sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Quem é a "pedra" de Mateus 16.18?

Muitos pensam que a essência da assertiva de Jesus acerca do alicerce de Sua Igreja foi o apóstolo Pedro. Entretanto, jamais podemos interpretar as Escrituras Sagradas usando simplesmente a nossa língua corrente, esquecendo-se de recorrer aos textos originais nos quais a Bíblia foi escrita. Para quem não sabe, o Antigo Testamento foi escrito na língua hebraica, bem como alguns trechos dessa mesma parte em aramaico; o Novo Testamento foi elaborado em grego.

Em Mateus 16, é narrada a história da maravilhosa confissão de Pedro acerca de Jesus. Alguns homens daquela época achavam que Cristo era "João batista"; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas" (v.14). No entanto, o Mestre interrogou os seus discípulos: "E vós, quem dizeis que eu sou?" (v.15). Foi então que Simão respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (v.16). Consequentemente, foi elogiado por sua afirmação, porque teve a aprovação divina (v.17). Já no verso 18, o Senhor diz: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".

"O significado dessa passagem é que Cristo edificará a sua igreja sobre a verdade da confissão feita por Pedro e os demais discípulos, isto é, que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (v. 16; At 3.13-26). Jesus emprega um trocadilho. Ele chama seu discípulo de "Pedro" (gr. Petros, que significa uma pedra pequena). A seguir, Ele diz: "Sobre esta pedra (gr. petra, que significa uma grande rocha maciça ou rochedo) edificarei a minha igreja", isto é, sobre a confissão feita por Pedro" (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág 1421).

O Senhor e Salvador Jesus Cristo é o único e verdadeiro alicerce da Igreja (1 Co 3.11; 2 Co 11.4; Ef 2.20). O resto é resto!

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza




domingo, 15 de agosto de 2010

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas

Neste domingo, na Escola Bíblica Dominical, tivemos a oportunidade de estudar acerca dos "falsos profetas". Um estudo maravilhoso e que chama bastante atenção no que tange aos falsos ensinos propalados pelos falsos ensinadores. Jesus afirmou que estes viriam "vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores" (Mt 7.15).

Atentemos para o que disse o apóstolo Pedro: "E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgastou... e muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade" (2 Pe 2.1). Semelhantemente, João adverte: "Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1 Jo 4.1).

Portanto, não nos enganemos com os "grandes pregadores" e " pretensos ensinadores", que difundem suas prédicas em CD's e DVD's ect. Acautelemo-nos deles (Mt 7.15). Observemos bem o conteúdo de suas mensagens; se elas são, de fato, bíblicas ou não; se passam pelo crivo sacrossanto da Palavra de Deus (Hb 4.12; 1 Ts 5.21; 1 Co 4.6). Porque "se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema (Gl 1.9).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza




quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Princípios cristãos observados na vida de Daniel

Ao lermos um pouco sobre a vivência na Babilônia de Daniel, Ananias, Misael e Azarias, podemos tirar várias diretrizes sádias para a nossa vida em Cristo. Por isso arrolamos algumas nesta postagem, vislumbrando a leitura, meditação e prática piedosa do leitor acerca delas. Obviamente: "nós" não estamos fora disso.

Existem vários princípios vividos pelos três jovens - Ananias, Misael e Azarias -, entretanto, ater-me-ei, mais precisamente, nos de Daniel:

1. Convicção de fé. Sabia o que queria, ou seja, tinha plena convicção das suas escolhas: “E Daniel assentou no seu coração...” (v. 8; Hc 2.4b; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38)

2. Obediência aos mandamentos de Deus. Sabia que para ser um cristão autêntico, precisava seguir regras divinas: “E Daniel assentou no seu coração não se contaminar” (v.8; Dt 6.4-6; Mt 22.37; Lc 10.27; Jo 8.31; Sl 119.106)

3. Santificação. Vivia uma vida consagrada a Deus: “... não se contaminar...” (v. 8; Lv 11. 45-47; Dt 32.38; Sl 1.1-3; 141.4; 1 Pe 1.13-16)

4. Visão. Possuía visão espiritual. Conseguia discernir as coisas, ou seja, os perigos e os riscos: “... a porção do manjar do rei... o vinho que ele bebia... [contaminavam] (v. 8; 1 Co 2.15, 16; Sl 25.14; Pv 28.5; Ec 8.5; Ef 4.13, 14; Fl 1.10; 4.8)

5. Trato ou comunicação. Não era ignorante, pois sabia se comunicar civilizada e prudentemente (v.8-14; 1 Tm 4.12; Pv 15.5; Cl 4.5, 6)

6. Contentamento. Em nenhum momento murmurou do cardápio, porque sabia que estava agradando ao Senhor (v. 12-16; Fl 4.11-13; 1 Tm 6.6)

7. Voluntariedade. Sempre demonstrou um espírito voluntário em relação a Deus (v.8, 11, 12; Lc 9.23; Mt 10.38, 39; Sl 51.12)

8. Oração. Ele orava sempre ao seu Deus: “(...) três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus” (6.10; Mt 14.23; Mc 6.46; Lc 9.28; Gn 25.21; 1 Rs 18.36-38)

9. Leitura da Palavra de Deus. Possuía o hábito de ler a Bíblia constantemente (9.2; Sl 1.1-3; Js 1.7, 8; 1 Tm 4.13; Lc 4.16; Ed 7.10; At 8.35)

Aconselhamos ao amado leitor conferir, se possível, todas as referências, pois iluminarão o vosso entendimento espiritual.

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Extrema corrupção no mundo ante à volta de Cristo

Observando a situação das pessoas no mundo hoje, fico admirado como muitas delas estão tão parecidas com aquelas que Paulo revelou a Timóteo. Tudo isso aponta para a volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Por essa razão, estejamos despertos, para não sermos pegos de improviso. 

Disse o apóstolo: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e a mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela" (2 Tm 3.1-5). São verdadeiros dias difíceis! Interessante foi a orientação que o homem de Deus deu no final do verso cinco: "Destes afasta-te".

Tomemos muito cuidado com as escolhas de nossas amizades, senão seremos reprovados duramente pelo Senhor (1 Co 15.33; 2 Co 6.17, 18; Mt 24.38, 39). 

Em Cristo,

JPMS

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dos filhos de Jacó, quem recebeu a primogenitura?

Segundo as Escrituras, Jacó teve doze filhos. Por ordem: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. Estes foram os filhos do patriarca, afora uma filha, Diná, filha de Leia (Gn 30.21; 34.1), que mais tarde pecaria com  Siquém, filho de Hamor (Gn 34.2, 5).

De acordo com a tradição judaica, o primeiro filho ou primogênito deveria herdar porção dobrada de tudo quanto o seu pai possuía, por ser "o princípio da força" deste, mesmo sendo filho da mulher aborrecida (de quem o pai gostasse menos, Dt 21.17, NTLH). Em suma, primogenitura era a prioridade de idade entre irmãos e irmãs.

A pergunta em questão parece fácil de ser respondida, mas, na verdade, não o é. Naturalmente, Rubén seria o mais cotado ou garantido a receber duas vezes mais do que seus irmãos, todavia não foi isso que aconteceu. Devido a uma fornicação incestuosa, pois o mesmo "deitou-se com Bila, concubina de seu pai" (Gn 35.22), ele acabou perdendo seus direitos de primogênito. Perdeu permanentemente  a posição de liderança e de herdeiro honrado dentre seus irmãos (Gn 49.3, 4). 

Por causa da falha moral de Rúben, a "coroa" de primogenitura despencou de sua cabeça e foi parar, conforme 1 Cr 5.1, na cabeça dos filhos de José: "Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (porque ele era o primogênito, mas, porque profanara a cama de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; para assim não ser contado na genealogia da primogenitura. Porque Judá foi poderoso entre seus irmãos, e dele provém o príncipe; porém a primogenitura foi de José)".

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza