quarta-feira, 5 de maio de 2010

Como deve ser um culto autenticamente pentecostal?


Caro leitor, infelizmente, hoje, no seio evangélico mundial, vê-se “movimentos estranhos” em cultos classificados como “cristãos”, onde supostos crentes parecem receber, da parte de Deus, uma certa "unção", uma unção que derruba as pessoas, e isso tem se alastrado de maneira virulenta também nos torrões brasileiros.

Novidades e mais novidades surgem a cada dia na esfera cristã. Na foto acima, vemos alguns "irmãos" deitados ao chão, em transe, fazendo caretas e chorando (ou fingindo?), como se estivessem adorando a Deus da maneira certa. Mas, ao lermos 1 Co 14.16-40, observamos o apóstolo Paulo ensinando a maneira correta de cultuar ao Senhor e comportar-se durante um culto. Então, urge a pergunta: como deve ser um culto realmente pentecostal, que agrade ao Altíssimo?

Primeiro, quanto à liturgia do culto: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem interpretação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para a edificação” (v.26). O doutor dos gentios diz que, num culto dito pentecostal, deve-se fazer tudo de maneira organizada e edificante, ou seja, todos os que estão presentes possam receber ensinamento divino e aprender, e não ficarem confusos quanto a liturgia do culto.

Segundo, quanto ao falar em outras línguas: “E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus” (v.27, 28). Aqui, fica bem claro que quem é usado com o dom de variedade de línguas (1 Co 12.10) deve controlar-se, isto com o fito de não causar desconforto no transcorrer do culto. 

Já vi pregadores que ficaram a maior parte do tempo da mensagem falando em outras línguas, como se todos entendessem o que ele proferia (1 Co 12.30). Aí eu pergunto, onde está o ensino? Onde está a edificação coletiva? Resumindo: os irmãos foram para casa sem terem sido bem alimentados espiritualmente (Mt 4.4).

Terceiro, quanto aos que são usados com o dom de profecia: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem... (v. 29-32). Geralmente, o Senhor não usa dois profetas ao mesmo tempo num mesmo culto, como se necessitasse disso. Gritantemente, o apóstolo diz: “Mas se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, ‘cale-se o primeiro’ (v. 30). Já houve situações embaraçosas num certo culto, onde duas pessoas profetizaram concomitantemente. Uma dizia: “Eu sou o Pai”, e a outra afirmava: “Eu sou o Filho”. Que lambança! Na verdade, a Bíblia afirma-nos que Deus não é Deus de confusão... (v.33; cf. Jo 10.30; Am 3.3).

Quarto, quanto ao espírito submisso, à obediência:  

“Porventura, saiu dentre vós a Palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor. Mas, se alguém ignora isso, que ignore” (v. 36-38). 

Observa-se no texto acima que Paulo mostra-se orientado pelo Espírito Santo em suas palavras: “[...] as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (v. 37). As Escrituras sagradas estão repletas de conselhos referentes à submissão (2 Co 9.13; Gn 26.5; Ex 40.16; Mc 14.13, 16). Um culto que não obedece aos ensinos ministrados pela Palavra de Deus, não é recebido pelo Senhor.

Quinto, quanto à decência e ordem no culto: “Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (v.39, 40). Paulo não proíbe os irmãos de profetizarem nem de falarem em línguas, mas admoesta-os que, antes de tudo, pensem na edificação dos outros (v.26). Para um entendimento mais profundo acerca da edificação da Igreja durante os culto, leia todo o capítulo 14 de 1 Coríntios.

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

Nenhum comentário: