quinta-feira, 27 de maio de 2010

Trindade Divina: uma realidade puramente bíblica

Credo de Atanásio, formulado no século 5:

Adoramos um Deus em trindade, e a trindade em unidade. Não confundimos as pessoas nem separamos a substância. Pois a pessoa do Pai é uma, a do Filho, outra, e a do Espírito Santo, ainda outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma divindade, glória igual e majestade coeterna. O que o Pai é, o Filho e o Espírito também são. O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito é incriado. O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o Espírito é imesurável. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito é eterno. E, não obstante, não há três eternos, mas sim um eterno. Da mesma forma, não há três (seres) incriados, nem três seres imensuráveis, mas um incriado e um imensurável. Da mesma forma, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito é onipotente. No entanto, não há três seres onipotentes, mas sim um Onipotente. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. No entanto, não há três Deuses, mas um Deus. Assim, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. Todavia não há três Senhores, mas um Senhor. Assim como a verdade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como Deus e Senhor, assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores. O Pai não foi feito de coisa alguma, nem criado, nem gerado. O Filho procede apenas do Pai, não foi feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas é procedente. Há, portanto, um Pai, não três Pais; um Filho, não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos. E na Trindade não existe primeiro nem último, maior nem menor. Mas as três Pessoas coeternas são iguais entre si mesmas, de sorte que, por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na Trindade quanto a Trindade na unidade devem ser adoradas.

Parece-nos um pouco complexo de se entender a Doutrina da Trindade, por tratar-se de pontos delicados. Porém, foi por meio desse dogma que os cristãos dos primórdios do cristianismo preservaram a declaração correta sobre a essência real de Deus. 

Para melhor entendimento da doutrina da Trindade divina, leia alguns versos (Mt 28.19; Jo 14.16, 17; 2 Co 13.13; 1 Jo 5.7; Jo 1.1). Além destas passagens, estude mais profundamente João 17. 

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