quarta-feira, 16 de junho de 2010

Escatologia aterrorizante (2) - IIIuminati, maçonaria e H1N1

Dando sequência ao estudo sobre a escatologia aterrorizante — a qual vem sendo esposada por falsos ensinadores que gostam de alarmar os incautos mediante vídeos, livros e sites da Internet, gerando crentes neuróticos —, desejo fazer uma breve abordagem acerca da propagação de informações inverídicas a respeito das seitas secretas Illuminati e maçonaria e da vacina contra o vírus influenza A (H1N1).

Os profetas do terrorismo têm se apresentado como os únicos propagadores da verdade e se dizem perseguidos pela Nova Ordem Mundial. Entretanto, como veremos, eles não merecem crédito algum, posto que não consideram a Bíblia a sua fonte primária de autoridade. Sua escatologia, especulativa e alarmista, aterroriza mais do que alerta e conforta os servos do Senhor, e eles asseveram que o Santo Livro apenas contém verdade.

Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, visto que contestam o incontestável fato de que a Bíblia é a Palavra de Deus, a revelação divina escrita (2 Tm 3.16, ARA; 2 Pe 1.21). Esses teólogos (teólogos?) demonstram não ter base erudita alguma quando asseveram que a Bíblia Sagrada é uma reunião de livros realizada pelos papas. Não sabem eles que o cânon das Escrituras vetero e neotestamentárias ocorreram muito antes do Concílio de Trento? Não conhecem eles 2 Pedro 3.16 e Romanos 15.4?

Outra afirmação absurda, caluniosa e sem fundamento dos tais terroristas é a de que todas as igrejas evangélicas — sem exceção — estão envolvidas com a Nova Ordem Mundial e o satanismo. Curiosamente, eles acusam as editoras evangélicas de venderem Bíblias e livros, porém oferecem pela Internet e nas igrejas os seus DVDs... Estes, aliás, são uma verdadeira exploração mercadológica. Além de conterem pesadas acusações de que certos pastores seriam maçons (cf. Mt 7.1,2), apresentam associações questionáveis, esdrúxulas, e notícias alarmantes, amedrontadoras. Para quê? Para “fazer a cabeça” dos incautos, desviando-os cada vez mais do estudo bíblico na Escola Dominical, nos cultos de doutrina, nos seminários, etc.

Cada fato novo de grande repercussão na mídia tem sido usado pelos teólogos alarmistas para fazer alarde e vender DVDs contendo “grandes descobertas”. Eles mercadejam a Palavra (2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3). Uma notícia falsa bastante explorada por eles foi a de que a vacina contra o vírus H1N1 seria perigosa e causaria a morte de milhares de pessoas. E eles conseguiram convencer muitos crentes que não estudam a Palavra de Deus — infelizmente, a maioria — de que não deveriam tomar a tal “vacina assassina”.

Os propagadores do terror afirmaram que a mencionada vacina, em razão de conter mercúrio e óleo de esqualeno, seria altamente tóxica e letal. Somente os incautos mesmo para não perceberem que esse tipo de informação é inconsistente e suas fontes, duvidosas. De acordo com os especialistas do Ministério da Saúde, as mencionadas substâncias são componentes comuns em vacinas e não oferecem risco algum para o sistema imunológico. Aliás, a vacinação geral já ocorreu, e não houve a propalada mortandade em massa por causa dela!

Para quem não sabe, a vacina contra o vírus A (H1N1), antes de chegar ao Brasil, foi usada nos Estados Unidos e na Europa com êxito. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os efeitos provocados por ela são reações leves, como dor local, febre baixa e dores musculares, que passam em torno de 48 horas. Até médicos e enfermeiras a receberam. E garantiram que não se sentiram diferentes. Minha esposa tomou a vacina e se queixou apenas de dor no local da aplicação. Eu não a recebi porque estava fora da faixa etária. Bem, se alguém desejar informações seguras sobre o assunto, procure-as junto ao Ministério da Saúde, em vez de acreditar cegamente nos propagadores da escatologia do terror.

