quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Se o que pregam, vivessem, as coisas seriam bem diferentes


No tempo de hoje, por que é tão raro encontrar alguém como Jesus - "manso e humilde de coração" (Mt 11.29) -, e que fale sempre a verdade (Jo 14.6). Por que é que pessoas de destaque e bem vestidas pregam uma coisa e, lamuriantemente, acabam por viver de outra maneira? Desdizem o que dizem pelas próprias ações, vindo a nós outros com rostinhos inocentes, parecendo inofensivas e afáveis. Blandícias são o seu instrumento predileto (Pv 1.10), e a sua aparência é enganosa (2 Co 11.14, 15).

Muitas delas pregam sermões interessantes. Mas o teor de suas prédicas dão às costas às sua práticas. São ministrações exegeticamente corretas - puramente objeto de manobra -, porque se não pregarem corretamente, a situação fica ainda mais preta! Onde fica Esdras 7.10 no coração desses "eruditos"? O escriba da corte de Judá "tinha preparado o seu coração para bucar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus direitos". No entanto, hoje, o que acontece é que alguns influentes evangélicos ignoram o "viver" a Palavra de Deus: "Esdras tinha preparado o seu coração para... cumprir" (Ed 7.10).

Os mais pobres ou os que têm poder aquisitivo menos expressivo são depreciados nalgumas reuniões cristãs: "Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com vestes preciosas, e entrar também algum pobre com sórdida vestimenta, e atentardes para o que traz a veste preciosa e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui, num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé ou assenta-te abaixo do meu estrado, porventura não fizestes distinção dentro de vós mesmos e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?" (Tg 2.1-4).

Andemos como Jesus (1 Jo 2.6); pensemos como Ele (1 Co 2.16); preguemos e ensinemos "como" Ele (Mt 7.28, 29); perdoemos como nos foi mandado (Mt 6.14); amemos, de coração, o próximo (Mt 5.44); sirvamos a Deus sem malícia, sem engano, sem fingimento, sem inveja, sem murmurações (2 Pe 2.1); oremos sempre (Ef 6.18); desejemos a Palavra (2 Pe 2.2); anelemos, ininterruptamente, o Céu (Ap 22.20)!

Maranata!

João Paulo M. de Souza

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