sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Qual é o real objetivo dos evangélicos em utilizar as mídias?

Ultimamente, temos observado pessoas que se dizem cristãs e, até certo ponto, influentes nessa área, vociferarem utilizando os vários meios de comunicação. O interessante disso tudo, é que criticam, de forma explícita, os seus próprios irmãos em cristo. Esta prática serve mais para denegrir o segmento genuíno cristão do que expor sua face real.

Será que devemos deixar de proclamar o conteúdo sacrossanto da Palavra de Deus e viver falando, com ousadia, da vida dos outros? Apesar de podermos julgar até certo ponto a vida dos outros (1 Co 5.11), lembremo-nos de que "toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;  para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2 Tm 3.16).

A defesa do Evangelho é necessária até certo ponto. Quando extrapolamos seus limites, torna-se vergonhosa e inaceitável - digo isso porque a maioria dos blogs "famosos" que, às vezes visito, bem como canais de TV, só se preocupam em evidenciar a realidade decadente dos outros. Sei que é oportuno nós refutarmos as heresias, mas sejamos sóbrios, sem buscar apenas os nossos interesses: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros" (Fl 2.3, 4).

Ao utilizarmos as mídias, busquemos glorificar somente a Deus: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1 Co 10.31). De outro modo, não passaremos de meros faladores destituídos do verdadeiro amor de Deus (Mt 5.44).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza