sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!

Para mim, o ano de 2010 foi de bênçãos, apesar de ter perdido o meu amado pai, José Barbosa, no último dia 10. Entretanto, o Senhor consolou-me (Jo 14.26).

Desejo que, em 2011, nossas vidas sejam repletas de obras de justiça. "Assim resplandeçam a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas obras e glorifiquem o nosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.16). Que continuemos a experimentar "a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2). E, altamente, a Palavra seja reverenciada em nossas vidas e o Senhor Jesus, glorificado! (Mt 4.4; 21.9)

"A todos... amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (Rm 1.7). Feliz 2011, em nome de Jesus!

João Paulo M. de Souza

Como o apóstolo "Paulo" era chamado depois de sua conversão?


Paulo foi um distinto servo do Senhor, levando a semente da Palavra de Deus a muitos lugares por onde passou. Ele mesmo falou um pouco dele: “... fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios, na fé e na verdade” (1 Tm 2.7; cf. 2 Tm 1.11). Mas, afinal, depois de sua conversão, ele teve o seu nome mudado?
Na Bíblia, podemos observar alguns personagens que tiveram os seus nomes mudados por Deus (Gn 17.5, 15; 32.28). Entretanto, em relação a “Paulo”, não vemos isso. Observe o que diz Atos 13.9: “Todavia, Saulo, que também se chama Paulo”. Em suma, o apóstolo era chamado tanto de Saulo quanto de Paulo.
Em Jesus,
JPMS

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Os fariseus estão à solta!

No passado, muitos fariseus odiavam Jesus, posto que este ensinava (e continua ensinando) o caminho da humildade aos homens (Lc 9.23). Hoje, parece que o mesmo episódio continua a acontecer no seio evangélico, pois boa parte de nós ainda não aprendeu o salutar exemplo de Cristo (Mt 11.29). Muitos querem prestígio, fama e "tapinha" nas costas! Quando não são exaltados e massageados pelos elogios dos símplices ou maus intencionados (Pv 29.5), ficam tristes, fazem biquinho, como quem não gostou do viram. 

Para o nosso ensino, a parábola que o Humilde dos humildes deixou como exemplo e advertência:

"E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este [o publicano] desceu justificado para sua casa, e não aquele (o fariseu); porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado" (Lc 18.9-14).

O Mestre Jesus corrobora: "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer" (Lc 17.10). Portanto, quando fizermos alguma coisa pra Deus, não desviemos a glória que só deve ser dirigida ao Senhor!

Em Cristo,
João Paulo M. de Souza

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quem está em Cristo, nova criatura é


Ef 4.22-32:

Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano;

E vos renoveis no espírito da vossa mente;

E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.

Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros.

Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.

Não deis lugar ao diabo.

Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.

E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.

Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós,

Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

Graça e paz da parte de Deus e da do Senhor Jesus Cristo.

Paulo, apóstolo

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Olha para mim e tem piedade de mim



“Olha para mim e tem piedade de mim, conforme usas com os que amam o teu nome” (v.132)

A oração sábia deve ser elaborada com humildade e reconhecimento da sublimidade e do senhorio de Deus sobre todas as coisas. Com isso em mente, o salmista, necessitado de ajuda imediata, pede que o Senhor olhe para ele e ministre Sua misericórdia: “Olha para mim e tem misericórdia de mim”. Em Lamentações de Jeremias 3.22, diz assim: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim”.

Os que amam o santo nome do Senhor são acobertados por sua bondade e misericórdia (Sl 145.20). Deus jamais se esquece de auxiliar aqueles que lhe amam (Is 64.4). Na verdade, diz o Senhor: “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti. Eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado” (Is 49.15, 16).

Em presença de Deus,

JPMS

Feliz Natal!

Deus seja louvado pelo seu muito amor com que nos amou (Ef 2.4),  e conceda a todos, visitantes e amigos deste blog, um final de ano muitíssimo abençoado! Que Cristo, que nasceu em nossos corações, vá crencendo mais e mais! E, para aqueles que ainda não tiveram uma experiência profunda com o Filho de Deus, desejo-lhes o Verdadeiro Natal, ou seja, o genuíno nascimento do Senhor e Salvador em seus corações! (Lc 2.11)

Feliz Natal a todos!

João Paulo M. de Souza

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Pedis e não recebeis, porque pedis mal



A pergunta em questão foi proferida pelo Senhor Jesus ao receber Bartimeu, o cego, que estava assentado junto ao caminho, durante a Sua saída de Jericó: Que queres que te faça? (Mc 10.46). Neste texto, o que me maravilhou foi o fato de o cego, humildemente, pedir apenas o que necessitava ao Senhor: “Mestre, que eu tenha vista” (v.51).

A despeito de Bartimeu ter um final feliz (v.52), muitos crentes, hoje, não alcançam o mesmo fito. Porque isto acontece? Por causa das más petições ou dos pedidos incoerentes: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal” (Tg 4.6). Na verdade, o que é pedir mal? Pedir visando o “deleite egoístico” (Tg 4.6).

Imaginemos Jesus perguntando a um “cristão”: “O que você quer que eu lhe faça?”. O "servo" responde: “Deus santo, eu quero somente uma bela casa com piscina, à beira da praia, no lugar mais sofisticado da cidade!” A outro, o Mestre interpela: “Peça-me, que eu te darei qualquer coisa”. Em resposta, o servo diz: “Meu Senhor, eu quero ser rico! Quero ter fama, afora fazenda , carros etc.” Agora, perguntamos: Será que essas petições serão ouvidas por Deus? Segundo a Bíblia, não. Pois a Palavra de Deus afirma: “Mas Buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça” (Mt 6.33; cf. Cl 3.1-3). Quando trocamos as prioridades das coisas passamos a errar!

Em presença de Deus,

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A infinitude da Palavra


“A toda perfeição vi limite, mas o teu mandamento é amplíssimo” (v.96)

“Todas as coisas têm o seu limite” (NTLH), isto é, apesar de os homens admirarem milhares de coisas que existem ou possam existir, elas são, por natureza, finitas: “A toda perfeição vi limite”. Toda sabedoria e todo conhecimento do homem, por mais profundos, consideráveis e bons que sejam, possuem limitações. “Vaidade de vaidades! – diz o pregador, vaidade de vaidades! É tudo vaidade” (Ec 1.2).

