sexta-feira, 11 de junho de 2010

Você acredita que existem crentes que creem mais em superstições do que na Bíblia?

Há alguns dias, tenho recebido e-mails um tanto estranhos. No bojo deles, enfatiza-se a crença em possíveis bênçãos ou maldições, e caso as insinuações ali postadas não forem observadas e levadas a cabo, podem surtir efeitos nocivos ao receptor. Parecem "trevos da sorte digitais". Segundo a Palavra, o prognóstico é pecado e condenável por Deus.

Em Deuteronômio 18.10-13, está escrito: “Em ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR, teu Deus”. Nestes versículos, fica bem patente a reprovação divina em relação a quem faz adivinhações, prognósticos, agouros, e coisas semelhantes.

Nos e-mails que recebo, quase sempre no final deles, dizem que quem não proceder conforme as orientações notificadas no corpo do texto, não terão um futuro próspero, como por exemplo, um casamento bem sucedido, ou uma vida feliz com os amigos, bem como com a família. Os escreventes disso não entendem nada da Bíblia, e pior, conseguem enganar alguns crentes com suas ilusões. Digo isso, porque muitas vezes recebo esse tipo de mensagem de cristãos desavisados. E mais, eles ainda contabilizam o número de e-mails que tenho que encaminhar ou mandar para os supostos enganados em potencial. É brincadeira...

A Palavra de Deus ensina que só a Deus é que pertence a sapiência do futuro, pois Ele é Onisciente, ou seja, Ele sabe de tudo (Sl 139.1-18; Mt 24.36; 1 Pe 1.2). O Senhor Jesus disse que cada dia tem as suas preocupações (Mt 6.34). Será que o Todo-Poderoso (Mt 28.18; Gn 1.1; 2 Co 6.18) não é capaz de cuidar de nós, reles mortais? Abraão reconheceu sua estrutura quando asseverou que era “pó e cinza” (Gn 18.27). Davi, sem hesitar, notificou: “Que é o homem para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Mas, no Salmo 138.6, diz: “Ainda que o SENHOR é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe”.

Diante de tudo o que já foi falado, não confiemos em superstições. Elas são o passatempo predileto dos que querem realizar seus desejos egoístas, e colocar medo nos símplices. Sigamos a orientação do salmista: “Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR. Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará” (Sl 27.14; 37.5). Confiemos em Deus (Sl 16.1, 2; 18.2 31.14; 119.81).

Confiante em Deus, e não iludido com superstições,

João Paulo M. de Souza



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