Voltando às seitas secretas, não nego a influência delas nos bastidores de muitos governos, empresas e organizações. Mas asseverar que todos os governos do mundo, todas as religiões e seitas, todas as organizações não governamentais e empresas, bem como todas as igrejas evangélicas são dominadas por Illuminati e maçonaria é uma afirmação exagerada e sem fundamento. Quem espalha esse tipo de notícia é irresponsável e tem como objetivo primaz alarmar o povo de Deus, a fim de vender DVDs em série, aproveitando-se da credulidade e do misticismo de um povo que não estuda a Palavra do Senhor.

Ao explorar o sensacionalismo, os propagadores do terror afastam o povo de Deus da Palavra. E usam como abono às suas invencionices fundamentos frágeis como imagens e inscrições contidas na nota de um dólar. Ora, o que dizer do real? Em todas as suas cédulas está escrito “Deus seja louvado”. Será que os governantes brasileiros louvam a Deus por causa dessa menção nas notas? Claro que não! Considerando que o dólar é muito mais antigo que o real, teriam todos os presidentes estadunidenses, anteriores a Barack Obama, compromisso com a maçonaria? Teriam todos eles ligação com a Nova Ordem Mundial?

Quem está em Cristo não precisa temer a tal Nova Ordem nem o espírito do Anticristo que já opera no mundo (1 Jo 4.1-3). É claro que este, ao se manifestar visivelmente (1 Jo 2.18), após o Arrebatamento da Igreja (2 Ts 2), utilizará toda a tecnologia que houver no mundo. Mas isso não quer dizer que, hoje, toda a tecnologia já pertença ao poder do mal.

Lembro-me de quando os profetas do terror começaram a dizer, no fim do milênio passado, que nos códigos de barras havia o número 666. Houve uma febre alarmista nas igrejas. Muitos LPs, fitas cassetes e de vídeos, bem como apostilas que tratavam do assunto foram vendidos... Mas a onda passou. E hoje os códigos de barras estão nos livros evangélicos, nos cartões de membro das igrejas e em todos os produtos que compramos nos supermercados...

Será que Satanás e o Anticristo são maiores que o Senhor Jesus, a ponto de o cristão, em vez de desfrutar da graça de Deus, viva aterrorizado com cada fato novo que surge no mundo? Não! O servo do Senhor que se preza não segue a teólogos “caçadores de bruxas”, os quais afirmam que todo e qualquer símbolo é maçônico ou satanista. O crente verdadeiramente espiritual prefere a Escatologia Bíblica, saudável, e não a aterrorizadora, visto que, diferentemente desta, aquela é a que nos alegra (Tt 2.13), nos consola (1 Ts 4.16-18) e nos alerta quanto a nossa vigilância constante (Lc 21.36).

Amém?

Por Ciro Sanches Zibordi

Escatologia aterrorizante (1)

A Escatologia Bíblica é um estudo que visa a produzir no servo de Deus esperança (Tt 2.14), consolando-o (1 Ts 4.18) e aumentando o seu desejo de morar no céu (Ap 22.20). Ela não tem como objetivo aterrorizar os salvos com especulações sem nenhum embasamento bíblico, como temos visto em nossos dias.

Quando eu ministro sobre o assunto nas igrejas, costumo reservar um período para responder às perguntas que os irmãos me enviam por escrito. E uma das mais frequentes é: “O que o Senhor Jesus quis dizer com a frase ‘Ai das grávidas’, em Mateus 24.19?”

Não são poucos os eisegetas (e não exegetas) terroristas que extraem a aludida frase de seu contexto, interpretando-a de modo fantasioso e excessivamente trágico. Alguns chegam a afirmar que as crianças que estiverem nas barrigas das mães serão arrancadas delas no instante em que ocorrer o Arrebatamento da Igreja. E citam a advertência “Ai das grávidas!” como abono à sua opinião aterrorizadora, que em nada edifica, conforta ou exorta os servos de Deus.

Em primeiro lugar, é importante observar que o Senhor Jesus não estava se referindo ao Arrebatamento quando falou das grávidas em Mateus 24. Neste capítulo, Ele responde a uma pergunta tripartida de seus discípulos, os quais desejavam saber (1) quando se dariam “essas coisas” e (2) que sinal haveria “da tua vinda” e (3) do “fim do mundo” (v.3).

A resposta do Mestre também foi tríplice e abrangeu: (1) o que aconteceria naquele século (a destruição do Templo e de Jerusalém, que ocorreu no ano 70 d.C.), bem como (2) os sinais ligados ao Arrebatamento e (3) os relativos aos eventos que antecedem o fim do mundo. Nesse caso, à luz do seu contexto imediato, o aviso “Ai das grávidas” está relacionado com a fase final da Grande Tribulação.

Quando Israel estiver cercado pelos exércitos do Anticristo (Ap 16.13-16), os civis terão grande dificuldade de escapar dos bombardeios inimigos, principalmente as mulheres grávidas. Mas observe que o “ai” estende-se às que amamentam, excluindo qualquer possibilidade de interpretação fantasiosa das palavras do Senhor: “ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” (Mt 24.19).

Portanto, o Senhor se referiu à dificuldade de toda a população civil israelense, especialmente as mulheres gestantes e as que estiverem amamentando, em empreender fuga ante a chegada iminente dos inimigos. Mas, aproveitando a pergunta em apreço, evoco outra: O que acontecerá com as crianças que estiverem no ventre de suas mães, por ocasião do Arrebatamento?

No caso das mães salvas em Cristo Jesus, não há dúvidas de que as crianças em seus ventres serão arrebatadas. Uma vez que a vida delas depende de suas genitoras, e estas irão ao encontro do Senhor, nos ares (1 Ts 4.17), é evidente que as crianças não-nascidas, ainda em seu estado da inocência, participarão do grande Rapto da Igreja.

E quanto às crianças de ventre cujas mães não pertencem ao povo de Deus? Elas serão arrancadas das mães, deixando-as desesperadas? Não! Como depende da vida da mãe, e esta não será arrebatada, a criança continuará no ventre e nascerá normalmente na Grande Tribulação. Caso sobreviva aos juízos divinos desse terrível período, ingressará no Milênio com os povos naturais e terá a oportunidade de ouvir o Evangelho e ser salva.

Se as crianças filhas de descrentes vierem a morrer na Grande Tribulação, ainda na fase da inocência — período em que as suas faculdades ainda não estão suficientemente amadurecidas para serem convencidas de seus pecados e crerem em Cristo para a salvação (Mc 16.16) —, elas serão salvas. Afinal, o Senhor Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus” (Lc 18.16). E Ele certamente se referia às crianças que ainda estão no período da inocência.

Nos próximos artigos desta série, pretendo discorrer mais sobre a grande exploração que está havendo ultimamente em torno dos assuntos escatológicos. Há, infelizmente, muitos especuladores, oportunistas, mercadejadores da Palavra (2 Co 2.17; 2 Pe 2.3), se aproveitando da credulidade do povo para apresentar uma escatologia aterrorizadora, amedrontadora, contrária ao que a Palavra de Deus estabelece. Aguarde o meu novo artigo sobre o assunto.

“Ora, vem, Senhor Jesus”.

Por Ciro Sanches Zibordi

domingo, 13 de junho de 2010

Os perigos da fofoca

"Menina, nem te conto!, Sabe fulana? Precisamos orar por ela (sic). Eu soube que... ti, ti, ti... blá, blá, blá...” Pronto. Não precisa mais nada para transformar a vida de fulana no assunto mais comentado pelos corredores da igreja. Não se sabe exatamente quando e como começou, mas não é de hoje que falar da vida alheia, ou melhor, fofocar faz parte da história da humanidade.

De acordo com o pastor Elinaldo Renovato, há na índole do ser humano, uma tendência para a intromissão na vida dos outros, para examinar, julgar e emitir opiniões e comentários sobre a vida alheia. "É mais fácil julgar a vida dos outros do que a vida própria de cada um", analisa.

Na opinião da psicóloga Sonia Pires, a vida alheia é a matéria-prima para os fofoqueiros. É dela que eles (os fofoqueiros), de maneira artesanal, irão tecer as tramas mais sórdidas. "Muitas vezes justificam como a 'preocupação com a verdade', em outras ocasiões escondem a esperteza de pessoas que refletem sentimentos de inveja, despeito, ciúme, raiva, maldade, vingança e fértil ocupação dos ociosos", analisa a especialista, destacando que, "o fofoqueiro não consegue ver nada de bom no sucesso, talento e conquistas das outras pessoas".

