domingo, 23 de maio de 2010

Dioneia x concupiscência

Na natureza, existem milhões de plantas. Dentre estas, há uma bastante interessante, a Dioneia (Dionaea muscipula) - na foto ao lado. Esta planta, nas extremidades de suas folhas, possui lóbulos, dois ao fim de cada folha. Estes possuem, na parte interna, pêlos de disparo, ou seja, dispositivos que, ao serem tocados por alguma coisa, em especial uma presa, provocam a junção dos pequenos lobos, proporcionando a captura do inseto e uma refeição bastante apetitosa.

Ao observar o comportamento dessa planta, podemos traçar uma curiosa analogia em relação à concupiscência. Esta quase sempre parece agradável. Ela atrai e engoda o seu alvo (homem, ou mulher), criando um cenário tentador, através dos seus desejos mais penetrantes que, ao serem correspondidos, geram o pecado; sendo o pecado consumado, gera a morte (Tg 1.14, 15).

Para os que estão em uma situação espiritual embaraçosa, presos pelas próprias concupiscências (Hb 12.1; Tg 1.14; Rm 6.12), o remédio é Jesus (Mc 2.5, 10-12). O sangue do Senhor Jesus purifica de todo o pecado (1 Jo 1.7). “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas, o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13; Sl 51.1-4).

Em relação a nós, os que somos salvos, a receita é: “[...] quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda” (Ap 22.11). A única maneira de não ficarmos presos pelos “lóbulos da concupiscência”, é vivendo uma vida santa diante de Deus e dos homens (1 Pe 1.16; 2 Rs 4.9).


Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

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