segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A oferta sacrificial


Certo dia, “estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos depositavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, depositou duas pequenas moedas, que valiam cinco réis. E chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva depositou mais do que todos os que depositaram na arca do tesouro; porque ali todos depositaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, depositou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Mc 12.41-44).
A arca do tesouro era possivelmente uma sala em um dos alpendres do Pátio das Mulheres, no Templo. Nela, havia cerca de treze receptáculos para receber os diversos tipos de ofertas. Provavelmente, os ofertantes deveriam, no ato da oferta, declarar o valor da mesma, e o seu intento. Consequentemente, o Senhor Jesus assentando-se em frente da arca do tesouro, estava vendo e ouvindo o que a multidão estava oferecendo a Deus.
Enquanto Jesus, atentamente, observava as oferendas dos ricos, e os discípulos admiravam-se com os altos valores lançados no gazofilácio, veio uma pobre viúva e depositou duas pequenas moedas (possivelmente meio centavo). Estas moedas de cobre eram as menores moedas em circulação, representando o menor valor legal que poderia ser oferecido no Templo.
Após a oferta da viúva, Jesus faz uma espantosa consideração: “Esta pobre viúva depositou mais do que todos os que depositaram na arca do tesouro” (v.43). Na verdade, os ricos colocavam os seus restos (sobejos) financeiros, mas aquela humilde mulher colocou sacrificialmente, “da sua pobreza...” de “todo o seu sustento” (v.44).
O que podemos depreender de tudo isso? É que Deus não é o homem, que tende a valorizar o exterior das coisas. “(...) O SENHOR não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração” (1 Sm 16.7). Se Deus sabe tudo sobre o nosso coração (pensamento), não nos enganemos, a ponto de pensarmos que podemos ludibriá-lO (Sl 139.4, 11, 12).
Em Jesus Cristo,
João Paulo M. de Souza

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