Pastor Elinaldo diz que as pessoas fofoqueiras devem ser confrontadas à luz da Palavra de Deus. Segundo o pastor, se for provado que houve má fé na divulgação de qualquer comentário, as pessoas responsáveis pela fofoca deverão ser, no mínimo, repreendidas. "Em alguns casos, talvez seja necessário a suspensão da comunhão. O problema é que jamais se viu alguém ser disciplinado por fofoca", comenta o pastor, destacando a exortação de Paulo em 2 Coríntios 12.20 para que não haja mexeriqueiros na igreja.

Fofoca é crime e faz mal.

Para algumas pessoas, tricotar, bisbilhotar ou fazer mexericos da vida alheia é um esporte prazeroso. No entanto, de acordo com o juiz Edson Jorge Cechet, membro da Assembleia de Deus em Porto Alegre, isso constitui crime de calúnia, injúria ou difamação e todas as vezes que alguém se sentir lesado ou ofendido pode recorrer à Justiça. Ele explica que, apesar de se confundirem, para cada um dos três delitos existem penas diferenciadas. Segundo ele, atualmente, essas questões são tratadas nos Juizados Especiais Criminais que buscam fazer a conciliação entre o ofendido e o ofensor. "Se as tratativas para composição não surtirem efeito, poderá ser instaurado o devido processo legal contra o que pratica o ato", explica.

Em artigo publicado na revista Você S/A, o consultor Gutemberg de Macedo afirma que "a fofoca é o mais desprezível dos vícios; pois, por não poder influenciar o espírito e o caráter dos sábios, rasteja como uma serpente venenosa e refugia-se na alma dos fracos e tolos". Segundo ele, as fofocas contaminam os bons costumes, azedam as relações interpessoais, destroem a eficácia do trabalho de profissionais e o ambiente de trabalho de inúmeras empresas.

"E dependendo da fofoca, a vítima pode carregar inúmeros traumas e as consequências podem ser muito graves", é o que afirma a psicóloga Sonia Pires. Segundo a especialista, a fofoca pode vir a acabar com a vida de uma pessoa ou contribuir para que desenvolva uma doença psicossomática, depressão e traumas no convívio social. "Infelizmente, existem pessoas desprovidas do amor de Deus e de misericórdia", lamenta a psicóloga, que ensina. "Como está escrito em 1 Pedro 3.10, 'Pois quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie a língua do mal e os seus lábios não falem engano'".

Por Sandra Freitas, via CPADNews

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Você acredita que existem crentes que creem mais em superstições do que na Bíblia?

Há alguns dias, tenho recebido e-mails um tanto estranhos. No bojo deles, enfatiza-se a crença em possíveis bênçãos ou maldições, e caso as insinuações ali postadas não forem observadas e levadas a cabo, podem surtir efeitos nocivos ao receptor. Parecem "trevos da sorte digitais". Segundo a Palavra, o prognóstico é pecado e condenável por Deus.

Em Deuteronômio 18.10-13, está escrito: “Em ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR, teu Deus”. Nestes versículos, fica bem patente a reprovação divina em relação a quem faz adivinhações, prognósticos, agouros, e coisas semelhantes.

Nos e-mails que recebo, quase sempre no final deles, dizem que quem não proceder conforme as orientações notificadas no corpo do texto, não terão um futuro próspero, como por exemplo, um casamento bem sucedido, ou uma vida feliz com os amigos, bem como com a família. Os escreventes disso não entendem nada da Bíblia, e pior, conseguem enganar alguns crentes com suas ilusões. Digo isso, porque muitas vezes recebo esse tipo de mensagem de cristãos desavisados. E mais, eles ainda contabilizam o número de e-mails que tenho que encaminhar ou mandar para os supostos enganados em potencial. É brincadeira...

A Palavra de Deus ensina que só a Deus é que pertence a sapiência do futuro, pois Ele é Onisciente, ou seja, Ele sabe de tudo (Sl 139.1-18; Mt 24.36; 1 Pe 1.2). O Senhor Jesus disse que cada dia tem as suas preocupações (Mt 6.34). Será que o Todo-Poderoso (Mt 28.18; Gn 1.1; 2 Co 6.18) não é capaz de cuidar de nós, reles mortais? Abraão reconheceu sua estrutura quando asseverou que era “pó e cinza” (Gn 18.27). Davi, sem hesitar, notificou: “Que é o homem para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Mas, no Salmo 138.6, diz: “Ainda que o SENHOR é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe”.

