terça-feira, 27 de abril de 2010

Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas


A Bíblia conta-nos que Deus enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que este pudesse cumprir toda a sua vontade (Mt 3.15; Jo 4.34; 5.30; 6.38). Para tanto, Jesus sempre demonstrou e continua dispensando sua amabilidade para com as pessoas que se voltam para Ele. Prova disso, é a variedade de seres humanos que compõe a sua Igreja (Jo 3.16; At 10.34; Rm 3.22; 10.12).

As Escrituras relatam-nos que, num certo dia, estando Jesus sentado em casa de Mateus (Mt 9.9, 10), o publicano, que também chamava-se Levi (Lc 5.29), quando este oferecia-lhe um grande banquete, estavam ali outros publicanos e pecadores sentados à mesa com Ele. Enquanto isso, os seus discípulos foram interrogados pelos fariseus, que diziam: “Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?” (Mt 9.11). Jesus, no entanto, ao ouvir isso, disse-lhes: “Não necessitam de médicos os sãos, mas sim, os doentes” (v.12). Mais adiante, O Mestre falou: “Misericórdia quero e não sacrifício” (v.13). Ou seja, Jesus estava refutando a atitude preconceituosa daqueles religiosos. Será que hoje não existem pessoas como os fariseus contemporâneos de Cristo?

Quando estava em Jope, no terraço da casa de Simão, curtidor, quase ao meio-dia, o apóstolo Pedro teve um “arrebatamento de sentidos, e viu o céu aberto e que descia um vaso, como se fosse um grande lençou atado pelas quatro pontas, vindo para terra, no qual havia de todos os animais quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou” (At 10.10-15). Este texto mostra que o Senhor trata as pessoas com imparcialidade. Ele, verdadeiramente, não faz acepção de pessoas! (Rm 2.11)

“Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas”, foi o que afirmou o irmão Tiago (Tg 2.1). O mesmo continua: “Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com vestes preciosas, e entrar também algum pobre com sórdida vestimenta, e atentardes para o que traz a veste preciosa e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui, num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, ficas aí em pé ou assenta-te abaixo do meu estrado, porventura não fizestes distinção dentro de vós mesmos e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?” (v.2-4). A predileção por pessoas tem sua origem nos “maus pensamentos” (v.4). Entretanto, o cumprimento da lei real é este: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo” (v.8).

Agir com equidade é o que Deus espera de nós, que professamos o seu amoroso nome! Certa feita, disse Paulo: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Ef 5.1, 2).

Em presença de Cristo,

João Paulo M. de Souza

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