Ao contrário das coisas criadas, o mandamento de Deus é amplíssimo ou ilimitado (ARA)! “O seu mandamento se aplica a tudo” (NTLH). A explicação da Palavra do Senhor traz “luz e da sabedoria às pessoas simples” (v.130, NTLH). Por essa razão, disse o salmista: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (v.105).

Em Deus,
JPMS

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O amor de muitos se esfriará

O doutor dos gentios, quando falava com Timóteo, previa, pelo Espírio, a situação do mundo vindouro. E parece-nos que esse tempo já chegou! Portanto, cheguemo-nos mais perto de Deus, para que estejamos protegidos sob a sua infinita sombra (Sl 91.1). Infelizmente, o amor  verdadeiro está se esfriando no coração de muitas pessoas! (Mt 24.12)

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te" (2 Tm 3.1-5).

No amor de Cristo,

JPMS



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Orai uns pelos outros

A oração é uma prática imprescindível à vida cristã, pois é através dela que podemos alcançar bênçãos divinas (1 Jo 5.14, 15). Um cristão que não ora por si mesmo e, sobretudo, pelo seu próximo é fraco na fé e inexpressivo na obra de Deus. No entanto, o crente que fala com Deus tem força espiritual e vivacidade para trabalhar no labor do Senhor, bem como interceder pelos outros (Jo 17).

Como estamos em batalha espiritual (Ef 6.10-18), nada melhor do que auxiliar os nossos irmãos, com orações e súplicas – e, claro, sem se esquecer dos inimigos!

“Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens. Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda” (1 Tm 2.1, 8).

Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18).
“Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus” (At 12.5).

“Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados. A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder” (Tg 5.16).

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem” (Mt 5.44).

“Quando Daniel soube que o rei tinha assinado a ordem, voltou para casa. No andar de cima havia um quarto com janelas que davam para Jerusalém. Daniel abriu as janelas, ajoelhou-se e orou, dando graças ao seu Deus. Ele costumava fazer isso três vezes por dia” (Dn 6.10).

 Em Cristo,

JPMS


sábado, 27 de novembro de 2010

Não chores

O filho da viúva de Naim estava morto. Ela, em prantos, não conseguia se conter - e não era para menos, pois a sua única semente havia morrido. Nesse ínterim, Jesus resolveu visitá-la, "e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão" (Lc 7.11).

A Bíblia diz que quando Jesus chegou perto da entrada da cidade, deparou-se com um enterro (v.12). Ali, estavam pessoas tristes e desconsoladas, uma mãe chorosa, e um garoto vencido pela morte. Que cenário fúnebre! Que situação arrasadora!

Ao ver a senhora em lágrimas, e enquanto o seu coração se comovia, Cristo diz a mulher: “Não chores” (v.13). Esta foi uma palavra amiga e eficaz num instante tão crítico da vida. “E, chegando-se, tocou o esquife [no caixão, NTLH] (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo, levanta-te. E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe” (v. 14, 15). 
Amado leitor, não sei o que estás a passar, mas sei de uma coisa: Cristo te pode ajudar! Ele mesmo disse, em sua Palavra: “É-me dado todo o poder no céu e na terra. EU SOU O QUE SOU” (Mt 28.18; Ex 3.14). Portanto, NÃO CHORES!
Em Cristo,
João Paulo M. de Souza  

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Bem aventurados os que trilham os caminhos retos...

Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do SENHOR... (Sl  119.1, 2)

Os que trilham caminhos retos têm garantia de uma vida ditosa (v.1). Os irrepreensíveis são bem-aventurados (v.1; 1.1; 32.2). Por isso que, ao falar da genuína felicidade, o salmista deixa tácito o verbo “ser” antes do vocábulo bem-aventurado. Ele exprime o grande valor que as pessoas felizes dão à Lei do Senhor. São prósperos os que seguem os bons e confiáveis conselhos divinos (Jó 1.1; 2.3; Nm 12.7; Dn 1.8; Is 53.9; Mt 27.19; 1 Pe 2.21; 1 Jo 2.6).

Andar na Lei do Senhor (v.1) não se restringe em apenas lê-la, ouvi-la e pregá-la, mas em guardá-la verazmente (Ap 1.3; Sl 40.8). Em Deuteronômio 6.6, 7, está escrito: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”. “A lei do SENHOR é perfeita e refrigera a alma” (Sl 19.7). Ela faz prosperar o caminho daqueles que lhe observam (Js 1.7,8; Jo 17.17; Sl 119.11; Dt 28.1,2).

Em Cristo,

JPMS

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Os meus olhos desfaleceram... mas não me esqueci dos teus estatutos

Os meus olhos desfaleceram, esperando por tua promessa; entretanto, dizia: Quando me consolarás tu? Pois fiquei como odre na fumaça; mas não me esqueci dos teus estatutos” (v.82, 83)

Enquanto esperava pela promessa de Deus, os olhos do salmista desfaleciam”. Esta era uma situação protelatória e difícil de suportar, visto que “a esperança demorada enfraquece o coração” (Pv 13.12). Ou seja, o longo tempo de espera pode desenvolver no indivíduo tristeza e desânimo: “Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem esperando em Deus” (Sl 69.3).

Apesar de não ter a resposta no tempo que esperava, o esperançado deflagra uma pergunta: “Quando me consolarás tu?" É interessante entender que o crente passa por situações desconfortantes aqui, como disse Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16.33). Às vezes, apenas as lágrimas podem nos servir de mantimento! (Sl 42.3)

O odre quando exposto à fumaça, elemento que servia para suavizar o vinho, ficava enegrecido, enrugado e, praticamente, irreconhecível. Semelhantemente, o salmista estava com sua aparência modificada por causa de sua exposição às provações: “Pois fiquei como odre na fumaça”. Mas, a despeito disso, diz: “Não me esqueci dos teus testemunhos”.

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Qual é o real objetivo dos evangélicos em utilizar as mídias?

Ultimamente, temos observado pessoas que se dizem cristãs e, até certo ponto, influentes nessa área, vociferarem utilizando os vários meios de comunicação. O interessante disso tudo, é que criticam, de forma explícita, os seus próprios irmãos em cristo. Esta prática serve mais para denegrir o segmento genuíno cristão do que expor sua face real.

Será que devemos deixar de proclamar o conteúdo sacrossanto da Palavra de Deus e viver falando, com ousadia, da vida dos outros? Apesar de podermos julgar até certo ponto a vida dos outros (1 Co 5.11), lembremo-nos de que "toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;  para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2 Tm 3.16).

A defesa do Evangelho é necessária até certo ponto. Quando extrapolamos seus limites, torna-se vergonhosa e inaceitável - digo isso porque a maioria dos blogs "famosos" que, às vezes visito, bem como canais de TV, só se preocupam em evidenciar a realidade decadente dos outros. Sei que é oportuno nós refutarmos as heresias, mas sejamos sóbrios, sem buscar apenas os nossos interesses: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros" (Fl 2.3, 4).

Ao utilizarmos as mídias, busquemos glorificar somente a Deus: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1 Co 10.31). De outro modo, não passaremos de meros faladores destituídos do verdadeiro amor de Deus (Mt 5.44).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Em tudo dai graças

O agradecimento é algo maravilhoso, é expressão que manifesta gratidão. Ele deve permear o coração de todos que buscam agradar a Deus. Por sinal, não existe nada melhor do que agradecer depois de ser assistido ou ajudado por Quem realmente tem um coração bondoso (Sl 27.13).

"Em tudo dai graças" foi a exortação do apóstolo Paulo aos irmãos tessalonicenses (1Ts 5.18). Continuando a frase, ele disse: "porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco". Observe que é do agrado de Deus um coração grato. Jesus, antes de ordenar a ressusrreição de Lázaro, agradeceu ao Pai: "Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido".

Mediante o que já foi falado, demos graças pelas alegrias e pelas decepções; pelos ganhos e pelas perdas; pela vida e pela morte etc.: " E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos" (Cl 3.15).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O SENHOR é a minha porção...

Se Deus permitir, de tempos em tempos estaremos postando escritos sobre o Salmo 119. Nele, aprenderemos acerca do valor da Palavra e os seus ensinos inestimáveis. Esse Salmo, como toda a Bíblia, é muito maravilhoso e instrutivo. Portanto, meditemos e sejamos edificados em Deus.

“O SENHOR é a minha porção; eu disse que observaria as tuas palavras” (v.57)

Deus é a “porção” inestimável do piedoso cristão. É a verdadeira sabedoria (Rm 11.33; 1 Co 1.24, 30). Nada se assemelha a Ele: “O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação e o meu alto refúgio” (Sl 18.2). Nele, “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.3).

O termo "Observar", no verso em apreço, quer dizer “guardar” (ARA), ou seja, o salmista não procuraria enganar a si mesmo (Tg 1.22).

No Amado,

João Paulo M. de Souza

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ele sempre estende a Sua mão


Na caminhada da vida, deparamo-nos com momentos graciosos e encantadores, que nos levam a estarmos leves e sossegados. Por outro lado, muitas vezes passamos por situações dificultosas e calamitosas, porque somos suscetíveis a isso (Jó 1, 2). Mas em meio aos momentos aflitivos, encontramos uma mão amiga e ajudadora, a mão de Jesus Cristo.

Certo dia, após alimentar milagrosamente uma multidão de mais de cinco mil homens, além de mulheres e crianças, o Mestre Jesus, à beira do mar da Galileia, ordenou que os seus discípulos entrassem num barco e passassem adiante, para o outro lado do lago. “E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada já à tarde, estava ali só” (Mt 14.23).

Após receberem uma ordem, os discípulos Pedro, João, Tiago e companhia obedeceram à voz do seu Senhor e entraram no barco. Enquanto a embarcação açoitada pelas ferozes ondas seguia o seu caminho, no meio do mar sobreveio-lhes um vento oposto (v.24), de modo que trouxe terrível expectação para os tripulantes. Em meio ao desespero, à quarta vigília da noite, surge um homem caminhando sobre o mar. Que homem seria aquele? Seria um fantasma? Os homens ao vê-lo, ficaram espantados e gritavam com medo. Entrementes, ele bradou: “Tende bom ânimo, sou eu; não temais” (v.27). Aquele homem era Jesus! O mesmo que estendeu Sua “santa mão” para livrar Pedro de morrer afogado no imenso lago (v. 31).

A despeito das intempéries da vida, o nosso Senhor nunca nos esquece (Is 49.15). Ele pergunta-nos: “Sou eu apenas Deus de perto, diz o SENHOR, e não também Deus de longe?” (Jr 23.23). No tempo certo (Ec 3.1), o Todo-Poderoso agirá em nosso favor (Gn 22.10-12; Jo 5.1-9). Ouçamos o que o escritor aos Hebreus admoesta-nos: “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará” (Hb 10.36, 37).

Seguro por Cristo,

João Paulo M. de Souza









segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Não temas, porque eu sou contigo

Na vida cristã, não existe nada mais eficaz do que esperar no Senhor. O Eterno sempre tem uma maneira de nos ajudar. Ele é especialista em atuar em situações impossíveis. Ele é o Deus Todo-Poderoso (Mt 28.18).

Diz-nos a Palavra de Deus que há um tempo para tudo (Ec 3.1). Se há uma ocasião para todas as coisas acontecerem, logo não precisamos ficar desesperados, apesar de, às vezes, ficarmos ansiosos (Lc 12.26). 

 Antes mesmo da festa da páscoa, Jesus afirmou para Pedro: "O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois" (Jo 13.7). Com esta afirmação, o Dono do universo queria dizer: "Eu sei o que estou fazendo agora; porém, no tempo certo, você entenderá tudo". Quantas vezes ficamos preocupados como os discípulos, não é mesmo? Entretanto, lembremo-nos de que o nosso Pai sempre está conosco: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça" (Is 41.10).

Em Deus,

João Paulo M. de Souza

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Quem é a "pedra" de Mateus 16.18?