Diante de tudo o que já foi falado, não confiemos em superstições. Elas são o passatempo predileto dos que querem realizar seus desejos egoístas, e colocar medo nos símplices. Sigamos a orientação do salmista: “Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR. Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará” (Sl 27.14; 37.5). Confiemos em Deus (Sl 16.1, 2; 18.2 31.14; 119.81).

Confiante em Deus, e não iludido com superstições,

João Paulo M. de Souza



quinta-feira, 10 de junho de 2010

A personalidade e a deidade do Espírito Santo

Na Bíblia, o Espírito de Deus é descrito de uma maneira que não deixa dúvidas quanto à sua divindade. Lendo as Escrituras atentamente e respeitando o perfil da exegese, perceberemos traços pessoais na terceira Pessoa da Trindade.

O Espírito Santo mentaliza (Rm 8.27). Intenção significa “aquilo que se pretende fazer, aquilo que se procura alcançar”. Intercessão remete-se a uma “intervenção (a favor de alguém ou de algo); pedir, rogar, suplicar”. Uma força ativa por mais expressiva que seja não tem a faculdade de intentar nem de interceder.

O Espírito tem vontade: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo a cada um como quer” (1 Co 12.11). Uma influência de jeito nenhum pode possuir volição alguma!

O Santo Espírito de Deus tem sentimento: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção” (Ef 4.30). Observa-se claramente que Ele não é uma extensão de Deus, pois possui sentimentos intrínsecos de uma personalidade.

Além dos traços pessoais do Espírito, as Escrituras revelam também algumas atividades exercidas por Ele, tais como: revelar (2 Pe 1.21); ensinar e fazer lembrar (Jo 14.26); testemunhar (Gl 4.6); ajudar e interceder (Rm 8.26); falar (Ap 2.7, 11, 29; 3.6, 13, 22); ordenar (At 16.6, 7); testificar (Jo 15.26); entre outros. Enfim, Ele não deve ser enganado (At 5.3) nem blasfemado por quem quer que seja (Mt 12.31, 32). Ele realmente age, porque é uma pessoa.

No Amado,

João Paulo M. de Souza

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Fé: uma necessidade vital em tempos de incredulidade

A palavra fé está mais profundamente relacionada ao NT. Ela ocorre pelo menos duas vezes no AT (Heb.’ emun, “fidelidade”, Dt 32.20; Heb.’ emuna, Hc 2.4). A palavra equivalente no AT para fé é “confiança”. Esta, por sua vez, é encontrada cerca de 150 vezes no AT. No NT, a palavra grega “pistis” é usada tanto no sentido de fidelidade (Gl 5.22) quanto de confiança (Mc 11.22).

O que é fé, ou qual é a sua descrição?
a) “A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11.1, ARA).
b) “A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova [evidência] das coisas que não vemos” (Hb 11.1, NVI).
c) “A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver” (Hb 11.1, NTLH).

Para que serve a fé?
a) Serve para aproximar-nos de Deus (Mt 9. 19-22, 27-30)
b) Serve para agradarmos a Deus (Hb 11.6)
c) Serve para mover a mão de Deus (Mt 8.1-3, 5-10, 13; At 14.8-10)

Como obtê-la?
Através da pregação da Palavra de Cristo: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17, ARA; At 2.32, 36-41).

Quais os resultados da fé em Deus?
a) Salvação (At 2.36, 36-41; 16.23-34; Lc 19.9)
b) Transformação de vida (Lc 19.1-10; 1 Co 6.11)
c) Curas físicas e espirituais (At 3.1-8; Lc 10.17; 13.10-13; Mc 16.15-20; At 5.15, 16)
d) Milagres e prodígios (At 20.7-10; 2 Rs 2.12-14; 4.1-6; 6.1-7)
e) Reversão de situações irreversíveis (Lc 17.5, 6; Mt 17.20)

Como cultivar uma vida de fé?
a) Lendo, meditando e praticando diariamente a Bíblia (Rm 10.17; Sl 1.2; Js 1.8)
b) Orando sempre a Deus (1 Ts 5.17; Ef 6.18; 1 Tm 2.1; Dn 6.10; At 4.31)
c) Eventualmente jejuando (Mt 6.16; Mc 9.29; Ne 1.4; At 13.3)
d) Confiando plenamente no Senhor (Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38)
e) Vigiando para não desfalecer, ou seja, não perder a confiança em Deus (Mc 13.37; 14.38; 1 Pe 5.8, 9; Ap 3.11)

Portanto, se não tivermos fé, será impossível agradarmos a Deus! (Hb 11.6)

Em Cristo,

JPMS









sexta-feira, 4 de junho de 2010

Você conhece a unção do microfone?

