terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O sermão eloquente

Uma boa elaboração de esboço bíblico e uma pregação eficaz não credenciam o pregador ao rol dos verdadeiros eloquentes. A genuína eloquência não está limitada a uma performance no púlpito, por mais expressiva que seja, mas o que é demonstrado no lar, na igreja e na sociedade. Um predicante aprovado por Deus não prega apenas com palavras, mas, sobretudo, com a própria vida – "espelho"que reflete Cristo às pessoas.

Um bom exemplo bíblico está em Atos 6, que fala da instituição dos primeiros sete diáconos. Estes tinham “boa reputação”, além de serem “cheios do Espírito Santo e de sabedoria”. Observe que o testemunho vem primeiro que as outras virtudes: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria...” (v. 3). Depois o mesmo verso mostra que eles foram constituídos para o “importante negócio”, o ministério cotidiano.

Não obstante os testemunhos acima, o exemplo de Jesus excede a todos. Ele é sobre todos – o Exemplo dos exemplos. Ele é incomparável, tanto que o próprio Estevão o imitou (At 7.60; Lc 23.34). A mulher de Pilatos, enquanto este estava assentado no tribunal, disse: “Não entres na questão desse justo” (Mt 27.19). A boa reputação de Jesus fazia com que Ele fosse, pelas multidões, ouvido de bom grado (Mc 12.37).

Portanto, a nós outros, que buscamos o esmero na pregação da Palavra, a irrepreensibilidade é fator essencial.

Sob a graça de Deus,

João Paulo M. de Souza


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