quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A unanimidade entre os irmãos da Igreja Primitiva

Segundo o dicionário da língua portuguesa Houaiss, o termo unanimidade significa “conformidade nas avaliações, julgamentos, opinião, votos etc.”. Já o vocábulo unânime denota “acordo ou concordância geral”. Esta expressão enfatiza a mais pura realidade que permeava o âmago dos primórdios da Igreja de Jerusalém.

Hodiernamente, quando olhamos o retrato da comunhão na vida de muitas pessoas, que se autodenominam “cristãs”, ficamos meio confusos com o paradoxo – pregam comunhão, mas não vivem em comunhão.  Este triste fato faz-me lembrar as palavras do Senhor Jesus: “Na cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus. Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam” (Mt 23.2, 3). Cristo quis enfatizar a falta de coerência e unanimidade nos líderes da época. Será que não estamos vivendo isso hoje?

No livro de Atos dos Apóstolos, podemos encontrar diversos textos que sublimam a união entre os irmãos (At 1.14; 4.24, 32). Nesse ínterim, “os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus Cristo, e em todos eles havia abundante graça. E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão” (At 4.33; 5.12).

Deus quer operar muito mais no meio do seu povo, mas, por causa de alguns caprichos humanos (e, muitas vezes, inflamados pelo inferno), Ele, corretamente, tem se privado de efetuar milagres em alguns lugares – as pendências têm, miseravelmente, continuado. Observemos o que disse Paulo: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” (1 Co 14.33).

Que Deus não permita que o espírito do Diabo encontre brecha em nossos corações!

João Paulo M. de Souza

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