mão, a Bíblia no coração e na mente (v.17; Sl 119; Hb 4.12; Mt 4.1-11; Is 40.8). 

Capacete da salvação – para proteger e guardar os nossos pensamentos, a fim de que sejam pensamentos para Cristo e não para servir objetivos pecaminosos e egoísticos (v.17; Fl 4.8; 1 Ts 5.8; 2 Tm 4.6-8; Hb 10.23).
Todos essas armas espirituais mencionadas devem ser fortalecidas pelo Senhor, através da oração (v.18; 1 Ts 5.17; Lc 18.1; Cl 4.2; 1 Pe 4.7).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza






segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O verdadeiro cidadão do céu

O céu não é uma fantasia... é uma realidade!  Acerca disso, a Bíblia é bastante enfática. Ela mostra, através das promessas do Senhor preferidas pelos homens de Deus e, sobretudo, por Jesus (Jo 14.1-3), que o céu é tão real quanto a nossa existência.

"SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo; a cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao SENHOR; aquele que jura com dano seu, e contudo não muda. Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado" (Sl 15).

Essas condições são maravilhosas e devem ser observadas pelo crente.

Em Cristo,

JPMS

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O singular exemplo de Jesus

"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Fl 2.5-8).

O comportamento do Filho de Deus, enquanto encarnado (Jo 1.14), foi maravilhoso e digno de genuína imitação. Por isso, Paulo, o apóstolo, descreve com profundidade esse fato incontestável. Contudo, a suma do ensino do doutor dos gentios, além de enfatizar a maravilhosa humildade de Jesus, tem o fito de conscientizar-nos acerca de como seguirmos o precioso exemplo de Cristo: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (v.5).

Em Jesus,

JPMS