Muitos pensam que a essência da assertiva de Jesus acerca do alicerce de Sua Igreja foi o apóstolo Pedro. Entretanto, jamais podemos interpretar as Escrituras Sagradas usando simplesmente a nossa língua corrente, esquecendo-se de recorrer aos textos originais nos quais a Bíblia foi escrita. Para quem não sabe, o Antigo Testamento foi escrito na língua hebraica, bem como alguns trechos dessa mesma parte em aramaico; o Novo Testamento foi elaborado em grego.

Em Mateus 16, é narrada a história da maravilhosa confissão de Pedro acerca de Jesus. Alguns homens daquela época achavam que Cristo era "João batista"; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas" (v.14). No entanto, o Mestre interrogou os seus discípulos: "E vós, quem dizeis que eu sou?" (v.15). Foi então que Simão respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (v.16). Consequentemente, foi elogiado por sua afirmação, porque teve a aprovação divina (v.17). Já no verso 18, o Senhor diz: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".

"O significado dessa passagem é que Cristo edificará a sua igreja sobre a verdade da confissão feita por Pedro e os demais discípulos, isto é, que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (v. 16; At 3.13-26). Jesus emprega um trocadilho. Ele chama seu discípulo de "Pedro" (gr. Petros, que significa uma pedra pequena). A seguir, Ele diz: "Sobre esta pedra (gr. petra, que significa uma grande rocha maciça ou rochedo) edificarei a minha igreja", isto é, sobre a confissão feita por Pedro" (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág 1421).

O Senhor e Salvador Jesus Cristo é o único e verdadeiro alicerce da Igreja (1 Co 3.11; 2 Co 11.4; Ef 2.20). O resto é resto!

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza




domingo, 15 de agosto de 2010

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas

Neste domingo, na Escola Bíblica Dominical, tivemos a oportunidade de estudar acerca dos "falsos profetas". Um estudo maravilhoso e que chama bastante atenção no que tange aos falsos ensinos propalados pelos falsos ensinadores. Jesus afirmou que estes viriam "vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores" (Mt 7.15).

Atentemos para o que disse o apóstolo Pedro: "E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgastou... e muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade" (2 Pe 2.1). Semelhantemente, João adverte: "Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1 Jo 4.1).

Portanto, não nos enganemos com os "grandes pregadores" e " pretensos ensinadores", que difundem suas prédicas em CD's e DVD's ect. Acautelemo-nos deles (Mt 7.15). Observemos bem o conteúdo de suas mensagens; se elas são, de fato, bíblicas ou não; se passam pelo crivo sacrossanto da Palavra de Deus (Hb 4.12; 1 Ts 5.21; 1 Co 4.6). Porque "se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema (Gl 1.9).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza




quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Princípios cristãos observados na vida de Daniel

Ao lermos um pouco sobre a vivência na Babilônia de Daniel, Ananias, Misael e Azarias, podemos tirar várias diretrizes sádias para a nossa vida em Cristo. Por isso arrolamos algumas nesta postagem, vislumbrando a leitura, meditação e prática piedosa do leitor acerca delas. Obviamente: "nós" não estamos fora disso.

Existem vários princípios vividos pelos três jovens - Ananias, Misael e Azarias -, entretanto, ater-me-ei, mais precisamente, nos de Daniel:

1. Convicção de fé. Sabia o que queria, ou seja, tinha plena convicção das suas escolhas: “E Daniel assentou no seu coração...” (v. 8; Hc 2.4b; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38)

2. Obediência aos mandamentos de Deus. Sabia que para ser um cristão autêntico, precisava seguir regras divinas: “E Daniel assentou no seu coração não se contaminar” (v.8; Dt 6.4-6; Mt 22.37; Lc 10.27; Jo 8.31; Sl 119.106)

3. Santificação. Vivia uma vida consagrada a Deus: “... não se contaminar...” (v. 8; Lv 11. 45-47; Dt 32.38; Sl 1.1-3; 141.4; 1 Pe 1.13-16)

4. Visão. Possuía visão espiritual. Conseguia discernir as coisas, ou seja, os perigos e os riscos: “... a porção do manjar do rei... o vinho que ele bebia... [contaminavam] (v. 8; 1 Co 2.15, 16; Sl 25.14; Pv 28.5; Ec 8.5; Ef 4.13, 14; Fl 1.10; 4.8)

5. Trato ou comunicação. Não era ignorante, pois sabia se comunicar civilizada e prudentemente (v.8-14; 1 Tm 4.12; Pv 15.5; Cl 4.5, 6)

6. Contentamento. Em nenhum momento murmurou do cardápio, porque sabia que estava agradando ao Senhor (v. 12-16; Fl 4.11-13; 1 Tm 6.6)

7. Voluntariedade. Sempre demonstrou um espírito voluntário em relação a Deus (v.8, 11, 12; Lc 9.23; Mt 10.38, 39; Sl 51.12)

8. Oração. Ele orava sempre ao seu Deus: “(...) três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus” (6.10; Mt 14.23; Mc 6.46; Lc 9.28; Gn 25.21; 1 Rs 18.36-38)

9. Leitura da Palavra de Deus. Possuía o hábito de ler a Bíblia constantemente (9.2; Sl 1.1-3; Js 1.7, 8; 1 Tm 4.13; Lc 4.16; Ed 7.10; At 8.35)

Aconselhamos ao amado leitor conferir, se possível, todas as referências, pois iluminarão o vosso entendimento espiritual.

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Extrema corrupção no mundo ante à volta de Cristo

Observando a situação das pessoas no mundo hoje, fico admirado como muitas delas estão tão parecidas com aquelas que Paulo revelou a Timóteo. Tudo isso aponta para a volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Por essa razão, estejamos despertos, para não sermos pegos de improviso. 

Disse o apóstolo: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e a mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela" (2 Tm 3.1-5). São verdadeiros dias difíceis! Interessante foi a orientação que o homem de Deus deu no final do verso cinco: "Destes afasta-te".

Tomemos muito cuidado com as escolhas de nossas amizades, senão seremos reprovados duramente pelo Senhor (1 Co 15.33; 2 Co 6.17, 18; Mt 24.38, 39). 

Em Cristo,

JPMS

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dos filhos de Jacó, quem recebeu a primogenitura?

Segundo as Escrituras, Jacó teve doze filhos. Por ordem: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. Estes foram os filhos do patriarca, afora uma filha, Diná, filha de Leia (Gn 30.21; 34.1), que mais tarde pecaria com  Siquém, filho de Hamor (Gn 34.2, 5).

De acordo com a tradição judaica, o primeiro filho ou primogênito deveria herdar porção dobrada de tudo quanto o seu pai possuía, por ser "o princípio da força" deste, mesmo sendo filho da mulher aborrecida (de quem o pai gostasse menos, Dt 21.17, NTLH). Em suma, primogenitura era a prioridade de idade entre irmãos e irmãs.

A pergunta em questão parece fácil de ser respondida, mas, na verdade, não o é. Naturalmente, Rubén seria o mais cotado ou garantido a receber duas vezes mais do que seus irmãos, todavia não foi isso que aconteceu. Devido a uma fornicação incestuosa, pois o mesmo "deitou-se com Bila, concubina de seu pai" (Gn 35.22), ele acabou perdendo seus direitos de primogênito. Perdeu permanentemente  a posição de liderança e de herdeiro honrado dentre seus irmãos (Gn 49.3, 4). 

Por causa da falha moral de Rúben, a "coroa" de primogenitura despencou de sua cabeça e foi parar, conforme 1 Cr 5.1, na cabeça dos filhos de José: "Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (porque ele era o primogênito, mas, porque profanara a cama de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; para assim não ser contado na genealogia da primogenitura. Porque Judá foi poderoso entre seus irmãos, e dele provém o príncipe; porém a primogenitura foi de José)".

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sem mim nada podeis fazer

Numa sociedade sem Cristo, não é difícil encontrar alguém que se ache autossuficiente. Entretanto, o que me intriga e deixa-me enternecido, é o fato de, entre os evangélicos, existir pessoas desconhecedoras, ignorantes e até contumazes quanto ao conhecimento do senhorio e da soberania de Jesus sobre todas as coisas.

Um ímpio dizer que pode, que sabe, que faz, e que é, podemos até compreender, porque, segundo a Bíblia, o mesmo é ignorante (At 17.30; 1 Pe 1.14; 1 Co 2.14). Em Atos 12.21, 22 (NTLH), está escrito: “Herodes marcou um dia com eles e nesse dia vestiu a sua roupa de rei, sentou-se no trono e começou a fazer um discurso. E o povo gritava: – É um deus e não um homem que está falando!” No verso 23 desta mesma passagem, fica evidente que o estadista gozou da honra que só a Deus é devida. Isso, para quem tem a “unção do Santo” (1 Jo 2.20; 27), torna-se inteligível (1 Co 2.15).

No meio evangélico, essa realidade está mais perto do que longe – principalmente quando se refere a alguns cantores, pregadores, dirigentes etc. Estes se valem muitas vezes da posição que usufruem, para exprimir estrelismo, quando, na verdade, são apenas “pó e cinza” (Gn 2.7; 3.19, 23; 18.27; 2 Co 5.1; Is 64.8). Davi, ao conversar com Deus, perguntou: “Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?” (Sl 8.4).

Às vezes, pessoas populares praticam o exclusivismo, partilhando da “síndrome de Elias”: “Eu fiquei só” (1 Rs 19.10, 14). Estas se esquecem de que existem outros crentes fieis usados poderosamente pelo Senhor (v.18). Quando o profeta falou a Deus acerca do seu estado solitário, ele quis afirmar que a obra divina não poderia prosseguir sem a sua parcela de contribuição. Todavia, este pensamento foi fútil e pobre.

A música, a mensagem, ou qualquer outro serviço na casa do Senhor, quando feito sem o fundamento dos apóstolos e dos profetas (Ef 2.20; 1 Co 3.11), certamente será ineficaz, porque disse Jesus: “Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer” (Jo 15.5). “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!” (Jo 1.1-3; Rm 11.36).

Toda a honra, toda a glória e todo o louvor sejam para Jesus Cristo!

João Paulo M. de Souza



quarta-feira, 21 de julho de 2010

O exemplo de Davi


Após errar com Bate-Seba, Davi acha-se em maus lençóis. Isso porque havia desobedecido ao seu Deus, que exige santidade dos seus filhos (1 Pe 1.16; Ef 5.1). Por isso, resolve derramar-se diante dEle, externando um clamor profundíssimo, onde descobre ao Misericordioso seu estado pecaminoso e pede perdão (Sl 51).

“Apaga as minhas transgressões... apaga todas as minhas iniquidades... porque eu conheço as minhas transgressões" (v.1, 9, 3). Apagar significa “fazer desaparecer” ou “extinguir”. Só Deus pode apagar as nossas culpas e nos redimir dos nossos pecados: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9).

“Lava-me completamente da minha iniquidade... lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve” (v.2, 8). Lavar, segundo o Dicionário Houaiss, quer dizer “eliminar as impurezas de (produto, material), submetendo-o a banhos”. Aproveitando esta expressão lexical, podemos aplicá-la em consonância, simbolicamente, ao sangue do Cordeiro, que serve de lavador de pecados, e que dá direito à árvore da vida e à cidade santa (Jo 1.29; Ap 22.14; 21.27).

“Purifica-me do meu pecado... purifica-me com hissopo” (v.2, 7). O salmista encontra-se imundo espiritualmente, então, precisava da pureza do Senhor (v.4). Ele queria livrar-se dos seus terríveis pecados e máculas morais, daí dizer: “Purifica-me”. Depois faz alusão ao “hissopo”, planta utilizada pelos judeus na cerimônia ritual de purificação.

Apaga, lava-me e purifica-me são expressões de arrependimento utilizadas pelo transgressor, Davi. Eis um bom caminho para aqueles que se entregaram ao pecado, e, no momento, querem sair dele: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

Em Cristo,

João Paulo M. de Souza

terça-feira, 20 de julho de 2010

Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus


Houve um tempo na minha vida em que eu relacionava o desempenho de alguns pregadores, no púlpito, à sua intimidade com o Eterno. Pensava que por eles muito gritarem, berrarem e rugirem ao microfone, bem como fazerem trejeitos extravagantes, eram cheios do poder de Deus. Entretanto, num certo dia, pelas Escrituras Sagradas, cheguei a entender que, na verdade, são Elas que ensinam e mostram o caminho para a recepção da verdadeira autoridade divina.

O apóstolo Paulo disse: “Quando era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (1 Co 13.11). Observe que “quandoele chegou a ser homem, “desistiu das coisas próprias de menino” (ARA). Tanto o ouvinte quanto o pregador dos oráculos de Deus passam pelo estágio espiritual pueril (Jo 3.3, 5, 6). Isto é uma realidade irrefutável.

A despeito de usarmos “fraldas espirituais” nalgum tempo da vida cristã, elas não devem permanecer para sempre conosco. Um dia, temos que abandoná-las: “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” (Hb 5.12-14).

Uma boa mensagem não é aquela em que o predicador tenta convencer o povo pelos seus tenazes artifícios - algo que é puramente supérfluo e desedificante; ou que esboce, pela sua loquacidade (facilidade ou aptidão para discursos), persuadir o auditório. Ao contrário disso: uma verdadeira exposição da Palavra é aquela em que o transmissor, busca transmiti-lA sem rodeios e espalhafatos; e, estar preocupado em edificar os que lhe ouvem: “Assim também vós, se, com a língua, não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar” (1 Co 14.9). Este texto, apesar de ser utilizado em relação ao dom de línguas, pode, facilmente, servir de iluminação ao que já foi comentado.

Na verdade, o que realmente pode nos transmitir poder e autoridade espiritual é a Palavra do Senhor (Lc 24.27, 32). Daí Jesus dizer: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus (Mt 22.29). Ou seja, só pode “experimentar” o poder divino, quem, primeiro, procurar “conhecer” a Bíblia (Sl 1.2).

Na presença de Deus,

João Paulo M. de Souza

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Bíblia: o alimento indispensável para o espírito e para a alma!

Por João Paulo Souza


O crente envolvido com o pecado fica com a alma debilitada e busca forças para vencer essa fase tão difícil da vida. Nessa situação, a fraqueza de espírito é um estado embaraçoso. Consequentemente, fica sem autoridade espiritual e sente uma terrível inapetência pelas coisas de Deus, desprezando, aos poucos, o alimento da alma e do espírito, a Palavra do Senhor.

O escritor aos Hebreus alerta quanto a possibilidade de embaraços espirituais na caminhada cristã (Hb 12.1). Ninguém está livre de pecar (Jo 8.7). Entretanto, alguns crentes têm se deixado levar pelos convites mundanos e enfraquecido sua comunhão com Deus.

No Salmo 6.2 da Bíblia Nova Versão Internacional (NVI), Davi expressa-se assim: "Misericórdia, SENHOR, pois vou desfalencendo! Cura-me, SENHOR, pois os meus ossos tremem". Aqui, afirma desfalecer porque estava "doente" de pecado, reconhecendo merecer o castigo de Deus. Já na versão de Almeida Revista e Atualizada (ARA), ele diz: "Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados". Nesta última tradução, fica ainda mais claro, pois o "sentir-se debilitado" significa experimentar fraqueza, estar enfraquecido no espírito. 

Qualquer tipo de pecado que um crente pratica produz tristeza no Espírito Santo (Ef 4.30). Com a frequência nesses deslizes,  aparece a falta de apetite para se santificar, orar e ler a Palavra de Deus. À medida que se aprofunda na imoralidade, sua força descai gradativamente (Sl 51.2, 8). Apesar disso, Deus é a força de todo salvo (2 Sm 22.33; Ef 6.10; Jo 13.17), e pode restaurar uma vida decaída. 

domingo, 18 de julho de 2010

Meninices e macaquices


A cada dia, muitos pregadores (pregadores?) fazem malabarismos nos púlpitos. Fazem mil e uma acrobacias circenses, visando entreter o povo de Deus (infelizmente alguns incautos vão nessa onda). Onde fica a exposição cristocêntrica? É lamentável... 

Para se ter uma melhor visão da figura, clique em cima da mesma.

Obs.: O diagrama foi copiado deste endereço:  Alvo, mais que a neve

sábado, 17 de julho de 2010

Uma nova vida em Cristo

O novo viver outorgado pelo Senhor a uma pessoa é denominado de “regeneração” ou “novo nascimento”. Ninguém pode nascer de novo sem a atuação milagrosa de Deus. Em sua infinita misericórdia, Deus efetua essa graça de graça. Sem necessidade de pagamento, isso acontece por meio da fé em Jesus Cristo (Tt 3.5, 6; Jo 3.16).

O novo nascimento é necessidade vital para quem deseja experimentar uma nova vida em Cristo.

Bênçãos provenientes da nova vida em Cristo:

• Recuperação moral e espiritual (Mc 5.1-20; 16.9; Lc 8.2; Ef 2.10)

• “Renovação de entendimento” (Rm 12.2; Ef 4.23; Sl 51.10)

• Experimentação da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2)

• Integração à Igreja de Deus, bem como dos seus planos e objetivos (Jo 3.3, 5)

• Participação da justiça e santidade divinas (Ef 4.23, 24)

• Adoção por parte de Deus (Jo 1.12, 13; 20.17; Rm 8.16, 17; Gl 3.26; 4.5, 6)

• Dotação de poder para fazer a obra do Senhor com eficácia (Mc 16.17, 18; At 1.8; 2.1-4; 5.15, 16 6.8; 19.11, 12)

• Ensinar e pregar o Evangelho do Senhor e Salvador Jesus Cristo a toda criatura (Mt 28.19, 20; Mc 16.15; At 8.5, 35; 16.14, 31; 1 Co 2.2)

• Recepção da vida eterna (1 Jo 5.11-13; Jo 3.16; 5.24)

• Morada no céu (Jo 14.1-3; Lc 24.50, 51; At 1.9)

Em Cristo,

JPMS

Procura-se Jesus em meio às pregações


Esta é uma historieta que enfatiza uma realidade nítida no meio evengélico.

Muitos, em nosso meio, dizem ter autoridade e poder de Deus em suas vidas. Mas quando observamos os seus passos, a situação é bem diferente... Alguns deles acham-se grandes pregadores e até recebem convites para pregar. Mas o teor de suas mensagens é oco, destituído de ensino bíblico. Seus trejeitos são bastante espalhafatosos, aparentam-se aos efetuados pelos animadores de circo.

A grande maioria do povo que vai a igreja gosta de ouvir "bençãos", e não gosta de ouvir uma ministração bíblica coerente e poderosa em Deus (Jr 25.3). Muitos crentes gostam de ouvir os animadores de auditórios, que gostam de interagir com o povo. A explanação da Palavra fica sufocada pelas invencionices deles!

O Senhor e Salvador Jesus Cristo deixou-nos um legado: "Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16.15). Observe que Ele disse "Evangelho" e não "modismos". "Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado", estas foram as palavras do apóstolo Paulo (1 Co 2.2). Filipe, um dos sete diáconos (At 6.5), levou a Palavra aos samaritanos. A sua palavra estava ensopada de Cristo (At 8.5).

Já estou cheio e cansado de ouvir pregações medíocres, ou seja, que deixam Jesus de lado. Cristo deve ser o tema central da mensagem! Ele é "poder de Deus e sabedoria de Deus... foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e rendenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor" (1 Co 1.24, 30, 31). Aleluia!

Ávido de sempre ouvir acerca de Jesus Cristo,

João Paulo Marcolino de Souza

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Escatologia aterrorizante (2) - IIIuminati, maçonaria e H1N1

Dando sequência ao estudo sobre a escatologia aterrorizante — a qual vem sendo esposada por falsos ensinadores que gostam de alarmar os incautos mediante vídeos, livros e sites da Internet, gerando crentes neuróticos —, desejo fazer uma breve abordagem acerca da propagação de informações inverídicas a respeito das seitas secretas Illuminati e maçonaria e da vacina contra o vírus influenza A (H1N1).

Os profetas do terrorismo têm se apresentado como os únicos propagadores da verdade e se dizem perseguidos pela Nova Ordem Mundial. Entretanto, como veremos, eles não merecem crédito algum, posto que não consideram a Bíblia a sua fonte primária de autoridade. Sua escatologia, especulativa e alarmista, aterroriza mais do que alerta e conforta os servos do Senhor, e eles asseveram que o Santo Livro apenas contém verdade.

Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, visto que contestam o incontestável fato de que a Bíblia é a Palavra de Deus, a revelação divina escrita (2 Tm 3.16, ARA; 2 Pe 1.21). Esses teólogos (teólogos?) demonstram não ter base erudita alguma quando asseveram que a Bíblia Sagrada é uma reunião de livros realizada pelos papas. Não sabem eles que o cânon das Escrituras vetero e neotestamentárias ocorreram muito antes do Concílio de Trento? Não conhecem eles 2 Pedro 3.16 e Romanos 15.4?

Outra afirmação absurda, caluniosa e sem fundamento dos tais terroristas é a de que todas as igrejas evangélicas — sem exceção — estão envolvidas com a Nova Ordem Mundial e o satanismo. Curiosamente, eles acusam as editoras evangélicas de venderem Bíblias e livros, porém oferecem pela Internet e nas igrejas os seus DVDs... Estes, aliás, são uma verdadeira exploração mercadológica. Além de conterem pesadas acusações de que certos pastores seriam maçons (cf. Mt 7.1,2), apresentam associações questionáveis, esdrúxulas, e notícias alarmantes, amedrontadoras. Para quê? Para “fazer a cabeça” dos incautos, desviando-os cada vez mais do estudo bíblico na Escola Dominical, nos cultos de doutrina, nos seminários, etc.

Cada fato novo de grande repercussão na mídia tem sido usado pelos teólogos alarmistas para fazer alarde e vender DVDs contendo “grandes descobertas”. Eles mercadejam a Palavra (2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3). Uma notícia falsa bastante explorada por eles foi a de que a vacina contra o vírus H1N1 seria perigosa e causaria a morte de milhares de pessoas. E eles conseguiram convencer muitos crentes que não estudam a Palavra de Deus — infelizmente, a maioria — de que não deveriam tomar a tal “vacina assassina”.

Os propagadores do terror afirmaram que a mencionada vacina, em razão de conter mercúrio e óleo de esqualeno, seria altamente tóxica e letal. Somente os incautos mesmo para não perceberem que esse tipo de informação é inconsistente e suas fontes, duvidosas. De acordo com os especialistas do Ministério da Saúde, as mencionadas substâncias são componentes comuns em vacinas e não oferecem risco algum para o sistema imunológico. Aliás, a vacinação geral já ocorreu, e não houve a propalada mortandade em massa por causa dela!

Para quem não sabe, a vacina contra o vírus A (H1N1), antes de chegar ao Brasil, foi usada nos Estados Unidos e na Europa com êxito. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os efeitos provocados por ela são reações leves, como dor local, febre baixa e dores musculares, que passam em torno de 48 horas. Até médicos e enfermeiras a receberam. E garantiram que não se sentiram diferentes. Minha esposa tomou a vacina e se queixou apenas de dor no local da aplicação. Eu não a recebi porque estava fora da faixa etária. Bem, se alguém desejar informações seguras sobre o assunto, procure-as junto ao Ministério da Saúde, em vez de acreditar cegamente nos propagadores da escatologia do terror.

Voltando às seitas secretas, não nego a influência delas nos bastidores de muitos governos, empresas e organizações. Mas asseverar que todos os governos do mundo, todas as religiões e seitas, todas as organizações não governamentais e empresas, bem como todas as igrejas evangélicas são dominadas por Illuminati e maçonaria é uma afirmação exagerada e sem fundamento. Quem espalha esse tipo de notícia é irresponsável e tem como objetivo primaz alarmar o povo de Deus, a fim de vender DVDs em série, aproveitando-se da credulidade e do misticismo de um povo que não estuda a Palavra do Senhor.

Ao explorar o sensacionalismo, os propagadores do terror afastam o povo de Deus da Palavra. E usam como abono às suas invencionices fundamentos frágeis como imagens e inscrições contidas na nota de um dólar. Ora, o que dizer do real? Em todas as suas cédulas está escrito “Deus seja louvado”. Será que os governantes brasileiros louvam a Deus por causa dessa menção nas notas? Claro que não! Considerando que o dólar é muito mais antigo que o real, teriam todos os presidentes estadunidenses, anteriores a Barack Obama, compromisso com a maçonaria? Teriam todos eles ligação com a Nova Ordem Mundial?

Quem está em Cristo não precisa temer a tal Nova Ordem nem o espírito do Anticristo que já opera no mundo (1 Jo 4.1-3). É claro que este, ao se manifestar visivelmente (1 Jo 2.18), após o Arrebatamento da Igreja (2 Ts 2), utilizará toda a tecnologia que houver no mundo. Mas isso não quer dizer que, hoje, toda a tecnologia já pertença ao poder do mal.

Lembro-me de quando os profetas do terror começaram a dizer, no fim do milênio passado, que nos códigos de barras havia o número 666. Houve uma febre alarmista nas igrejas. Muitos LPs, fitas cassetes e de vídeos, bem como apostilas que tratavam do assunto foram vendidos... Mas a onda passou. E hoje os códigos de barras estão nos livros evangélicos, nos cartões de membro das igrejas e em todos os produtos que compramos nos supermercados...

Será que Satanás e o Anticristo são maiores que o Senhor Jesus, a ponto de o cristão, em vez de desfrutar da graça de Deus, viva aterrorizado com cada fato novo que surge no mundo? Não! O servo do Senhor que se preza não segue a teólogos “caçadores de bruxas”, os quais afirmam que todo e qualquer símbolo é maçônico ou satanista. O crente verdadeiramente espiritual prefere a Escatologia Bíblica, saudável, e não a aterrorizadora, visto que, diferentemente desta, aquela é a que nos alegra (Tt 2.13), nos consola (1 Ts 4.16-18) e nos alerta quanto a nossa vigilância constante (Lc 21.36).

Amém?

Por Ciro Sanches Zibordi

Escatologia aterrorizante (1)

A Escatologia Bíblica é um estudo que visa a produzir no servo de Deus esperança (Tt 2.14), consolando-o (1 Ts 4.18) e aumentando o seu desejo de morar no céu (Ap 22.20). Ela não tem como objetivo aterrorizar os salvos com especulações sem nenhum embasamento bíblico, como temos visto em nossos dias.

Quando eu ministro sobre o assunto nas igrejas, costumo reservar um período para responder às perguntas que os irmãos me enviam por escrito. E uma das mais frequentes é: “O que o Senhor Jesus quis dizer com a frase ‘Ai das grávidas’, em Mateus 24.19?”

Não são poucos os eisegetas (e não exegetas) terroristas que extraem a aludida frase de seu contexto, interpretando-a de modo fantasioso e excessivamente trágico. Alguns chegam a afirmar que as crianças que estiverem nas barrigas das mães serão arrancadas delas no instante em que ocorrer o Arrebatamento da Igreja. E citam a advertência “Ai das grávidas!” como abono à sua opinião aterrorizadora, que em nada edifica, conforta ou exorta os servos de Deus.

Em primeiro lugar, é importante observar que o Senhor Jesus não estava se referindo ao Arrebatamento quando falou das grávidas em Mateus 24. Neste capítulo, Ele responde a uma pergunta tripartida de seus discípulos, os quais desejavam saber (1) quando se dariam “essas coisas” e (2) que sinal haveria “da tua vinda” e (3) do “fim do mundo” (v.3).

A resposta do Mestre também foi tríplice e abrangeu: (1) o que aconteceria naquele século (a destruição do Templo e de Jerusalém, que ocorreu no ano 70 d.C.), bem como (2) os sinais ligados ao Arrebatamento e (3) os relativos aos eventos que antecedem o fim do mundo. Nesse caso, à luz do seu contexto imediato, o aviso “Ai das grávidas” está relacionado com a fase final da Grande Tribulação.

Quando Israel estiver cercado pelos exércitos do Anticristo (Ap 16.13-16), os civis terão grande dificuldade de escapar dos bombardeios inimigos, principalmente as mulheres grávidas. Mas observe que o “ai” estende-se às que amamentam, excluindo qualquer possibilidade de interpretação fantasiosa das palavras do Senhor: “ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” (Mt 24.19).

Portanto, o Senhor se referiu à dificuldade de toda a população civil israelense, especialmente as mulheres gestantes e as que estiverem amamentando, em empreender fuga ante a chegada iminente dos inimigos. Mas, aproveitando a pergunta em apreço, evoco outra: O que acontecerá com as crianças que estiverem no ventre de suas mães, por ocasião do Arrebatamento?

No caso das mães salvas em Cristo Jesus, não há dúvidas de que as crianças em seus ventres serão arrebatadas. Uma vez que a vida delas depende de suas genitoras, e estas irão ao encontro do Senhor, nos ares (1 Ts 4.17), é evidente que as crianças não-nascidas, ainda em seu estado da inocência, participarão do grande Rapto da Igreja.

E quanto às crianças de ventre cujas mães não pertencem ao povo de Deus? Elas serão arrancadas das mães, deixando-as desesperadas? Não! Como depende da vida da mãe, e esta não será arrebatada, a criança continuará no ventre e nascerá normalmente na Grande Tribulação. Caso sobreviva aos juízos divinos desse terrível período, ingressará no Milênio com os povos naturais e terá a oportunidade de ouvir o Evangelho e ser salva.

Se as crianças filhas de descrentes vierem a morrer na Grande Tribulação, ainda na fase da inocência — período em que as suas faculdades ainda não estão suficientemente amadurecidas para serem convencidas de seus pecados e crerem em Cristo para a salvação (Mc 16.16) —, elas serão salvas. Afinal, o Senhor Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus” (Lc 18.16). E Ele certamente se referia às crianças que ainda estão no período da inocência.

Nos próximos artigos desta série, pretendo discorrer mais sobre a grande exploração que está havendo ultimamente em torno dos assuntos escatológicos. Há, infelizmente, muitos especuladores, oportunistas, mercadejadores da Palavra (2 Co 2.17; 2 Pe 2.3), se aproveitando da credulidade do povo para apresentar uma escatologia aterrorizadora, amedrontadora, contrária ao que a Palavra de Deus estabelece. Aguarde o meu novo artigo sobre o assunto.

“Ora, vem, Senhor Jesus”.

Por Ciro Sanches Zibordi