Também conhecida como a síndrome da maritaca, a unção do microfone funciona, mais ou menos, assim: a cantora está sentada quietinha observando tudo. De repente, o dirigente do culto anuncia: “Vamos agora ouvir a irmã Gritalda Berros”, e ela dirige-se ao púlpito, segura o microfone e, com presença de palco, brada: “Aleluuuuuuiaaaaa... O povo que gosta de barulho já chegou?”, e assim inicia a sua performance debaixo de muita unção, mas não a do Santo (1 Jo 2.20), e sim a do microfone.

O cantor ou o pregador que se apresentam sob a unção do microfone assemelham-se muito à maritaca, uma ave da família do papagaio cuja característica marcante é o grito estridente. E eu posso falar sobre isso com conhecimento de causa. Pela graça de Deus, tenho, desde 1991, um ministério que envolve itinerância. Conheço muitos pregadores e cantores que são verdadeiramente servos do Senhor. Mas conheço outros que... misericórdia!

Há uma famosa cantora (famosíssima), conhecida por seus estridentes gritos, que não dá um aleluia durante o culto, mas, ao microfone, sua perfomance impressiona a muitos. A mim não comunica nada, pois dá sempre os mesmos pulos, os mesmos berros, fala as mesmas línguas estranhas... Interessante que, fora do templo, ela age como uma celebridade hollywoodiana. Já ficamos hospedados no mesmo hotel, e, no café da manhã, ela, de nariz em pé, simplesmente fingiu que não me viu.

Será que as celebridades evangélicas se esqueceram de que antes de serem cantores e pregadores precisam ser crentes em Jesus Cristo, servos de Deus? Até quando vocês pensam que sobreviverão à base da unção do microfone? Vocês pensam que podem enganar o Espírito Santo? O povo, em geral (a manipulável massa), não consegue perceber o quão distantes vocês estão do Senhor Jesus, pois está encantado, deslumbrado, quase hipnotizado, porém vocês sabem que, há muito tempo, não sentem mais a unção do Espírito... Até quando se esconderão atrás do sucesso, da popularidade, como se isso fosse o mais importante?

Em grandes eventos, vemos pregadores (pregadores?) cujas mensagens não têm conteúdo bíblico algum. Vivem à base da unção do microfone e de mensagens do tipo olhe-para-o-seu-irmão-e-diga-isso-e-aquilo. E ainda são piores do que os cantores, pois, quando os irmãos (principalmente obreiros do púlpito) não tomam parte em seus desvarios e delírios carnais, ficam bravos e começam a ofendê-los indiretamente.

Busquem a Deus, pregadores atingidos pela síndrome da maritaca, que vivem à base de berros e malabarismos. Vocês pensam que podem enganar o Senhor Jesus? Orem mais, leiam o Santo Livro, jejuem e entreguem ao povo faminto pão quente, e não essa mensagem enlatada, performática. Ela pode ser interativa, divertida e envolvente, mas não atinge a divisão da alma e do espírito (Hb 4.12).

Eu também sou pentecostal! Eu também costumo elevar a minha voz quando prego e sinto que a graça de Deus está sobre mim. Eu também dou brados de glórias a Deus, no momento certo. Não estou falando contra as características marcantes dos pregadores assembleianos. Mas eu tenho orado a Deus para não ter um ministério à base da unção do microfone. Não quero ser crente apenas em cima do púlpito ou com o microfone à mão.

Que não nos conformemos em viver de carisma, fama, popularidade, livros, CDs, DVDs... Não! Deus nos chamou, e a sua unção está à nossa disposição. Sejamos crentes de verdade, ungidos, e não atores, que confundem púlpito com palco, culto com espetáculo, e assim por diante.

Amém?


Por Ciro Sanches Zibordi

Fonte: Blog do Ciro