sábado, 27 de novembro de 2010

Não chores

O filho da viúva de Naim estava morto. Ela, em prantos, não conseguia se conter - e não era para menos, pois a sua única semente havia morrido. Nesse ínterim, Jesus resolveu visitá-la, "e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão" (Lc 7.11).

A Bíblia diz que quando Jesus chegou perto da entrada da cidade, deparou-se com um enterro (v.12). Ali, estavam pessoas tristes e desconsoladas, uma mãe chorosa, e um garoto vencido pela morte. Que cenário fúnebre! Que situação arrasadora!

Ao ver a senhora em lágrimas, e enquanto o seu coração se comovia, Cristo diz a mulher: “Não chores” (v.13). Esta foi uma palavra amiga e eficaz num instante tão crítico da vida. “E, chegando-se, tocou o esquife [no caixão, NTLH] (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo, levanta-te. E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe” (v. 14, 15). 
Amado leitor, não sei o que estás a passar, mas sei de uma coisa: Cristo te pode ajudar! Ele mesmo disse, em sua Palavra: “É-me dado todo o poder no céu e na terra. EU SOU O QUE SOU” (Mt 28.18; Ex 3.14). Portanto, NÃO CHORES!
Em Cristo,
João Paulo M. de Souza  

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Bem aventurados os que trilham os caminhos retos...

Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do SENHOR... (Sl  119.1, 2)

Os que trilham caminhos retos têm garantia de uma vida ditosa (v.1). Os irrepreensíveis são bem-aventurados (v.1; 1.1; 32.2). Por isso que, ao falar da genuína felicidade, o salmista deixa tácito o verbo “ser” antes do vocábulo bem-aventurado. Ele exprime o grande valor que as pessoas felizes dão à Lei do Senhor. São prósperos os que seguem os bons e confiáveis conselhos divinos (Jó 1.1; 2.3; Nm 12.7; Dn 1.8; Is 53.9; Mt 27.19; 1 Pe 2.21; 1 Jo 2.6).

Andar na Lei do Senhor (v.1) não se restringe em apenas lê-la, ouvi-la e pregá-la, mas em guardá-la verazmente (Ap 1.3; Sl 40.8). Em Deuteronômio 6.6, 7, está escrito: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”. “A lei do SENHOR é perfeita e refrigera a alma” (Sl 19.7). Ela faz prosperar o caminho daqueles que lhe observam (Js 1.7,8; Jo 17.17; Sl 119.11; Dt 28.1,2).

Em Cristo,

JPMS

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Os meus olhos desfaleceram... mas não me esqueci dos teus estatutos

Os meus olhos desfaleceram, esperando por tua promessa; entretanto, dizia: Quando me consolarás tu? Pois fiquei como odre na fumaça; mas não me esqueci dos teus estatutos” (v.82, 83)

Enquanto esperava pela promessa de Deus, os olhos do salmista desfaleciam”. Esta era uma situação protelatória e difícil de suportar, visto que “a esperança demorada enfraquece o coração” (Pv 13.12). Ou seja, o longo tempo de espera pode desenvolver no indivíduo tristeza e desânimo: “Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem esperando em Deus” (Sl 69.3).

Apesar de não ter a resposta no tempo que esperava, o esperançado deflagra uma pergunta: “Quando me consolarás tu?" É interessante entender que o crente passa por situações desconfortantes aqui, como disse Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16.33). Às vezes, apenas as lágrimas podem nos servir de mantimento! (Sl 42.3)

O odre quando exposto à fumaça, elemento que servia para suavizar o vinho, ficava enegrecido, enrugado e, praticamente, irreconhecível. Semelhantemente, o salmista estava com sua aparência modificada por causa de sua exposição às provações: “Pois fiquei como odre na fumaça”. Mas, a despeito disso, diz: “Não me esqueci dos teus testemunhos”.

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza