segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sem mim nada podeis fazer

Numa sociedade sem Cristo, não é difícil encontrar alguém que se ache autossuficiente. Entretanto, o que me intriga e deixa-me enternecido, é o fato de, entre os evangélicos, existir pessoas desconhecedoras, ignorantes e até contumazes quanto ao conhecimento do senhorio e da soberania de Jesus sobre todas as coisas.

Um ímpio dizer que pode, que sabe, que faz, e que é, podemos até compreender, porque, segundo a Bíblia, o mesmo é ignorante (At 17.30; 1 Pe 1.14; 1 Co 2.14). Em Atos 12.21, 22 (NTLH), está escrito: “Herodes marcou um dia com eles e nesse dia vestiu a sua roupa de rei, sentou-se no trono e começou a fazer um discurso. E o povo gritava: – É um deus e não um homem que está falando!” No verso 23 desta mesma passagem, fica evidente que o estadista gozou da honra que só a Deus é devida. Isso, para quem tem a “unção do Santo” (1 Jo 2.20; 27), torna-se inteligível (1 Co 2.15).

No meio evangélico, essa realidade está mais perto do que longe – principalmente quando se refere a alguns cantores, pregadores, dirigentes etc. Estes se valem muitas vezes da posição que usufruem, para exprimir estrelismo, quando, na verdade, são apenas “pó e cinza” (Gn 2.7; 3.19, 23; 18.27; 2 Co 5.1; Is 64.8). Davi, ao conversar com Deus, perguntou: “Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?” (Sl 8.4).

Às vezes, pessoas populares praticam o exclusivismo, partilhando da “síndrome de Elias”: “Eu fiquei só” (1 Rs 19.10, 14). Estas se esquecem de que existem outros crentes fieis usados poderosamente pelo Senhor (v.18). Quando o profeta falou a Deus acerca do seu estado solitário, ele quis afirmar que a obra divina não poderia prosseguir sem a sua parcela de contribuição. Todavia, este pensamento foi fútil e pobre.

A música, a mensagem, ou qualquer outro serviço na casa do Senhor, quando feito sem o fundamento dos apóstolos e dos profetas (Ef 2.20; 1 Co 3.11), certamente será ineficaz, porque disse Jesus: “Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer” (Jo 15.5). “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!” (Jo 1.1-3; Rm 11.36).

Toda a honra, toda a glória e todo o louvor sejam para Jesus Cristo!

João Paulo M. de Souza



quarta-feira, 21 de julho de 2010

O exemplo de Davi


Após errar com Bate-Seba, Davi acha-se em maus lençóis. Isso porque havia desobedecido ao seu Deus, que exige santidade dos seus filhos (1 Pe 1.16; Ef 5.1). Por isso, resolve derramar-se diante dEle, externando um clamor profundíssimo, onde descobre ao Misericordioso seu estado pecaminoso e pede perdão (Sl 51).

“Apaga as minhas transgressões... apaga todas as minhas iniquidades... porque eu conheço as minhas transgressões" (v.1, 9, 3). Apagar significa “fazer desaparecer” ou “extinguir”. Só Deus pode apagar as nossas culpas e nos redimir dos nossos pecados: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9).

“Lava-me completamente da minha iniquidade... lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve” (v.2, 8). Lavar, segundo o Dicionário Houaiss, quer dizer “eliminar as impurezas de (produto, material), submetendo-o a banhos”. Aproveitando esta expressão lexical, podemos aplicá-la em consonância, simbolicamente, ao sangue do Cordeiro, que serve de lavador de pecados, e que dá direito à árvore da vida e à cidade santa (Jo 1.29; Ap 22.14; 21.27).

“Purifica-me do meu pecado... purifica-me com hissopo” (v.2, 7). O salmista encontra-se imundo espiritualmente, então, precisava da pureza do Senhor (v.4). Ele queria livrar-se dos seus terríveis pecados e máculas morais, daí dizer: “Purifica-me”. Depois faz alusão ao “hissopo”, planta utilizada pelos judeus na cerimônia ritual de purificação.

Apaga, lava-me e purifica-me são expressões de arrependimento utilizadas pelo transgressor, Davi. Eis um bom caminho para aqueles que se entregaram ao pecado, e, no momento, querem sair dele: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 20 de julho de 2010

Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus


Houve um tempo na minha vida em que eu relacionava o desempenho de alguns pregadores, no púlpito, à sua intimidade com o Eterno. Pensava que por eles muito gritarem, berrarem e rugirem ao microfone, bem como fazerem trejeitos extravagantes, eram cheios do poder de Deus. Entretanto, num certo dia, pelas Escrituras Sagradas, cheguei a entender que, na verdade, são Elas que ensinam e mostram o caminho para a recepção da verdadeira autoridade divina.

O apóstolo Paulo disse: “Quando era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (1 Co 13.11). Observe que “quandoele chegou a ser homem, “desistiu das coisas próprias de menino” (ARA). Tanto o ouvinte quanto o pregador dos oráculos de Deus passam pelo estágio espiritual pueril (Jo 3.3, 5, 6). Isto é uma realidade irrefutável.

A despeito de usarmos “fraldas espirituais” nalgum tempo da vida cristã, elas não devem permanecer para sempre conosco. Um dia, temos que abandoná-las: “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” (Hb 5.12-14).

Uma boa mensagem não é aquela em que o predicador tenta convencer o povo pelos seus tenazes artifícios - algo que é puramente supérfluo e desedificante; ou que esboce, pela sua loquacidade (facilidade ou aptidão para discursos), persuadir o auditório. Ao contrário disso: uma verdadeira exposição da Palavra é aquela em que o transmissor, busca transmiti-lA sem rodeios e espalhafatos; e, estar preocupado em edificar os que lhe ouvem: “Assim também vós, se, com a língua, não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar” (1 Co 14.9). Este texto, apesar de ser utilizado em relação ao dom de línguas, pode, facilmente, servir de iluminação ao que já foi comentado.

Na verdade, o que realmente pode nos transmitir poder e autoridade espiritual é a Palavra do Senhor (Lc 24.27, 32). Daí Jesus dizer: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus (Mt 22.29). Ou seja, só pode “experimentar” o poder divino, quem, primeiro, procurar “conhecer” a Bíblia (Sl 1.2).

Na presença de Deus,

João Paulo M. de Souza

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Bíblia: o alimento indispensável para o espírito e para a alma!

Por João Paulo Souza


O crente envolvido com o pecado fica com a alma debilitada e busca forças para vencer essa fase tão difícil da vida. Nessa situação, a fraqueza de espírito é um estado embaraçoso. Consequentemente, fica sem autoridade espiritual e sente uma terrível inapetência pelas coisas de Deus, desprezando, aos poucos, o alimento da alma e do espírito, a Palavra do Senhor.

O escritor aos Hebreus alerta quanto a possibilidade de embaraços espirituais na caminhada cristã (Hb 12.1). Ninguém está livre de pecar (Jo 8.7). Entretanto, alguns crentes têm se deixado levar pelos convites mundanos e enfraquecido sua comunhão com Deus.

No Salmo 6.2 da Bíblia Nova Versão Internacional (NVI), Davi expressa-se assim: "Misericórdia, SENHOR, pois vou desfalencendo! Cura-me, SENHOR, pois os meus ossos tremem". Aqui, afirma desfalecer porque estava "doente" de pecado, reconhecendo merecer o castigo de Deus. Já na versão de Almeida Revista e Atualizada (ARA), ele diz: "Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados". Nesta última tradução, fica ainda mais claro, pois o "sentir-se debilitado" significa experimentar fraqueza, estar enfraquecido no espírito. 

Qualquer tipo de pecado que um crente pratica produz tristeza no Espírito Santo (Ef 4.30). Com a frequência nesses deslizes,  aparece a falta de apetite para se santificar, orar e ler a Palavra de Deus. À medida que se aprofunda na imoralidade, sua força descai gradativamente (Sl 51.2, 8). Apesar disso, Deus é a força de todo salvo (2 Sm 22.33; Ef 6.10; Jo 13.17), e pode restaurar uma vida decaída. 

domingo, 18 de julho de 2010

Meninices e macaquices


A cada dia, muitos pregadores (pregadores?) fazem malabarismos nos púlpitos. Fazem mil e uma acrobacias circenses, visando entreter o povo de Deus (infelizmente alguns incautos vão nessa onda). Onde fica a exposição cristocêntrica? É lamentável... 

Para se ter uma melhor visão da figura, clique em cima da mesma.

Obs.: O diagrama foi copiado deste endereço:  Alvo, mais que a neve

sábado, 17 de julho de 2010

Uma nova vida em Cristo

O novo viver outorgado pelo Senhor a uma pessoa é denominado de “regeneração” ou “novo nascimento”. Ninguém pode nascer de novo sem a atuação milagrosa de Deus. Em sua infinita misericórdia, Deus efetua essa graça de graça. Sem necessidade de pagamento, isso acontece por meio da fé em Jesus Cristo (Tt 3.5, 6; Jo 3.16).

O novo nascimento é necessidade vital para quem deseja experimentar uma nova vida em Cristo.

Bênçãos provenientes da nova vida em Cristo:

• Recuperação moral e espiritual (Mc 5.1-20; 16.9; Lc 8.2; Ef 2.10)

• “Renovação de entendimento” (Rm 12.2; Ef 4.23; Sl 51.10)

• Experimentação da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2)

• Integração à Igreja de Deus, bem como dos seus planos e objetivos (Jo 3.3, 5)

• Participação da justiça e santidade divinas (Ef 4.23, 24)

• Adoção por parte de Deus (Jo 1.12, 13; 20.17; Rm 8.16, 17; Gl 3.26; 4.5, 6)

• Dotação de poder para fazer a obra do Senhor com eficácia (Mc 16.17, 18; At 1.8; 2.1-4; 5.15, 16 6.8; 19.11, 12)

• Ensinar e pregar o Evangelho do Senhor e Salvador Jesus Cristo a toda criatura (Mt 28.19, 20; Mc 16.15; At 8.5, 35; 16.14, 31; 1 Co 2.2)

• Recepção da vida eterna (1 Jo 5.11-13; Jo 3.16; 5.24)

• Morada no céu (Jo 14.1-3; Lc 24.50, 51; At 1.9)

Em Cristo,

JPMS

Procura-se Jesus em meio às pregações


Esta é uma historieta que enfatiza uma realidade nítida no meio evengélico.

Muitos, em nosso meio, dizem ter autoridade e poder de Deus em suas vidas. Mas quando observamos os seus passos, a situação é bem diferente... Alguns deles acham-se grandes pregadores e até recebem convites para pregar. Mas o teor de suas mensagens é oco, destituído de ensino bíblico. Seus trejeitos são bastante espalhafatosos, aparentam-se aos efetuados pelos animadores de circo.

A grande maioria do povo que vai a igreja gosta de ouvir "bençãos", e não gosta de ouvir uma ministração bíblica coerente e poderosa em Deus (Jr 25.3). Muitos crentes gostam de ouvir os animadores de auditórios, que gostam de interagir com o povo. A explanação da Palavra fica sufocada pelas invencionices deles!

O Senhor e Salvador Jesus Cristo deixou-nos um legado: "Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16.15). Observe que Ele disse "Evangelho" e não "modismos". "Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado", estas foram as palavras do apóstolo Paulo (1 Co 2.2). Filipe, um dos sete diáconos (At 6.5), levou a Palavra aos samaritanos. A sua palavra estava ensopada de Cristo (At 8.5).

Já estou cheio e cansado de ouvir pregações medíocres, ou seja, que deixam Jesus de lado. Cristo deve ser o tema central da mensagem! Ele é "poder de Deus e sabedoria de Deus... foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e rendenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor" (1 Co 1.24, 30, 31). Aleluia!

Ávido de sempre ouvir acerca de Jesus Cristo,

João Paulo Marcolino de Souza